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Celular Samsung D880 DUOS: o primeiro telefone no Brasil capaz de operar com dois cartões (Dual SIM)
O Telefone Celular Samsung D880 DUOS permite ao usuário utilizar simultaneamente dois SIM Cards (ou chips) no mesmo aparelho.
“Mais uma vez o pioneirismo da Samsung se faz presente no mercado brasileiro da comunicação móvel. Depois do celular com receptor do sinal de TV digital, estamos inaugurando um novo nicho no segmento, tendo como grandes atributos a praticidade e conveniência do uso de dois números em um só aparelho”, diz Oswaldo Mello, diretor da Divisão de Telecom da Samsung.
Ao invés de usar dois aparelhos, com o celular Samsung D880 DUOS o consumidor tem a possibilidade de contar com duas linhas, mesmo que de operadoras distintas, em um único telefone. O celular permite a prévia identificação dos chips e a definição de prioridade com qual delas o usuário deseja receber ou fazer chamadas e enviar mensagens. Sua eficiência operacional proporciona a visualização dos contatos de agenda de ambos os SIM Cards, com destaque para o identificador que acompanha o número, se no chip 1 ou no chip 2.
“Com o telefone celular Samsung D880 DUOS a empresa amplia seu portfólio de celulares tendo como diferencial a tecnologia Dual SIM, que otimiza o dia-a-dia dos usuários. Trata-se de uma eficaz ferramenta de comunicação móvel, ideal para quem busca reunir em um único produto, as funções indispensáveis do trabalho e da vida pessoal”, diz André Varga, gerente de produto da Divisão de Telecom da Samsung.
Adicionalmente, o Dual SIM da Samsung opera com linhas distintas, independente das regiões de origem. Display de 2.3 polegadas, câmera com resolução de 3.2 megapixels, funções como Music & Vídeo player, visualização de documentos, rádio FM, conexões Bluetooth e USB completam o conjunto de recursos de última geração do modelo. Conta ainda com memória interna expansível por cartão microSD até 2GB e dispõe de Modo Off-Line e saída para TV/Projetor. A previsão é que o telefone celular Samsung D880 DUOS (Dual SIM) chegue às lojas neste mês.
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Processador Intel Atom: O menor chip da Intel, criado com os menores transistores do mundo
O Intel Atom, o menor processador da Intel é fabricado com os menores transistores do mundo e foi projetado para novos dispositivos para a Internet e para PCs de baixo custo. Intel Atom será o nome da nova família de processadores de baixo consumo projetados especificamente para dispositivos móveis para a Internet (MIDs) e para uma nova classe de computadores simples e de baixo custo, orientado para a Internet, que chegarão ao mercado ainda esse ano. Juntos, esses novos segmentos de mercado representam uma nova e significativa oportunidade para ampliar o mercado geral para o silício da Intel, utilizando o processador Intel Atom como base. A empresa também anunciou a tecnologia do processador Intel Centrino Atom para plataformas MID, formada por múltiplos chips que oferecem a melhor experiência de Internet em um dispositivo de bolso.
O processador Intel Atom é baseado em uma micro-arquitetura totalmente nova, projetada especificamente para dispositivos pequenos e de baixo consumo, ao mesmo tempo em que mantém o conjunto de instruções de compatibilidade do Intel Core 2 Duo que os consumidores se acostumaram ao utilizar um PC padrão e a Internet. O design também conta com suporte para múltiplos threads para um melhor desempenho e uma melhor capacidade de resposta do sistema. Tudo isso em um chip que mede menos de 25 mm, o que o torna o menor processador da Intel, com o menor consumo, até hoje. Até 11 matrizes do processador Intel Atom — os minúsculos silícios de prata que contam com 47 milhões de transistores cada — caberiam na área de uma moeda de um centavo norte-americana.
