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Trecho do Livro: O Último Chef Chinês | Nicole Mones
Livro: O Último Chef Chinês
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“Aprendizes já me perguntaram qual é o ponto máximo da culinária refinada. Seriam os ingredientes frescos, os sabores mais complexos? Seria o rústico, ou o raro? Não é nenhuma dessas coisas. O auge não é nem o comer nem o cozinhar, mas sim o oferecer e o compartilhar do alimento. Iguarias nunca devem ser consumidas em solidão. Que prazer uma pessoa pode tirar da culinária refinada se não convidar amigos queridos para comer, se não contar os dias até a realização do banquete e se não compuser um poema auspicioso para a carta com o convite?” (LIANG WEI, O Último Chef Chinês, Pequim, 1925)
Maggie McElroy sentiu sua alma rodopiar para longe no ano que se seguiu à morte do marido; ela se sentia deslocada em qualquer lugar. Precisava de paredes para contê-la. Não conseguia encontrar um apartamento pequeno o suficiente para morar. Acabou se mudando para um barco.
Primeiro, vendeu a casa. Isso era compreensível. Os amigos concordaram que era a atitude certa a se tomar. Ela se recolheu a um apartamento, e logo começou a achá-lo muito grande; precisava de uma cela. Encontrou um lugar ainda menor e reduziu mais ainda suas posses ao se mudar para lá. Cada ciclo de eliminação liberava um pouquinho de sua dor, mas, no fundo, o que a movia era a crença adicional, vinda não do conhecimento, mas de uma teimosia instintiva, de que alguma parte de sua alma poderia ser chamada de volta se ela pelo menos conseguisse abrir o caminho.
Até que ela encontrou o pequeno barco em seu atracadouro na Marina. Assim que subiu a bordo, percebeu que queria ficar ali, embaixo, observando as variações de luz, encontrando paz no estalo dos cabos, ignorando as mensagens no celular.
Aquela embarcação tinha uma pureza. Quando não estava trabalhando, ficava deitada no leito. Observava os bandos de pares de tênis andando para lá e para cá no píer. Escutava o estrondo do vento na lona, a água batendo no casco. Dormia no barco, dormia de verdade pela primeira vez desde que Matt morrera. Percebia que nada restara. Mais tarde, ao reavaliar a situação, perceberia que, se não tivesse chegado a este ponto, nunca poderia estar preparada para a mudança que já naquela época estava a caminho. Mas na ocasião parecia inevitável, ela simplesmente teria de aceitar: nunca mais se sentiria ligada a nada.
Ficava sozinha. Vamos jantar. Venha conosco ao cinema. Tem uma festa. Mesmo quando ela não respondia, as pessoas a perdoavam. Esperam-se coisas estranhas das pessoas de luto. Concessões são feitas. Quando precisava dar uma desculpa, dizia que estava viajando, e tudo bem, porque viajava com freqüência mesmo. Era jornalista de gastronomia. Viajava todo mês para visitar uma comunidade americana diferente em função de sua coluna. Adorava seu trabalho, precisava dele e não tinha intenção de perdê-lo. Todo mundo sabia disso, e por isso era possível simplesmente pedir desculpas, estaria fora, adeus, e então se deitava em seu pequeno leito para continuar a lembrar. As pessoas se preocupavam com ela, e ela se preocupava com as pessoas: isso não tinha mudado. Simplesmente não queria vê-las naquele exato momento. Sua vida estava diferente. Tinha se afastado para uma região distante, que elas não conheciam, onde todo o trabalho era a função do luto. Era difícil demais conversar com os outros. Por isso ficava sozinha, com sua vida encolhida até o tamanho da cabeça de um alfinete, e lentamente, dia após dia, ia achando que estava se sentindo melhor.
Na noite de setembro que marcou o início destes acontecimentos, ela estava saindo do barco para achar um lugar para jantar. Isso foi alguns dias depois de seu aniversário de 40 anos, pelo qual ela passou batido, evitando a data com cuidado. Deparou com o estacionamento vazio, pontuado apenas pelos gritos das gaivotas. Quando chegou ao carro, ouviu o telefone tocar.
O som era abafado. O aparelho estava no fundo da bolsa. Morar no barco fazia com que sua bolsa estivesse sempre sobrecarregada: um preço baixo a se pagar. Enfiou a mão lá dentro, seguindo a luzinha verde que tremelicava a cada toque. Ela não atendia o telefone com muita freqüência, mas sempre conferia quem estava ligando. Nunca deixava de atender algumas ligações: do trabalho, da melhor amiga, Sunny, da mãe.
Quando olhou para a tela, sentiu suas sobrancelhas se unirem na testa franzida. Não era um número que ela reconhecesse. A seqüência de números era longa. Abriu o aparelho.
— Alô?
— Maggie? Aqui é Carey James, de Pequim. Está lembrada de mim?
— Estou.
Ela tremeu de surpresa. O escritório de advocacia de Matt tinha filial em Pequim, e Carey era um dos advogados que trabalhavam lá em tempo integral. Matt viajara até lá um bom punhado de vezes, a negócios. Maggie chegara a ir com ele uma vez, três anos antes. Tinha conhecido Carey: alto, elegante, levemente desleixado. Matt dizia que ele era um negociador brilhante.
— Sim, estou lembrada.
— Que ano, hein — ele disse, deixando a formalidade um pouco de lado.
— Nem me diga.
Ela destrancou o carro e entrou.
— Está tudo bem com você?
— Estou sobrevivendo.
O que ele queria? Fazia meses que o assunto estava encerrado com a firma, até mesmo as ligações de gentileza tinham cessado, e também as ligações de preocupação dos amigos mais próximos de Matt aqui do escritório de Los Angeles. Fazia tempo que não recebia notícia nenhuma dessa gente.
— Na verdade, estou ligando porque dei de cara com uma coisa aqui. Eu realmente deveria ter visto isto antes. Infelizmente, não vi: é uma ação legal, aqui na China. Envolve Matt.
— Matt?
— É — Carey respondeu. — É um processo.
— Como assim? De que tipo?
Carey respirou fundo. Ela sentia a hesitação na voz dele.
— Eu estava torcendo para haver uma chance de que você já soubesse — ele disse.
— Saber o quê, Carey? Que tipo de processo é?
— De paternidade — ele respondeu.
Ela ficou imóvel por um longo momento. Parecia que um sino tinha caído em cima dela, isolando-a de todos os sons. Ficou olhando através do pára-brisa coberto de maresia para a fileira de palmeiras, a ciclovia, a areia de coloração irregular.
— Então tem alguém dizendo…
— Ela tem um filho dele. Então parece que você não sabia nada sobre isso.
Ela engoliu em seco.
— Não, não sabia. Você sabia? Sabia de alguma criança?
— Não — ele respondeu com firmeza. — Não sabia de nada.
— Então o que acha que é?
— Honestamente, não sei. Mas uma coisa eu sei: isto não pode ser ignorado. É sério. Um processo foi instaurado. De acordo com o novo Tratado dos Direitos das Crianças, tudo pode ser decidido aqui na China mesmo, de uma forma que afete você. E vai ser decidido mesmo, em breve. — Ela ouviu quando ele virou páginas. — Em… pouco menos de três semanas.
— E aí?
— Aí que, se a pessoa que entrou com o processo vencer, leva uma parcela dos bens dele. Tirando a casa, é claro, a residência principal.
A isto ela não respondeu nada. Tinha vendido a casa.
— Só me diga o seguinte, Carey: o que devo fazer?
— Só há uma opção. Fazer um exame para provar se é verdade ou mentira. Se for mentira, podemos dar conta do assunto. Se não for, aí a coisa muda de figura.
— Se for verdade, você quer dizer? Como é que pode ser verdade?
— Você não pode querer que eu responda a esta pergunta — ele disse.
Ela ficou em silêncio.
— A coisa mais importante agora é fazer um exame de DNA. Se eu tiver isto em mãos antes do julgamento, posso cuidar de tudo. Sem isto, nada.
— Então siga em frente. Mande fazer. Eu pago o escritório para realizar o teste.
— Não vai adiantar — Carey respondeu. — A questão já está na pauta do Ministério da Família, e nós somos um escritório de advocacia. Teríamos que encarar a burocracia toda: entrar com documentação para obter permissão da família da menina, por exemplo. Seria impossível fazer isso no prazo. Não daria para a gente. Mas outra pessoa poderia conseguir a permissão da família e mandar fazer o teste, e assim nós tomaríamos providências de acordo com os resultados. Dessa forma, daria tudo certo.
— Eu, você quer dizer — ela disse.
— Não sei quem mais pode ser. É importante, Maggie. Nós ajudamos. Conseguimos um tradutor. Você pode usar o apartamento da empresa. Ainda está com a chave de Matt?
— Acho que sim.
— Então, pegue um avião. Venha até o escritório quando chegar. — Ele fez uma pausa. — Sinto muito, Maggie — ele disse. — Por tudo, por Matt. Isto é terrível.
— É mesmo.
— Nada disso deveria estar acontecendo.
Ela respirou fundo. Ele está falando de Matt ter sido atropelado na calçada. Morto com mais duas outras pessoas. Uma fatalidade.
— Já me remoí muito por causa disso — ela respondeu. — Então, essa criança…
— Uma menininha.
Ela fechou os olhos.
— Essa menina tem quantos anos?
— Cinco.
Isso significa que alguma coisa teria acontecido seis anos atrás. Maggie retrocedeu no tempo, atordoada. Não fazia sentido. Eles eram felizes na época.
— Se você me der os meses em questão, eu dou uma olhada nos meus diários para ver se ele estava na China na ocasião. Quer dizer, talvez nem seja possível. Se ele não estava aí…
Desta vez Carey a interrompeu.
— Inverno de 2002 — ele disse baixinho. — Eu já conferi. Ele estava.
Na manhã seguinte, ela estava esperando no corredor quando Sarah, sua editora, saiu do elevador.
— O que você está fazendo aqui? — Sarah perguntou. — Está com uma cara péssima.
— Passei a noite em claro.
— Por quê?
— Más notícias sobre Matt.
— Matt?
Os olhos de Sarah se arregalaram. Matt estava morto. Não podia haver mais nenhuma má notícia.
— Alguém entrou com um processo.
O queixo de Sarah caiu, mas ela logo fechou a boca.
— Um processo de paternidade.
Sarah ficou pálida.
— Paternidade! Vamos entrar.
Ela destrancou a porta e guiou Maggie para a cadeira confortável na frente de sua mesa.
— Então, que história é essa?
— Uma mulher entrou com um processo na China, dizendo que tem uma filha dele.
— Está falando sério? Na China?
— É, e por causa dos acordos entre os nossos países, esse processo pode ser concluído na China e cobrado de lá.
— Cobrado — Sarah repetiu.
