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Advogado do filme O Informante é condenado por tentar subornar juiz

O advogado Richard Scruggs (interpretado no filme pelo ator Colm Feore) foi condenado a cinco anos de prisão por conspirar para subornar um juiz. Scruggs ficou famoso depois que sua luta contra a indústria do tabaco foi retratada no filme O Informante (indicado a 7 Oscars e 5 Globos de Ouro), protagonizado por Al Pacino, Russell Crowe e Christopher Plummer.

O juiz federal Neal Biggers, da Corte de Oxford (Mississipi), qualificou de censurável a conduta de Scruggs. Além da pena de prisão, impôs uma multa de US$ 250 mil.

Biggers manteve sua sentença, apesar de a defesa ter pedido a redução da sentença à metade do tempo. “Não poderia estar mais envergonhado do que estou hoje, envolvido em um caso de suborno judicial”, afirma Scruggs, que terá que se apresentar na prisão em 4 de agosto e pagar a multa em um prazo de 30 dias.

Após escutas feitas pelo FBI, Scruggs foi acusado em novembro com o filho e seu sócio sobre a prática de suborno. O advogado inicialmente negou o envolvimento, mas, março, Scruggs e seu ex-sócio, o advogado Sydney Backstrom, se declararam culpados de conspirar para subornar o juiz Henry Lackey com US$ 50 mil. Segundo a promotoria, Scruggs queria uma sentença favorável em um litígio de mais de US$ 26,5 milhões em um caso relacionado ao furacão Katrina.

Scruggs se tornou popular nos anos 90, quando empreendeu uma luta contra algumas as empresas de tabaco utilizando informação privilegiada de uma das companhias, que acabou com um acordo de US$ 206 milhões.

Fonte: Consultor Jurídico
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Trailer: O Informante (The Insider)
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Trecho do Livro: Os Segredos da Mente Milionária | T. Harv Eker

Livros Os Segredos da Mente Milionaria T Harv Eker Secrets of the Millionaire Mind BooksLivro: Os Segredos da Mente Milionária
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O seu modelo de dinheiro

Vivemos num mundo de dualidades. Alto e baixo, claro e escuro, quente e frio, rápido e lento, direita e esquerda são alguns exemplos dos milhares de pólos opostos com que convivemos. Para que um pólo exista, é necessário que o outro exista também. É possível haver um lado direito sem que haja um lado esquerdo? Sem chance.

Portanto, se existem regras “externas” para o dinheiro, há também regras “internas” para ele. As primeiras envolvem aspectos essenciais, como conhecimento comercial, administração financeira e estratégias de investimento.Mas não menos fundamental é o jogo interno. Vou fazer uma analogia com um carpinteiro e as suas ferramentas. Ter as mais modernas ferramentas é indispensável para ele, porém ser um carpinteiro de primeira categoria, capaz de utilizá-las com a habilidade de um mestre, é ainda mais importante.

Eu sempre digo: não basta estar no lugar certo na hora certa.Você tem que ser a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa.

Quem é você, então? Como você pensa? Quais são as suas crenças? Quais são os seus hábitos e as suas características? Qual é a sua opinião sobre si próprio? Quanta confiança você tem em si mesmo? Como é o seu relacionamento com as pessoas? Até que ponto você confia nelas? Você realmente acredita que merece ser rico? Qual é a sua capacidade de agir apesar do medo, da preocupação, do incômodo, do desconforto? Você consegue ir em frente mesmo quando não está disposto a fazer isso?

O fato é que o seu caráter, o seu pensamento e as suas crenças são os fatores que determinam o seu grau de sucesso.

Stuart Wilde, um dos meus escritores favoritos, apresenta a questão da seguinte maneira: “A chave do sucesso é despertar a própria energia, pois isso atrairá as pessoas até você. E, quando elas aparecerem, fature!”

Princípio de Riqueza

Os seus rendimentos crescem na mesma medida em que você cresce!

Por que o seu modelo de dinheiro é importante?

Você já ouviu falar de pessoas que “desabrocham” financeiramente? Já notou que alguns indivíduos ganham rios de dinheiro e depois perdem tudo, ou começam aproveitando uma excelente oportunidade e, em seguida, deixam o bolo desandar? Agora você sabe qual é a verdadeira causa desse problema. Por fora, parece má sorte, uma oscilação na economia, um sócio desonesto, seja lá o que for. Por dentro, porém, a questão é outra. É por esse motivo que, se uma pessoa ganha muito dinheiro sem estar interiormente preparada para isso, o mais provável é que a sua riqueza tenha vida curta e ela acabe sem nada.