Esses novos chips, anteriormente chamados pelo codinome Silverthorne e Diamondville, serão fabricados utilizando o processo de 45nm da Intel, líder da indústria, com a tecnologia hi-k metal gate. Os chips contam com uma especificação de dissipação de temperatura (TDP) na faixa de 0.6 a 2.5 watts e atingem velocidades de até 1.8 GHz, dependendo da necessidade do cliente. Em uma comparação, os atuais processadores móveis Core 2 Duo possuem uma TDP na faixa de 35 watts.
“Esse é o nosso menor processador, fabricado com os menores transistores do mundo,” declarou o vice-presidente executivo da Intel e chefe do departamento de vendas e marketing, Sean Maloney. “O Intel Atom é uma mudança fundamental em termos de design. É pequeno mas poderoso o bastante para oferecer uma grande experiência de Internet nesses novos dispositivos. Acreditamos que ele habilitará inúmeras inovações por toda a indústria.”
Com a computação pessoal cada vez mais se tornando móvel e com a indústria de computadores desenvolvendo rapidamente novas classes de produtos para conectar o próximo bilhão de pessoas à Internet, o processador Intel Atom oferece aos clientes a habilidade única de inovação em torno do novo design de baixo consumo. Além da oportunidade para o segmento MID, a Intel acredita que a demanda por uma nova categoria de dispositivos computacionais móveis de baixo custo e orientados para a Internet, batizados de “netbooks,” e de desktops básicos orientados para a Internet, batizados de “nettops,” aumentará substancialmente ao longo dos próximos anos. O processador Intel Atom é perfeito para atender esses novos segmentos de mercado.
A Intel declarou que o processador Intel Atom também possui potencial para futuras oportunidades de geração de receita para dispositivos eletrônicos de consumo, aplicações embarcadas e thin clients.
Alguns processadores Intel Atom também incluirão múltiplas sub-rotinas para melhor desempenho e maior capacidade de resposta do sistema.
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Software: Microsoft apresenta lançamentos de 2008 para parceiros e clientes
Fortaleza está na rota dos road shows da Microsoft. Na próxima semana, a companhia realiza na cidade três dias seguidos de eventos dedicados aos parceiros (Pé na Estrada – 10/06), ao mercado corporativo (Microsoft Directions 2008 – 11/06), e às pequenas e médias empresas (Fórum PME, – 12/06). Os destaques são as novas soluções Windows Server 2008, SQL Server 2008, Visual Studio 2008, Microsoft Dynamics CRM 4.0 e as tecnologias de comunicação unificada, baseadas na plataforma Office, que marcam a entrada da Microsoft no mercado VoIP.
A realização dos road shows regionais faz parte da estratégia de expansão geográfica da Microsoft Brasil. “Temos atuado de forma intensa na aproximação da Microsoft dos mercados locais, incluindo consumidores e ecossistema de canais. Queremos levar a esses públicos as informações mais recentes sobre nossas novas tecnologias e mostrar como elas podem ajudá-los no desenvolvimento de seus negócios”, disse Luis Pinto, gerente regional para o Norte e Nordeste da Microsoft Brasil.
No primeiro dia de evento, os parceiros participam da quinta edição do road show Pé na Estrada, que oferece treinamentos técnicos tais como Inteligência de Negócios (BI), Visual Studio 2008 e .Net 3.5, Windows Server 2008, Gerenciamento de Contatos e treinamento para Integradores. O objetivo é possibilitar capacitação técnica e comercial dos parceiros, auxiliar o canal na identificação de oportunidades de vendas e de novas áreas de atuação.
A proposta do Directions 2008 é apresentar aos clientes corporativos um conjunto de ferramentas integradas que atendem as necessidades tecnológicas e de gestão, e possibilitam otimizar os recursos e facilitar o gerenciamento de TI. Em conjunto com as ofertas de nossos parceiros de negócio, o evento tem uma abordagem consultiva, permitindo a cada cliente explorar sua realidade de forma individualizada.
