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Google Chrome: Como utilizar os links favoritos

A empresa Google lançou mais um dos seus projetos, o browser navegador de Internet Google Chrome.

O Google Chrome ainda está na versão Beta, mas é leve e rápido, cheio de recursos e equipado com o moderno JavaScript V8, de programação arrojada, preparada para as próximas gerações de aplicativos que serão disponibilizados na net.

Para quem quiser baixar o browser e já testá-lo, o download do Google Chrome está disponível no seguinte site:

www.google.com/chrome

Abaixo você pode assistir ao vídeo oficial do Google que exemplifica a utilização dos links favoritos no navegador Google Chrome.
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Trecho do Livro: De Mala e Cuia – Tudo o que você precisa saber para morar, estudar, trabalhar e se divertir na Europa | Adriana Setti

Livros De Mala e Cuia Europa Adriana Setti BooksLivro: De Mala e Cuia

Frio na barriga e um mar de interrogações. Eis as conseqüências imediatas e inevitáveis da difícil decisão de se mudar para outro país. Aconteceu comigo, com você e provavelmente com todo mundo que, pelo motivo que seja, resolveu fazer a trouxa e se mandar para a Europa, o tal do Velho Mundo. O motivo é simples. Traçar um caminho concreto em um lugar desconhecido não é moleza. E, por mais que você já tenha estado como turista onde sonha morar, os mistérios dos mecanismos e códigos da vida cotidiana de uma cidade, seja ela Carapicuíba ou Paris, são segredos que só se revelam com o tempo. Uma vez assumida a condição de não-turista, de pouco lhe servirão os guias Lonely Planet e Let’s Go da vida ou as publicações especializadas em viagem. Matematicamente falando, 99% de tudo o que se publica para quem quer conhecer a Europa resolverá apenas cerca de 10% de todos os seus problemas. Os 90% restantes só podem ser solucionados com muita pesquisa e vivência. O que essas estatísticas de fundo de quintal demonstram é que a sua aflição tem uma razão de ser: a falta de informação clara reunida em um mesmo lugar.

Ao decidir vir a Barcelona no começo de 2000, por mais que tivesse amigos morando aqui, tive perspicácia o suficiente para compreender que nenhum conhecido ou funcionário de embaixada teria paciência para solucionar todas as minhas questões. Elas eram inesgotáveis e de todos os tipos e níveis de complexidade. Portanto, o jeito foi levar na bagagem uma mistura de dicas (muitas vezes conflitantes) gentilmente cedidas por amigos, informações burocráticas coletadas em consulados, alguma pesquisa de Internet e muita disposição para dar cabeçadas aqui e acolá.

Com o cocuruto calejado, escrevi este guia com a obsessiva intenção de que fosse uma reunião de tudo aquilo que eu gostaria de ter sabido antes de vir para a Europa e que não tive para quem perguntar. Com este minucioso trabalho de investigação independente e de interpretação de informações confusas e imprecisas fornecidas pelas instituições brasileiras e européias (consulados, embaixadas, universidades, institutos fornecedores de bolsas de estudo etc.), almejo fazer com que sua aventura, cara leitora, caro leitor, seja mais prazerosa e menos atrapalhada do que de costume. Espero também, confesso, livrar-me de boa parte dos e-mails suplicantes (aqueles que geralmente são intitulados “dicas para o amigo do fulano”) de amigos, primos, amigos do cunhado, vizinho do colega de trabalho etc., que me serviram como fonte de inspiração e me causaram uma pontinha de dor de cabeça durante os últimos cinco anos.

Há muitos milhares de brasileiros vivendo na Europa, e nem o Itamaraty tem uma idéia precisa do número exato. As estatísticas oficias são baseadas nas pessoas que voluntariamente se inscrevem nos consulados brasileiros. No entanto, esse procedimento, apesar de recomendado, não é de modo algum obrigatório. Com isso, muita gente deixa de comunicar oficialmente a residência no exterior por preguiça, desinformação ou simplesmente por falta de interesse. Mesmo assim, os dados do Ministério das Relações Exteriores mostram que os países preferidos dos brazucas na Europa são Reino Unido, Portugal, França, Espanha, Alemanha e Itália.

Levando em consideração esses dados, informações provenientes do famoso boca-a-boca, uma atenta observação do que se passa ao meu redor e mais o estudo de fenômenos internautas como blogs e comunidades, optei por fazer deste livro um manual para três países específicos dessa lista – Espanha, França e Reino Unido –, com informações extremamente detalhadas sobre os três e mais alguns dados adicionais sobre outros países, para que possam servir como base para comparação e inspiração.

Os motivos para essa escolha são vários. Em primeiro lugar, queria que este guia servisse para diversos tipos de imigrantes: os que querem estudar, os que querem aprender idiomas, os que pretendem fazer um pé-de-meia em moeda forte, os que estão em busca de aventuras, os que querem ampliar horizontes e os que misturam um pouco de tudo isso. Explico porque decidi excluir Portugal, Alemanha e Itália: Portugal é um país procurado por brasileiros especialmente para trabalho e pela facilidade de falar português; a Alemanha pode ser um pouco dura demais pelo idioma; e a Itália é extremamente restritiva na questão do trabalho pela dificuldade de se conseguir permissão ou autorização para trabalhar como estudante.