A maioria das pessoas simplesmente não tem capacidade interna para conquistar e conservar grandes quantidades de dinheiro e para enfrentar os crescentes desafios que a fortuna e o sucesso trazem. É sobretudo por causa disso que elas não enriquecem.

Um bom exemplo são os que ganham em loterias. As pesquisas mostram continuamente que, seja qual for o tamanho do prêmio, a maior parte desses felizardos acaba voltando ao seu estado financeiro original, isto é, a ter a quantidade de dinheiro com a qual conseguem lidar com mais facilidade.

No caso de quem enriquece pelo próprio esforço ocorre exatamente o contrário. Repare que, quando um milionário desse tipo perde a fortuna, geralmente ele a refaz em pouco tempo. Nesse aspecto, Donald Trump é um ótimo exemplo. Ele tinha bilhões de dólares e perdeu cada centavo. Dois anos depois, recuperou tudo e até conseguiu mais.

Como se explica esse fenômeno? É simples. Pessoas assim podem perder todo o dinheiro que possuem, mas jamais perdem o ingrediente mais importante do seu sucesso: a mente milionária. No caso de Trump, a sua mente bilionária, é claro. Você já percebeu que ele nunca poderia ser apenas um milionário? Como você acha que ele se sentiria a respeito do seu sucesso financeiro se o seu patrimônio líquido fosse de US$ 1 milhão? Provavelmente, arruinado, um completo fracasso financeiro.

Isso acontece porque o “termostato” financeiro desse empresário está regulado para produzir bilhões, e não milhões. Algumas pessoas têm um termostato financeiro programado para gerar milhares, e não milhões; outras têm um termostato ajustado para criar algumas centenas. Finalmente, existem aquelas cujo termostato financeiro está condicionado a funcionar abaixo de zero – elas estão congelando e nem sabem por quê.

A realidade é que a maior parte das pessoas não atinge o seu pleno potencial, não é bem-sucedida. As pesquisas mostram que 80% dos indivíduos jamais serão financeiramente livres como gostariam e 80% deles nunca se considerarão de fato felizes.

O motivo é simples. As pessoas, na sua maioria, agem de forma inconsciente. Quase dormem no ponto – trabalham e pensam num plano superficial da vida, baseadas somente no que vêem. Elas vivem estritamente no mundo visível.

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Trecho do Livro: Lobos do Mar | Torben Grael

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Brasil | World

- Vê se não vai morrer, hein? O Brasil precisa de você!

Eu ali com a vida de nove companheiros sob minha responsabilidade em um barco completamente novo para todos. A classe VO70 havia sido criada para aquela edição da regata de volta ao mundo e era uma besta-fera oceânica pouco testada, projetada para viajar sobre a água em velocidades nunca alcançadas por outro veleiro. Com uma previsão de tempo que dava arrepios na espinha. E o camarada vem falar em morte? Procurei esquecer, sem saber, naquele momento, que meses mais tarde o oceano tiraria, de fato, a vida de um de nós.

A multidão se aglomerava. O cheiro forte das algas, grudadas nas pedras do cais de Vigo, na Espanha, impregnava o ar na maré ainda baixa. Rostos conhecidos se misturavam aos anônimos que iam ali ver a saída de mais uma edição da Volvo Ocean Race, o nome pelo qual se chamava, desde 2001, a regata de volta ao mundo. O ronco dos motores dos aviões da esquadrilha da fumaça, de quando em quando, enchia o ar, tornando quase impossível ouvir o barulho da turba que aumentava. Mal pude escutar quando o velejador Alan Adler, um dos principais responsáveis pela realização daquele sonho, me disse:

— Eu ainda não acredito que estamos aqui.

Alan tinha razão. O fato de estarmos naquele píer era algo inédito na história do Brasil e fruto de anos e anos de preparação e sonho. Nossa nau azul e amarela, as cores da bandeira nacional, repousava tranqüilamente. Mas na calma aparente do porto, o Brasil 1, nosso veleiro de 70 pés de fibra de carbono, pulsava como um cavalo de corrida preso ao padoque, prestes a ganhar a pista.