— Em somas generosas — Maggie respondeu.
— O que você vai fazer?
— Vou para lá, imediatamente. Não tenho escolha. Nunca te pedi, em 12 anos, nem quando Matt morreu, mas agora vou precisar de um mês de licença.
— Faça-me o favor! Querida! Publicamos colunas antigas o tempo todo, quando alguém tem uma emergência. Você é a única que nunca pediu. Nem se preocupe. E há um ano — Sarah olhou para ela, com os olhos doces de solidariedade há muito reservada — eu disse para você tirar uma folga. Está lembrada? Eu praticamente implorei.
— Eu sei. — Maggie esticou o braço e pegou a mão da amiga. — A verdade é que o trabalho me fez seguir em frente. Eu precisava dele. Sempre fui assim. Fico mais forte quando estou trabalhando. Não sei se teria conseguido sobreviver sem trabalhar. — Ela ergueu os olhos. — Ando melhor ultimamente. Só para você saber.
— Que bom. Aliás, seu último cheque voltou. — Sarah lhe mostrou o envelope. — Está de endereço novo?
— Tenho uma caixa postal nova, mais perto de onde estou morando.
— Onde você está morando?
— Na Marina — ela respondeu, e deixou assim.
Sarah anotou o novo endereço de correspondência.
— Obrigada. Aliás, claro que você pode ir, tire um mês de licença, nós usamos um texto antigo. Nem se preocupe com isso. Para falar a verdade, talvez seja bom para você. Veja se aproveita. Recarregue as baterias.
Maggie falou com cuidado.
— Você acha que eu estou precisando recarregar as baterias?
— Não, não é isso. É só que… — Sarah fez uma pausa, empacada entre a amizade e a responsabilidade. — É que, ultimamente, você não parece estar muito animada com a comida. Também já deve ter percebido. Não estou sentindo aquele velho gostinho de deslumbramento.
Eu também não, Maggie pensou, triste.
— Quais foram os textos que a incomodaram?
— Bom, aquele sobre os amish da Pensilvânia. Você não conseguiu achar nada charmoso neles, de verdade?
— Está falando de gente cuja principal contribuição à gastronomia é o pretzel. De um pessoal que faz pessoas totalmente desconhecidas se sentarem à mesa para compartilhar frango frito. Cuja idéia de salada é um tomate fatiado. E nem me faça começar a falar das tortas deles!
Sarah sorriu.
— Viu? Você continua ótima como sempre. Continue assim. Se solte.
Maggie deu risada.
— E também não se esqueça desta parte: você sempre achou alegria na comida.
— Vou tentar.
Mas então o pequeno sorriso de Sarah se desmanchou e foi substituído por preocupação.
— Você acha… não há chance de isso ser verdade, há?
— Está falando de Matt? Não faço idéia. Se ele me disse alguma coisa ou me fez pensar que houvesse alguma coisa? Não. Ele ia à China a negócios às vezes, mas o mesmo vale para todos os advogados do escritório dele.
— Você foi lá com ele.
— Fui uma vez, passei uma semana. Faz três anos. Nada. E você me conhece. Vivo de olho em tudo. Estar atenta é como eu consigo escrever, e isso afeta o resto. Não senti nada. Mas se isso aconteceu, deve ter sido alguns anos antes da minha viagem. Para falar a verdade, eu não consigo pensar assim, Sarah; eu ficaria louca. Preciso ir lá conseguir um teste de laboratório, e é isso. Daí eu vejo o que fazer.
— Vai ser uma viagem difícil — Sarah disse, agora falando como amiga.
Maggie fez que sim.
— E bem agora que eu estava conseguindo acomodar o sujeito na minha cabeça, sabe como é? E no meu coração. Além do mais, para ser sincera, Sarah, apesar de ser necessário e tudo o mais, realmente não é bom para mim não trabalhar, nem mesmo por um mês. Eu faço tudo melhor quando estou trabalhando.
— Está dizendo que preferia trabalhar? — Sarah perguntou.
— Claro que eu preferia trabalhar, mas não posso. Preciso ir até lá cuidar dessa questão.
Então um novo sorriso, diferente, o sorriso maroto de uma idéia, abriu-se no rosto de Sarah.
— Quer trabalhar enquanto estiver na China?
Maggie só ficou olhando para ela. Ela escrevia unicamente sobre comida americana.
— Como?
— Faça uma coluna de lá. Podemos publicar um texto antigo, eu já disse, não tem problema, você realmente tem alguns clássicos que eu gostaria de ver de novo… mas também temos uma pauta na China. Acabou de chegar. Posso passar para qualquer pessoa, e neste caso eu teria que mandar alguém para lá. Ou posso passar para você, já que vai viajar mesmo, e a reportagem pode virar uma das suas colunas.
— Você acha que tem a ver comigo? — Maggie perguntou.
Claro que ela escrevia sobre comida étnica. Dos pratos ao estilo do País Basco de San Joaquin Valley às lingüiças alemãs da região central do Texas, era impossível não fazê-lo. A culinária americana recebia muitos sabores afluentes. Ela conhecia todos. Mas nunca tinha escrito sobre comida estrangeira.
— É o perfil de um chef. É um sujeito americano, nascido e criado aqui, mas meio chinês.
— Hmm. Assim tem mais a ver.
— Ele não faz receitas americanas — Sarah disse. — É o oposto: está retomando as tradições antigas. Ele é descendente de um chef que cozinhava para o imperador e que, em 1925, escreveu um livro que se transformou em um grande clássico da culinária, O Último Chef Chinês. O nome dele era Liang Wei. O nome do neto também é Liang, Sam Liang; ele está traduzindo o livro para o inglês. É cozinheiro. Tudo que ele faz é ortodoxo, tudo de acordo com o avô, apesar de Pequim aparentemente estar seguindo na direção oposta, nova, global.
— Gostei — Maggie disse.
— Ele está para abrir um restaurante. Vai ser uma grande inauguração. A pauta é esta, o restaurante.
— Olhe, não vou mentir, para mim seria perfeito. Eu adoraria escrever essa reportagem — Maggie respondeu. — Isso sem falar que, assim, conservaria minha sanidade mental. É só que… não sei como você pode passar isso para mim. Eu sou a rainha da comida americana.
— Às vezes é bom misturar as coisas. E você vai para lá de qualquer forma. Quando viaja?
— Hoje à noite.
— Hoje à noite! Já deve estar com a passagem.
— Estou. E o meu visto de urgência sai ao meio-dia. Olhe só, Sarah, se você me pagar a passagem, eu dou conta de todos os outros gastos. Tenho que ir para lá, de qualquer forma.
E ela ainda tinha o apartamento da empresa.
— Posso providenciar — Sarah respondeu.
Ela reluzia de satisfação. Adorava resolver um problema.
— Então, estamos acertadas? Você está dizendo que vai fazer?
Elas se conheciam bem. Maggie só precisou colocar um sorrisinho no olhar para a amiga entender que ela estava de acordo.
— Ótimo — disse Sarah. — Então. — Entregou a pasta a Maggie. — Sam Liang.
Em Pequim, era tarde da noite. No entanto, as pessoas continuavam na rua, porque a noite de outono estava gostosa e fresca, levemente acentuada pelo perfume dos crisântemos que ladeavam a calçada. O que Sam Liang mais gostava na cidade que adotara era a vida local, como aqui, pessoas fazendo compras e passeando em Gulou, a rua que se estendia até o pagode escuro e silencioso de onde tirava seu nome. Sam mal olhava para a construção do século XV que se erguia no meio da rua mais à frente. Ele não olhava para as vitrines coloridas das lojas nem para o rosto dos camelôs que se instalavam aqui e ali pela calçada. Seu olhar se fixava adiante. Havia uma loja de utensílios de cozinha neste quarteirão. Xie, seu Terceiro Tio, tinha lhe falado dela. Xie morava em Hangzhou; quando viajava para o norte, até Pequim, sempre dava uma passada aqui.
Sam queria encontrar uma tábua de corte, pesada, redonda, uma fatia de tronco completa, do tipo que os chefs chineses sempre usaram. Ele tinha duas para o restaurante e precisava de uma terceira; um restaurante movimentado realmente precisava de três. Todas as lojas que visitara tinham tábuas de corte, mas eram as de plástico: a nova e moderna alternativa que tinha tomado conta de toda a capital. Diziam que o plástico era mais higiênico, mais seguro; era o futuro.
Sam não concordava. Não tinha se deslocado até a China para trocar o naco de árvore tradicional pelo plástico. O plástico acabava com uma bela lâmina. Além do mais, o que o avô dissera era verdade: a madeira é uma coisa viva embaixo da faca de um cozinheiro. Ela tem seu próprio vigor.
Ah, avistou a loja, logo à frente: as luzes estavam acesas, estava aberta. Se algum lugar fosse ter tábuas de corte à moda antiga, seria este.
Mais de uma vez, Xie lhe explicara como escolher: “Nunca compre uma tábua feita de uma árvore nova, só de uma antiga. Assegure-se de que os anéis estão bem próximos, devido à idade. Confira se a tábua foi condicionada adequadamente com óleo, que tem brilho. Não leve a escolha errada para casa.”
“E o tipo de madeira?”
“Quando eu era mais novo, todos os chefs usavam saboeiro. Agora, a maior parte usa um tipo de bétula, apesar de alguns gostarem da madeira do tamarineiro do Vietnã. Ouça seu Terceiro Tio. Escolha a madeira que lhe parecer mais agradável ao toque. Esqueça o resto.”
Sam abriu a porta da loja. Numa olhada esperançosa, registrou as prateleiras compridas com woks e grelhas e peneiras e suportes para cozinhar ao vapor empilhados. Viu as tábuas de corte, de plástico branco, em sua seção específica. Só viu plástico; nada de madeira, nada de troncos de árvore.
— Ni zhao shenmo? — disse uma voz de mulher. O que procura?
Era a dona do estabelecimento, uma senhora de cabelos brancos que Sam reconheceu pela descrição de Xie.
— Senhora Minha Irmã — Sam disse, com educação. — Procuro uma tábua de corte. Mas do tipo antigo, de madeira.
— Não temos mais.
— Mas por quê?
— Não são tão higiênicas quanto as de plástico. Principalmente agora, sabe como é, quando tudo precisa estar sempre limpo.
Ele sabia do que ela estava falando: das Olimpíadas.
— Mas, se me permite perguntar, quando pararam de vender, não sobrou nenhuma?
— Não — ela respondeu.
A esperança dele se esvaía.
— Zhen kelian. É uma pena. Meu tio Xie disse acreditar que eu conseguiria encontrar uma aqui. A senhora o conhece? Seu antigo cliente? Xie Er?
Os olhos envelhecidos da mulher se arregalaram.
— Você conhece Xie Er?
— Ele é meu tio.