Restaram, pois, Reino Unido, onde milhares de brasileiros sonham em morar por vários motivos, entre eles o de aprender o inglês com o sotaque mais bonito do mundo e juntar dinheiro em potentes libras; a França, capital cultural européia por excelência, que oferece cursos conceituados e possibilidades de trabalho; e a Espanha, que tem preços acessíveis, um ótimo clima, baladas enlouquecedoras e atrai cada vez mais gente interessada em aprender o segundo idioma mais falado no mundo.

Na primeira parte deste livro, o futuro não-turista encontrará informações exaustivas sobre todas as providências que deve tomar antes de ir. Nela estarão detalhes sobre cada tipo de visto, cursos, bolsas de estudo, passagem, bagagem, dinheiro, seguros de saúde, imigração e muito mais. Na segunda parte, está tudo o que você precisará fazer e saber após sair do aeroporto de destino, incluindo moradia, comida, transporte, trabalho, providências burocráticas em geral, diferenças culturais, viagens etc. A informação crua e dura está permeada por casos verdadeiros que aconteceram comigo e com pessoas que conheço, em uma tentativa de que a deglutição deste livro seja, além de um aprendizado e um guia para a nova vida que você pretende levar, também uma experiência agradável.

Minha vivência européia inclui um verão de estudos da língua francesa na tradicionalíssima universidade Sorbonne, em Paris, cinco anos em Barcelona (onde estudei História da Arte e Fotografia, fiz uma pós-graduação em Comunicação Cultural e trabalhei como garçonete, jornalista e tradutora) e freqüentes viagens por vários países, da Grécia à República Tcheca, da Suécia ao Reino Unido. Minha experiência pessoal inclui também, e sobretudo, a convivência com numerosas pessoas das mais variadas nacionalidades. Tudo isso junto, somado a um espíritode observação incansável, faz com que, modéstia à parte, possa falar com alguma autoridade do estilo de vida europeu. Leia, releia, consulte e, acima de tudo, relaxe e divirta-se desde os primeiros preparativos para a sua investida.

Ao partir para o exílio voluntário no Velho Continente, muitas vezes deixamos para trás grandes mordomias, como emprego estável (na medida em que isso ainda é possível no Brasil), empregada doméstica e carro na garagem. Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média européia não está acostumada com moleza. Toda pessoa normal que se preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina com as próprias mãos. E você, em sua empreitada, muito dificilmente escapará do batente. Mas, pasme, foi justamente isso que acabei convertendo em uma das maiores lições de vida que tive nesses últimos cinco anos em que vivi em Barcelona. Sim, a limpeza do banheiro ocupa algumas horas semanais na minha rotina, mas passei a conviver com algo totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo social.

Essa descoberta veio até mim como um tapa na cara. E num dia qualquer, em que meu namorado e eu fomos visitar um apartamento que pretendíamos alugar. Ao chegarmos no local, nos deparamos com duas portas de entrada. A corretora imobiliária, com um ar didático, e meio sem graça, soltou a frase que faria com que muitas fichas caíssem: “ Veja só, este prédio tem muita história. Está vendo estas duas portas? Antigamente, as pessoas tinham empregados e eles entravam por uma porta diferente da porta do patrão!”. Não me restava nada além de esboçar uma risada amarela e um “oh” esverdeado. Afinal, venho de um país onde a “entrada de serviço” é uma instituição nacional.

Calma! Não é que não existam empregadas domésticas na Europa. Graças a Deus elas existem, sim. E qualquer pessoa – desde que esteja muito bem de vida – pode contratar uma algumas vezes por mês. A grande diferença é que elas são profissionais como qualquer um, como você e eu. Ganham os mesmos salários que os publicitários ou arquitetos em começo de carreira, caem na balada, podem comer fora de vez em quando e, o principal, entram e saem pela mesma porta que o patrão. São cidadãs de primeira classe.

Se você acha terrível ter de esfregar o próprio chão de vez em quando, pense pelo outro lado. No mundo em que há uma certa igualdade social, também se pode andar na rua sem medo, voltar a pé pra casa à noite, viver em prédios sem grades e guaritas e andar com as janelas do carro abertas. Além disso, nenhum cidadão honesto europeu tem medo da polícia e, muito pelo contrário, confia nela. Em um nível mais profundo, o grande diferencial europeu é o respeito aos direitos humanos e a valorização da pessoa. Isso, sim, é qualidade de vida.

Apesar de sempre ter tido a sorte de conseguir trabalhos muito legais, como jornalista e como tradutora, também construí um fantástico currículo que inclui desde trabalhar em sorveteria com uniforme de manguinhas bufantes, ser garçonete em um bar de praia (divertidíssimo, diga-se) até ser gerente de restaurante da moda. Nos tempos dos serviços braçais, minha mãe costumava brincar comigo, com seu senso de humor afiadíssimo, perguntando quando eu cansaria de “brincar de pobre”.

A verdade é que trabalhar como garçonete cansa, sim. Mais fisicamente do que qualquer outra coisa. Mas enganam-se redondamente os que pensam que quem lavou pratos em Londres aprendeu menos da vida do que quem fez um MBA em Paris. A Europa pode ter muitos problemas, entre eles o terrorismo, alguns focos de pobreza e uma visível xenofobia, coisas que têm piorado bastante com o grave problema da imigração ilegal. Não há como negar, porém, que a convivência de alguns anos com povos que já enfrentaram agruras e conquistas de milhares de anos de história, incluindo duas guerras mundiais, faz com que, pelo menos, se volte para o Brasil com a visão real de que as coisas podem ser melhores. Por essas e muitas outras que você verá a seguir: morar na Europa faz abrir a cabeça. É um fato.

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