You are currently browsing the daily archive for setembro 6, 2008.

Trecho do Livro: Chega de Dieta! | Daniela Jakubowicz

Livros Chega de Dieta Daniela Jakubowicz Ni una dieta mas BooksLivro: Chega de Dieta!

A fome e o vício são as duas forças que obrigam o obeso a ingerir, à noite, alimentos que engordam. Assim, é fundamental que a dieta se foque no controle dessas duas forças.

Para se atingir objetivos e conseguir incluir na dieta tanto os alimentos que controlam a fome quanto os que freiam o vício, é necessário acelerar o gasto de calorias e permitir que, mesmo comendo, a pessoa continue magra.

Ao controlar a fome e o vício em farináceos, a pessoa conseguirá ser magra para sempre. Se, ao contrário, sente fome ou desejo de comer farináceos, pães ou doces à noite, não adiantará emagrecer rapidamente, pois um dia não resistirá e engordará de novo.

Quanto mais dietas, mais gordos.

A obesidade é um dos desafios mais difíceis que a ciência médica enfrenta atualmente. Apesar de todos os progressos científicos e conhecimento sobre as graves conseqüências da obesidade, não se consegue erradicá-la; ao contrário, sua incidência aumenta ano após ano e atualmente atinge cifras epidêmicas em quase todo o mundo.

Há uma década a quantidade de obesos nos Estados Unidos chegava a 15% cento da população, enquanto hoje chega a 61%. Estima-se que haja 108 milhões de norte-americanos com peso muito acima do que se considera saudável. Ocorreu também um aumento da obesidade infantil e sabe-se ainda que 14% dos adolescentes são obesos.

Além de ser um problema estético, a gordura predispõe fortemente a doenças cardiovasculares, infarto, trombose, hipertensão e diabetes no adulto. Outras conseqüências são arteriosclerose prematura, aparecimento do câncer, especialmente o de mama, de cólon e de útero (mais freqüentes nos obesos) e, como era de se esperar, essa epidemia de obesos gerou um aumento do diabetes, que aparece também em pessoas muito jovens, inclusive em crianças.

Ignora-se a natureza viciadora do problema.

Uma das grandes falhas que comumente se observa nos métodos de emagrecimento é que eles objetivam de tratar a gordura, mas não os impulsos viciadores que os obesos sentem pela ingestão de alimentos nas horas em que são mais propensos a engordar.

Os ritmos naturais dos hormônios energéticos não são levados em conta.

É essencial considerar as oscilações que os hormônios energéticos apresentam a cada 24 horas, pois essas flutuações determinam em qual momento do dia os alimentos se transformam em energia e em qual se transformam em gordura.

Algumas dietas tratam da gordura, mas não das suas causas.

Existe uma quantidade infinita de métodos e dietas para perder peso, mas, na maioria dos casos, as pessoas que os adotam vêem seus esforços fracassarem.

Quase todas as dietas – tanto as clássicas, que prescrevem baixas calorias, quanto as comerciais, que limitam os farináceos, e aquelas compostas de um só alimento – têm o mesmo triste fim: a volta da obesidade a médio ou longo prazo. Na verdade, a maioria das pessoas que se submetem a uma dieta para perder peso termina mais obesa do que antes.

As dietas restritivas diminuem o metabolismo e favorecem a volta rápida da obesidade.

A maioria dos métodos para emagrecer se restringe a recomendar diversos procedimentos para menor consumo de calorias.

Entretanto, muitas pesquisas mostraram que “comer menos” não é um bom método para emagrecer, pois além de exacerbar o vício em carboidratos, também reduz o metabolismo, facilitando o aumento de peso com ingestão menor de alimentos. O resultado é que depois de um breve período de emagrecimento logo se volta rapidamente à obesidade.

No final, terminam mais gordos e mais viciados.

Enquanto perdem peso rapidamente, as pessoas se mostram muito satisfeitas e dizem: “a dieta funciona”. Nos meses seguintes, porém, o ritmo de emagrecimento vai diminuindo, ao passo que a fome, a fraqueza e o vício em doces aumentam até se tornarem irresistíveis.

Como as pessoas consideram que seus esforços e sacrifícios não são recompensados, abandonam a dieta bruscamente e começam a comer compulsivamente tudo o que tinham abandonado.

