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Música: João Gilberto – Pra Que Discutir Com Madame?

joao gilberto

Pra Que Discutir Com Madame?“ – João Gilberto
CD: João Gilberto
MP3: Pra Que Discutir Com Madame? (Amazon.com)

Madame diz que a raça não melhora
Que a vida piora
Por causa do samba

Madame diz que o samba tem pecado
Que o samba, coitado
Devia acabar

Madame diz que o samba tem cachaça
Mistura de raça,
Mistura de cor

Madame diz que o samba é democrata
É música barata
Sem nenhum valor.

Vamos acabar com o samba
Madame não gosta que ninguém sambe
Vive dizendo que samba é vexame
Pra que discutir com madame?

No carnaval que vem também concorro
Meu bloco de morro
Vai cantar ópera
E na avenida entre mil apertos
Voces vão ver gente cantando concerto
Madame tem um parafuso a menos
Só fala veneno,
Meu Deus, que horror
O samba brasileiro, democrata
Brasileiro na batata
É que tem valor.

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Assista ao videoclipe | Watch the video clip
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Pra Que Discutir Com Madame? | João Gilberto
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A Bossa Nova comemora os seus 50 anos
por Jean-Pierre Langellier

Em 1958, é lançado no Rio um disco que conquista um imenso sucesso. Intitulada “Chega de Saudade”, a música é interpretada por um cantor e violonista baiano, João Gilberto. O disco desorienta ou contraria alguns puristas, mas ele define, sobretudo, um gênero musical inédito, a bossa nova, da qual o Brasil celebra os cinqüenta anos de existência.

Derivada do samba, essa “nova bossa” (gíria para “novo jeito”) estabelece uma ruptura em relação ao gênero que está na sua raiz. As percussões se apagam. O compasso tem o seu ritmo reduzido. A interpretação torna-se intimista. João Gilberto sussurra com uma voz frágil, suave, melancólica, reconhecível entre mil. Ele imprime com o seu violão um ritmo original e sincopado, a “batida”, e não hesita a incluir acordes dissonantes.

Com “Chega de Saudade”, João Gilberto leva ao conhecimento dos brasileiros, e depois do mundo, o trabalho do compositor Tom Jobim (1927-1994), e do poeta e diplomata Vinicius de Moraes (1913-1980). Juntos, eles criarão ao longo de 25 anos, a grande maioria dos clássicos da bossa nova. Entre estes, pode ser mencionada, incluída na trilha sonora do filme “Orfeu Negro“, de Marcel Camus (1959), a célebre “A Felicidade”, ou ainda, em 1962, “A Garota de Ipanema”, que muito em breve se tornará um sucesso mundial graças à voz de Astrud Gilberto e ao saxofone de Stan Getz. A bossa nova passa a incorporar então o patrimônio musical universal, como reação em relação ao samba tradicional, mas, também, no contrapé das danças que estavam em voga naquela época (cha-cha-cha, twist). Ela ainda acabará influenciando profundamente o jazz.

Meio século mais tarde, ela continua sendo um gênero bastante peculiar, mas ela não deixa de ser também uma música tipicamente carioca que canta o esplendor da cidade, a beleza da mulher amada, e toda uma arte de viver. Portanto, é muito normal que a mais bela homenagem lhe tenha sido prestada no Rio, no sábado, 1º de março. Na praia de Ipanema, mais de 30 mil pessoas ouviram durante duas horas cerca de quinze artistas, entre os quais alguns antigos companheiros de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, como Oscar Castro Neves e Roberto Menescal.

Fonte: Le Monde

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Vidas: Vinicius de Moraes

Pics Photos Pictures Fotos Vinicius de Moraes Morais MPB Bossa NovaPoeta, compositor e diplomata fluminense. É um dos mais importantes poetas do modernismo pós-1930 e letristas da bossa nova. Nasce Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes (19/10/1913 – 9/7/1980) na cidade do Rio de Janeiro.

Forma-se oficial da reserva no serviço militar e conclui o curso de direito em 1933. Em 1928 compõe com os irmãos Tapajós, iniciando-se na música popular antes mesmo do primeiro livro, a coletânea de poemas O Caminho para a Distância (1933). Publica também Forma e Exegese (1935) e Ariana, a Mulher (1936). Em 1938 vai estudar na Inglaterra e lança Novos Poemas.

De volta ao Brasil, ingressa no Ministério das Relações Exteriores em 1943. Assume o primeiro posto diplomático em 1946 em Los Angeles e permanece nos Estados Unidos até 1950. Em 1953 compõe o primeiro samba, Quando Tu Passas por Mim, e publica a peça Orfeu da Conceição em 1954. Em 1956 conhece Tom Jobim, que faz as músicas para a peça Orfeu.

Publica o Livro de Sonetos em 1957. Duas de suas primeiras composições com Tom Jobim (Chega de Saudade e Outra Vez) são gravadas por Elizeth Cardoso no disco Canção do Amor Demais (1958), com acompanhamento ao violão de João Gilberto, e são consideradas o marco inicial da bossa-nova. É de Vinicius a letra de Garota de Ipanema, a música brasileira mais executada e conhecida em todo o mundo.

Entre 1955 e 1956, prepara o roteiro do filme Orfeu Negro, do diretor francês Marcel Camus, que ganha o Oscar de Hollywood de 1959 como melhor filme estrangeiro. No início dos anos 60, começa a compor com outros músicos, como Pixinguinha, Carlos Lyra, Edu Lobo, Francis Hime e Dorival Caymmi.

Com Baden Powell, cria afro-sambas famosos, como Canto de Ossanha e Berimbau. É aposentado do serviço diplomático em 1968, supostamente por motivos políticos. A partir de 1969, torna-se parceiro do violonista Toquinho, com quem faz shows no Brasil e no exterior, até morrer, no Rio de Janeiro.

Fonte: Almanaque Abril

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