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Trecho do Livro: Eles Continuam Entre Nós | Zibia Gasparetto

Livros Eles Continuam Entre Nos Zibia Gasparetto BooksLivro: Eles Continuam Entre Nós

Sônia Crocco nos conta um grande acontecimento presenciado por mais quatro pessoas muito ligadas a ela. Erenita, sua prima, filha de Helena, sem religião definida; Fátima, amiga de Erenita, espírita; Marivalda, católica, vizinha e companheira de fé de Helena, ambas participantes do coral dos Carismáticos da Igreja Nossa Senhora Aparecida, na Vila Paulicéia, em São Bernardo do Campo e Delmita, sua mãe, cunhada de Helena, espírita.

Sua tia, Helena Crocco Mantovani, católica, irmã de seu pai, desencarnou em 8 de maio de 1995.

Helena era uma pessoa boa, alegre e gostava muito de cantar. Quando se reuniam, lá estava ela a brincar com todos. Quando a família se encontrava, ela puxava o coro entre os presentes e a festa começava.

Era muito querida por todos, sempre alegre, com boa vontade e pronta a ajudar quem precisasse, inclusive colaborou na criação da sobrinha Sônia.

Uma fatalidade aconteceu e na mesma semana em que sua filha Erenita ia se casar ela teve um problema de coração. Sônia ficou na esperança de que a tia iria superá-lo; mas infelizmente recebeu a notícia do seu desencarne.

Sônia a amava muito, mas quando chegou ao velório, em vez de tristeza, sentiu grande alegria. Em seu coração havia apenas um grande amor pela tia e uma vontade muito grande de agradecer tudo o que ela havia feito. Sentia grande alegria, tudo era maravilhoso e a tristeza de uma breve separação não tinha nenhum sentido para ela. Estava feliz, muito feliz, pelo carinho que sentia por Helena.

Sua mãe, que tanto estimava a cunhada, também não estava chorando. O ambiente era sereno e calmo.

Eram muitas as pessoas presentes. Um pouco antes de o enterro sair, companheiros de fé religiosa de Helena compareceram para lhe fazer uma homenagem. Entre eles estava a amiga Marivalda.

O coral dos Carismáticos começou a cantar. Sônia e a mãe estavam sentadas uma ao lado da outra. Fátima e Erenita estavam do outro lado. Marivalda e o coral cantavam em volta do corpo. Foi aí que começou a emoção maior. Dentre todas as vozes do coral, uma se destacou, límpida e forte. Era a voz de Helena, cantando como sempre fizera com os amigos.

Ao ouvi-la cantar, Sônia chorou de emoção; percebeu que sua mãe também chorava, mas não disse nada. A canção terminou e o enterro foi realizado. Uma vez em casa, passadas algumas horas, Sônia ligou para a mãe para saber como ela estava. Então o comentário saiu. Ela também tinha ouvido a voz de Helena.

Naquele dia, Delmita foi até a casa da falecida para saber se todos estavam bem. Encontrou Marivalda, Erenita e Fátima conversando. Não perdeu a oportunidade e perguntou:

– Quem no coral tem a voz parecida com a de Helena?

– Por quê? – indagou uma delas.

– Curiosidade.

– Ninguém tinha a voz igual a dela.

– É que eu e a Sônia ouvimos perfeitamente a voz de Helena cantando com o coral.

As três confessaram que também tinham ouvido. Todas chegaram à conclusão de que Helena queria que todos guardassem uma lembrança alegre dela, assim resolveram que ninguém ficaria triste com sua partida. Mas em seus ouvidos guardariam para sempre a lembrança da sua última canção como a dizer que a morte não é o fim, que a vida continua mais além, cheia de alegria e luz.

Poucas pessoas sabem que ser espiritual é cultivar a alegria. Imaginam que os espíritos superiores sejam circunspectos, sérios. Isso não é verdade.

A alegria é o tônico do espírito. Cantar faz bem à alma, harmoniza o espírito, liga-nos com as forças positivas da natureza.

