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Trecho do Livro: Seguros – Como Vender Mais e Melhor | André Santos

livros seguros booksLivro: Seguros – Como Vender Mais e Melhor

O que mudará em venda de seguros nos próximos anos e os novos desafios para o corretor de sucesso.

Atualmente, a empresa moderna e inteligente sabe que ouvir o cliente e solucionar seus anseios e problemas é a única maneira de continuar existindo. Para o profissional de vendas de seguros, isto não é diferente ou menos importante, pois a compreensão das tendências atuais o ajudará em vários aspectos. A começar por seu desenvolvimento profissional – indo desde seu comportamento e atitudes, até os métodos utilizados para continuar vendendo no mundo dos negócios. Por isso, é importante saber que a nova ordem em vendas pode ser definida basicamente pelos seguintes fatores:

Concorrência mais acirrada:

Existem milhares de Corretoras de Seguros prontas para oferecer uma solução a cada necessidade de um cliente potencial. Com a globalização, este universo é cada vez maior. E quando fica mais difícil vender, os concorrentes buscam o aperfeiçoamento e a melhoria contínua de suas estratégias de vendas, para vencer seus “inimigos”. O mercado, hoje, é disputado palmo a palmo. Este contexto tem forte influência no profissional de vendas, pois o obriga a se tornar cada dia melhor que seu concorrente – a uma velocidade bem maior do que em épocas anteriores.

Qual é seu diferencial?

Com esse aumento da concorrência, passa a existir uma nítida tendência de homogeneização de seguros. Uma Seguradora lança determinado serviço, sendo imediatamente seguida pelas concorrentes. Surge uma novidade e a maioria copia. Se os seguros estão ficando cada vez mais semelhantes, o que vai determinar quem irá vender mais?

Se entre as Seguradoras já é difícil encontrar diferenciais, na atividade de corretagem de seguros esse fator – diferenciação – fica ainda mais complicado. A maioria dos Corretores vende aquilo que você vende; com as mesmas condições e teoricamente podendo praticar os mesmos preços – lembrando que eles também dizem que irão atender ao cliente em caso de sinistro –, pois num mercado muito concorrido, utilizam-se os mesmos argumentos.

Quando o cliente recebe duas propostas da mesma Seguradora de dois Corretores diferentes, o produto é o mesmo e o preço também (neste momento, não estou tratando de comissões e/ou acordos comerciais diferenciados). Como convencer o cliente a comprar de você e não do seu concorrente?

Para ter a preferência do cliente, o que você pode fazer, sem demandar altos investimentos? O que você tem em suas mãos, que não necessita de nada para começar a pôr em prática? A resposta é: Atendimento.

O cliente deve perceber este atendimento diferenciado, desde o primeiro contato estabelecido com você ou com sua Corretora. Sem dúvida, o grande diferencial está nos serviços que a empresa vendedora se dispõe a prestar aos seus clientes. Quem presta um melhor atendimento levará a maior fatia do bolo. Percebe-se quem é o verdadeiro profissional de vendas quando ele não tenta vender indiscriminadamente qualquer coisa, para qualquer um. Primeiro, ele identifica as necessidades do cliente, para somente então indicar o que é mais adequado ao mesmo.

Esta nova ordem em vendas “força” as empresas Corretoras de Seguros e os que atuam neste mercado à melhoria contínua de seus processos e atitudes. Por sua vez, esses processos e atitudes começam pela mudança nos hábitos de venda, pois as antigas regras não se adaptam mais a um meio empresarial em constante evolução. Hoje em dia, é fundamental criar relacionamento com os clientes e não apenas vender seguros para eles. Esta é a única maneira de continuar vivo no mercado e ainda ganhar muito dinheiro. Para se ter sucesso, você precisa adotar o papel de solucionador de problemas e deve cultivar um relacionamento duradouro com seus clientes – o que fará com que eles comprem sempre e somente de você. O objetivo de um Corretor de Seguros campeão de vendas deve ser: “Pensou em seguro, pensou em você!”

De corretor de seguros a solucionador de problemas:

Os bons Corretores de Seguros visitam seus clientes de mente aberta, com o intuito declarado de ajudá-los a resolver seus problemas, adotando a seguinte premissa: “Não sou eu quem vendo; é você quem compra!”

Para que isso aconteça, o profissional precisa se transformar em um verdadeiro consultor. Consultor é aquele que oferece conselhos profissionais e sua atuação é percebida através de sua atitude, sua dedicação e seu compromisso com o cliente. Sem perder de vista o objetivo da realização da venda, você deverá demonstrar interesse em se tornar um recurso de apoio para o cliente, para o que será necessário desenvolver consciência dos problemas, interesses, fatos, sentimentos, necessidades, preconceitos e medos que o motivam.

Como atuar como um consultor e conseguir mais clientes, mais vendas e mais resultados:

As habilidades necessárias para o Corretor atuar como um consultor e conseguir mais clientes, mais vendas e mais resultados são:

— Acima de tudo, conhecer bem os produtos e os seus clientes;

— Ser mais um ouvinte ativo do que um falante ativo;

— Não apresentar o seguro até ter compreendido inteiramente as necessidades e objetivos do cliente;

— Sempre promover um diálogo bilateral;

— Focar a apresentação do seguro nos aspectos que tenham alguma relação de importância para o cliente, ou seja, mostrar como os benefícios do seguro são a solução para o cliente;

— Encorajar e receber positivamente as resistências dos clientes e sempre lidar com estas objeções direta e honestamente;

— Entender que você não vende seguro, e sim, solução de problemas e satisfação de necessidades.

As seis principais atitudes para ser notado como um consultor:

As seis principais atitudes para se diferenciar dos outros Corretores e ser notado como um consultor do cliente são:

1 – Seja uma fonte de informações para seus clientes;

2 – Descubra, por meio de levantamento de necessidades, quais benefícios os seguros que você vende podem trazer para o cliente;

3 – Ajude o cliente, antecipando as necessidades, que muitas vezes ele desconhece;

4 – Aumente sua credibilidade, agindo como um especialista;

5 – Esteja sempre acessível;

6 – Lembre-se: seu papel, como Corretor de Seguros, é encontrar maneiras de beneficiar seus clientes potenciais através do uso de seus seguros e serviços.

O velho estereótipo do vendedor chato e agressivo está sendo substituído pela consultoria e valorização do atendimento, transformando você realmente em parceiro no processo decisório do cliente. Confiança e integridade são de extrema importância no mercado de hoje. Seu envolvimento com os clientes reassegura que você está ali para protegê-los, e não apenas para fazer uma única e simples venda de seguro. Mais do que nunca, seu papel de Corretor de Seguros não é o de tirar pedido, mas, sim, o de orientar e descobrir soluções que agreguem valor para seus clientes. A chave para o seu sucesso é oferecer solução, ao invés de seguros.

Seja um campeão de vendas através do seu atendimento:

Sabe-se que o objetivo final de todo Corretor de Seguros de sucesso é o cliente querer comprar dele – e não apenas o que ele vende.

Invariavelmente, o cliente interessado na compra de um seguro, salvo exceções, recorre a um Corretor de Seguros e não diretamente a uma Seguradora. Sendo assim, este cliente está também comprando os serviços do Corretor e não apenas um seguro. É esse profissional que, durante o prazo de vigência da apólice, será o porta-voz do cliente junto às Seguradoras, atuando como um defensor de seus direitos no que diz respeito ao seguro contratado. Isso deve ficar claro para o cliente. Como em toda profissão, existem os bons e os maus profissionais.

Seu dever é mostrar sua competência através do seu atendimento e dos serviços que você presta. Milhares de Corretores vendem o que você vende e a diferença não está no produto ou no preço e sim, em como você vende seguros.