Abandonam todas as dietas, uma depois da outra e com cada tentativa terminam mais gordos e mais desesperados.

Acreditamos que esse enfoque equivocado seja a causa de tantos fracassos.

Com a dieta dos ritmos naturais você vai aprender:

  • 1. Como emagrecer de forma permanente com uma dieta vinculada aos ritmos naturais, que facilitará o controle da fome e das forças viciadoras que o pressionam a comer doces e farináceos.
  • 2. Uma forma de nutrição que acelera seu metabolismo e a transformação dos alimentos em energia, protegendo-o contra a volta da obesidade.

Ritmos hormonais ou ritmos circadianos:

Como os ritmos dos hormônios energéticos dependem da luz solar, é óbvio que para emagrecer precisamos vincular o consumo dos alimentos a essas oscilações naturais. Desta forma, faremos com que os nutrientes se transformem em músculos e energia, e não em gordura. Assim, os alimentos nos darão bem-estar e evitaremos a obesidade.

A via metabólica que os alimentos usam depende da luz solar.

Os ciclos do dia e da noite, do sol e da escuridão geram oscilações ou ritmos hormonais no sistema endócrino e no sistema nervoso central. São chamados de ritmos naturais dos hormônios ou ritmos circadianos (do latim circa: círculo, e diana: dia), que se repetem a cada 24 ou 25 horas durante toda a nossa vida.

Nosso organismo se vincula a esses ritmos hormonais e funciona como um sistema de duas fases:

  • 1. A fase matutina, que começa ao amanhecer.
  • 2. A fase noturna, que começa com o pôr-do-sol.

O terceiro olho controla nossas vidas.

Os sinais de presença ou ausência de luz provenientes da retina viajam ao núcleo supraquiasmático, na base do cérebro e chegam à sua parte média e posterior, onde está localizada a glândula pineal, também denominada “o terceiro olho”. Ela funciona como nosso relógio biológico: é inibida com a luz e ativada com a escuridão, estimulando a produção de melatonina e serotonina durante a noite. Dessa maneira, ela informa a todo o organismo quando amanhece e quando anoitece.

A serotonina guia nosso sono.

A secreção de serotonina aumenta ao anoitecer e permanece elevada durante quase toda a noite. Trata-se de um mediador antidepressivo e sedativo que proporciona felicidade, tranqüilidade e sono. Além disso, diminui a produção cerebral de outros mediadores estimulantes como adrenalina, dopamina e noradrenalina. Tanto o aumento da serotonina quanto a redução dos mediadores estimulantes que ela induz contribuem à redução do estado de alerta, da atenção e da capacidade intelectual. Resumindo, durante a noite, quando se produz mais serotonina, as pessoas estão dormindo.

Ao amanhecer, o aumento da luz do dia inibe a glândula pineal e ela diminui a produção de serotonina. Ao longo do dia, a glândula reduz gradativamente a quantidade do mediador que, ao entardecer, cai bruscamente. Quando chega a escuridão da noite, a serotonina reinicia sua ascensão noturna.

A química do desejo:

A serotonina, além da sua função antidepressiva, também regula o apetite e a vontade de comer doces, chocolates e farináceos.

Os altos níveis de serotonina que persistem durante o amanhecer produzem uma rejeição ao café-da-manhã, enquanto a queda brusca que esse mediador apresenta, até a metade da tarde, gera nesse momento do dia uma sensação de tristeza, bem como um impulso viciador ou uma atração por farináceos ou doces.

As oscilações desse mediador são bastante acentuadas nas pessoas obesas, cujos níveis muito altos de serotonina de manhã – que geram a grande aversão pelo café-da-manhã –, sofrem uma queda intensa ao entardecer.

Explica-se, assim, por que os obesos têm impulsos de dependência de farináceos, doces e chocolates à tarde.

Processos matutinos: mais alerta de manhã.

Com o aumento da luz do dia, a serotonina vai diminuindo; por outro lado, várias substâncias estimulantes como o cortisol, a adrenalina e a dopamina aumentam a partir da madrugada.

Essas substâncias aumentam o estado de vigília e alerta, a capacidade de concentração e a habilidade para resolver problemas – que, por isso, funcionam tão bem pela manhã. Também proporcionam várias características intelectuais e orgânicas completamente diferentes daquelas que podemos encontrar no mesmo indivíduo durante a tarde e ao anoitecer.