Foi por tudo isso que ela estava lúcida e acordada no próprio velório, fato não muito comum por causa dos nossos medos e dos preconceitos.

A morte é natural e quando o espírito a aceita sem dramatizar pode ficar acordado como Helena. Ela manteve alegria, mesmo tendo de se separar do marido, da filha, dos parentes e amigos.

Não perdeu tempo dramatizando uma situação inexorável, da qual não podia voltar atrás. Aceitou com alegria. Cantou na hora da despedida. Fez com que seus parentes não sofressem nem lamentassem sua partida.

Como ela conseguiu cantar mesmo depois de morta? Usando as energias dos presentes. Os espíritos podem conseguir efeitos físicos por meio do ectoplasma. Uma substância que eles manipulam extraindo energias próprias dos que são médiuns e misturando-as a alguns elementos astrais.

Acredito que ela não tivesse conhecimento técnico para fazer isso, mas algum amigo espiritual a ajudou, criando os elementos necessários para que esse fenômeno de voz direta ocorresse. Esse fato acontece em sessões de efeitos físicos. A voz se manifesta sem o auxílio direto do médium e todos a ouvem. Foi o que aconteceu com Helena.

Mas desencarnar assim, com essa alegria e naturalidade, é um bom exemplo para nos ensinar a lidar de maneira harmoniosa e adequada com a morte dos entes queridos.

É o que a vida quer nos ensinar, permitindo que essas manifestações ocorram.

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Trecho do Livro: Anjos e Demônios | Dan Brown

Livros Anjos e Demonios Dan Brown Angels and Demons BooksLivro: Anjos e Demônios

Obs: O filme Anjos e Demônios, baseado no livro de Dan Brown, já está sendo filmado. O protagonista Robert Langdon será estrelado por Tom Hanks, e a data prevista de estréia nos Estados Unidos é dia 15 de Maio de 2009.

FATO

O maior estabelecimento de pesquisa científica do mundo – Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN) -, na Suíça, recentemente conseguiu produzir as primeiras partículas de antimatéria. A antimatéria é idêntica à matéria física, exceto por ser composta de partículas cujas descargas elétricas são inversas àquelas encontradas na matéria normal.

A antimatéria é a mais poderosa fonte de energia conhecida pelo homem. Libera energia com 100 por cento de eficiência (a fissão nuclear é 1,5 por cento eficiente). A antimatéria não é poluente nem radioativa, e bastaria uma gota para abastecer a cidade de Nova York de energia por um dia inteiro.

Há, porém, uma ressalva…

A antimatéria é extremamente instável. Incendeia-se ao entrar em contato com qualquer coisa, inclusive o ar. Um único grama de antimatéria contém energia igual à de uma bomba nuclear de 20 quilotons – o tamanho da bomba que caiu sobre Hiroshima.

Até bem recentemente, a antimatéria tinha sido criada apenas em quantidades bem reduzidas (alguns átomos por vez). Agora, porém, o CERN começou a trabalhar com o novo desacelerador de antiprótons – um avançado aparelho que promete criar antimatéria em quantidades maiores.

Resta uma pergunta: será que essa substância tão volátil vai salvar o mundo ou será usada para gerar a mais mortífera arma de todos os tempos?

NOTA DO AUTOR

Todas as referências a obras de arte, a arquitetura, a túneis e a tumbas em Roma são inteiramente factuais (assim como suas localizações exatas). Essas obras e monumentos ainda podem ser vistos hoje.

A fraternidade dos Illuminati também é factual.

Prólogo

O físico Leonardo Vetra sentiu cheiro de carne queimada e sabia que era a sua. Levantou os olhos, aterrorizado, para a figura sombria que o dominava.

– O que você quer?

– La chiave – respondeu a voz rascante. – A senha.

– Mas eu não…

O intruso curvou-se de novo para a frente, pressionando com mais força o objeto em brasa no peito de Vetra. Ouviu-se um chiado de carne grelhando.

Vetra gritou alto, agoniado.