Veremos mais adiante, no decorrer do livro, que é fundamental agregar valor ao que se vende. Principalmente num mercado em que alguns seguros estão cada vez mais semelhantes, o seu valor está parte no produto e parte no Corretor que vende. E mais: atualmente, estamos entrando numa era em que esse equilíbrio de forças mudou. Antes, a maior parte do valor estava no produto: hoje, há mais valor no vendedor; ou seja, no Corretor de Seguros.

Portanto, se o seguro que você vende é semelhante ou quase igual ao da concorrência, caberá a você, vendedor, fazer a diferença – pelo modo como lida com o cliente e constrói relacionamentos –; pois não há outro motivo dele comprar o seu produto em vez do da concorrência, se ambos forem percebidos igualmente e atenderem da mesma maneira.

Como fazer com que seu atendimento se destaque dos demais Corretores e conseqüentemente você venda mais e melhor, é o que veremos nesse livro. Nos capítulos que se seguem, você aprenderá através de técnicas e conceitos bem práticos, como se tornar um verdadeiro Corretor de Seguros campeão de vendas. Para aqueles que já têm mais experiência no ramo, ele servirá para reciclar os conceitos e sedimentar algumas técnicas que, muitas vezes, acabam ficando adormecidas no nosso subconsciente.

Os conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para uma excelência no atendimento serão inicialmente abordados em Marketing Pessoal, que é tratado a seguir.

Faça a diferença aplicando o marketing pessoal:

Segundo o especialista Evaldo Costa, o ato de vender é conseqüência de um processo de relacionamento ancorado pela simpatia, cordialidade, sinceridade e prazer; que ocorre segundo a seguinte lógica:

1 – O cliente terá de comprar de você – se no primeiro contato ele não simpatizar com você, pode estar certo que dificilmente ela comprará algo. Você compraria de alguém com quem antipatizou ou se sentiu pouco à vontade? Daí a importância de uma abordagem sedutora.

2 – O cliente terá de comprá-lo, profissionalmente falando – se você não for capaz de vender credibilidade, ele poderá não se sentir seguro, e irá buscar outro profissional, no qual possa confiar. Daí a importância de você conhecer bem os seguros que vende e as técnicas de venda.

3 – O cliente comprará a sua Corretora e a Seguradora que você representa – Nesse quesito, estar bem preparado para falar de sua Corretora e do seu parceiro segurador, pode ser o limite entre o fracasso e o sucesso.

4 – O objetivo final de seu cliente é comprar o seu seguro e/ou seu serviço – Portanto, não tenha pressa de ir logo falando do seguro; estabeleça uma conversa amena e um clima positivo.

O sucesso em vendas será obtido com o conjunto e com a atenção aos detalhes. Através de sua competência no atendimento, prove aos seus clientes que você é realmente o profissional habilitado e qualificado para vender seguros.

Conforme nos define Tom Coelho, “o marketing pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a você mesmo, tomando a si como se fosse um produto ou serviço, elevando o respeito e a credibilidade junto aos clientes e colegas de trabalho”. Para que isso ocorra, em primeiro lugar, é fundamental você prestar atenção à forma como você se apresenta e se porta diante dos clientes. Abaixo, seguem algumas dicas:

Valorize sua marca pessoal:

Sua linguagem corporal, aparência, postura e maneira de falar devem obrigatoriamente expressar confiança e auto-estima. A forma pela qual seu cliente percebe o seguro e seu serviço, está intimamente relacionada à forma como ele percebe você. Por maior e mais importante que seja uma empresa, quem transmite a primeira impressão é aquele que está diretamente em contato com o cliente. É essa pessoa a responsável por passar uma imagem positiva, de otimismo, entusiasmo, alegria e sucesso.

Lembre-se de que o seu entusiasmo contagia, mas o seu desânimo também. Vá até o espelho mais próximo. Qual é a imagem que você está passando? O de uma pessoa bem-sucedida? De alguém que adora o que faz? De alguém que tem orgulho de sua profissão, sua empresa e dos seguros que vende? Você se veste como um campeão, ou como um derrotado? Dependendo da forma como se veste, já estará passando para você mesmo e para os outros, uma definição de quem é. César Frazão, especialista em vendas, no livro “Show em Vendas”, garante que a aparência limpa e bem cuidada é fundamental para quem trabalha em vendas.

Em segundo lugar, pelo que vimos até aqui, deve ter ficado claro que o valor percebido antes da venda tem muito a ver com a imagem que o possível cliente tem a seu respeito. Você é a sua empresa nesse momento. Aprofundando mais esse raciocínio, pode-se deduzir que o valor percebido pelo possível cliente está intimamente relacionado ao orgulho que você tem dos seguros que vende. Você está convencido de que eles realmente são necessários? Você é consumidor dos seguros que vende? O preço é justo?

É imprescindível você acreditar no que vende. É muito difícil vender aquilo que não se compra, pois na primeira objeção que o cliente fizer, você sai convencido que ele tem toda razão em não comprar.

Além disso, seu trabalho como profissional de vendas não é aprender a fazer boas propostas e fechamentos – embora vender muitos seguros seja essencial. Para que seus clientes se tornem mais lucrativos, a tarefa é bem mais exigente: inclui manter o cliente em sua carteira durante o maior tempo possível e, porque não, para sempre. A melhor maneira de alcançar esse resultado é se colocar como um profissional consultivo, especialista em gestão de necessidades. Dessa forma, você transformará seus segurados em fãs.

Acredito que todos nós carregamos um vendedor dentro de nós. Para nos tornarmos Corretores de Seguro profissionais, dependemos de capacitação para tal. Onde e como? Com muito autodidatismo, humildade para aprender com outros grandes Corretores, livros e teorias disponíveis, com a reflexão de sua prática de vendas e muita disciplina.
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Taxa de Juros: Cheque Especial | Crédito Pessoal | 30-05-2009

Taxas de juros em operações de crédito informadas pelas instituições financeiras listadas abaixo entre o período de 13 a 19 de Maio, publicadas no dia 30 de Maio de 2009.

Posição — Instituição — Taxas de juros efetivas ao mês (%)

Cheque Especial (Pessoa física)

01 — BANCO VOTORANTIM SA — 2,01
02 — BANCO CRUZEIRO DO SUL SA — 2,63
03 — BANCO RIBEIRAO PRETO SA — 2,72
04 — BANCO ALFA SA — 3,00
05 — BANCO INTERCAP SA — 3,10
06 — BANCO FATOR SA — 3,11
07 — BANCOOB — 3,53
08 — BANCO PROSPER SA — 3,55
09 — BANCO BONSUCESSO S.A. — 3,80
10 — BANCO CEDULA SA — 4,31
11 — BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL SA — 4,55
12 — BANCO INDUSVAL SA — 4,88
13 — BANCO DAYCOVAL S.A — 5,48
14 — CAIXA ECONOMICA FEDERAL — 6,21
15 — BANCO LUSO BRASILEIRO SA — 6,52
16 — BANCO CAPITAL SA — 6,53
17 — BANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA — 6,74
18 — BANCO DA AMAZONIA SA — 6,78
19 — BANCO SAFRA SA — 7,05
20 — BANCO DO EST DO PA SA — 7,44
21 — BANCO DO BRASIL SA — 7,84
22 — BANCO MERCANTIL DO BRASIL SA — 7,85
23 — BANCO LA NACION ARGENTINA — 7,86
24 — BANCO NOSSA CAIXA SA — 7,99
25 — BANCO SCHAHIN SA — 8,25
26 — BANCO DO EST DE SE SA — 8,50
27 — JBS BANCO S/A — 8,54
28 — BANCO BRADESCO SA — 8,59
29 — BANCO ITAU SA — 8,61
30 — BANCO CITIBANK SA — 8,67
31 — BRB BANCO DE BRASILIA SA — 8,86
32 — HSBC BANK BRASIL SA BANCO MULTIP — 8,92
33 — BANCO BANESTES SA — 8,96
34 — BANCO DO EST DO RS SA — 8,98
35 — BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. — 9,04