Ela olhou para ele com firmeza. Dava para sentir que ela avaliava a mistura ocidental no rosto dele. Todo mundo fazia isso. Estava acostumado. Era a luz por cima da cabeça dele, a maneira como caminhava. Mas ela realmente não encontraria nada no rosto dele, porque Xie Er era seu tio não de sangue, mas por meio de outros laços.
— O pai dele e o meu avô eram irmãos no palácio.
— Você é um Liang — ela disse.
— Sou — ele respondeu, surpreso.
Ela desceu da banqueta e abriu uma porta atrás de si. Sam se aproximou. Ela acendeu um interruptor e iluminou um depósito de prateleiras abarrotadas e de caixas.
— Venha aqui — ela disse, e ele a seguiu. — Está aqui. — Afastou alguns papéis para o lado.
Assim que ele a viu, soube. Tinha uns 60 centímetros de diâmetro, de 15 a 18 centímetros de espessura, ainda com a casca da árvore, com acabamento de brilho fosco. Um anel de metal grosso estava fincado em um dos lados, para pendurar, já que uma tábua dessas tem que ser guardada na vertical quando não está em uso. Ele era capaz de imaginá-la dali a dez, vinte anos, a superfície de corte desgastada em uma sugestão sutil de concavidade, transformando-se junto com ele, com sua culinária, sob suas mãos. Ele a desejou.
— Posso pagar em dinheiro — disse. — Fico feliz de pagar assim.
— Você cozinha? — ela o observava. — Cozinha? — disse isso com um aceno enfático da cabeça. — Então, me dê só um momento. Vou pensar em um preço.
— Por favor, não se apresse — ele disse com delicadeza, mas por dentro estava transbordando. Passou a mão cheia de prática pela superfície de corte. — E, irmã, será que sabe que tipo de madeira é esta?
— Esta? — ela respondeu. — É do tipo antigo. Saboeiro.
Maggie estava no aeroporto, parada na frente do balcão de doces. Matt sempre lhe dava balas em forma de milho. Era o doce especial dos dois, e ela costumava dizer que todo relacionamento devia ter um. Para eles, era mais um sacramento do que um alimento. Na primeira vez que ele levou aquilo para casa, a intenção era fazer piada com a especialização dela em comida americana, mas isso logo foi esquecido e se transformou na marca de despedida dele. Ele dava um saquinho para ela sempre que ia sair de viagem. Ela ainda era capaz de visualizar uma certa manhã no quarto deles, quando ele estava de malas prontas, já vestido para partir sob a luz do amanhecer que entrava preguiçosa pela janela. Quando? Há um ano e meio? Os dois viajavam com tanta freqüência que raramente acordavam quando o outro saía cedo. Naquela manhã específica, ela estava meio acordada, devaneando; ouviu o roçar do tecido da calça dele e o barulhinho do plástico quando ele enfiou a mão no bolso à procura das balas. Ela ouviu quando ele colocou o doce ao lado do abajur de cabeceira dela e se abaixou para beijar seu cabelo. Só isso. Gentil demais para acordá-la. Então o barulho da porta fechando. O remorso fervilhou dentro de Maggie agora. Ela o deixara partir daquela maneira vezes sem conta.
Ela foi até o tubo transparente cheio de grãos de milho brancos e alaranjados e abriu um saquinho plástico embaixo dele. No dia em que ele viajou para São Francisco, a última vez que o vira, não lhe dera balas em forma de milho, pois iria voltar naquela mesma noite.
No ano que se passara desde então, ela não comera nenhuma bala dessas. Puxou a alavanca e o doce caiu no saquinho, cem, mil balas. Entrou no avião comendo sem parar, enfiando os grãos de milho macios na boca um por um e deixando que dissolvessem até seus dentes doerem e até parecer que sua cabeça se transformaria em um balão e sairia flutuando. Enjoada, farta, recusou as refeições quando foram servidas. Começou a assistir a um filme e desligou a tela. Ficou lá parada, banhada por ondas de culpa. Era a mesma culpa que sentira tantas vezes naquele ano, sempre que lhe vinha à mente a lembrança de que, para falar a verdade, ela e o marido sempre tinham se amado mais quando estavam longe um do outro. E agora era para sempre. Fechou os olhos.
Sentiu a bolsa com o computador entre os pés. Ainda não tinha pensado sobre a pauta. Com tantas providências para tirar o visto, recolher uma amostra de sangue de Matt do hospital para onde ele doara, entregar para o laboratório de DNA, pegar o kit de coleta, fazer a mala e sair correndo para o aeroporto, ela não tinha parado para pensar em sua entrevista com o chef. Na verdade, foi um alívio ter de se apressar tanto. O luto, que se tornara semi-reconfortante para ela, quase um companheiro, finalmente pareceu dar um passo atrás. Ela voltou a se sentir uma pessoa, mesmo mal tendo chegado ao portão a tempo com sua bolsa de mão.
E logo ela estava lá, com o cinto afivelado, com suas balas em forma de milho. Tentou encarar a situação. Será que era possível? Será que a alegação poderia ser verdadeira? Deixou que a mente retrocedesse mais uma vez. Demorou-se em cada obstáculo, em cada momento de discórdia; sabia onde cada um deles se localizava. Estavam todos dentro dela, organizados desde a morte de Matt, ao lado do amor, do arrependimento e da afeição. Neste momento, ela examinava tudo isso. Outra mulher? Uma criança? Simplesmente era impossível acreditar que ele podia ter guardado esse segredo dela. Ele confessava tudo. Era uma piada entre as pessoas que o conheceram. Esse era o tipo de coisa que ele nunca, jamais conseguiria guardar para si. Principalmente porque a questão de filhos era algo que tinha surgido entre eles. Originalmente, os dois estavam de acordo. Não queriam filhos. Mas, na metade da década que passaram juntos, Matt mudara de idéia.
No início, quando tudo começou, ela relembrou os motivos por que eles não seriam bons pais. Ela viajava todo mês, ele também. Se tivessem um filho, alguém precisaria parar. Obviamente, teria que ser ela; ele ganhava a maior parte do dinheiro. O negócio é que ela não queria parar, não por um bom tempo. Adorava sua coluna. Deixe-me trabalhar mais um ano, era o que dizia. Matt era paciente. Afinal, ele é que tinha mudado de idéia. Mas o assunto sempre retornava.
Ele nunca teria sido capaz de esconder uma filha. Essa idéia parecia clara a ela no silêncio do zumbido do avião. Os outros passageiros dormiam. Depois de um bom tempo agitando-se desconfortável na poltrona, ela se levantou e foi para o fundo do avião, para o espaço vazio onde sempre há uma janelinha. Olhou para a escuridão profunda através das linhas de umidade presas entre os vidros, refletindo. Finalmente, esgueirou-se de volta a seu assento e caiu no sono.
Quando aterrissaram em Pequim, ela se sentia um pouco enjoada por causa do açúcar e foi arrastando os pés até os agentes da Imigração que carimbaram seu passaporte e fizeram sinal para que ela seguisse em frente. Parou em um guichê de câmbio para trocar algumas centenas de dólares e, assim preparada, deixou a área restrita e entrou no saguão do aeroporto apinhado de gente.
Espertalhões se lançaram para cima dela.
— Olá? — disse um. — Quer táxi?
— Não, obrigada.
— Táxi. Por aqui.
— Não.
Arrastou a mala na direção das portas de vidro, através da qual enxergava pessoas em fila para pegar táxi. Pela direita, passou por um europeu.
— Quanto custa até Pequim? — ouviu-o dizer a um dos homens.
— Trezentos — o homem respondeu, e o europeu concordou.
Ela continuou em frente.
Nesse ínterim, o primeiro homem continuava atrás dela.
— Táxi — disse, e então de fato agarrou o braço dela, o que a aturdiu.
— Sai de perto de mim — disse, e o repeliu com tanta força que até ela mesma se surpreendeu.
Ele deu um passo atrás, o babaca, com um sorriso de escárnio. Ela caminhou até seu lugar na fila do táxi e aprumou o corpo um pouco mais.
Chegou sua vez e ela mostrou ao motorista o cartão de visita do escritório em Pequim, que trazia o endereço do apartamento, e então largou-se no banco de trás. Tinha conseguido, tinha chegado. Uma estrada navegava junto com ela do lado de fora, salpicada por outdoors iluminados em chinês e em inglês, anunciando software, metais, produtos químicos, aeronaves, café, logística. O que é logística? Sentiu-se velha por não saber.
Ainda tinha algumas pessoas queridas, pelo menos. Abriu o telefone. O aparelho reviveu com um apito. O primeiro número era de sua mãe. Maggie não ligava para ela com freqüência, mas, de todo modo, sempre que comprava um telefone novo, era o primeiro número que anotava, no topo da lista. A mãe a criara sozinha com eficiência, apesar de não ter sido exatamente capaz de criar um lar aconchegante para Maggie. Merecia ocupar a posição mais alta.
Em seguida vinha Sunny, sua melhor amiga e o número para o qual mais ligava. Depois Sarah; seus outros amigos. E os pais de Matt. O coração dela apertava, como sempre, ao pensar neles. O sofrimento deles tinha sido igual ao dela.
Fechou o telefone quando o carro saiu da via expressa e entrou na cidade. Logo viu que esta não era a Pequim de que se lembrava, de três anos antes. Os bulevares tinham sido alargados, os prédios de escritórios tomaram conta da paisagem, a iluminação pública tinha sido renovada. Talvez fosse a aproximação das Olimpíadas. Ou talvez fosse apenas o modo de Pequim crescer. Ela se lembrava de Matt dizendo que tudo estava sempre em obras, e isso remontava a mais de uma década. Sempre construindo, investindo, expandindo, ganhando dinheiro.
O motorista virou numa rua lateral e parou na frente do prédio de que ela se lembrava. Pagou a tarifa: 95 iuans. Sorriu ao se lembrar do sujeito no aeroporto que concordara em pagar 300. Era como se ela tivesse voltado a ser a velha e boa Maggie por um minuto: sempre adorara ser a turista esperta.
Entrou, subiu pelo elevador, abriu a porta do apartamento 426 e acendeu as luzes do teto. Continuava a mesma coisa. O sofá, a televisão, as janelas com vista para a cidade.
Ela arrastou a mala até a parede. Seus passos eram ruidosos naquele silêncio. Havia um envelope na mesinha de centro. Para a sra. Mason, dizia. Do escritório de advocacia. Ela abriu. Bem-vinda à China. Por favor, vá ao escritório pela manhã.