– Não existe senha nenhuma! – E sentiu que mergulhava na inconsciência.

O rosto do homem encheu-se de uma fúria contida.

– Ne avevo paura. Era o que eu temia.

Vetra esforçou-se para manter os sentidos, mas a escuridão envolvia-o pouco a pouco. Seu único consolo era saber que o agressor jamais obteria o que viera buscar. Um momento mais tarde, porém, o homem fez aparecer uma lâmina e ergueu-a diante do rosto de Vetra. A lâmina adejou no ar. Precisa. Cirúrgica.

– Pelo amor de Deus! – gritou Vetra.

Mas era tarde demais.

.

***

.

Do alto da pirâmide de Gizé, a jovem riu e voltou-se para ele, lá embaixo, chamando-o.

– Ande, Robert! Devia ter me casado com um homem mais moço! – O sorriso dela era mágico.

Ele tentou acompanhá-la, mas suas pernas pesavam como se fossem feitas de pedra.

– Espere – pediu. – Por favor…

Enquanto subia, sua vista começou a turvar-se. Seus ouvidos latejavam. Preciso alcançá-la! Mas, quando olhou de novo para cima, a mulher desaparecera. Em seu lugar havia um velho de dentes estragados. O homem encarou-o, os lábios torcendo-se em uma careta melancólica. E ele deixou escapar um grito de angústia que ressoou pelo deserto.

Robert Langdon acordou sobressaltado do pesadelo. O telefone ao lado de sua cama estava tocando. Tonto, levou-o ao ouvido.

– Alô?

– Gostaria de falar com Robert Langdon – disse uma voz masculina.

Langdon sentou-se na cama e tentou clarear sua mente.

– Aqui… é Robert Langdon – e apertou os olhos para o mostrador do relógio digital. Eram 5h18 da madrugada.

– Preciso encontrá-lo imediatamente.

– Quem está falando?

– Meu nome é Maximilian Kohler. Sou um físico de Partículas Discretas.

– Um o quê? – Langdon mal conseguia se concentrar. – Tem certeza de que procurou o Langdon certo?

– O senhor é professor de Simbologia Religiosa na Universidade de Harvard. Escreveu três livros sobre simbologia e…

– Sabe que horas são?

– Peço desculpas. Há uma coisa que precisa ver. Não posso explicar pelo telefone.

Um resmungo conformado escapou dos lábios de Langdon. Aquilo já acontecera antes. Um dos perigos de se escrever livros sobre simbologia religiosa era o chamado de fanáticos querendo que ele confirmasse o último sinal que haviam recebido de Deus. No mês anterior, uma stri*pper de Oklahoma prometera a Langdon a melhor sessão de se*xo de sua vida se ele pegasse um avião até a cidade dela para verificar a autenticidade de uma figura cruciforme que aparecera magicamente nos lençóis de sua cama. O sudário de Tulsa, como Langdon a chamara.

– Como conseguiu o número do meu telefone? – Langdon tentou ser amável, apesar da hora.

– Na Internet. No site do seu livro.

Langdon franziu a testa. Tinha certeza de que o número do telefone de sua casa não constava do site de seu livro. O homem obviamente estava mentindo.

– Preciso vê-lo – a voz do outro lado insistiu. – Vou pagar bem.

Agora Langdon estava ficando furioso.

– Sinto muito, mas eu…

– Se sair agora, pode estar aqui por volta de…

– Não vou a lugar nenhum! São cinco horas da manhã!

Langdon desligou e caiu de volta na cama. Fechou os olhos e tentou adormecer novamente. Não adiantou. O sonho estava entranhado em sua mente. Relutante, vestiu um roupão e desceu.

Robert Langdon perambulou descalço por sua casa deserta, uma construção vitoriana em Massachusetts, segurando seu remédio habitual contra a insônia: uma caneca de chocolate instantâneo fumegante. O luar de abril filtrava-se pelas janelas da sacada e formava desenhos nos tapetes orientais. Os colegas de Langdon sempre brincavam que o lugar parecia mais um museu de antropologia do que uma casa. As prateleiras estavam cheias de artefatos religiosos de todo o mundo – um akuaba de Gana, uma cruz dourada da Espanha, um ídolo cicladense do Egeu e um ainda mais raro boccus de Bornéu, o símbolo da perpétua juventude de um jovem guerreiro.