Crédito Pessoal (Pessoa física)

01 — BANCOOB — 1,20
02 — BANCO ABC BRASIL SA — 1,29
03 — BANCO CRUZEIRO DO SUL SA — 1,31
04 — BANCO MERCEDES-BENZ S.A. — 1,72
05 — VIPAL FINANCEIRA — 1,73
06 — FINANC ALFA SA CFI — 1,83
07 — BANCO COOPERATIVO SICREDI SA — 1,87
08 — BRB CFI SA — 1,95
09 — BARIGUI SA CFI — 2,01
10 — BANCO BVA SA — 2,08
11 — BANCO ALFA SA — 2,08
12 — BANCO INTERCAP SA — 2,19
13 — BANCO INDUSTRIAL DO BRASIL SA — 2,23
14 — BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL SA — 2,25
15 — CAIXA ECONOMICA FEDERAL — 2,26
16 — SANTINVEST SA CFI — 2,26
17 — BANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA — 2,26
18 — BV FINANCEIRA SA CFI — 2,29
19 — BANCO SOFISA — 2,36
20 — BANCO BGN SA — 2,44
21 — BANCO DAYCOVAL S.A — 2,44
22 — BANCO MATONE SA — 2,44
23 — BANCO DO BRASIL SA — 2,46
24 — BANCO VOTORANTIM SA — 2,50
25 — BANCO VOLKSWAGEN SA — 2,50
26 — BANCO BMG SA — 2,51
27 — BANCO PECUNIA SA — 2,51
28 — PARATI CFI SA — 2,52
29 — BANCO DA AMAZONIA SA — 2,52
30 — BANCO BANESTES SA — 2,54
31 — LECCA CFI — 2,54
32 — PARANA BANCO SA — 2,55
33 — BANCO FATOR SA — 2,56
34 — BANCO TRICURY SA — 2,57
35 — BANCO NOSSA CAIXA SA — 2,58
36 — BANCO BONSUCESSO S.A. — 2,58
37 — BANCO SCHAHIN SA — 2,60
38 — BANCO MERCANTIL DO BRASIL SA — 2,65
39 — BANCO RURAL SA — 2,69
40 — UNILETRA SA CFI — 2,75
41 — BANCO DO EST DE SE SA — 2,76
42 — BANCO CAPITAL SA — 2,81
43 — BANCO FIBRA SA — 2,83
44 — BANCO LUSO BRASILEIRO SA — 2,88
45 — BRB BANCO DE BRASILIA SA — 2,88
46 — BANCO CACIQUE SA — 2,91
47 — BANCO FINASA BMC S.A. — 2,95
48 — BANCO GMAC — 3,01
49 — BANCO RIBEIRAO PRETO SA — 3,05
50 — BANCO MAXINVEST SA — 3,11
51 — BANIF BRASIL — 3,16
52 — PERNAMBUCANAS FINANC SA CFI — 3,30
53 — BANCO A J RENNER SA — 3,41
54 — BANCO PAULISTA SA — 3,50
55 — FINANSINOS SA CFI — 3,64
56 — BANCO DO EST DO RS SA — 3,70
57 — BANCO DO EST DO PA SA — 3,77
58 — BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A. — 3,78
59 — SOCINAL — 3,85
60 — ROTULA S/A SCFI — 3,86
61 — BANCO CITICARD — 3,91
62 — BANCO INTERMEDIUM S/A — 3,94
63 — OMNI SA CFI — 4,02
64 — QUERO QUERO SA CFI — 4,02
65 — BANCO CITIBANK SA — 4,06
66 — BANCO SEMEAR — 4,11
67 — BANEX S/A CFI — 4,22
68 — BANCO ITAU SA — 4,47
69 — CREDIARE CFI — 4,56
70 — DIRECAO SA CFI — 4,56
71 — BANCO ITAUCARD — 4,58
72 — HSBC BANK BRASIL SA BANCO MULTIP — 4,69
73 — BANCO BRADESCO SA — 4,86
74 — BANCO SAFRA SA — 5,06
75 — GOLCRED — 5,19
76 — PORTOSEG SA CFI — 5,43
77 — BANCO GE CAPITAL SA — 5,55
78 — FINAMAX SA CFI — 6,96
79 — AYMORE CFI — 9,96
80 — CIFRA SA CFI — 10,03
81 — GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI — 10,13
82 — PORTOCRED SA CFI — 10,61
83 — BANCO CARREFOUR S.A. — 10,71
84 — KREDILIG — 11,36
85 — MIDWAY S.A. – SCFI — 11,55
86 — NEGRESCO SA CFI — 11,62
87 — DACASA FINANCEIRA SA SCFI — 11,89
88 — BANCO CEDULA SA — 13,74
89 — FAI SA CFI — 15,04
90 — BANCO ITAUCRED FINANC SA — 15,41
91 — BANCO IBI SA BM — 15,46
92 — SAX CFI — 15,50
93 — BANCO AZTECA DO BRASIL S.A. — 18,43
94 — CETELEM BRASIL SA CFI — 19,08
95 — CREFISA SA CFI — 19,25

Fonte: Banco Central do Brasil

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Trecho do Livro: Numerati | Stephen Baker

Livros Numerati Stephen Baker BooksLivro: Numerati

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Imagine-se num café, talvez o barulhento onde estou sentado neste momento. Uma mulher jovem na mesa à sua direita está teclando no laptop dela. Você vira a cabeça e olha para a tela. Ela navega na Internet. Você observa.

Passam-se horas. A garota lê um jornal na Internet. Você observa que ela lê três artigos sobre a China. Ela procura filmes para a noite de sexta-feira e assiste a um trailer do Kung Fu Panda. Acessa um anúncio que promete colocá-la em contato com antigos colegas de escola. Você permanece observando. A cada minuto decorrido, descobre mais sobre ela. Agora imagine se você conseguisse observar 150 milhões de pessoas navegando na Internet ao mesmo tempo. É mais ou menos o que Dave Morgan faz.

“Qual é a dos fãs de filmes de amor?”, Morgan pergunta, sentado comigo no seu escritório de Nova York, num entardecer de verão. O empresário da publicidade está cheio de detalhes sobre as nossas andanças online. Ele consegue identificar os padrões de nossas migrações, como se fôssemos andorinhas ou baleias-jubarte, enquanto perambulamos de um site ao outro. Recentemente ele se intrigou com as pessoas que acessam com freqüência um anúncio de aluguel de carros. Entre elas, o grupo maior havia visitado um obituário na Internet. Isso faz sentido, ele diz, tendo ao fundo o tamborilar da chuva nas janelas. “Alguém morre e você aluga um carro para chegar correndo ao funeral.” Mas é o segundo maior grupo que está deixando Morgan intrigado. Fãs de filmes de amor. Por algum motivo que Morgan não consegue discernir, muitos deles parecem atraídos por um banner da Alamo Rent a Car, uma empresa de aluguéis de automóveis.