Alguns dias antes, perto dali, em outra ria, como são chamadas as baías compridas e estreitas da Galícia, no noroeste espanhol, tinha acontecido a primeira regata de porto da Volvo Ocean Race, uma novidade nesta edição da volta ao mundo que fora introduzida com o intuito de aproximar os barcos do público e da mídia.

O fato de já termos cruzado o Atlântico, feito um treinamento em Portugal e tirado segundo lugar na regata de porto não significava muita coisa em termos de experiência prévia. Eu sabia que um dos grandes problemas do nosso time era justamente a falta de tempo adequado para treinar, já que o barco ficara pronto apenas quatro meses antes da largada.

Minha mulher, Andrea, passou por mim e, com um sorriso que misturava alegria e apreensão, perguntou:

— Tudo bem?

— Claro!

Respondi sem me dar conta de que eu mesmo me perguntava inúmeras vezes se estaria tudo bem.

Quando decidimos correr todos os riscos de tentar, pela primeira vez, colocar um barco brasileiro em uma competição de tão alto nível tecnológico, sabíamos que o mundo nos olharia com ceticismo. “Os brasileiros são especializados em regatas curtas”, diziam as revistas náuticas. “Será que, além de jogar bola, os brasileiros sabem velejar no oceano?”, questionava em um artigo o jornalista espanhol de um periódico popular local.

Cabia a nós, e mais ainda a mim, mostrar ao mundo que eles estavam errados. Que um barco de altíssimo nível, totalmente construído no Brasil, com a tripulação mais nacional de todos os sete barcos participantes da regata — éramos seis brasileiros a bordo —, poderia, sim, competir de igual para igual com a tradição de suecos, holandeses, espanhóis e americanos. E mais, poderia eventualmente vencê-los.

Nossa boa performance na primeira regata de porto, disputada entre bóias, como nas olimpíadas, e ainda por cima com ventos fracos, teoricamente a nossa especialidade, não contradizia o preconceito de que a tripulação brasileira que eu escolhi, deliberadamente, com os melhores velejadores olímpicos de nosso país, não era afeita à vela offshore, ou seja, realizada longe da costa.

Naquela manhã, com milhares de pessoas cercando os barcos no porto de Vigo e a imprensa do mundo inteiro apontando suas câmeras para nós, eu mal tinha tempo de pensar como seria, de fato, aquela primeira noite de competição no oceano. As previsões diziam que um ciclone de baixa pressão se formava sobre a Península Ibérica. Isso associado à alta pressão que estava a oeste da costa da Galícia era quase um sistema meteorológico perfeito para velejar, e teríamos ventos muito fortes na madrugada. Naquele momento, uma fraca brisa de oeste penetrava na ria de Vigo e fazia os já numerosos veleiros que pretendiam acompanhar nossa largada se moverem em câmera lenta.

Adrienne Cahalan, nossa navegadora australiana e única mulher a velejar nesta edição da regata, já me alertara que teríamos condições duras logo na costa espanhola. Nosso planejamento era minucioso e, em termos físicos, estávamos preparados para qualquer coisa. Mas a brincadeira de alguém, dizendo para eu não morrer, revelou a tensão psicológica daquele momento no ponto exato que eu mais queria evitar. De fato, era possível que aquela aventura terminasse mal.

Quanto mais os ponteiros se aproximavam das 13 horas, mais meu coração acelerava. Olhando para os tripulantes do Brasil 1, com seus amigos e parentes em despedidas emocionadas e tocantes, eu percebia a dimensão épica da jornada que iria se iniciar. Cada um daqueles homens, desde Marcelo Ferreira, meu companheiro de vela há mais de vinte anos, acostumado à pressão das grandes decisões, até os jovens André Fonseca e João Signorini, que, depois das Olimpíadas de Atenas, começavam a escrever ali os capítulos mais importantes de suas carreiras internacionais, todos demonstravam um misto de excitação e ansiedade. Uma mistura de coragem e curiosidade. E um receio saudável do que viria e um desejo imenso de partir.

Quando, finalmente, o canhão do navio da armada espanhola invadiu o ar com seu estrondo, anunciando a largada, nosso foco já estava no barco e no máximo que poderíamos extrair dele em todos os momentos da competição. Sabíamos que nosso veleiro era artesanato de alta performance. Desde aquele primeiro segundo, em Vigo, até o final da Volvo Ocean Race, teríamos que medir o risco de andar no limite, podendo danificar algum equipamento, com o desafio de obter sempre a maior velocidade possível. Além de uma aventura, aquilo era também uma competição. A nós não interessava apenas dizer “demos uma volta ao mundo”. Éramos esportistas e queríamos, acima de tudo, vencer a regata.