Neste evento será possível fazer uma análise personalizada do estágio de maturidade da área de TI da empresa participante; conferir os principais detalhes das novas soluções Microsoft para servidores, comunicações unificadas e CRM; conhecer como funcionalidades avançadas de virtualização, gerenciamento, segurança, inteligência de negócio, colaboração e comunicação instantânea fazem a diferença na redução de custos e na simplificação da administração de TI. O evento também possibilita obter uma visão integrada da plataforma Microsoft e as perspectivas para o futuro do software.
Já o Fórum PME, nova iniciativa da companhia, é focado para o mercado de pequenas e médias empresas que contam com 20 a 100 PCs aproximadamente. O evento aborda a importância e os desafios da tecnologia da informação neste segmento, que é um dos que mais cresce no Brasil. O objetivo é mostrar como as empresas podem se tornar mais competitivas com o aumento de sua produtividade, colaboração e melhor gerenciamento de seus clientes por meio de uma plataforma integrada e segura.
“Durante o Fórum PME vamos apresentar a plataforma de soluções Microsoft dentro de cenários reais que direcionam soluções tanto para o profissional de TI quanto para o gestor do negócio. Queremos entregar conteúdo qualificado, gerar aproximação com clientes da região, desenvolver o relacionamento e potencializar as oportunidades de negócio com os parceiros locais, principalmente com a comunidade Especialista em pequenas Empresas”, comentou o executivo da Microsoft.
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Trecho do Livro: Onde Está Teresa? | Zibia Gasparetto
Livro: Onde Está Teresa?
Brasil | World
Marília recebeu uma carta anônima dizendo que se ela quisesse saber onde o marido passava as noites fosse a um determinado endereço. Marilia foi até lá e encontrou a casa às escuras. Ia retirar-se quando viu a porta encostada. Empurrou-a e entrou. Viu a sala com móveis revirados e foi andando em direção a uma luz que vinha de outro cômodo. Sob a luz de um abajur, um casal semi-nú estendido sobre a cama em um mar de sangue. Apavorada, reconheceu o marido. Aproximou-se e constatou que era ele mesmo, com uma mulher, que aparentava muito mais idade. Com medo de ser incriminada, fugiu.
No dia seguinte, a polícia descobriu os corpos, identificou o homem e procurou por ela. Ela fingiu surpresa. Seguiram-se os interrogatórios. Nesse meio tempo, o delegado encontrou os documentos da mulher embaixo da cama. Tratava-se de uma senhora casada com um empresário do Rio de Janeiro, mãe de dois filhos moços.
Alberto, o marido, foi chamado e contou que sua esposa havia viajado para a Europa com uma ex-colega de faculdade e só se convenceu, quando viu a identidade dela nas mãos do delegado. Na identificação do corpo, ele reconheceu a esposa. O filho mais velho, Osmar, também fez o reconhecimento. Quando o filho mais novo, Vitório, chegou, garantiu que aquele corpo não era de sua mãe. Deu-se início a uma discussão, onde Vitório argumentou que o rosto era igual, mas as mãos e os cabelos eram muito diferentes. Decidiram chamar a ama da morta, que havia sido criada com ela, que também não reconheceu o corpo, dizendo que sua patroa tinha um sinal de nascença que o corpo da morta não tinha.
A polícia ficou sem ação, uma vez que as impressões digitais não podiam ser utilizadas, uma vez que o assassinato havia sido à faca e para defender-se a vítima teria usado as mãos, deixando-as bastante feridas.
Osmar cuidava da empresa do pai ambicioso, estava envolvido com traficantes, acabava de adquirir uma grande quantidade de droga pela qual não podia pagar e por isso, estava sendo ameaçado de morte.
Alberto, Osmar e Vitório não queriam voltar para o Rio de Janeiro até que descobrissem o que aconteceu com Teresa. Assim, alugaram um apartamento em São Paulo para acompanhar as diligências.
Se o corpo não era de Teresa, por que ela havia desaparecido? Por que os documentos dela estavam embaixo da cama dos assassinados? Alberto havia deixado Teresa no aeroporto juntamente com a amiga, para que viajassem para a Europa; porém deu-se conta que ela nunca havia chegado lá.