Só uma pessoa que não a conhecesse a chamaria de sra. Mason. Ela nunca mudara o sobrenome. Não havia dúvidas de que não a conheciam; provavelmente Carey era o único que ainda estava no escritório depois de passados os três anos de sua visita. Ela se lembrava de Matt lhe dizer que, à exceção de Carey, o escritório de Pequim nunca conseguiu segurar estrangeiros por muito tempo. Essa era uma das razões por que os advogados do escritório de Los Angeles, como Matt, precisavam ir sempre para lá. Então, nos últimos anos, tinham contratado dois advogados chineses que tinham estudado Direito nos Estados Unidos e depois retornaram a seu país, e assim a pressão acabou. Matt não tinha ido até lá nenhuma vez no ano e meio antes de morrer. Em todo caso (conferiu o telefone mais uma vez), era tarde demais para ligar para o escritório agora. A Calder Hayes estaria fechada.
Mas ainda era cedo o suficiente para ligar para o chef, só que, primeiro, precisaria ler um pouco. Pegou a pasta com a letra de Sarah na etiqueta, Sam Liang, e se aninhou com ela no sofá.
A primeira coisa que viu foi que se tratava de um chef de renome nacional, o que devia estar próximo dos melhores no sistema chinês, e havia uma lista de prêmios e distinções. Ele tinha subido rápido, pensou. Só fazia quatro anos que estava lá. Então reparou num trecho do livro do avô dele, O Último Chef Chinês.
“A comida chinesa tem características que a diferenciam de todas as outras comidas do mundo. Primeiro, seu equilíbrio conceitual. O domínio é exercido pelo fan, os grãos, sejam de arroz ou de trigo, transformados em massas e pães e bolinhos. Song ou cai é o alimento saboroso que o acompanha, verduras e legumes temperados, às vezes carne. Destas, o porco vem primeiro, seguido pelos animais aquáticos em toda sua variedade. A soja é usada em muitos produtos, fresca e fermentada. Dian xin são petiscos, que englobam tudo da cozinha dim sum cantonesa, além de castanhas e frutas. Ferver, cozinhar no vapor ou refogar são preferíveis, nesta ordem, empilhando os alimentos quando possível para economizar combustível. Pauzinhos são usados. Entre as culinárias do mundo, apenas a japonesa e a coreana compartilham estas características, e todos sabem que sua influência deriva da China.”
Ela desviou o olhar para Pequim, além da janela. Os contornos urbanos do progresso reluziam para ela, os guindastes com suas luzinhas piscantes, os esqueletos altos e meio acabados. Aquela obviamente era uma cidade em movimento. E, no entanto, esse chef parecia estar se remetendo ao passado.
Ótimo, ela concluiu. Contradições prometiam. Conferiam profundidade. Esticou a mão para pegar o celular e digitou o número dele.
Tocou duas vezes, então alguém atendeu.
— Wei — foi o que ela ouviu.
— Olá, gostaria de falar com Sam Liang.
No mesmo instante, ele se transformou em americano.
— Sou eu.
— Aqui é Maggie McElroy. Da revista Mesa.
— Ah, sim — ele respondeu. — O artigo sobre o restaurante. Pera aí. Não acredito que você já chegou. Está em Pequim?
— Estou…
— Ainda não mandei o e-mail, nem liguei. Já deveria ter feito isso.
— Como assim?
Ele mexeu no telefone e então retornou.
— Espero que não tenha vindo até aqui só para falar comigo.
— Como?
Não era essa a idéia? Não era isso que ela deveria fazer? Sarah lhe dissera que ele já estava pronto para recebê-la.
— Apenas em parte — ela disse a ele então ao telefone. — Tenho outro assunto de que tratar.
— Fico feliz em saber — ele disse. — Porque neste momento, desde hoje de manhã, meu restaurante não vai mais abrir.
— Por quê?
— Parece que perdi meu investidor.
— Mas você vai conseguir outro, com certeza… não vai?
— Espero que sim. Vou tentar. Mas enquanto isso não ocorrer e estiver tudo incerto, sinto muito, não vou poder fazer a matéria.
Maggie não raciocinava bem de bate-pronto. Sempre descobria a reação adequada posteriormente, quando já era tarde demais. Escrever dava mais certo: assim ela tinha tempo para refletir sobre as coisas; por isso escolhera aquela profissão.
Mas agora precisava inventar algo bem rápido.
— A matéria não precisa ser sobre o restaurante. Um perfil seu seria ótimo.
— Um perfil meu? Falando que o meu restaurante não vai abrir?
— Não é bem isso…
— Com o que acabou de acontecer, não posso dizer que considere esta uma boa idéia. Espero que compreenda.
— Pode ser um erro. — A cabeça dela era um redemoinho, buscava estratégias e não encontrava nenhuma. — De verdade.
— Por favor… srta. McElroy, é isso?
— Maggie.
— Aceite minhas desculpas. E por favor diga também à sua editora que sinto muito, de verdade. Eu não fazia idéia de que isto aconteceria.
— Compreendo — Maggie respondeu. — Não quer pelo menos dar uma pensada sobre o assunto? Porque vou ficar aqui alguns dias.
— Vou pensar, se prefere assim. Mas não sei como posso dar uma entrevista sobre um restaurante que não vai abrir. Nem como o meu perfil pode ser publicado depois disso que acaba de acontecer.
— Compreendo — ela respondeu.
Estava decepcionada, mas também se compadecia. A inauguração tinha requisitado muito da atenção dele.
— Aproveite a sua viagem.
Aquilo era uma coisa muito americana de se dizer, educada, levemente forçada, distante. Ele quer se livrar de mim.
— Em todo caso, anote meu telefone.
— Certo — ele respondeu.
Anotou o número obedientemente e agradeceu quando ela lhe desejou boa sorte. Então os dois se despediram, sorriram para o telefone e desligaram.
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Trecho do Livro: Jamie em Casa – Cozinhe para ter uma vida melhor | Jamie Oliver
Livro: Jamie em Casa
Brasil | World
Eu como aspargos cultivados em minha casa há dois anos, e adoro tê-los em meus canteiros. No entanto, é um pouco penoso em alguns aspectos, pois para cultivá-los com sucesso você precisa ter paciência – algo que eu não tenho. A maior parte dos vegetais que mostro neste livro pode ser plantada e consumida já nos primeiros meses, mas o aspargo não é assim. Ele não produz apropriadamente pelos primeiros três anos, já que suas plantas precisam criar uma rede de raízes e armazenar quantidades enormes de nutrientes e energia antes de originar os brotos. É por causa desse primeiro investimento de tempo, da sua pequena colheita por metro quadrado e por não poder ser produzido em larga quantidade que o aspargo se torna um vegetal mais caro nos mercados.
Entender isso me fez amar e respeitar ainda mais esse delicado e sofisticado vegetal. Apenas lembre-se de colhê-lo e cozinhá-lo o mais rápido possível para obter o máximo de sabor.
Nem é preciso dizer que você não tem de cultivá-lo, pois é possível comprar bons aspargos nas feiras e nos supermercados. No entanto, por favor, só compre durante a estação certa e quando ele for transportado do campo para o ponto-de-venda o mais rapidamente possível. Se quiser comprar um aspargo que veio do outro lado do mundo fora da estação, tudo bem também, mas não será uma experiência memorável. Existem muitas espécies diferentes que você pode encontrar nos bons supermercados – finos, longos, selvagens ou carnudos.
Aspargo é um dos vegetais mais nutritivos. Contém um verdadeiro coquetel de nutrientes e vitaminas, incluindo uma grande quantidade de acido fólico (que por não ser armazenado no seu corpo, é preciso ser consumido diariamente – ele faz bem para o sangue e é indicado para mulheres grávidas, pois protege os bebês contra espinha bífida). O aspargo também é um excelente diurético, o que significa que ele limpa seu fígado. E, se seu fígado está feliz, tudo tende a ficar feliz também.
Ainda que o cultivo de aspargos exija dedicação, tudo vale a pena quando os brotos aparecem no solo. Assim que ele estiver maduro, destaque-o da base (desse modo você se desfaz do talo espinhoso e duro), lave-o rapidamente, e estará pronto para ser preparado, fervido, cozido no vapor, ou jogado rapidamente em um molho de massa para ficar bem suculento. Você também pode assá-lo a fim de obter um sabor de noz que talvez nunca tenha experimentado.
Qualquer que seja a maneira escolhida para preparar seu aspargo, uma espremida de suco de limão e um fio de óleo de oliva ou uma bolota de manteiga realçarão ao máximo o sabor. Outros amigos dos aspargos são ovos, bacon defumado crocante, muçarela, parmesão, qualquer queijo que esfarele, como lancashire ou cheshire, pimenta vermelha (chilli), creme, frutos do mar ou ervas como hortelã, salsa, manjericão, alecrim… e a lista não tem fim.
Três modos simples de cozinhar aspargo
Existem muitos tipos de aspargos – grossos, finos, brotos, verdes, brancos e até mesmo uns enormes! Além da aparência, a diferença entre eles é o sabor que vai do firme e intenso ao macio e suave. Aqui estão minhas três maneiras favoritas de cozinhar aspargo para servir como acompanhamento ou entrada.
Para cada uma destas receitas você precisará lavar cerca de 800 g de qualquer tipo de aspargo, descartando as extremidades duras. São receitas para servir 4 pessoas.
Aspargo branco com manteiga de limão e hortelã
Com um descascador, retire a camada externa dos brotos de aspargo, a partir de 5 cm abaixo da ponta até a extremidade inferior, depois amarre-os com barbante em um feixe. Coloque os aspargos em uma panela com água salgada, com tampa que permita aos brotos ficar de pé (se não for possível, corte as extremidades), acrescentando pedaços que tenham sido cortados. Ferva por 5 minutos com a panela tampada, depois desligue o fogo. Deixe os aspargos na panela por mais 10 minutos. Enquanto isso, esmague bem 2 punhados pequenos de folhas de hortelã em um almofariz. Derreta 100g de manteiga com um pouco de sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora em uma frigideira. Adicione a hortelã esmagada e o suco de 1 limão siciliano grande. Misture e, quando estiver borbulhando levemente, retire do fogo. Para testar se os aspargos estão cozidos, retire um broto, corte um pedacinho e prove. Deve estar tenro, mas ainda firme. Passe-os então pelo escorredor. Para servir, despeje a manteiga de limão e hortelã sobre os aspargos e polvilhe com hortelã.
Aspargos grelhados com óleo de oliva, limão e parmesão
Esta é uma ótima combinação. Parmesão, óleo de oliva e limão ficam excelentes com aspargos. Aqueça uma grelha larga e grelhe os dois lados dos aspargos até que fiquem marcados. Quando estiverem prontos, coloque-os em quatro pratos e regue com uma boa espremida de suco de limão e três vezes mais de óleo de oliva. Tempere com sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora a gosto, depois leve um pedaço de parmesão à mesa e rale algumas lascas sobre os aspargos.