Outros ritmos circadianos:

Durante a manhã, as pessoas se concentram melhor, e a maioria alcança o mais alto estado de alerta e capacidade de atenção às 11 horas, coincidindo com o pico de produção de adrenalina. Depois, essa substância diminui e, com ela, o nível de atenção durante a tarde. A memória imediata e o raciocínio chegam ao seu ponto máximo no período matutino, ao passo que a memória de longo prazo aumenta à tarde.

A destreza manual é excelente no período vespertino, e todos os sentidos – paladar, visão, audição, tato e olfato –, se tornam mais aguçados à tarde e no começo da noite. A temperatura corporal vai se elevando até atingir seu pico às 15 horas, – o que ocorre da mesma maneira tanto com as pessoas saudáveis quanto com aquelas afetadas por estados febris, sendo que estas pioram visivelmente a essa hora da tarde.

Pela manhã a pressão arterial é mais alta.

A pressão arterial começa a aumentar durante a madrugada e alcança os mais altos níveis nas primeiras horas da manhã. Isso explica o agravamento, nesse momento do dia, de todos os sintomas derivados da pressão alta nas pessoas hipertensas, que chegam mesmo a acordar durante a madrugada com fortes dores de cabeça induzidas pelo pico de tensão.

O risco de infarto e trombose é maior nas primeiras horas do dia.

O pico matutino da adrenalina eleva a pressão arterial (o coração fica mais acelerado), o fluxo sangüíneo nas artérias coronárias diminui, o sangue é mais denso, as plaquetas (elementos de coagulação) se juntam e se aderem mais, resultando em maior exigência cardíaca durante a manhã.

Em geral, todos os elementos de risco cardiovascular aumentam desde a madrugada, sem parar, até alcançar um máximo entre 8 e 10 horas da manhã. Vários estudos confirmaram que há maior risco de sofrer infarto, morte súbita, trombose ou acidentes cerebrovasculares nas horas matutinas.

Exercícios físicos são mais perigosos se praticados de manhã.

Devido ao maior risco cardiovascular matutino, não se recomenda fazer exercícios nessas horas, pois a pressão arterial e o pulso podem se elevar, além de estimular a produção de adrenalina – que já tem índices mais altos pela manhã.

É mais adequado praticar esportes ou exercícios físicos à tarde, quando temos um fluxo maior nas coronárias, menos pressão sangüínea – o sangue é mais fluido, os fatores que favorecem a trombose são mais escassos e a exigência cardíaca é baixa. À tarde e ao anoitecer, a capacidade aeróbica e o metabolismo das reservas melhoram durante o exercício físico. De fato, o rendimento físico é ótimo nessa parte do dia.

No período matutino, os alimentos se transformam mais em energia e aumentam a massa muscular.

Quando os alimentos entram no organismo, seus efeitos metabólicos e sua transformação em energia, em músculos ou em gordura dependem do entorno metabólico e hormonal predominante na hora da ingestão. Principalmente pela manhã, prevalecem os hormônios que transformam os alimentos em energia e regeneram a massa muscular.

Controle do cortisol sobre o metabolismo:

Pela manhã, o organismo é controlado pelo cortisol, que transforma proteínas em energia. Por isso, as proteínas como queijo, leite, frango, atum, etc., se ingeridas nesse horário, sofrem muitas alterações que as transformam em massa muscular, energia e ajudam na manutenção constante dos níveis de glicose durante muitas horas. Isso preserva a massa muscular, aumenta o estado de alerta e a concentração mental; evita também a sensação de fome ao longo do dia.

Ademais, as complexas reações químicas sofridas pelas proteínas ingeridas de manhã aumentam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo muito mais do que se forem ingeridas à noite. Isso permite que você não engorde no resto do dia, mesmo consumindo muita comida.

Tempo para farináceos:

Pela manhã, o organismo é mais sensível à ação da insulina, o hormônio que leva a glicose sangüínea aos músculos. Por isso, quando ingerimos farináceos nesse período do dia, há um rápido aumento da insulina, que envia açúcar aos músculos, aumentando a energia, mas não a gordura de reserva. Por isso, os farináceos e os doces ingeridos de manhã não engordam. O consumo de carboidratos cedo gera serotonina cerebral, diminuindo o vício em doces que os obesos sentem ao entardecer.

Processos noturnos: aumento da gordura de reserva.