Novamente largamos mal! — pensei, rapidamente, lembrando-me da regata de porto de uma semana antes, em Sanxenxo. O Brasil 1 andava pouco, mesmo no vento fraco, que em teoria favorecia os barcos projetados por Bruce Farr, como era o nosso caso. O espanhol Chunny Bermudez timoneava o veleiro, enquanto eu fazia a tática — olhava ao redor em busca do melhor vento e antecipava as manobras.

Talvez, por um lapso, nós tenhamos perdido a concentração tão importante nas largadas, mas isso pouco importava agora. Lógico que sair na frente é sempre bom, mas, em regatas oceânicas, há tempo de sobra para se recuperar, e o verdadeiro xadrez tático, jogado contra os outros competidores e a meteorologia, era o que iria determinar nossa sorte no final.

Quando cruzamos a última bóia, que a organização coloca para que os barcos naveguem perto do público e da cidade, já estávamos em terceiro lugar e sentíamos o barco fluir com desenvoltura. Foi quando entrou uma nuvem negra, vinda do norte, e com ela um vento bem mais forte. Ali percebi, pela primeira vez, o quanto seria difícil bater o ABN1, único VO70 de segunda geração na competição. O barco negro holandês era uma evolução do seu irmão ABN2, de casco branco. O veleiro, que, na verdade, não contava com sequer um cidadão da Holanda, passou por nós como uma flecha e logo tomou a liderança no caminho do mar alto. Vento forte e de través folgado — vindo pela lateral e por trás do barco —, essa era a condição que fazia voar o ABN1.

Mas nada intimidaria aquela turma de brasileiros que estava ali pela primeira vez. Nem o frio intenso que quase cortava nossa pele, nem o mar tenebroso com o qual nos deparamos logo que colocamos a cara para fora da ria. Os últimos barcos, das centenas que estavam nos acompanhando desde a largada, insistiam em acelerar ao nosso lado, e os ruidosos helicópteros de fotógrafos e cinegrafistas ainda cortavam o ar quando percebi que, no calor da largada, nem eu nem ninguém no Brasil 1 estava vestido com as roupas de mau tempo, adequadas para aquela situação caótica no Atlântico. A volta ao mundo havia começado há menos de duas horas e nós já estávamos completamente encharcados, gelados e ofegantes.

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Notebooks: Drivers para Notebook HP Pavilion dv6750BR | Download

Para baixar o driver do seu Notebook HP Pavilion dv6750BR leia os passos abaixo:

1: Ao clicar em Drivers do Notebook HP Pavilion dv6750BR uma nova janela se abrirá.

2: Escolha o sistema operacional do seu notebook (exemplo: Microsoft Windows XP).

3: Você será direcionado à página que contém a lista de drivers do seu modelo.

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A Faber-Castell lança Pen Drive de 8 Gb

A Faber-Castell inova e lança a Pen Drive Slim Faber-Castell 8 Gb, reforçando sua atuação no setor de informática. O novo produto pode ser encontrado no formato Slim, com espessura de 9 mm e menos de 10 gramas. Sem abrir mão da resistência, tem corpo de policarbonato, que garante maior vida útil ao dispositivo.

Entre os diferenciais do novo Pen Drive estão sua ampla capacidade de armazenagem e seu tamanho compacto. O produto é compatível com USB (1.1 e 2.0) e com o recurso Ready Boost do sistema operacional Windows Vista, o que significa uma carga do sistema mais rápida e melhor desempenho em operações envolvendo memória virtual. A Faber-Castell disponibiliza ainda em seu site um sistema de senhas que protege os dados em caso de perda do equipamento.

Ideal para o transporte de arquivos de dados, áudio, vídeo, fotos, entre outros, os pen drives tornaram-se essenciais na escola e no escritório, pois são resistentes e fáceis de usar. “Com a popularização, este dispositivo se tornou bastante competitivo, substituindo os disquetes, que eram muito utilizados”, explica Marcelo Tabacchi, Diretor Comercial da Faber-Castell.

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LG lança a TV de LCD mais fina do Brasil

A LG Electronics lançou no Brasil a TV LCD Scarlet LG, a TV de LCD mais fina do mercado brasileiro, com apenas 8 cm de espessura.