Aspargos no vapor com vinagrete francês
Aspargos jovens cozidos no vapor ficam deliciosos. Coloque-os em um escorredor sobre uma panela grande com água em fervura alta, cubra com uma tampa ou um pedaço de papel-alumínio e deixe-os no vapor até ficarem tenros, mas firmes. Isso deve levar de 5 a 6 minutos, mas depende do tamanho do aspargo. Use o bom senso e prove durante o cozimento.
Para fazer o vinagrete, bata em uma tigela pequena 1 colher (chá) cheia de mostarda francesa, 3 colheres (sopa) de óleo de oliva extravirgem e 1 colher (sopa) de vinagre de vinho branco ou tinto. Se necessário adicione um gole de vinho branco ou de água para dissolver, depois bata de novo e tempere com sal marinho e pimenta-do-reino moída na hora a gosto. Se encontrar, um pouco de cerefólio fica muito bom com aspargo, mas você também pode usar salsa, hortelã ou manjericão. Divida os aspargos entre quatro pratos, regue generosamente com o vinagrete e polvilhe com as ervas picadas na hora. Está pronto – delicioso!
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Receitas de Chocolate: Brigadeiro de Forno
Ingredientes
- 200 g de chocolate granulado
- 1 lata de leite condensado
- 100 ml de leite
- 1 colher de sopa de chocolate em pó
- 1 colher de sopa de margarina
- 3 ovos
Preparo
Bata no liqüidificador os ovos, o leite condensado, o leite, o chocolate em pó e a margarina. Depois encha forminhas redondas com cerca de 3 cm de diâmetro.
Aqueça o forno a 180ºC e leve o doce para assar em banho-maria por cerca de meia-hora. Retire os brigadeiros do forno e deixe-os esfriar por alguns intantes.
Desenforme o brigadeiro enquanto ainda estiver morno. Polvilhe o chocolate granulado em um prato e envolva o doce. Sirva-se! Depois leia um trecho do livro Dieta Nota 10 para aliviar (ou pesar mais) a consciência.
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Chocolate: Receitas de Chocolate
Além de ser indescritivelmente saboroso, o chocolate é um dos alimentos mais completos já inventados pelo homem.
Uma barra de 100g contém, aproximadamente: 528 calorias, 4,4g de proteínas, 94g de cálcio, 142mg de fósforo, 1,4mg de vitamina A, 0,02mg de vitamina B1 e 0,14mg de vitamina B2.
Em pó, os mesmos 100g terão menos calorias, mais proteínas, menos cálcio, mais fósforo, mais ferro e um pouco mais de vitaminas.
Apesar de excepcionalmente rico, o chocolate não é recomendável como alimento isolado. Em situações extraordinárias, porém, ele tem poder energético suficiente para substituir refeições. Atletas, pilotos aéreos, soldados e navegadores se valem dele como complemento alimentar.
Nos últimos 20 anos, diversas pesquisas científicas procuraram responder a certas dúvidas dos fabricantes e consumidores de chocolate.
Um ponto pacífico é que, graças à ação do alcalóide chamado theobromina, o chocolate tem efeito relaxante sobre o organismo humano, ajudando a melhorar as reações em situações de tensão. Possui também efeitos diurético e laxante.
Além de descobrir que os fenóis contidos no chocolate preto ajudam a eliminar o mau colesterol, os médicos concluíram que a baixa taxa de eliminação das toxinas está associada ao estresse.
Do ponto de vista fisiológico o chocolate é um alimento e não apresenta nenhuma ameaça à saúde, quando ingerido com moderação.
Receitas:
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Receita: Pudim de Chocolate (vídeo)
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Cozinha: Dicionário da Culinária (Glossário de Termos Culinários)
- A
ABÓBORA: Fruto da abobreira. Excelente tanto para pratos salgados como para doces. O mesmo que gerimum.
ABOBRINHA: Variedade de abóbora. Prepara-se ensopada, frita ou refogada, passada em ovos, farinha de trigo ou de rosca.
ABRICÓ: O mesmo que damasco. Fruta seca com acentuado sabor azedo. Ótima para doces e recheios de bolos. Antes de prepará-la, convém colocá-la de molho por algumas horas.
ACELGA: Verdura com folhas muito desenvolvidas, com talo branco, largo. Tanto as folhas como o talo são comestíveis. Refogada em azeite é muito saborosa.
ACIDULAR: Acrescentar sumo de limão ou vinagre à água em que se deve clarear ou amaciar alguma verdura ou carne, ou para que os grãos de arroz fiquem separados depois de cozidos, ou para fazer ovos pochés, etc.
AÇÚCAR MASCAVO: Açúcar comum, não refinado, de cor escura. Úmido e meio grosso.
AÇÚCAR VANILLE: Também conhecido como açúcar de baunilha. Usado em caldas e doces, como aromatizante.
AÇÚCAR DE BAUNILHA: Também conhecido como açúcar de baunilha. Usado em caldas e doces, como aromatizante.
AÇÚCAR DE CONFEITEIRO: Açúcar muito fino, usado para confeitar doces e bolos.
AFERVENTAR: Cozinhar ligeiramente em água fervente ou outro líquido.
AGRIÃO: Planta que cresce em terreno alagadiço. Ótima para saladas.
AIPIM: O mesmo que mandioca. No Nordeste é conhecido como macaxeira.
AIPO: Planta herbácea. Usa-se refogado em azeite ou cru, em saladas. Em pó, é empregado como condimento.
ALCACHOFRA: Planta hortense. Prepara-se frita ou recheada, cozinhando-se antes em água e sal. Quando muito tenra, também pode ser consumida crua, em saladas.
ALFACE: Planta hortense usada em saladas. Existem alfaces lisas, repolhudas e amargas.
ALFACE-SERPENTINA: Cortada em tirinhas finas.
ALHO: Bulbo formado por pedaços pequenos, denominados dentes. Caracteriza-se por um cheiro muito ativo. É um dos temperos indispensáveis na cozinha.
ALOURAR: Dourar ao fogo.
A LA KING: Prato servido com molho cremoso, geralmente guarnecido com cogumelos, temperado com pimenta e aromatizado com xerez.
AMASSAR: Juntar farinha de trigo, gordura e gema de ovo.
AMEIXA PRETA: Fruta passeificada usada em doces e bolos, podendo também ser recheada, depois de retirado seu caroço.
AMÊNDOA: Semente usada em culinária para recheios e enfeites de doces, bem como ingredientes de massas em geral.
AMENDOIM: Fruto e semente usado principalmente em doces. Quando torrado é um esplêndido acompanhamento para aperitivos.
AQUECER PREVIAMENTE: Ligar o forno e esquentar até a temperatura desejada, antes de colocar o alimento.
AROMATIZAR: Perfumar os molhos ou alimentos com ervas aromáticas, como louro, tomilho, orégano, aipo, salsa, etc.
ASSAR: Cozinhar em forno previamente aquecido.
ASSAR AO FOGO: Num pouco de gordura quente, tostar bem a carne vagarosamente, em todos os lados (cerca de 15 a 20 minutos). Acrescentar um pouco d’água, tampar, ferver em fogo lento, sob baixo calor, até a carne se tornar macia. Use esse método para carnes menos tenras (lagarto).
ASSAR EM GRELHA: Cozinhar sob o calor de uma grelha, sobre carvão de pedra aquecido ou entre duas superfícies aquecidas.
ATAR: Amarrar com fio uma ave, carne, etc, para conservar sua forma durante o cozimento.
ATAVIAR: ou decorar: Dar forma bonita à carne ou a outros alimentos, tirando a gordura ou partes mais feias, e enfeitá-la para que adquiram melhor aparência quando servidos.
AZEITE: Óleo comestível extraído da azeitona, empregado em saladas e maioneses, bem como para preparar peixes e camarões.
AZEITE DE DENDÊ: Azeite especial usado em pratos do Norte e Nordeste (vatapás, carurus e moquecas).
AZEITONA: Fruto da oliveira, de onde se extrai o azeite. Empregada em recheios e diversos pratos salgados. Também um bom acompanhamento para aperitivos.
- B
BABEUSSE: Nome usado para indicar omeletes ou fritadas úmidas.
BACON: Parte do toucinho defumado que é entremeada com carne. Usado em feijão, carnes, assados, etc.
BANHA: Gordura animal, de porco principalmente, utilizada na cozinha.
BANHAR: Mergulhar substâncias em calda de açúcar quente até ficarem bem embebidas nela.
BANHO-MARIA: Encher o fundo da vasilha que vai ao fogo com cinco centímetros de água, deixando-a ferver. Colocar nessa vasilha a outra contendo o alimento, devidamente coberta para que não entre água. Cozinhar pelo tempo indicado na receita.
BARDAR: Envolver aves ou peixes em uma fatia fina de presunto ou toucinho de fumeiro.
BARDEAR: Envolver a carne em fatias de toucinho, atando-a em seguida.
BARQUETES: Casquinhas de massa, semelhantes a barquinhos, que são assadas vazias e recheadas no momento de servir.
BARRAR: Revestir uma fôrma com caramelo. O mesmo que caramelar.
BATATA: Também chamada batata-inglesa. Tubérculo comestível largamente empregado em nossa cozinha.
BATATA-DOCE: Tubérculo comestível que se pode cozinhar, fritar ou fazer doces.
BATATA-DOCE ROXA: Própria para doces.
BATER: Bater na carne para amolecer.
BATER: Fazer uma mistura uniforme, com o auxílio de batedeira elétrica, manual, ou uma colher de pau.
BATER COM COLHER: Com uma colher de pau, levantar a mistura rapidamente, várias vezes, trazendo a parte de baixo para cima e misturando os ingredientes por igual. Ao bater, incline a tigela.
BAUNILHA: Substância aromatizante encontrada em vagens ou favas, açúcar ou essência. Usada em doces e bolos.
BAVAROISE: Creme gelado, geralmente à base de gelatina.
BERINJELA: Fruto comestível que pode ser preparado frito, ensopado ou recheado.
BETERRABA: Raiz carnuda e grossa da qual se extrai açúcar. Pode ser usada em saladas e de seu suco obtém-se excelente tintura para fins culinários.
BOUQUET GARNI: Um molhinho de ervas para aromatizar molhos. Ramo de cheiros.
BRAISER: Mover lentamente as carnes sobre azeite e manteiga para que dourem de todos os lados.
BRANQUEAR: ou blanchir: Passar verduras amargas várias vezes em água, às quais se quer tirar o sabor muito forte, ou alguma carne que se deseje tornar mais clara. Exemplo: berinjelas, alcachofras, fígado de vitela para fazer patê, etc.
BRANQUEAR: Mergulhar em água fervendo, durante alguns minutos, as carnes e os legumes.
BRÓCOLIS: Planta hortense cuja parte comestível se assemelha a um buquê. Seu talo, descascado, também é aproveitável. Deve ser cozido em água e sal antes de ser servido em saladas.
