You are currently browsing the daily archive for maio 10, 2007.

O verdadeiro pretensioso sempre se acha mais inteligente do que todos os que são tão burros quanto ele.”

Jô Soares (José Eugênio Soares)

O advogado Marcelo Di Rezende, 33, está com seleção aberta para contratação de profissionais para trabalharem em seu escritório. Já recebeu dezenas de currículos, mas ainda não encontrou nenhum bacharel que se enquadrasse nas exigências, que não são muitas: que tenha especializações, bom português e, principalmente, interesse em seguir na carreira de advocacia privada.

“Desde que me formei, há dez anos, cada vez menos pessoas ingressam no Direito de olho na advocacia. Da minha turma mesmo são poucos hoje que estão trabalhando na área. A maior parte dos formandos está interessada somente em prestar concursos e trabalhar como funcionário público”, explica.

Não existem estatísticas sobre a parcela de estudantes que está nas faculdades de Direito com pensamento apenas em trabalhar para o Estado. Mas pesquisa feita pelo DM com professores da área em Goiás mostra que 20% dos alunos querem seguir na advocacia privada.

“Digo mais. 95% dos estudantes querem fazer concursos, e qualquer um. No curto prazo, prestam para agente de polícia, assistente, técnicos, bancários. No começo, é melhor pouco do que nada. A longo prazo, querem os concursos top, como juiz, promotor, procurador e delegado”, explica o juiz Ari Ferreira de Queiroz, que dá aulas na Universidade Católica de Goiás, Faculdade Sul-Americana e cursinho preparatório IEPC.

Se encontrar alguém interessado em advogar é difícil, mantê-lo no emprego também não é tarefa fácil. Advogado com 30 anos de experiência e dono de escritório, Renaldo Limiro, 58, comemora o fato de um de seus profissionais já ter três anos no cargo. Outro mais antigo, que está há dez anos, virou sócio (Hélio dos Santos Dias). “Confesso que contratar pessoas de nível apurado é raridade. E advogado não se faz do dia para a noite. A profissão é feita ao longo da vida, com muito estudo e vontade. É preciso oferecer boas condições de trabalho, remuneração que a pessoa entenda ser suficiente para se manter e, acima de tudo, expectativa”, explica.

Sobre expectativa, Limiro diz que na advocacia é possível, com uma causa, ganhar muito dinheiro, o que não ocorre com promotor, juiz ou delegado. “Se você não tiver esta vontade e esperança de um dia arrebentar, vá para o concurso, que vai ter aquele salário até o final da vida. Quem estuda, persiste, trabalha com ética, e mais cedo ou mais tarde vence na vida.”

O juiz Ari Ferreira conta ainda que geralmente os bacharéis que optam pela advocacia privada têm familiares já estruturados na carreira e muito mais chances de se dar bem na profissão. Quem sai do nada pode ter muitos sobressaltos. “Iniciar a carreira sem apoio é muito difícil. O sonho pode ser frustrado.”

Sobre as decepções, o juiz conta que a própria Justiça ajuda. “Infelizmente a lentidão do sistema contribui para que o advogado demore a receber os honorários. Sem falar que pode levar cano. Lidar com a clientela não é fácil. Por isso a opção por concurso, que já no primeiro mês de trabalho recebe salário.” Mas faz ressalva. Diz que o agente público jamais pode enriquecer as custas do cargo. “No máximo levar uma vida sem sobressaltos, poder fazer contas e pagar. Uma vida sem sustos, mas sem enriquecimento.”

Fonte: Universia

- Pode um mago matar um homem com magia? – perguntou Lorde Wellington a Strange.

Strange franziu o cenho. Pareceu não gostar da pergunta.

- “Creio que um mago poderia – admitiu. – Um cavalheiro, jamais.”

Jonathan Strange (personagem de Susanna Clarke)

O Último Teorema de Fermat - Simon Singh

Imagine uma anotação em uma margem de um livro que diz: “Eu descobri uma demonstração maravilhosa, mas a margem deste papel é muito estreita para contê-la.” Isto de fato aconteceu e a anotação foi escrita no século XVII na margem do livro Aritmética, de Diofante, por Pierre de Fermat, matemático amador e funcionário público que ocupava o cargo de conselheiro na Câmara de Requerimentos em Toulouse, França.
A anotação na margem do livro se referia a demonstração de um problema envolvendo uma pequena expressão matemática que Fermat afirmara ter descoberto.
Em 1963 um garoto de 10 anos de idade chamado Andrew Wiles, fascinado por matemática e enigmas, leu um livro sobre o problema legado por Fermat e decidiu solucioná-lo.
Bem, os eventos seguintes não podem aqui ser relatados, mas O Último Teorema de Fermat desafiou a mente e a determinação dos maiores gênios matemáticos por mais de três séculos e tornou-se o maior enigma matemático de todos os tempos, até mesmo sendo concedido um grande prêmio a quem o descobrisse.

É um história cativante e um dos melhores livros de não-ficção que já li.

Atualizações

Novo blog

Categorias

maio 2007
D S T Q Q S S
« mar   jun »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 28 outros seguidores