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Curtas: “Lifted“ (Disney/Pixar) | Gary Rydstrom
Lifted (2006), curta-metragem de Gary Rydstrom.
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Trecho do Livro: Crepúsculo | Stephenie Meyer
Livro: Crepúsculo
Brasil | World
Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com sete estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez.
Estavam sentados no canto do refeitório, à maior distância possível de onde eu me encontrava no salão comprido. Eram cinco. Não estavam conversando e não comiam, embora cada um deles tivesse uma bandeja cheia e intocada diante de si. Não me encaravam, ao contrário da maioria dos outros alunos, por isso era seguro observá-los sem temer encontrar um par de olhos excessivamente interessados. Mas não foi nada disso que atraiu e prendeu minha atenção.
Eles não eram nada parecidos. Dos três meninos, um era grandalhão — musculoso como um halterofilista inveterado, com cabelo escuro e crespo. Outro era mais alto, mais magro, mas ainda assim musculoso, e tinha cabelo louro cor de mel. O último era esguio, menos forte, com um cabelo desalinhado cor de bronze. Era mais juvenil do que os outros, que pareciam poder estar na faculdade ou até ser professores daqui, em vez de alunos.
As meninas eram o contrário. A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports Illustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções.
E, no entanto, todos eram de alguma forma parecidos. Cada um deles era pálido como giz, os alunos mais brancos que viviam nesta cidade sem sol. Mais brancos do que eu, a albina. Todos tinham olhos muito escuros, apesar da variação de cor dos cabelos. Também tinham olheiras — arroxeadas, em tons de hematoma. Como se tivessem passado uma noite insone, ou estivessem se recuperando de um nariz quebrado. Mas os narizes, todos os seus traços, eram retos, perfeitos, angulosos.
Mas não era por nada disso que eu não conseguia desgrudar os olhos deles.
Fiquei olhando porque seus rostos, tão diferentes, tão parecidos, eram completa, arrasadora e inumanamente lindos. Eram rostos que não se esperava ver a não ser talvez nas páginas reluzentes de uma revista de moda. Ou pintados por um antigo mestre como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais bonito — talvez a loura perfeita, ou o garoto de cabelo cor de bronze.
Todos pareciam distantes — distantes de cada um ali, distantes dos outros alunos, distantes de qualquer coisa em particular, pelo que eu podia notar. Enquanto eu observava, a garota baixinha se levantou com a bandeja — o refrigerante fechado, a maçã sem uma dentada — e se afastou com passos longos, rápidos e graciosos apropriados para uma pista de decolagem. Fiquei olhando, surpresa com seus passos de dança, até que ela largou a bandeja no lixo e seguiu para a porta dos fundos, mais rápido do que eu teria pensado ser possível. Meus olhos dispararam de volta aos outros, que ficaram sentados, impassíveis.
— Quem são eles? — perguntei à garota da minha turma de espanhol, cujo nome eu esquecera.
Enquanto ela olhava para ver do que eu estava falando — embora já soubesse, provavelmente, pelo meu tom de voz —, de repente ele olhou para ela, o mais magro, o rapaz juvenil, o mais novo, talvez. Ele olhou para minha vizinha só por uma fração de segundo, e depois seus olhos escuros fulguraram para mim.
Ele desviou os olhos rapidamente, mais rápido do que eu, embora, em um jorro de constrangimento, eu tenha baixado o olhar de imediato. Naquele breve olhar, seu rosto não transmitiu nenhum interesse — era como se ela tivesse chamado o nome dele, e ele a olhasse numa reação involuntária, já tendo decidido não responder.
Minha vizinha riu sem graça, olhando a mesa como eu.
— São Edward e Emmett Cullen, e Rosalie e Jasper Hale. A que saiu é Alice Cullen. Todos moram com o Dr. Cullen e a esposa. — Ela disse isso à meia-voz.