A LG conferiu uma personalidade especial a essa TV de design exclusivo ainda na fase de desenvolvimento. “A Scarlet tem um design tão diferenciado que é quase como se estivéssemos conhecendo alguém pessoalmente – uma mulher bela e inteligente. Isso nos inspirou a desenvolver uma campanha de marketing totalmente nova – algo que ninguém na LG, ou mesmo na indústria – tivesse tentado antes”, disse Lee.

A personificação da TV foi dividida em diferentes categorias, com base nas características do aparelho. Para o exclusivo tom avermelhado da parte de trás, para a luz de cor variável no anel em LED do botão liga/desliga e para os alto-falantes invisíveis, a melhor descrição é “fascinante”; para a resolução Full HD de 1.080 linhas que reproduz o máximo da qualidade da TV de alta definição e para o som projetado por Mark Levinson, especialista em áudio mundialmente renomado e guru dos produtos de áudio de alta tecnologia, a melhor tradução para a nova TV é “envolvente”; para o sensor inteligente para ajustes automáticos de imagem, a Scarlet é “inteligente”; pela alta conectividade composta pela conexão USB para músicas, fotos e vídeos e por três conexões HDMI, concluímos que ela é “extraordinária”. Todas essas qualidades – fascinante, envolvente, inteligente e extraordinária – foram incorporadas às mensagens de marketing e nortearam também a escolha da pessoa que representaria a “Scarlet”.

Quando David Nutter, o “rei dos pilotos de séries para a TV” de Hollywood, aceitou participar do projeto, Lee soube que seria um sucesso, uma vez que o envolvimento de Nutter fazia com que o público realmente acreditasse se tratar de uma nova série de TV. Isso deixou toda a equipe da LG confiante de que seria possível levar a idéia adiante. “Eu soube que isso funcionaria desde o primeiro instante que a equipe da LG me apresentou a idéia da campanha”, disse Nutter. “Nunca houve hesitação.”

David Nutter escolheu pessoalmente a protagonista Scarlet. Ele queria que Scarlet fosse inteligente e tivesse uma beleza misteriosa, como o aparelho de TV, além de uma origem mais multicultural, para atrair os públicos mais diversos. Assim, escolheu a atriz Natassia Malthe, metade norueguesa e metade malaia. A curiosidade em torno da atriz começou a aumentar quando ela compareceu à premières de filmes, desfiles de moda e eventos como a cerimônia de premiação do BAFTA, em Londres e do Oscar, em Los Angeles. A campanha publicitária, meticulosamente planejada, incluiu até rumores sobre possíveis romances com grandes celebridades, para criar ainda mais sensação.

Nesse meio tempo, Raymond Khoury, autor do romance “O Último Templário”, um best-seller internacional, juntou-se à equipe para escrever o script e os comerciais para a televisão. Atores como AJ Buckley (“CSI: NY”) e Assaf Cohen (“Entourage”) também foram contratados para fazer aparições rápidas em comerciais para a televisão, dirigidos por David Nutter e veiculados em diversos países durante a fase de preparação para o lançamento.

Com atividades de marketing on-line e off-line, a campanha passou por uma fase de alto sigilo antes da revelação e pela fase pós-revelação.

Por fim, Scarlet revelou seu segredo, finalizando uma das mais ousadas campanhas de marketing já executadas por uma grande marca de produtos de consumo.

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Trecho do Livro: Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais | John Grogan

Livros Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais John Grogan Bad Dogs Have More Fun BooksLivro: Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais
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Rapaz, e eu que pensava que meu cachorro era encrenqueiro.

Desde que publiquei uma despedida para meu companheiro de treze anos, Marley, o neurótico e incorrigível labrador retriever, meu correio eletrônico mais parece um programa de TV: “Cachorros encrenqueiros — e os humanos que os adoram”.

Durante a semana que passou após minha crônica sobre a morte de Marley, recebi centenas de correspondências de donos de animais de estimação. Eles me enviaram suas condolências (obrigado a todos). Mas queriam principalmente discutir a exatidão das minhas palavras.

Agora sei que errei ao classificar Marley como a criatura mais encrenqueira do mundo. Uma das respostas típicas dizia mais ou menos o seguinte: “o seu cachorro não pode ter sido o pior, porque o MEU é muito pior”. E para provar esse ponto de vista todos me forneceram narrativas detalhadas sobre sofás retalhados, armários invadidos e ataques-surpresa cheios de baba.