- C
CALDA DE AÇÚCAR QUEIMADO: Usa-se processo idêntico ao de caramelar, acrescentando-se depois um pouco de água fria. Deixa-se ferver até dissolver bem o caramelo, ficando em ponto de fio.
CAMBUQUIRA: Grelo da abobreira, haste antes de desabrochar a flor. Usa-se no feijão e na carne.
CANAPÉS: Misturas salgadas colocadas sobre quadradinhos de pão de fôrma ou bolachas, que vão ao forno. São acompanhamentos para coquetéis.
CANELA: Especiaria, em pau ou em pó, usada em doces.
CANELONI: Canudos de massas recheados com carne ou doce.
CANJICA: No Sul e Centro, sopa de milho branco à qual se mistura açúcar, leite e canela. Prato que, no Norte, leva leite de coco e recebe o nome de Mungunzá. A canjica nortista e nordestina é o que no Sul se chama de creme de milho verde, canjiquinha e curau.
CANUDINHOS: Forminhas cilíndricas, em forma de canudas, em torno das quais se enrola a massa, fritando-se essa juntamente com o canudo. Depois que esfriar, retira-se o canudo e recheia-se a massa com doces ou salgados.
CAPELLETI: Massas pequenas, cozidas em sopa ou água e sal e depois servidas com molho de tomate e queijo ralado.
CARAMELO: açúcar derretido.
CARAMELAR: Numa panela grande, sob calor brando, derreta o açúcar, mexendo sem parar até caramelar numa mistura dourado-escura. O açúcar refinado caramela em menos tempo.
CARNE DE SOL: Também carne do sertão, levemente salgada e secada ao sol e ao vento. Usada no Nordeste.
CARNE DO SERTÃO: Também carne de sol, levemente salgada e secada ao sol e ao vento. Usada no Nordeste.
CARNE SECA: O mesmo que charque.
CARRETILHA: Utensílio doméstico, usado para cortar massas, pastéis, etc.
CARURU: Ensopado feito com a planta do mesmo nome ou com quiabos, aos quais se junta camarão ou peixe. Para temperá-lo, usa-se muito azeite de dendê e pimenta.
CAVIAR: Ovas de peixe, principalmente esturjão, salgadas e conservadas em azeite depois de secas. Ótimo para canapés.
CEBOLINHA: Por esse nome, tanto se conhece a cebola pequena, própria para conservas, como o tempero verde de sabor característico.
CHAMPIGNON: Cogumelo empregado em diversos molhos e pratos, como o strogonoff.
CHAMUSCAR: Passar aves ou pés de porco ou mesmo leitões sobre chama para que se possam tirar melhor as penugens e os pelos.
CHANTILLY: Creme usado para doces, saladas de frutas e sorvetes. Creme de leite ao qual se adiciona uma clara de ovo batida como para suspiro. Também uma mistura de manteiga, açúcar e creme de leite.
CHARLOTTE: Sobremesa à base de gelatina. O mesmo que mousse.
CHEIRO-VERDE: Tempero composto de cebolinha e salsa.
CHUCRUTE: Repolho picado e fermentado.
CHURRASCO: Pedaço de carne assada sobre brasas.
CINZELAR: Praticar pequenas incisões ou talhos nas substâncias a cozinhar para que o calor penetre no interior, facilitando o cozimento e tomando bem o sal. Usa-se nos peixes e carnes.
CLARAS EM NEVE: Claras muito bem batidas, de maneira que fiquem endurecidas quando o batedor for levantado, com as pontas firmes, pendendo um pouco, e a superfície ainda úmida e lisa.
CLARIFICAR: Tornar uma calda limpa empregando-se clara de ovo batida em neve e fervida na própria calda. Depois de levantar fervura, tirar do fogo e coar.
COALHADA: Leite não fervido que se deixa de um dia para o outro, até ficar talhado.
COAR: Fazer passar através de um pano ou peneira bem fina.
COBRIR BOLO: Estender com cuidado, por cima do bolo, depois de pronto, claras batidas com açúcar, creme ou glacê.
COGUMELO: Fungo comestível fresco ou enlatado. Quando adquirido no estado natural, exige muito cuidado, pois diversas espécies são venenosas.
COLHER DE FRITURA: Colher com furos que serve para retirar frituras da frigideira.
COLHER DE MATÉRIA PLÁSTICA: Apropriada para retirar mostarda, picles, etc.
COLHER DE PAU: Serve para bater bolo, maionese, e é muito útil para mexer alimentos enquanto estão fritando, pois evita riscar as panelas de alumínio. É também usada para retirar alimentos dos vidros.
COLORAU: Condimento vermelho extraído de pimentões secos.
COLORIR: Dar cor, tingir os alimentos. Comumente usam-se anilinas próprias para colorir.
COMINHO: Semente utilizada para temperar carne de porco e chouriços.
CONSOMMÉ: Caldo de carne ou frango, servido puro ou com gema, em recipientes especiais semelhantes a uma xícara com duas asas.
CORAR: Deixar o alimento tomar uma cor dourada no forno.
CORTAR EM FATIAS: Cortar ou partir em pedaços longos e finos.
CORTAR EM POSTAS: Cortar em fatias grossas.
CORTIR: Ficar bem entranhado de algum molho.
COZIDO: Prato composto de carnes, legumes e verduras, todos cozidos.
COZINHAR EM VAPOR: Submeter o alimento à ação do vapor.
CRAVO: Tempero muito aromático, usado em doces e bolos.
CREME DE ARROZ: Farinha muito fina de arroz.
CREME DE LEITE: Nata batida em ponto de creme, usada em alguns pratos salgados e doces.
CREME CHANTILLY: Creme usado para doces, saladas de frutas e sorvetes. Creme de leite ao qual se adiciona uma clara de ovo batida como para suspiro. Também uma mistura de manteiga, açúcar e creme de leite.
CROQUETE: Bolinho de carne, bacalhau, camarão ou verduras, de formato cilíndrico, que é passado em ovos batidos e farinha de rosca, antes de ser frito em banha bem quente.
CURAU: Nome usado no Sul para um prato feito com milho (canjica).
CUSCUS: Iguaria preparada com farinha de milho, cozida no vapor.
CUSCUS PAULISTA: Iguaria preparada com farinha de milho, peixe, camarão, ovos cozidos e inúmeros temperos, cozido no vapor em panela própria.
- D
DAMASCO: O mesmo que abricó.
DECANTAR: Passar um líquido de um vaso para outro, a fim de o separar dos sedimentos.
DECOCÇÃO: Extrair a substância de algum alimento por ebulição.
DEGLACER: Dissolver ou misturar o suco que as carnes soltam ao assarem com vinho ou caldo.
DEPENAR: Tirar as penas das aves. A fim de facilitar o trabalho, escalda-se. Depois da depenagem, chamusca-se a ave para eliminar a penugem.
DESCASCAR: Retirar a casca, como nas laranjas, bananas, maçãs, etc.
DESCAROÇAR: Remover o caroço ou a semente, como nas ameixas.
DESENFORMAR: Retirar da fôrma (gelatina, pudins, bolos, etc.).
DESENGORDURAR: Tirar o excesso de gordura de uma calda, sopa ou molho.
DESMANCHAR: Misturar uma substância seca com um liquido até que se obtenha uma solução.
DESOSSAR: Depois de depenar a ave, corta-se fora a cabeça e os pés, retirando com a ponta de uma faca toda a carcaça, sem estragar a pele. Conserva-se apenas o pescoço, as pontas das asas e os ossos das pernas. Tirar os ossos das pernas. Tirar os ossos de carnes e espinhas de peixes.
DESTRINCHAR: Com tesoura grande e apropriada, cortar a ave em pequenos pedaços.
DERRETER GORDURA: Fritar na caçarola pedaços de gordura ou de carne gorda, até dissolvê-la.
DILUIR: Misturar água com um alimento sólido, fazendo com que este se desfaça.
DOBRADINHA: Parte dupla do bucho da rês.
DOURAR: Passar sobre determinados alimentos, massas principalmente, com um pincel chato, gemas desmanchadas com um pouco de leite, água ou manteiga, levando ao forno, para lhe dar uma cor dourada.
- E
EMBEBER: Impregnar, ensopar de água, leite, vinho, calda ou líquido em geral.
ESPUMAR: Desengordurar ou retirar espuma dos alimentos, caldos ou molhos.
EMPANAR: Envolver em ovos e farinha de rosca ou outra massa, antes de fritar.
ENCAMISAR: Cobrir o fundo de uma fôrma com uma camada de gelatina, sorvete ou geléia.
ENCHOVA: Pequeno peixe do mar, conservado em azeite e sal, ótimo para sanduíches e pizzas.
ENFARINHAR: Polvilhar com farinha.
ENGROSSAR: Dar consistência a uma mistura adicionando farinha ou maisena.
ENSOPAR: Cortar os alimentos em pedaços, refogá-los e ir juntando água aos poucos até ficarem macios e o molho incorporado.
ENTRADA: Iguaria que precede o prato principal de uma refeição.
ERVA-DOCE: Semente aromática usada no preparo de chá e algumas qualidades de doces.
ERVILHA: Em vagem, é um legume saboroso. Em conserva, é ótimo acompanhamento para diversos pratos.
ESCALDAR: Passar em água fervente.
ESCALOPE: Alimento preparado ao forno, em camadas, com molho.
ESCAMAR: Tirar as escamas do peixe com faca ou um aparelho próprio, removendo-as da cauda em direção à cabeça.
ESFRIAR: Deixar permanecer na temperatura ambiente até o ponto em que se possa tocar.
ESPARGO: Planta do gênero hortense. Faz sopas e cremes deliciosos e, quando em conserva, acompanha alguns pratos.
ESPECIARIAS: Condimentos básicos usados em culinária (canela, cravo, noz moscada, cominho, pimenta, etc.).
ESPETOS: Ferros compridos nos quais se enfiam pedaços de carne, linguiça, galinha, etc. para tostar.
ESPINAFRE: Planta de folha pequena e bem verde. Prepara-se com molho branco, refogado com tomate e cebola.
EXTRATO DE CARNE: Concentração, em pasta ou em tabletes, de extrato de carnes (boi e galinha) e temperos.
EXTRATO DE TOMATE: Massa de tomates em conserva para molhos ou tempero de salada.
- F
FARINHA D’ÁGUA: Farinha preparada da mandioca pura, por um processo especial.
FARINHA DE ARROZ: O mesmo que creme de arroz.
FARINHA DE ROSCA: Pão torrado e reduzido a pó.
FERMENTO DE CERVEJA: Fermento comprado em garrafas, nas cervejarias, usado em determinados bolos e pães doces.
FERMENTO FLEISCHMANN: Fermento em tabletes ou granulado, usado em bolos, tortas e pães.
FERMENTO ROYAL: Fermento em pó muito macio, acondicionado em latinhas.