Morgan, um homem jovial de 43 anos, tem os cabelos esticados para o lado, como se, quando criança, a mãe tivesse mergulhado um pente na água, penteado seus cabelos e eles permanecessem assim. Cresceu em Clearfield, uma cidadezinha no oeste da Pensilvânia, a pouca distância de carro de Punxsutawney. Todos os anos, no segundo dia de fevereiro, bem na metade entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera, uma multidão naquela cidade se reúne em volta de um grande roedor enjaulado, ainda grogue da hibernação. Ela examina a reação do animal à própria sombra. De acordo com uma antiga lenda celta, esse dado individual informa se a primavera virá cedo ou esperará até o fim de março. Morgan afastou-se o máximo possível dessas previsões tradicionais. Em sua empresa em Nova York, a Tacoda, ele contrata estatísticos para rastrear nossas perambulações pela web e prever nossos próximos lances. Morgan foi um pioneiro da publicidade na Internet durante a “bolha ponto com”, abrindo uma agência chamada 24/7 Real Media. Depois do estouro da bolha, fundou outra empresa, a Tacoda, e passou naturalmente para o que viu como o próximo grande desafio: ajudar os anunciantes a localizar os internautas mais promissores para suas mensagens.

Todo o negócio da Tacoda se concentra em dados. A empresa firmou contratos com milhares de publicações na Internet, do New York Times à Business Week. Seus sites permitem que a Tacoda coloque uma pequena codificação, chamada cookie, nos nossos computadores. Isso permite à Tacoda acompanhar nosso percurso de um site para o próximo. A empresa concentra-se no nosso comportamento e não se dá ao trabalho de descobrir nossos nomes ou outros detalhes pessoais (isso poderia provocar uma reação dos defensores da privacidade). Mesmo assim a Tacoda consegue descobrir muita coisa. Digamos que você visite o Boston Globe e leia uma coluna sobre o Toyota Prius. Depois você consulta a seção de carros da AOL. As chances são grandes de que você esteja à procura de um carro. Assim, a certa altura de suas andanças pela web, a Tacoda o atinge com um anúncio de carro. Se você acessá-lo, a Tacoda é paga pelo anunciante – ao mesmo tempo em que recolhe mais um detalhe sobre você. A empresa coleta 20 bilhões dessas pistas comportamentais a cada dia.

Às vezes, a equipe de Morgan detecta grupos de internautas que parecem se mover em sincronismo. O desafio então é descobrir o que desencadeia seus movimentos. Uma vez esclarecido isso, os anunciantes podem prever as navegações das pessoas na Internet – e salpicar seus caminhos com os anúncios certos. Isso requer pesquisa. Vejamos a relação curiosa entre aficionados de filmes de amor e o anúncio da locadora de automóveis Alamo. Para desvendá-la, Morgan e seus colegas precisam mergulhar mais fundo nos dados. As pessoas que alugam carros estão vindo, em grande número, de algum tipo de filme de amor, talvez filmado num local exótico? Os membros desse grupo possuem outros sites favoritos em comum? As respostas residem nas seqüências de uns e zeros enviadas pelos nossos computadores. Talvez a estatística revele que o vínculo aparente entre fãs de filmes de amor e pessoas que alugam carros foi um simples acaso estatístico. Ou talvez a equipe de Morgan venha a descobrir uma tendência mais ampla, uma correlação entre amor e viagens, desejo s_xual e desejo de viajar. Isso poderia levar a todo tipo de sacadas publicitárias. Nos dois casos Morgan pode solicitar centenas de testes. Com cada um pode descobrir um pouco mais sobre nós e direcionar os anúncios com mais precisão a cada vez. Ele está substituindo a análise que antes dependia da intuição do anunciante por ciência. Somos as suas cobaias e nunca cessamos de trabalhar para ele.

Quando se trata de produzir dados, somos prolíficos. Os usuários de celulares, laptops e cartões de crédito, só pelo fato de viverem, engordam a cada dia os seus próprios dossiês digitais. Tomemos o meu caso. Enquanto escrevo nesta manhã de primavera, a Verizon, operadora do meu celular, consegue me localizar, com margem de erro de alguns metros, neste café em Nova Jersey. A Visa pode atestar que estou bem cafeinado, provavelmente para me recuperar dos efeitos do vinho português que comprei ontem às 20h19. Isso aconteceu em tempo de assistir a um jogo de basquete universitário pela TV, que, como a TiVo deve saber, desliguei após o primeiro tempo. Câmeras de segurança captam imagens minhas, com indicação da hora exata, perto de cada banco e loja de conveniência. E nem me falem de minhas navegações pela web. Essas já vêm sendo registradas por dezenas de editores e anunciantes da Internet mundo afora. Dave Morgan é mais um numa multidão grande e curiosa. Na segunda metade do século passado, para obter esse nível de informação, o governo da Alemanha oriental teve de aliciar dezenas de milhares de seus cidadãos como espiões. Atualmente espionamos a nós mesmos e enviamos atualizações eletrônicas a cada minuto.

Tudo começou com os chips de computador. Até a década de 1980, esses pedacinhos de silício, repletos de milhões de transistores microscópicos, ainda eram novidade. Mas foram ficando mais baratos e poderosos a cada ano, e agora os fabricantes os incluem em praticamente tudo que possa se beneficiar de um toque de inteligência. Eles acionam nossos telefones celulares, os controles de nossos carros, nossas câmeras digitais e, é claro, nossos computadores. Nas festas de fim de ano, os embrulhos que abrimos trazem mais chips às nossas vidas. Esses chips conseguem registrar cada instrução recebida e cada tarefa realizada. São anotadores meticulosos. Registram as minúcias de nossas vidas. Isoladamente, cada informação é quase inexpressiva. Mas quando esses bits são reunidos, seus padrões descrevem nossos gostos e sintomas, nossas rotinas no trabalho, os caminhos que percorremos no shopping center e supermercado. E esses fluxos de dados dão a volta ao mundo. Do seu telefone celular, envie um emoticon a um amigo. Aquele fragmento de seu comportamento, aquele gesto minúsculo, dispara instantaneamente, com bilhões de outros, por cabos de fibra óptica. Sobe para um satélite e desce até um parque de servidores em Cingapura antes que você tenha guardado o celular de volta no bolso. Com tantos bits voando por aí, o próprio ar que respiramos está fervilhando com partículas de informações.

Se alguém conseguisse coletar e organizar esses gestos eletrônicos dispersos, nossas vidas entrariam em foco. Isso criaria um mosaico cambiante e atualizado do comportamento humano. A perspectiva é suficiente para empolgar os profissionais de marketing. Uma vez que tenham acesso aos nossos dados, poderão decodificar nossos desejos, temores e necessidades. Poderão nos vender precisamente o que estamos querendo.

Mas a coisa soa mais simples do que realmente é. Oceanos de dados, dos e-mails e downloads às notas fiscais, criam imensas ondas caóticas. Num só mês, o Yahoo sozinho reúne 110 bilhões de dados individuais sobre seus clientes, segundo um estudo de 2008 de uma empresa de pesquisas. Cada pessoa que visita sites na rede de anunciantes do Yahoo deixa, em média, um rastro de 2.520 pistas. Você pode pensar que basta juntar esses detalhes para nossos perfis como consumidores, viajantes e trabalhadores surgirem num instante. Conseguir essa clareza, porém, leva tempo. Quando visito Prabhakar Raghaven, o chefe de pesquisas do Yahoo, fico sabendo que a maioria dos dados é lixo digital. Esse “ruído”, como ele o chama, consegue facilmente dominar os computadores do Yahoo. Se um dos cientistas de Raghaven der um comando impreciso quando estiver vasculhando os dados do Yahoo, os servidores da empresa poderão ficar perdidos em meio ao ruído durante dias a fio. Mas um ajuste certeiro nessas instruções pode acelerar a busca 30 mil vezes. Isso reduz um processo de 24 horas a cerca de três segundos. Sua conclusão é que pessoas com as habilidades certas conseguem extrair sentido do mar de dados quase abissal. Não é fácil, mas elas conseguem nos localizar ali.