Por estranho que pareça, praticamente todas as histórias envolviam grandes retrievers, como Marley.

Sandy Chanoff, de Abington, contou: “Alex era o que chamávamos de ‘labrador animado’ com um pouco de déficit de atenção. Ele comeu quase todos os meus sapatos de couro, livros e até o carpete. Sempre nos recebia na porta com alguma coisa na boca, e ficava pulando como se não nos visse há anos. Com o rabo ele derrubava tudo o que estivesse em cima da mesinha de centro. A propósito: nós também fomos expulsos do curso de treinamento”. Vocês também, hãn?

Inveja do Diploma

Gracie, uma golden retriever que pertence a Lynne Major e Lynn Lampman, de Drexel Hill, conseguiu conquistar o diploma — e ficou tão excitada que se pôs a pular até destruí-lo. Lynne disse: “Ela é adorável, mas também é meio maluquinha”.

Lois Finegan, de Upper Darby, afirmou que meu vira-lata maníaco não tinha nada da síndrome de ansiedade-separação de sua labrador, Gypsy. “Ela era um terror, mordendo as cortinas e as argolas, portas, tapetes, plantas e até a persiana de uma janela.”

Outras pessoas falaram de seus cães devorando toalhas de praia, esponjas, areia sanitária e até um anel de diamante (o que definitivamente vai além do gosto de Marley por correntes de ouro).

Mike Casey, de Pottstown, supera todos eles. Ele disse que seu falecido cachorro, Jason, uma mistura de setter irlandês com retriever, certa vez engoliu o tubo de mais de um metro de um aspirador de pó inteirinho — de uma só vez.

Elyssa Burke, de West Goshen, ficou apavorada quando seu cão, Mo (sim, outro labrador extremamente inteligente!), decidiu sair de casa atravessando uma janela do segundo andar. Mo sobreviveu à queda, aparentemente bastante satisfeito com a nova saída que havia acabado de encontrar. “Ele aterrissou em um arbusto, o que amorteceu a queda”, Elyssa explicou.

Nancy Williams recortou minha coluna a respeito do Marley porque lembrava sua incontrolável retriever, Gracie. Ela escreveu: “Deixei o artigo na mesa da cozinha e fui guardar a tesoura. Quando voltei, Gracie tinha comido o pedaço de jornal”.

Considero isso um cumprimento.

Afundado até os joelhos no concreto

Rene Wick, de Havertown, tem um “labrador amarelo que não bate bem da cabeça chamado Clancy”, que decidiu impressionar o vizinho fazendo uma visita à obra que tinha começado em sua casa. “Clancy pulou a cerca e caiu direto até os joelhos no cimento fresco”, escreveu Rene.

E também temos Haydon, o labrador castanho que engoliu um tubo de Superbonder. “Mas seu melhor momento”, diz sua dona, Carolyn Etherington, de Jamison, “foi quando ele arrancou o batente da porta da garagem depois que eu ingenuamente deixei a coleira presa ali”. Ela acrescenta: “Naquela época, o telefone do veterinário precisava estar sempre à mão para as emergências”.

Tim Manning, de Yardley, acreditou que enganara seu labrador amarelo, Ralph, colocando um enfeite de chocolate em lugar seguro no alto da geladeira. “Ralph descobriu como abrir a gaveta de um armário que ficava ao lado da geladeira e a usou como escada”, escreveu Tim. “Percebemos que ele havia feito isso quando vimos as toalhas que estavam na gaveta espalhadas pelo chão, e o chocolate foi devorado ali mesmo, no alto da geladeira”.

Todas essas histórias suscitam a pergunta que qualquer pessoa em sã consciência deve estar se fazendo: se os animais de estimação dão tanta dor de cabeça, por que ter um?

Como diz Sharon Durivage, de Yardley: “Eles nos dão seu amor e lealdade espontaneamente e sempre nos perdoam pelos dias ruins e pelo mau humor”.

Um Desejo – Mais Um Natal Mágico

Alguns dias atrás, enquanto colocava os enfeites de Natal, minha filha perguntou:

— Papai, o Papai Noel existe de verdade?

Seus dois irmãos mais velhos estavam enchendo sua cabeça de dúvidas novamente.