FERVER: Cozinhar o alimento em líquido fervente. Logo que levantar a fervura, abaixar a chama até ao ponto em que seja suficiente para conservar o líquido em ebulição. A fervura lenta é tão eficaz quanto a rápida.
FILÉ: Parte da rês cuja carne é muito macia. Presta-se para bifes, rosbife, etc.
FINES HERBES: Sopas e molhos condimentados com salsa picadinha, cebolinha, cerefólio, etc.
FÔRMA UNTADA: Besuntada com manteiga ou gordura.
FRIGIR: Cozinhar numa pequena quantidade de gordura.
FRITAR: Cozinhar um alimento em gordura quente e abundante.
FRITURA: Gordura ou qualquer matéria gordurosa que se põe ao fogo até adquirir o grau de calor que permite fritar carnes, peixes, massas, etc.
FRUTA PILÉ: Fruta descascada servida com gelo em volta.
FUNIL DE TRÊS BICOS: Utensílio usado no preparo de fios de ovos.
- G
GALANTINA: Prato feito com carne picada ou verdura, coberto ou misturado a uma solução de gelatina.
GELATINA: Substância que se extrai dos tecidos dos animais e com a qual se faz diversos pratos gelados, tanto doces como salgados. Vendida em folhas ou em pacotes com pós aromatizados.
GELO COLORIDO: Juntar um pouco de tinta vegetal, na cor preferida, à água que se vai colocar nas formas para gelar.
GENGIBRE: Raíz de sabor acentuado, usada em alguns doces e no quentão das festas juninas.
GLACÊ: Mistura de açúcar e diversos ingredientes, como leite, claras em neve, chocolate, etc., usada para cobrir bolos ou docinhos.
GOMA: Nome dado no Nordeste ao polvilho.
GRATINAR: Dourar por cima em forno forte qualquer preparado de creme, purê ou sobremesa.
GRELHAR: Assar em grelhas, no fogo ou sobre carvões incandescentes.
GUARDAR EM BANHO-MARIA: Maneira de conservar alimentos quentes. Coloca-se o recipiente com o alimento dentro de uma panela com água quente, deixando-se em fogo brando para a iguaria não esfriar.
GUARNECER: Enfeitar os pratos.
GUARNIÇÕES: Diversos alimentos preparados para acompanhar pratos ou enfeitá-los. Tem a vantagem de aumentar o prato, quando o elemento principal é insuficiente.
- H
HORS D’OEUVRE: Designação genérica de alimentos picantes que se comem antes de iniciar uma refeição, para estimular o apetite.
HORTELÃ: Folha muito cheirosa usada em algumas bebidas e chás medicinais.
- I
INCHAR: Colocar em líquido qualquer alimento, como arroz, feijão e massas em geral, deixando ferver até atingir o volume máximo.
INCISÃO: Dar pequenos cortes em carnes, peixes ou presunto, para facilitar sua cocção.
INGREDIENTES SECOS: Farinha, fermento, sal, especiarias, etc.
INFUSÃO: Líquido que se obtém derramando água fervendo ou outro líquido, como leite, por exemplo, sobre uma erva ou uma planta da qual se quer obter o sabor e o perfume.
- J
JARDINEIRA: Ensopado de diversos vegetais e carne servido no seu próprio molho.
JULIANA: Maneira de cortar legumes bem finos. Nome de uma sopa que contém legumes assim cortados.
- K
KETCHUP: Molho forte de tomate, encontrado em recipientes. Usado em coquetéis de camarão e outros pratos condimentados.
- L
LARDEAR CARNES: Com um furador ou faca pontuda, fazer furos na carne em várias direções, introduzindo tiras de presunto ou de toucinho.
LEITE DE COCO: Suco tirado do coco raspado ou ralado com um pouco de água fervendo. Para se obter o leite fino, lava-se o bagaço com água quente, depois de extraído o leite grosso.
LEITE CONDENSADO: Leite apurado e concentrado, usado em diversos doces e sobremesas.
LIGAR: Engrossar molhos ou sopas com farinhas, gemas, etc., desmanchadas em leite ou água.
LIMÃO: Fruta cítrica indispensável na cozinha. Substitui o vinagre em tempero de peixes e mariscos, sendo mais saudável.
LOURO: Folha que se caracteriza por um cheiro muito pronunciado, usada para temperar carnes e peixes. O louro confere um sabor especial ao feijão.
- M
MACERAR: Deixar frutas e carnes de molho numa preparação de vinho, licor ou vinagre durante dias ou horas.
MAIONESE: Molho à base de gemas cozidas e cruas às quais se acrescenta aos poucos, batendo sempre, azeite, vinagre ou limão, sal, mostarda, podendo temperar ainda com picles e molho inglês.
MAISENA: Amido de milho utilizado em cremes, bolos, mingaus e muitos outros pratos.
MANJERONA: Planta semelhante à salsa, ótima para temperar carne e peixe. Também usada em chás medicinais.
MANTEIGA: Substância gordurosa, extraída do leite, muito utilizada na cozinha.
MANTEIGA NOISETTE: Leva-se a manteiga ao fogo até começar a mudar de cor.
MARINAR: Deixar alguns alimentos banhados em preparação de azeite e vinagre com muitos temperos para que fiquem mais saborosos ou mais macios.
MASSA DE TOMATE: Condimento que pode ser preparado em casa ou comprado em latas. O seu uso em molhos de tomate é sempre indicado.
MEL: Substância doce produzida pelas abelhas. Empregada em diversos tipos de doces, bolos e pães.
MEXER: Com uma colher, em movimento circular do centro para fora, misturar bem todos os ingredientes.
MINESTRONE: Sopa italiana feita com feijão branco e macarrão.
MISTURAR: Unir bem dois ou mais ingredientes, usualmente com uma colher ou batedeira.
MIÚDOS: Nome que se dá aos órgãos das reses e aves.
MOER: Passar na máquina.
MOLHO ACEBOLADO: Feito com um pouco de gordura, onde se fritam as cebolas e os tomates, acrescentando depois sal e um pouco d’água. Muito usado para bife.
MOLHO OU CALDO: Líquido no qual a carne, aves domésticas, etc., foram cozinhadas em fogo lento até amaciar.
MOLHO BRANCO: Creme feito com leite e maisena. Serve para complementar certas iguarias.
MOLHO ESCABECHE: Molho feito com azeite, vinagre, cebola e vários temperos. É usado especialmente em peixes.
MOLHO INGLÊS: Molho de gosto muito ativo. É usado à mesa para dar melhor sabor às saladas e às carnes.
MOSTARDA: Condimento de sabor picante e ativo.
MOSTO: Suco de uva ou outra fruta antes da fermentação.
MOUSSE: Sobremesa à base de gelatina.
MOQUECA: Prato tradicional de diversos estados brasileiros.
MUSSARELA: Queijo cavalo utilizado em diversos pratos italianos.
- N
NABO: Raíz alimentícia usada em sopas e cozidos.
NHOQUE: Massa feita com farinha de trigo, batata, ovos, manteiga e sal. O nhoque é cozido em água com sal e servido, ainda quente, com molho de tomate e queijo ralado.
NOZES: Fruto seco muito usado em doces e massa.
NOZ MOSCADA: Semente de sabor acentuado usado em molhos e alguns licores.
- O
OMELETE: Fritada de ovos batidos.
OREGÃO: Ou orégano. Planta de folhas miúdas empregadas no tempero de carnes e peixes. Ótimo para pizzas.
OVOS DUROS: Cozidos durante dez minutos em água em ebulição. Retire da água quente para a água fria e descasque.
OVOS MOLES: Preparados como os duros, com apenas cinco minutos de ebulição.
OVOS QUENTES: Cozidos durante três minutos em água em ebulição. Tire da água e sirva logo.
- P
PAÇOCA: No Nordeste, carne seca assada, desfiada e pilada com farinha de mandioca. No Sul, amendoim torrado e pilado com açúcar e canela.
PAIO: Carne de porco salgada ensacada em tripas. Bom tempero para feijão, cozido, etc.
PALMITO: Caule comestível usado em saladas, podendo ser preparado frito ou refogado.
PAMONHA: Espécie de polenta doce. É feita de milho verde, leite de coco, manteiga, canela, erva doce e açúcar, sendo cozida em saquinhos feitos das folhas do próprio milho ou de folhas de bananeira, atados nas extremidades.
PANELADA: Iguaria preparada com miúdos de boi ou carneiro, no Norte e no Nordeste.
PÃO DORMIDO: Pão que sobra do dia anterior, o mesmo que pão amanhecido.
PÁPRICA: Pimentão húngaro, em pó, muito picante.
PASSAR: Escorrer no passador ou na peneira.
PATÊS: Pastas que podem ser de fígado, presunto, carne, etc.
PEGAR: Diz-se de uma substância que adere ao fundo da panela, ficando escura.
PELAR: Escaldar amêndoas, tomates, etc., para os descascar facilmente, o que se consegue pela pressão dos dedos polegar e indicador.
PENEIRAR: Passar ingredientes secos por uma peneira ou urupema.
PEPINO: Fruto muito usado em saladas e em conservas (picles).
PICLES: Vegetais conservados em vinagre. Dão um sabor especial a determinados pratos.
PILÃO: Gral em madeira rija para descascar e triturar arroz, milho, e fazer paçoca. Pilões pequenos são usados para os temperos.
PIMENTA: Nome genérico para o fruto de várias plantas piperáceas e solanáceas. Tempero excelente, quando usado com parcimônia. Conserva-se a primeira em vinagre ou azeite, sendo que esse último deixa-a muito concentrada.
PIMENTÃO: Fruto verde ou vermelho, empregado para temperar alimentos, podendo aparecer cru em saladas, ou cozido, recheado com carne.
PITADA: Porção de pó que se apanha com o polegar e o indicador.
PITU: Camarão grande, de água doce.
POLVILHAR: Cobrir ou borrifar suavemente com farinha, açúcar, etc.
PONCHE: Mistura de bebidas, sucos de frutas e açúcar.
PURÊ: Massa de batatas ou legumes esmagados e temperados com sal, leite e ovos.
- Q
QUIABO: Fruto verde e peludo, que pode ser frito, ensopado ou cozido em água e sal para ser usado em saladas.
QUIBEBE: Espécie de purê de abóbora.
- R
RALAR: Reduzir uma substância a migalhas ou polpa por meio de ralador.
RAVIOLI: Quadrados de massa com recheio de carne ou verdura, cozidos em água e sal e servidos com molho de tomates e queijo parmesão ralado.
RECHEAR BOLO: Entremear as camadas de bolo com cremes, glacês, etc.
RECHEAR CARNE: O mesmo que lardear carne.
RECHEIO: Picados de carne, legumes, ovos ou outras substâncias que se introduzem nas aves, carnes, peixes, etc.