As únicas pessoas que conseguem interpretar os dados que criamos são os grandes matemáticos, os cientistas da computação e os engenheiros. Eles sabem como transformar os dados de nossas vidas em símbolos. Por que isso é necessário? Imagine que você quisesse acompanhar tudo que comeu durante um ano. Se você for como eu era na quarta série, irá à papelaria e comprará um montão de fichas. Depois, a cada refeição, anotará os diferentes alimentos numa ficha nova. Bolo de carne. Espinafre. Pudim de tapioca. Cereais da Cheerios. Após alguns dias, sua pilha de fichas cresceu. O problema é que não há como contá-las ou analisá-las. Não passam de um bando de palavras. Claro que estas também são símbolos, cada um representando uma coisa ou um conceito. Mas são quase impossíveis de somar ou subtrair, ou de representar num gráfico ilustrando uma tendência. Juntando-se essas palavras, elas formam o que os especialistas chamam de “dados não-estruturados”. Este é o jargão da computação para “uma grande bagunça”. Uma abordagem melhor seria rotular todas as carnes com C, todas as verduras com V, todos os doces com D, e assim por diante. Uma vez que as palavras sejam reduzidas a símbolos, é possível dispô-las numa planilha e calcular, digamos, quantas vezes você comeu carne ou doce numa dada semana. Depois você pode traçar um gráfico associando sua dieta a mudanças no seu peso ou à quantidade de espinhas no seu rosto.
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Trecho do Livro: Neoliberal, Não. Liberal | Carlos Alberto Sardenberg

Livros Neoliberal Nao Liberal Carlos Alberto Sardenberg BooksLivro: Neoliberal, Não. Liberal

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Estamos no final dos anos 80. A China, em crescimento acelerado, já ocupa o espaço de uma futura potência econômica, tudo baseado em um modelo que combinava muita poupança, pouco consumo e muito investimento, intensa atração de capitais externos e notável espírito empreendedor interno, com as pessoas criando enorme variedade de empresas e negócios. Deng Xiaoping é o grande condutor dessa máquina de gerar empregos e riqueza. Mas também é alvo de críticas: como é que um partido comunista, herdeiro de Mao, pode conduzir o país na direção de uma economia de mercado?

Foi quando Deng deu conteúdo político e celebrizou no mundo todo um antigo provérbio chinês: “Não importa a cor do gato, se ele apanhar o rato, é um bom gato”.

Estamos agora em 11 de outubro de 2008, em Washington. Os dirigentes do Grupo dos Sete (G-7, que reúne os países mais ricos) ouvem a exposição de Richard Fischer, presidente da seção de Dallas do Federal Reserve, o banco central americano, sobre as providências para conter a devastadora crise financeira global. Quando alguém levanta a questão ideológica óbvia do momento, pois as ações anticrise se baseiam quase todas na ampliação do poder e do controle do governo sobre a economia privada, incluindo nacionalização parcial de bancos, Fischer não vacila: “Não importa a cor do gato…”.

Trata-se de uma boa ilustração destes tempos modernos. Nos dois casos, a sugestão é a mesma: esquecer a ideologia e introduzir o que funciona na prática. Mas em direções opostas. Deng se convencera de que só a economia de mercado conduziria a China ao crescimento e a mais bem-estar. Fischer e todas as autoridades monetárias do mundo estavam certas de que só o dinheiro grande do governo poderia salvar o sistema financeiro.

Esse é o tema central deste livro, o pêndulo oscilando entre economia de mercado e Estado, entre livre-iniciativa e comando do governo. Trata-se de um debate que assumiu formas diferentes ao longo da História.

Até o final dos anos 80, quando a China já acelerava, o tema principal separava capitalismo e socialismo (ou comunismo), a versão econômica da guerra fria na política. Com o colapso dos países da órbita soviética, tão rápido quanto surpreendente, o mundo chegou a uma primeira conclusão, depois de duzentos anos de idéias socialistas ou de controle estatal da produção. Não funcionam. Como ficou evidente, ali onde houve capitalismo houve extraordinária criação de riqueza – do que Deng se convencera ainda nos anos 70.

Assim, uma questão subsidiária passou a ser a principal: qual modelo de capitalismo é o mais eficiente para gerar forte crescimento econômico e melhor distribuição de renda.

É disso que se trata hoje, mesmo que remanescentes do socialismo queiram enxergar na crise financeira de 2008 o colapso do capitalismo. Alguns chegaram a dizer que a falência do banco Lehman Brothers estava para o capitalismo assim como a queda do muro de Berlim esteve para o socialismo. Bobagem.

A montanha de dinheiro que os governos colocaram nos mecanismos de crédito e o aumento do controle do Estado sobre os bancos e o sistema financeiro em geral não resultaram de uma decisão política de estatizar ou nacionalizar. Foi a escolha do único gato disponível.

A falta de dinheiro (e, pois, de crédito para pessoas e empresas) foi tão radical, a ameaça de insolvência dos bancos tão aterradora, que só uma instituição com recursos quase infinitos poderia oferecer o crédito, as garantias e a confiança no tamanho necessário: o governo.

Como qualquer instituição, o governo pode tomar empréstimos. Mas só o governo cobra impostos e, sobretudo, emite a moeda. Por isso, pode tomar empréstimos em volume muitíssimo maior. Por exemplo, nos momentos de ansiedade, investidores do mundo inteiro compram títulos do governo americano, colocam seu dinheiro no país que está na origem e no coração da crise.

Por que fazem isso? Porque o governo dos EUA pode quebrar, mas quebra depois dos bancos e das empresas. Porque o capitalismo talvez um dia acabe, mas o último lugar em que acabará será nos EUA.

Isso vale para os governos dos países mais poderosos economicamente, cujas moedas são dominantes na cena global. Por outro lado, só o Estado, por suas instituições, Executivo, Congresso e Judiciário, pode mudar as regras para permitir novas abordagens da crise. Isso foi feito por toda parte. Bancos que não podiam receber dinheiro dos bancos centrais passaram a poder. Bancos centrais que não podiam comprar títulos de empresas passaram a poder. Governos que não podiam ser sócios de bancos passaram a poder.

Por isso mesmo, é o argumento que se encontra em toda a mídia, teria sido provado que o modelo de capitalismo liberal, à americana, foi derrotado pela crise. É a face mais visível do debate teórico em torno do tsunami financeiro e da recessão.

Ocorre que à derrocada final do socialismo, no final dos anos 80, seguiu-se um triunfo ideológico do capitalismo à americana, em detrimento dos modelos europeu e asiático, mais intervencionistas.

O colapso de Wall Street desfechou uma espécie de sentimento de vingança ou algo para o que os alemães têm a palavra exata: Schadenfreude – o sentimento de satisfação ou alegria com o sofrimento dos outros.

Líderes de toda parte apontavam o dedo para os EUA e diziam: a crise é americana, é merecida pelos seus excessos, e eles que se virem. Autoridades econômicas chinesas iniciaram sua participação em reuniões internacionais com uma frase que correu o mundo: “Parece que os professores estão com alguns problemas…”.

Notaram-se curiosas concordâncias. O presidente Lula, largamente reconhecido como a liderança da esquerda responsável, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tido como o melhor representante da direita moderna, poderiam ter trocado os discursos. Ambos denunciaram o excesso de liberalismo, o individualismo, a ganância, a especulação, a falta de ética, o cassino financeiro. Laissez faire nunca mais, disse Sarkozy, com Lula assinando embaixo.

É certo que a crise abalou os alicerces americanos. Mesmo Alan Greenspan, o maestro dos mercados livres, declarou-se terrivelmente chocado com o resultado dessa falta de regulação. Claramente, disse, o sistema financeiro não funcionou.