Olhei de lado para o rapaz bonito, que agora fitava a própria bandeja, desfazendo um pãozinho em pedaços com os dedos pálidos e longos. Sua boca se movia muito rapidamente, os lábios perfeitos mal se abrindo. Os outros três ainda pareciam distantes e, no entanto, eu sentia que ele estava falando em voz baixa com eles.
Nomes estranhos e incomuns, pensei. O tipo de nome que têm os avós. Mas talvez seja moda por aqui — nomes de cidades pequenas? Finalmente me lembrei de que minha vizinha se chamava Jessica, um nome perfeitamente comum. Havia duas meninas que se chamavam Jessica na minha turma de história, na minha cidade.
— Eles são… muito bonitos. — Lutei com a patente atenuação da verdade.
— É — concordou Jessica com outra risada. — Mas todos estão juntos… Emmett e Rosalie, e Jasper e Alice, quero dizer. E eles moram juntos. — Sua voz trazia toda a condenação e o choque da cidade pequena, pensei criticamente. Mas, para ser sincera, tenho que admitir que até em Phoenix isso provocaria fofocas.
— Quem são os Cullen? — perguntei. — Eles não parecem parentes…
— Ah, e não são. O Dr. Cullen é bem novo, tem uns vinte e tantos ou trinta e poucos anos. Todos foram adotados. Os Hale são mesmo irmãos, gêmeos… os louros… e são filhos adotivos.
— Parecem meio velhos para filhos adotivos.
— Agora são, Jasper e Rosalie têm 18 anos, mas estão com a Sra. Cullen desde que tinham 8 anos. Ela é tia deles ou coisa assim.
— Isso é bem legal… Eles cuidarem de todas essas crianças, quando eram tão pequenos e tudo isso.
— Acho que sim — admitiu Jessica com relutância, e tive a impressão de que por algum motivo ela não gostava do médico e da esposa. Com os olhares que ela atirava aos filhos adotivos, eu imaginava que o motivo era inveja. — Mas acho que a Sra. Cullen não pode ter filhos — acrescentou ela, como se isso diminuísse sua bondade.
Em toda essa conversa, meus olhos disparavam sem parar para a mesa onde se acomodava a estranha família. Eles continuavam a olhar para as paredes e não comiam.
— Eles sempre moraram em Forks? — perguntei. Certamente eu os teria percebido em um dos verões aqui.
— Não — disse ela numa voz que dava a entender que isso devia ser óbvio, até para uma recém-chegada como eu. — Só se mudaram há dois anos, vindos de algum lugar do Alasca.
Senti uma onda de pena, e também alívio. Pena porque, apesar de lindos, eles eram de fora, e claramente não eram aceitos. Alívio por eu não ser a única recém-chegada por aqui, e certamente não ser a mais interessante, por qualquer padrão.
Enquanto eu os examinava, o mais novo, um dos Cullen, virou-se e encontrou meu olhar, desta vez com uma expressão de evidente curiosidade. Quando desviei os olhos rapidamente, me pareceu que o olhar dele trazia uma espécie de expectativa frustrada.
— Quem é o garoto de cabelo ruivo? — perguntei. Eu o espiei pelo canto do olho e ele ainda estava me encarando, mas não aparvalhado como os outros alunos. Tinha uma expressão meio frustrada. Olhei para baixo novamente.
— É o Edward. Ele é lindo, é claro, mas não perca seu tempo. Ele não namora. Ao que parece, nenhuma das meninas daqui é bonita o bastante para ele. — Ela fungou, um caso claro de dor-de-cotovelo. Eu me perguntei quando é que ele a tinha rejeitado.
Mordi o lábio para esconder meu sorriso. Depois olhei para ele de novo. Seu rosto estava virado para o outro lado, mas achei que sua bochecha parecia erguida, como se ele também estivesse sorrindo.
Depois de mais alguns minutos, os quatro saíram da mesa juntos. Todos eram muito elegantes — até o grandalhão de cabelo castanho. Era perturbador de ver. O garoto chamado Edward não olhou novamente para mim.
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