REDUZIR: Diminuir pela fervura a quantidade de líquido.
REFOGAR: Fritar cebola, tomate e temperos em qualquer condimento gorduroso. Mergulhar um alimento em gordura quente e temperos para tomar gosto.
REFRESCAR: Depois de ter submetido a uma ligeira fervura os legumes e as carnes, deitá-los em água fria.
REGAR: Umedecer a comida enquanto estiver assando. Isto é feito com colheradas de líquido ou gordura.
REPOLHO: Espécie de couve de folhas bem recheadas.
RESFRIAR: Colocar na geladeira ou em outro lugar frio até esfriar.
RISSOLES: Pastéis pequenos de massa folhada.
ROSBIFE: Carne assada, feita de chã de dentro, filé ou lombo, ficando a parte de dentro sangrenta. Enquanto assa deve ser virada de vez em quando para não queimar.
ROUPA VELHA: Prato preparado com sobras de carne assada desfiada, farinha de mandioca e ovos.
ROUX: Molho-base de cozinha preparado com farinha e manteiga.
- S
SAIGNANT: ou Rosbife: Carne assada em panela, feita do chã de dentro, filé ou lombo, permanecendo a parte de dentro sangrenta.
SALMOURA: Solução de água e sal.
SALSA: Tempero muito usado em diversos pratos. Também é ornamental.
SALSÃO: Planta idêntica à salsa, com folhas um pouco maiores, com base esbranquiçadas.
SALTEADO: Alimento tostado em panela com uma pequena quantidade de manteiga ou gordura quente. De preferência manteiga.
SANDUÍCHES: Fatias de pão contendo entre elas um recheio de manteiga, presunto, queijo, etc.
SAUTÉ: Alimento tostado na caçarola em uma pequena quantidade de gordura quente ou manteiga.
SOUFFLÊ: Creme simples acrescido de vários alimentos, como queijo, presunto, camarão, peixe, etc. Prepara-se também com verduras e legumes. Batem-se algumas claras em neve, juntando-se ao creme. Depois de bem misturado, leva-se ao forno, servindo-se em seguida.
SOVAR: Misturar e bater bem a massa, vigorosamente, até abrir bolhas quando estendida.
SUAR: Cozinhar carnes, aves, peixes ou verduras em panela bem tampada, de maneira que cozinhe o alimento em vapor, com alguma gordura.
SUCO: Liquido que se obtém quando se espremem as frutas.
SUMO: Líquido e gomos que se desprendem das frutas, principalmente as ácidas, quando espremidas.
SURURU: Marisco muito abundante em Alagoas.
- T
TÂMARA: Fruto de uma palmeira que, seco, pode ser recheado, usado em bolos ou enfeites.
TARTELETTE: Massa assada em forminhas e recheada no momento de ser servida. Tanto pode ser doce como salgada.
TEMPERAR: Condimentar com sal, cebola, alho, aipo, louro ou pimenta para dar sabor.
TERRINAS (Cocottes): Panelinhas de barro, de porcelana ou de vidro refratário, de diversas formas para uso individual.
TOMATE: Fruto de incontáveis aplicações culinárias.
TORNAR CREMOSO: Com uma colher, friccionar ou manipular suavemente a gordura e o açúcar até chegar ao estado cremoso ou então usar a batedeira.
TORRAR: Corar ao forno, na torradeira ou sobre brasa.
TOSTAR: Escurecer a superfície rapidamente sob alto calor, como numa frigideira quente ou no forno.
TRATAR: Desembaraçar um pedaço de carne das peles, nervos, etc. Depenar uma ave, limpá-la, escamar peixes, descascar e cortar legumes, frutas, etc. Resumindo, tratar é preparar alimentos para que fiquem em condições de ir ao fogo.
TRITURAR: Reduzir a pequenos fragmentos, mas não a pó.
TRUFA: Fungo preto, semelhante aos cogumelos, muito aromático. É usado como tempero e guarnição.
TUTTI-FRUTTI: Frutas misturadas.
TUTU: Virado de feijão e farinha de mesa.
- U
UNTAR: Passar manteiga ou outra gordura em qualquer vasilha.
- V
VAGEM: Legume saboroso que se prepara em salada, ou se refoga ou ensopa.
VATAPÁ: Papa de pão misturada com peixe, camarão, farinha de amendoim, castanha, azeite de dendê e temperos picantes.
VIDRADO: Casca de limão ou laranja, somente na parte colorida.
VILLEROY: Passar ovos, carnes, camarões, etc., por molho bechamel grosso, ovo batido, farinha de rosca e fritar. Ex.: costelas de carneiro.
VINAGRE: Produto da transformação sofrida pelo álcool de certas bebidas em virtude da fermentação. Usado no tempero de saladas, carnes e alguns peixes.
VINHA D’ALHO: Preparação composta de vinagre, vinho, alho, cebola, pimenta do reino e sal com a qual se temperam carnes e peixes.
VIRADO: O mesmo que tutu, em São Paulo.
VITELA: Novilha com menos de um ano.
- X
XAROPE: Calda de água e açúcar que se leva ao forno para ferver durante um período de tempo suficiente para que o açúcar se dissolva.
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+ Veja também:
Receita de Sorvete de Chocolate Branco ao Vinho do Porto
Ingredientes
- Sorvete:
¼ xícara (chá) de açúcar
3 gemas
300 g de cobertura de chocolate branco picada
2 xícaras (chá) de creme de leite fresco (400 ml)
1 colher (chá) de canela em pó
- Calda de figos:
½ xícara (chá) de açúcar
3 figos frescos
suco de ½ limão
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (sopa) de Vinho do Porto
Preparo
1. Sorvete: ferva ¼ de xícara (chá) de água com o açúcar até obter uma calda grossa. Bata as gemas e, sem parar de bater, acrescente a calda aos poucos, até formar picos firmes. Derreta o chocolate branco no microondas, potência média, por cerca de 2 minutos, junto com 1 xícara (chá) de creme de leite e a canela em pó, acrescentando em seguida às gemas batidas. Misture até que o creme fique frio e homogêneo. Bata o restante do creme de leite em ponto de chantilly e misture tudo delicadamente. Acomode 6 aros de 8 cm de diâmetro sobre uma superfície plana e forrada com papel-manteiga, distribua o sorvete dentro dos aros e leve ao freezer por 4 horas.
2. Calda: em uma frigideira de fundo largo, caramelize ½ xícara (chá) de açúcar, acrescente os figos inteiros e o suco de limão. Quando os figos estiverem macios, desligue o fogo, acrescente a canela em pó e o Vinho do Porto. Espere a calda esfriar e corte os figos em pedaços regulares.
3. Coloque os sorvetes em em pratos individuais, retire os aros, regue com uma porção da calda de figos e sirva em seguida, acompanhado de um biscoito.
Receita: Queijo Provolone
Deve-se pasteurizar o leite, aquecendo-o a 65ºC e mantendo-o a essa temperatura por 30 minutos. Em seguida resfriá-lo para 35ºC.
Adiciona-se 5% de soro fermento e 1% de iogurte natural. Para se obter o soro fermento, basta deixar o soro de uma fabricação anterior fermentar durante umas 12 horas (é aconselhável colocar umas colheres de iogurte natural para ajudar na fermentação).
Coloque o coalho, conforme indicação do fabricante, diluído em água filtrada.
Misture muito bem e deixe em repouso por 45 minutos ou até que se processe a coagulação, o que se dá com o aspecto de um gel firme. Corta-se então a coalhada em cubinhos, com o auxílio de uma faca. Deixa-se em repouso por 15 minutos. Passado este tempo, retire 1/3 do soro e aqueça-o em uma vasilha à parte até 65ºC.
Retorne então este soro para a massa e continue agitando por mais algum tempo até que os grãos estejam mais firmes.
Quando notar isto, cesse a agitação e escorra todo o soro da massa. Deixe a massa sobre uma mesa até o dia seguinte para que ocorra a acidificação, necessária à filagem.
Para ter certeza de que ocorreu uma acidificação satisfatória, pegue um pedaço da massa, mergulhe em água a 85ºC. Tente esticá-la. Se ela estiver bem elástica, então, já pode filar toda a massa. Senão deixe mais algum tempo fermentando.
Para filar essa massa, corte-a em pedaços pequenos e coloque em uma vasilha, balde, com água a 85ºC. Mexa com auxílio de uma colher de pau com cabo grande, até a massa formar um bloco compacto. Quando estiver assim, pegue porções da massa quente e vá esticando a fim de moldá-la.
Coloque então em formas que podem ser feitas com tubos de PVC e deixe até o dia seguinte. No outro dia desenforme os queijos e coloque-os em salmoura a 20%, durante algumas horas, dependendo do tamanho dos queijos. Quanto maior o tempo mais salgado fica o queijo (mais ou menos 24 horas para um queijo de 1 Kg).
Após a salga deixe os queijos secarem por uns 5 dias e então amarre-os com cordinhas e leve-os para defumar os queijos.
Pode ser feito colocando os queijos suspensos sobre fogão de lenha por uns 3 dias. Depois da defumação deixe os queijos em local fresco por uns 15 a 20 dias para maturar e então eles estarão prontos para o consumo.
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+ Veja também:
Receita de Mousse de Chocolate Branco com Creme de Menta
Ingredientes
Mousse:
- 250 g de chocolate branco (250.0g)
- ¾ xícara (chá) de açúcar (120.0g)
- 3 claras em neve (cerca de 120.0g)
- ½ xícara (chá) de manteiga sem sal em temperatura ambiente (100.0g)
- 1 xícara (chá) de creme de leite em lata (200.0g)
- 2 colheres (chá) cheias de gelatina em pó sem sabor (10.0g)
- 2 colheres (sopa) de água para hidratar a gelatina (30.0ml)
- Óleo para untar
Creme de menta:
- 50 g de chocolate meio amargo (50.0g)
- ½ xícara (chá) de creme de leite em lata (100.0g)
- 1 colher (café) essência de menta
Preparo
Creme de menta:
Em banho-maria derreta o chocolate com o creme de leite até obter um creme liso e brilhante. Deixe esfriar e acrescente a essência.
Mousse:
Derreta o chocolate em banho-maria e reserve. Leve ao fogo também em banho-maria, o açúcar e as claras mexendo lentamente até ficar leitoso. Coloque na batedeira e bata até obter um merengue firme. Sem bater, junte a manteiga, o chocolate e o creme de leite com a gelatina já hidratada na água e derretida em banho-maria. Misture até ficar homogêneo, coloque na fôrma untada e leve para gelar. Aguarde cerca de 6 horas, desenforme e cubra com o creme de menta, deixando-o escorrer naturalmente. Sirva gelado.
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+ Veja também:

Livro: O Mundo é o que Você Come