Lógico, portanto, que o pêndulo se desloque para o lado dos que se alinham com a socialdemocracia, o trabalhismo, a economia social de mercado, o Estado do Bem-Estar. Nos EUA, é o triunfo dos que lá são chamados de liberais, os democratas de Barack Obama, sempre favoráveis à maior regulação dos mercados, sempre desconfiados do “big oil”, “big pharma”, “big business”.

Seria o triunfo da esquerda se ali não estivessem representantes da direita e, para dizer a verdade, se ali não estivesse todo mundo.

De qualquer maneira, é claro que o mundo, hoje todo capitalista, dá uma guinada para o modelo de maior intervenção, e isso ocorre mesmo depois de superada a fase aguda da crise financeira.

Não será a primeira vez. No século passado, o mundo oscilou entre mais abertura e mais controle governamental. Depois da crise de 1930, por exemplo, os países, Estados Unidos na frente, optaram pelos controles gerais sobre a economia, inclusive de preços, e pelo protecionismo comercial.

Não foi uma boa coisa. Não foi por isso que se superou a crise. Muito menos foi assim que o mundo voltou a crescer.

Ao contrário, as mais espetaculares fases de crescimento mundial se deram sob a égide das práticas mais liberais – liberal no sentido europeu, que observamos por aqui.

Na verdade, o momento mais brilhante da economia mundial moderna ocorreu no início deste século XXI, no auge da globalização. Todas as regiões cresceram acima do seu potencial histórico. Considerando dos anos 90 para cá, ou do fim do socialismo para cá, foi o período de maior crescimento da renda e de maior redução da pobreza. Mesmo com aumento da desigualdade em muitos lugares, a vida melhorou para quase todos, como mostram os números do crescimento do consumo de produtos essenciais para o dia-a-dia, de biscoito a geladeiras. Foi também o período em que um maior número de pessoas passou a viver sob regimes democráticos.

Por ironia da História, um dos instrumentos desse crescimento foi justamente a extraordinária expansão do sistema financeiro moderno. Para que serve um banco? Para captar poupança onde está disponível e alocar recursos ali onde há demanda por consumo e investimentos.

O sistema moderno, graças à tecnologia da informação e à falta de regulação em muitos sistemas, elevou essa capacidade a um nível nunca visto. Ou seja, multiplicou-se muitas vezes a capacidade de emprestar – e emprestar para pessoas comprarem casas e carros e para empresas produzirem esses bens.

Foi assim que fundos de investimento do Canadá tomaram dinheiro emprestado no Japão e compraram ações de empresas brasileiras, que usaram esse capital para produzir álcool ou construir apartamentos. Foi assim que a Vale pôde tomar financiamentos para comprar empresas no Canadá. Nos Estados Unidos, o sistema permitiu que os consumidores pendurassem nos cartões de crédito compras de US$ 1,3 trilhão. Esse é o tamanho do débito das famílias americanas, hoje, com muitos analistas achando que 30% são de má qualidade.

Mas para onde foi esse dinheiro? Para a brasileira Alpargatas, por exemplo, que vende suas Havaianas por lá. A dívida dos americanos no cartão de crédito financiou fábricas e empregos no mundo todo.

No ano de 2008, o pior momento da crise, os americanos estão comprando mais de 500 mil casas novas. Há nelas madeira brasileira, chinesa e indonésia, aço idem.

Eis por que a Schadenfreude teve vida curta. Logo, ficou evidente que a crise não era só americana, era mundial, pois todos haviam participado, de um modo ou de outro, da tal farra do crescimento. Se o período de crescimento, inclusive do crédito, beneficiou todo mundo, estava na cara que uma quebra desse sistema financeiro quebraria todo mundo.

Note-se que os países que menos sofrem são aqueles que menos participaram da festa. Por exemplo, o sistema financeiro brasileiro correu menos riscos, mas por isso mesmo empresta muito menos para as pessoas e empresas, e a juros mais caros. Ao contrário do que ocorreu nos Estados Unidos e em muitos outros países, com financiamento abundante e barato.

Repetindo: nos EUA, no pior ano do sistema financeiro, estão vendendo mais de 500 mil casas novas. No Brasil, no melhor ano, 2008, quase chegaremos a 300 mil, uma diferença grande, mesmo considerando que a população brasileira equivale a dois terços da americana. É o caso de perguntar: qual o melhor sistema, aquele que empresta dinheiro para 1 milhão de famílias comprarem casas novas por ano, nos bons momentos, das quais 20%, no pior momento, não conseguirão pagar, ou um sistema todo regulamentado e carimbado, que empresta para 250 mil famílias, das quais 7% não pagam?

Em todo sistema financeiro, os empréstimos têm de ser garantidos por determinada quantia de capital. Em sistemas prudentes, clássicos, um banco empresta pouco mais de dez vezes o seu capital. Bancos globais, desregulamentados ou com capacidade para driblar as regras, emprestaram muito mais. Para conseguir isso, criaram um complexo sistema de trocas de papéis, vendas de seguros e garantias, com o propósito de dividir o risco.

Quando uma parte dos tomadores de crédito parou de pagar, o sistema não ficou de pé. Verificou-se que o risco dividido não havia sido diminuído, mas multiplicado e se espalhado por todo o sistema. Deu no maior colapso financeiro.

É preciso agora restabelecer o sistema financeiro e controlar os óbvios excessos e falhas. Mas que são óbvios só agora. Quando o mundo todo crescia, quando o consumo se expandia a índices espetaculares, com inflação baixa, seria preciso um banco central com muita moral e muita força para dizer: pessoal, isso aqui vai dar errado daqui a alguns anos, de modo que nós vamos cortar o crédito para todos a partir de agora. Não houve esse banco central, e o mundo avançou até a crise.

Este livro trata de todos esses temas – modelos de capitalismo, governo e empreendedorismo individual, empresas privadas e estatismo, direitos individuais e coerções coletivas, direita x esquerda, riqueza e distribuição de renda.

Mas foi todo escrito antes da eclosão da fase aguda da crise financeira de 2008. Daí esta longa introdução. Para dizer que considero de pé as teses centrais aqui expostas e que podem ser assim resumidas: quanto mais capitalismo, melhor; quanto mais mercado livre, melhor.

Ou alguém acha que o governo brasileiro, por causa da crise, tornou-se mais competente do que, digamos, Amador Aguiar ou Olavo Setubal ou Walther Moreira Salles para construir um banco? É certo que bancos privados quebraram aqui – e o governo, FHC, na época, colocou dinheiro do contribuinte para salvar o sistema, o que deu certo. Algo, aliás, que devemos, principalmente, a Gustavo Loyola, presidente do Banco Central nos piores momentos da crise bancária.

Aliás, já houve outras crises financeiras pelo mundo, e mesmo governos conservadores já fizeram isso que se faz hoje, que é colocar dinheiro público para salvar bancos e, pois, seus clientes, seus investidores, credores e tomadores, e não os banqueiros.

E convém notar que todos os bancos públicos brasileiros, federais e estaduais, todos, já quebraram, alguns mais de uma vez, e só não faliram porque o governo, o contribuinte, compareceu ao caixa.

Aliás, passada a fase do “danem-se os americanos”, notem que as autoridades pelo mundo afora estão dizendo: é uma intervenção momentânea, o sistema privado será preservado tão logo esteja restabelecida a confiança.

Tomara. O gato de Deng foi a economia de mercado. O gato de hoje é a intervenção dos governos. Será bom se conseguir restabelecer o sistema e deixar a cena. Para o Brasil, em especial, uma onda de protecionismo mundial será o pior que pode acontecer. Os capítulos deste livro são baseados em artigos escritos semanalmente em O Estado de S. Paulo e O Globo. Não se trata de uma reprodução, mas de uma ampla reedição. Tive nisso a inestimável colaboração da jornalista Renata Pedini, colega de CBN.

Mas é claro que a responsabilidade é toda minha. Bom proveito.