O organismo responde menos à ação da insulina durante a noite. Por isso, quando se comem doces ou farináceos à noite, a insulina tem que aumentar muito e, como não pode enviar os açúcares aos músculos, desvia-os para a gordura de reserva. Nesse caso, a pessoa engorda, mas não aumenta sua energia.

À noite, a insulina é pouco eficiente.

Como resposta a uma refeição noturna rica em farináceos, ocorre maior e mais prolongado aumento da insulina, produzindo os seguintes efeitos:

  • Aumento dos triglicérides
  • Diminuição do colesterol protetor
  • Aceleração da arteriosclerose
  • Subida da pressão arterial
  • Acúmulo de gordura durante o sono

Os alimentos se desviam para o colesterol.

Finalmente, a enzima que inibe a síntese do colesterol eleva-se dentro do fígado durante a noite e chega ao seu máximo por volta da meia-noite. Isso facilita muito a formação de colesterol nas pessoas que ingerem maior quantidade de calorias no jantar.

Para as pessoas de hábitos noturnos, os alimentos, em lugar de lhes servir de fonte de energia e saúde, tornam-se agentes que provocam a obesidade e aceleram o surgimento de diabetes, infartos e acidentes cerebrovasculares.

Sistemas de emergência:

O principal objetivo dos sistemas de emergência é manter os níveis de glicose estáveis no sangue, já que este é o único combustível que o cérebro pode utilizar.

Para isso, o organismo desencadeia diferentes sistemas que variam conforme a hora em que ocorre a falta de alimento. É muito diferente a resposta à falta de alimento (quando esta se deve à ausência do café-damanhã) daquela que se produz ao não comermos durante a noite ou antes de dormir.

Ativação do sistema de emergência matutino:

Pela manhã, existe predominância da ação do cortisol que, em jejum, estimula a destruição das proteínas musculares e sua transformação em glicose.

Ao não se tomar café-da-manhã e continuar o jejum noturno, os sistemas de emergência são ativados, com o objetivo de permitir a sobrevivência sem alimentação.

Ao acordar, o cérebro utiliza o açúcar (a glicose circulante ou a glicose sangüínea), mas este termina em aproximadamente quinze minutos. Essa queda de açúcar sangüíneo ativa o primeiro sistema de emergência: o fígado contribui com sua reserva de açúcar, conseguindo manter os níveis sangüíneos de glicose por quinze minutos mais.

Se, ante uma nova queda da glicose sangüínea, a pessoa continua sem o café-da-manhã, o cérebro entende essa informação como “começo do jejum”: acredita que os alimentos nunca chegarão.

É ativado, então, o segundo sistema de emergência matutino: aumento da cortisona, que produz uma destruição massiva de proteínas musculares e do colágeno da pele. As proteínas desses tecidos são degradadas, virando aminoácidos, como a alanina, que abandonam o músculo e passam ao fígado, onde são transformados em nova glicose.

No jejum matutino, o corpo utiliza os músculos como combustível de reserva. Não pode usar a gordura porque o hormônio que a manipula só aumenta durante o sono noturno.

Dessa forma, poderíamos dizer que a pessoa que não toma café-da-manhã perde músculos e ganha gordura.

Diminui nossa capacidade intelectual.

Os altos e baixos de glicose, resultado da falta do café-da-manhã, deixam o cérebro em situação de desvantagem já que, como foi dito, ele é o responsável pela ativação dos sistemas de emergência. Assim, nas pessoas que não tomam café-da-manhã, 80% do seu cérebro trabalham para pôr esses sistemas de sobrevivência em andamento e apenas 20% se dedicam à aprendizagem, a resolver problemas ou a memorizar dados. Isso gera fadiga ou exaustão mental pela manhã e, embora a pessoa não fique menos inteligente, sua capacidade intelectual diminui.

Sistema de emergência noturno:

Quando o estado de “pós-absorção” ou jejum começa à noite, a situação é diferente. No período noturno, a ação do hormônio do crescimento humano (HGH) estimula a diminuição de gorduras e permite que o organismo utilize os depósitos de gordura como combustível de reserva. Isso mostra por que as pessoas perdem peso principalmente durante o sono noturno.

—–
+ Veja também:


Anúncios

Atualizações

Categorias

setembro 2008
D S T Q Q S S
« ago   out »
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930