Sentado em uma arca de latão maharishi e saboreando o chocolate quente, deu com o seu reflexo nas vidraças das janelas. A imagem estava distorcida e pálida… como a de um fantasma. Um fantasma envelhecido, pensou, sendo cruelmente lembrado de que o seu espírito da mocidade vivia dentro de um invólucro mortal.

Apesar de não ser propriamente bonito no sentido clássico, Langdon, com seus quarenta e cinco anos, possuía o que as colegas do se*xo feminino classificavam de um encanto “erudito” – mechas grisalhas misturadas ao espesso cabelo castanho, perspicazes olhos azuis, uma voz grave atraente e o sorriso forte e despreocupado de um atleta universitário. Membro da equipe de mergulho da faculdade, Langdon ainda tinha um corpo de nadador, um metro e oitenta de boa forma, que ele mantinha cuidadosamente com 2.500 metros diários de exercício na piscina da universidade.

Seus amigos sempre o viram como uma espécie de enigma – um homem que pertencia a séculos diferentes. Nos fins de semana, viam-no andando pelo pátio da universidade vestido de jeans e conversando sobre computação gráfica e história religiosa com os alunos; outras vezes, aparecia com seu paletó de tweed e colete paisley nas páginas de importantes revistas de arte em aberturas de exposições de museus para as quais era convidado a dar palestras.

Mesmo sendo um professor rigoroso e muito severo quanto à disciplina, Langdon era o primeiro a acolher o que chamava de “a arte perdida de uma boa brincadeira”. Apreciava os momentos de divertimento com um fanatismo contagiante, o que lhe valera uma aceitação fraternal entre seus alunos. Seu apelido no campus, “Golfinho”, era uma referência tanto à sua natureza afável quanto à sua lendária capacidade de mergulhar em uma piscina e confundir a estratégia de toda a equipe adversária em um jogo de pólo aquático.

Enquanto estava ali, sozinho, olhando distraído para a escuridão, o silêncio da casa foi quebrado novamente, dessa vez pelo toque da máquina de fax. Exausto demais para se incomodar, Langdon forçou uma risadinha cansada.

O povo de Deus, pensou. Dois mil anos de espera pelo Messias e eles ainda são de uma persistência infernal.

Entediado, deixou a caneca vazia na cozinha e foi andando devagar para seu escritório revestido de painéis de carvalho. O fax recém-chegado estava na bandeja da máquina. Suspirando, pegou a folha de papel e olhou para ela.

No mesmo instante foi tomado por uma onda de náusea.

A imagem na página era a de um cadáver humano. O corpo fora despido e a cabeça fora torcida, virada completamente para trás. No peito da vítima havia uma terrível queimadura. O homem fora marcado a fogo com uma única palavra. Uma palavra que Langdon conhecia bem, muito bem. Ele olhou fixamente, incrédulo, para as letras desenhadas.

– Illuminati – ele gaguejou, o coração batendo forte. – Não pode ser…

Lentamente, temendo o que estava para presenciar, Langdon girou o papel 180 graus. Olhou para a palavra de cabeça para baixo.

E quase perdeu o fôlego. Era como se tivesse sido atropelado por um caminhão. Mal acreditando em seus olhos, virou a folha de novo, lendo a palavra nas duas posições.

– Illuminati – murmurou.

Aturdido, deixou-se cair em uma cadeira. Ficou ali por um momento, totalmente desnorteado. Aos poucos, sua atenção voltou-se para a luz vermelha que piscava na máquina. Quem mandara o fax ainda estava na linha… esperando para falar. Langdon contemplou durante longo tempo o ponto luminoso piscando.

Depois, trêmulo, levantou o fone.

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