Capítulo 1 – Casos brasileiros: o marreteiro, o gringo e Antonio Ermírio

Mas esse gringo é brasileiro.

A notícia foi muito bem recebida por aqui: no início de 2008, o empresário David Neeleman, que já fundou três companhias aéreas nos EUA, uma das quais a revolucionária JetBlue, anunciou a criação da quarta, no Brasil. Além do dinheiro próprio que traz dos EUA, Neeleman recolheu mais investimentos externos, de George Soros e de um fundo de São Francisco, o Weston Presidio, aos quais se juntarão, minoritariamente, acionistas brasileiros.

Portanto, o que temos? São capitalistas estrangeiros desembarcando no Brasil para competir no mercado local, que é um duopólio, controlado pela Tam e Gol/Varig. Logo, é de fato boa notícia, sobretudo porque a nova companhia vai voar com jatos da Embraer, desprezados pelas empresas brasileiras.

Não poderia ser melhor exemplo dos efeitos positivos dos investimentos estrangeiros. O negócio de Neeleman traz capital, tecnologia, expertise, encomendas para empresas locais, gera empregos e cria uma competição que vai beneficiar todos os passageiros.

Mas, esperem um pouco. Isso pode?

Lembrem-se, a lei brasileira, para proteger o mercado da invasão predatória dos imperialistas, determina que só brasileiros podem ser donos de companhias aéreas e que os estrangeiros podem ter no máximo 30% do capital. Na empresa de Neeleman será o contrário, os brasileiros terão menos de 30%.

Ilegal, não fosse um detalhe.

Lá atrás, os pais de David Neeleman passaram um tempo no Brasil e aconteceu de o menino nascer no Rio de Janeiro. E quem nasce no Brasil é brasileiro.

Mas David é também norte-americano. Na verdade, é essencialmente norte-americano. Fez sua vida nos EUA, abriu seus negócios lá, ganhou dinheiro lá, nunca teve atividade empresarial no Brasil. Do prisma econômico, digamos assim, a questão não deixa dúvidas: trata-se de um empresário estrangeiro que traz dinheiro de fora para entrar num negócio reservado a brasileiros. Só é legal por acaso, o que evidencia o absurdo da situação e da lei.

Imaginemos que os pais de David tivessem decidido ter o filho nos EUA, lá perto de sua família, e que a história posterior seguisse exatamente a mesma. Teriam voltado ao Brasil com o bebê, que cresceria pelo Rio de Janeiro nos primeiros anos e depois seguiria para tocar a vida e os negócios nos EUA. Teria feito tudo exatamente igual, três companhias aéreas, a JetBlue, e teria até mesmo mantido interesse e afeição pelo Brasil. E aí resolveria fundar sua companhia aérea brasileira.

Não pode, diriam nossas autoridades, o senhor é um gringo e não pode vir aqui tomar mercado de nossos compatriotas.

O país ficaria sem todos os benefícios óbvios que a nova companhia vai trazer. E quantos outros bons negócios estará perdendo por conta desses acasos e da lei?

O marreteiro

Tomo um táxi em São Paulo, carro novinho em folha, com GPS, motorista educado.

Congestionamento vai, conversa vem, ele me conta que estava havia pouco tempo com o táxi, ia bem, mas bom mesmo era o negócio que ele tinha antes e com o qual “dona Marta acabou”.

– Qual?

– Eu era marreteiro, vendia vale-transporte.

Resumo: ele comprava vale-transporte, no tíquete de papel, a R$ 1,70 e vendia a R$ 2, para uma passagem de ônibus que custava R$ 2,30.

O mercado se formou porque a lei determina a concessão do benefício a todos os empregados com carteira assinada. Muitos não o utilizavam, nem tinham para quem dar, de modo que havia uma oferta. A demanda era óbvia, todo mundo que pegava ônibus e, especialmente, que não tinha carteira assinada.

O negociante precisava de boas conexões para alcançar quem tinha os vales de sobra e um bom local para vendê-los. No caso do nosso taxista, uma boa banca em um local de enorme movimento de passageiros, a estação Itaquera do metrô, na zona Leste da capital paulista.

Pergunto:

– Mas como você se instala? Vai ali e arma a banca?

– Não, que é isso?! Você precisa comprar o ponto.

– Mas de quem você compra?

– De quem estava lá. O dono precisa te apresentar para os demais marreteiros do local e avisar que dali em diante você fica com a banca. Não tem papel, não tem nada, mas todo mundo respeita.

Nosso taxista pagou 5 mil reais pelo seu ponto, em dinheiro. Obteve bom retorno.

– Teve mês que vendi 60 mil passes.

Calculo e me espanto: a trinta centavos por passe, isso dá 18 mil reais!

– Menos – ele explica –, porque em lote grande a gente dava desconto e tinha de dar boa comissão para os intermediários (pessoas que sabiam onde encontrar vendedores, mas não tinham capital nem ponto-de-venda). – Mas teve mês que levei pra casa mais de 12 mil reais. E eu tinha ampliado o negócio.

Na verdade, ele havia diversificado: passara a vender suco de laranja.

– E dava dinheiro?

– Dava uns vinte reais por saco de laranja, isso limpo, depois de pagar a laranja, os funcionários, a energia, os copinhos, o gelo. Em dia bom, de calor, vendia de doze a quinze sacos.

– Funcionários?

– Claro, não dava para tocar sozinho os dois negócios.

– Bom – pergunto –, e o que dona Marta estragou?

– Quando ela lançou o bilhete único, eletrônico, que não tem como negociar. E só com a laranja não valia a pena.

Mas o ponto valia. Nosso taxista passou adiante por R$ 5,5 mil. Com mais sua poupança, comprou o táxi à vista.

– Mas se descobrir um jeito de negociar o bilhete eletrônico, volto a ser marreteiro.

Fiquei imaginando: o bilhete único é um avanço, mas, gente, que capacidade empreendedora, que organização desse mercado! Deveria haver um jeito de aproveitar esse pessoal. Um ambiente de negócios mais favorável ao empreendedor privado, de modo que fosse mais simples e mais barato montar negócios formais, mesmo que fosse o comércio de vale-transporte, certamente ajudaria a atividade econômica e o emprego.

Fico imaginando: se fosse possível criar um título formal de propriedade das bancas, a pessoa poderia utilizar isso como colateral num financiamento, por exemplo, de casa própria. O marreteiro tem propriedade, tem renda, mas não pode utilizar isso para alavancar negócios ou consumo.

Além disso, como informal, não pode crescer além de uma barraca nova de laranja. E aquele empreendedor, como certamente muitos e muitos outros, tem capacidade de gerar riqueza e empregos.

Adam Smith vive aqui

O Jornal da Globo, da TV Globo, realizou uma reportagem em dezembro de 2007 que deveria ser gravada em CD e distribuída entre políticos, economistas, cientistas políticos e sociólogos, com o seguinte título: “Receita de crescimento com inclusão”.

A reportagem trata de um caso crítico: acesso aos computadores e, mais especialmente, à internet de banda larga. Nas classes D e E, apenas 2% das famílias têm acesso à rede em casa, o que cria uma enorme desvantagem para seus estudantes e trabalhadores. Vai daí que “inclusão digital” é objeto de inúmeros programas de governo, de eficácia duvidosa.

Mas que tal garantir acesso à rede, na banda larga, por dois reais a hora, bem pertinho de casa? Isso certamente inclui muitas pessoas dos bairros mais pobres. É o que mostra a reportagem.

História exemplar: Eliane Portela, moradora na favela de Heliópolis, na zona Sul de São Paulo, comprou quatro computadores, instalou na sua casa (depois de desfazer a cozinha), assinou banda larga e, pronto, eis uma lan house. A demanda era evidente e se confirmou: os computadores não param, a sala está sempre lotada, há filas de dia e de noite.
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Taxa de Juros: Cheque Especial | Crédito Pessoal | 11 a 17-03-2009

Taxas de juros em operações de crédito informadas pelas instituições financeiras abaixo listadas durante o período 11 a 17 de Março de 2009.

Posição — Instituição — Taxas de juros efetivas ao mês (%)

Cheque Especial (Pessoa física)

1 — BANCO VOTORANTIM S A — 2,04
2 — BANCO MATONE S A — 2,08
3 — BANCO CRUZEIRO DO SUL S A — 2,17
4 — BANCO FATOR S A — 2,41
5 — BANCO RIBEIRAO PRETO S A — 2,72
6 — BANCO INTERCAP S A — 3,09
7 — BANCO ALFA S A — 3,20
8 — BANCO PROSPER S A — 3,38
9 — BANCOOB — 3,56
10 — BANCO BONSUCESSO S.A. — 4,41
11 — BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S A — 4,59
12 — BANCO CEDULA S A — 5,52
13 — BANCO PAULISTA S A — 5,65
14 — BANCO INDUSVAL S A — 6,27
15 — CAIXA ECONOMICA FEDERAL — 6,37
16 — BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S A — 6,48
17 — BANCO CAPITAL S A — 6,52
18 — BANCO SAFRA S A — 6,65
19 — BANCO DA AMAZONIA S A — 6,96
20 — BANCO DO EST DO PA S A — 7,44
21 — BANCO LUSO BRASILEIRO S A — 7,52
22 — BANCO SCHAHIN S A — 7,80
23 — BANCO PANAMERICANO S A — 7,86
24 — BANCO LA NACION ARGENTINA — 7,86
25 — BANCO DO BRASIL S A — 7,98
26 — BANCO MERCANTIL DO BRASIL S A — 8,19
27 — BANCO NOSSA CAIXA S A — 8,41
28 — JBS BANCO S/A — 8,55
29 — BANCO BRADESCO S A — 8,70
30 — BANCO ITAU S A — 8,72
31 — BANCO ABN AMRO REAL S A — 8,80
32 — BANCO DO EST DE SE S A — 8,83
33 — BRB BANCO DE BRASILIA S A — 8,87
34 — BANCO DO EST DO RS S A — 8,97
35 — BANCO BANESTES S A — 9,07
36 — BANCO CITIBANK S A — 9,13
37 — HSBC BANK BRASIL SA BANCO MULTIP — 9,22
38 — BANCO SANTANDER S.A. — 9,34

Crédito Pessoal (Pessoa física)

1 — BANCOOB — 1,22
2 — VIPAL FINANCEIRA — 1,59
3 — BARIGUI S A CFI — 1,92
4 — FINANC ALFA S A CFI — 1,94
5 — BANCO DA AMAZONIA S A — 1,97
6 — BANCO GUANABARA S A — 1,97
7 — BANCO CRUZEIRO DO SUL S A — 2,09
8 — BANCO SOFISA — 2,26
9 — BANCO BVA S A — 2,28
10 — BANCO ABC BRASIL S A — 2,29
11 — BANCO INDUSTRIAL DO BRASIL S A — 2,31
12 — BANCO VOLKSWAGEN S A — 2,35
13 — CAIXA ECONOMICA FEDERAL — 2,36
14 — BANCO DAYCOVAL S.A — 2,39
15 — PARANA BANCO S A — 2,39
16 — BANCO DO BRASIL S A — 2,41
17 — UNILETRA S A CFI — 2,41
18 — LECCA CFI — 2,47
19 — BANCO VOTORANTIM S A — 2,47
20 — BANCO BGN S A — 2,48
21 — BANCO MATONE S A — 2,48
22 — BESC FINANCEIRA S A CFI — 2,50
23 — BANCO MORADA S A — 2,50
24 — PARATI CFI S A — 2,51
25 — SANTINVEST S A CFI — 2,53
26 — BANCO PECUNIA S A — 2,53
27 — BANCO BMG S A — 2,56
28 — BANCO RIBEIRAO PRETO S A — 2,57
29 — BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S A — 2,57
30 — BANCO INDUSTRIAL E COMERCIAL S A — 2,59
31 — BANCO BONSUCESSO S.A. — 2,60
32 — BANCO ALFA S A — 2,66
33 — BANCO DO EST DE SE S A — 2,73
34 — BANCO MERCANTIL DO BRASIL S A — 2,74
35 — BV FINANCEIRA SA CFI — 2,80
36 — BANCO RURAL S A — 2,81
37 — BANCO BANESTES S A — 2,82
38 — BANCO CAPITAL S A — 2,84
39 — BANCO NOSSA CAIXA S A — 2,96
40 — BANCO LA NACION ARGENTINA — 3,00
41 — BANCO FINASA BMC S.A. — 3,01
42 — BANCO LUSO BRASILEIRO S A — 3,04
43 — FINANSINOS S A CFI — 3,08
44 — BRB BANCO DE BRASILIA S A — 3,11
45 — BANIF BRASIL — 3,18
46 — BANCO TRICURY S A — 3,20
47 — BANCO GMAC — 3,25
48 — BANCO CACIQUE S A — 3,25
49 — BANCO FIBRA S A — 3,27
50 — BANCO A J RENNER S A — 3,28
51 — PERNAMBUCANAS FINANC S A CFI — 3,31
52 — BANCO DO EST DO PA S A — 3,56
53 — BANCO CITICARD — 3,70
54 — BANCO DO EST DO RS S A — 3,84
55 — BANCO ABN AMRO REAL S A — 3,85
56 — BANCO ARBI S A — 3,89
57 — BANCO PAULISTA S A — 3,93
58 — BRB CFI S A — 4,00
59 — BANCO SCHAHIN S A — 4,12
60 — OMNI SA CFI — 4,24
61 — BANCO SEMEAR — 4,24
62 — BANEX S/A CFI — 4,31
63 — BANCO SANTANDER S.A. — 4,35
64 — ROTULA S/A SCFI — 4,57
65 — BANCO GE CAPITAL S A — 4,64
66 — BANCO ITAUCARD — 4,64
67 — BANCO CITIBANK S A — 4,72
68 — BANCO INTERMEDIUM S/A — 4,75
69 — BANCO ITAU S A — 4,75
70 — HSBC BANK BRASIL SA BANCO MULTIP — 4,81
71 — BANCO BRADESCO S A — 4,95
72 — PORTOSEG S A CFI — 5,38
73 — BANCO PANAMERICANO S A — 5,63
74 — BANCO SAFRA S A — 5,80
75 — FINAMAX S A CFI — 7,65
76 — QUERO QUERO S A CFI — 7,81
77 — CREDIARE CFI — 7,89
78 — CIFRA S A CFI — 9,23
79 — GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI — 9,36
80 — AYMORE CFI — 10,60
81 — PORTOCRED S A CFI — 10,90
82 — MIDWAY S.A. – SCFI — 11,75
83 — DACASA FINANCEIRA S A SCFI — 11,97
84 — BANCO CEDULA S A — 13,24
85 — NEGRESCO S A CFI — 13,39
86 — FAI S A CFI — 13,66
87 — KREDILIG — 13,79
88 — BANCO IBI S A BM — 15,28
89 — BANCO CARREFOUR S.A. — 15,62
90 — SAX CFI — 15,68
91 — BANCO ITAUCRED FINANC S A — 15,73
92 — FIN ITAU CBD CFI — 16,30
93 — CETELEM BRASIL S A CFI — 18,99
94 — CREFISA S A CFI — 19,45
95 — BANCO AZTECA DO BRASIL S.A. — 19,55

Fonte: Banco Central do Brasil

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