— Você acredita que ele existe? — eu perguntei, enrolando. Ela acenou com a cabeça vigorosamente, com os cachinhos loiros balançando para cima e para baixo.

— Então ele deve existir — eu disse. E essa garantia, por mais esfarrapada que fosse, pareceu suficiente. Ela me disse que deixaria quatro biscoitos para ele este ano porque no ano anterior o Papai Noel havia comido os três que deixara. Depois ela saiu correndo para escrever sua cartinha.

Colleen tem 6 anos e está na primeira série, é nossa caçula — mas não é mais um bebê. Se dependesse de mim, ainda estaria dando a ela mamadeiras e avaliando minha habilidade pela rapidez com que ela arrotava.

Mas quanto a isso não posso dar palpite.

Ela está deixando o ninho como um transatlântico deixa o cais: lentamente, mas com um movimento irreversível. Pode puxar as amarras com toda a força; não vai adiantar nada. Na linha do horizonte, surge o chamado da maturidade.

Seus irmãos mais velhos, de 11 e 10 anos, passaram por esses mesmos estágios antes dela. Mas, por ser nossa última criança, essa passagem parece mais amarga. Tudo o que posso fazer é agradecer a Deus pelas filmadoras.

A cada obstáculo superado, para sempre se encerra outro capítulo desse livro chamado infância. Como acontece com qualquer livro bom, eu não quero que esse acabe.

Última Parada: Valor Simbólico

Cada vez que ela consegue superar um desafio — os primeiros passos, as primeiras palavras, o primeiro dia na escola — minha mulher e eu comemoramos e suspiramos. Registramos o momento em vídeo e tentamos não prestar atenção àquelas pequenas pontadas de dor pela perda.

Na última primavera, Colleen decidiu que já não precisava mais das rodinhas de apoio. Eu as tirei da sua bicicleta e passei o fim de semana correndo para cima e para baixo pela rua ao seu lado, segurando-a pelo banco enquanto procurava se equilibrar. Por causa do puro cansaço, finalmente a soltei — e fiquei impressionado, e um pouco triste, vendo-a andar pelo quarteirão sem precisar de mim, e sem olhar sequer uma vez para trás.

Quando seus irmãos mais velhos conseguiram dominar as bicicletas, as rodinhas de apoio foram para o próximo na linha. Mas desta vez elas se tornaram objetos de valor apenas simbólico. Essa fase das nossas vidas havia acabado.

Aconteceu o mesmo com o carrinho, e o berço e o cadeirão; todos se tornaram obsoletos do dia para a noite, lembranças de como os bebês crescem depressa e se transformam em crianças, e as crianças se transformam em adolescentes, e os adolescentes saem de casa.

No dia em que ela aprendeu a dizer “John” em vez de “Uon”, senti um aperto no coração.

Eu procuro não ser sentimental demais em relação a essas coisas. A primavera se transforma em verão, as crianças crescem. Acredite, o dia em que troquei a última fralda será sempre considerado um dos mais felizes da minha vida. O que posso dizer? Algumas fases são mais fáceis de esquecer do que outras. Você pode imaginar minha tristeza porque nenhum deles grita mais para assistir ao Barney.

Estou contando os anos até poder colocar no carro um daqueles adesivos que dizem “Estou gastando a herança dos meus filhos”.

A Arte de Relaxar

Mesmo assim.

Supõe-se que os pais devam preparar as crianças para o mundo exterior, torná-las fortes e independentes. Então, por que estou me sentindo abandonado pelo fato de ninguém mais precisar de mim para amarrar os sapatos?

Fiz um comentário a respeito disso com uma amiga, e ela perguntou: “Então, os homens também sentem essas coisas?” Sim, acho que às vezes sentimos, pelo menos quando não está passando um bom jogo na televisão.

Meu amigo Joe Schwerdt, que tem três meninos, confessou que sentia o mesmo aperto. Seu filho mais novo, Andrew, será o último da família a participar da Liga Infantil de Beisebol, e pai e filho estão treinando. Mas cada jogada com a bola é uma lembrança de que aquilo logo irá acabar.

— Ele é meu último menino e pretendo aproveitar sua infância enquanto puder — disse meu amigo em uma de suas cartas. — Já estou com medo do dia em que ele fizer 13 anos e descobrir de repente a diferença de gerações, deixar a bola de lado e passar a andar com os fones de ouvido colados na cabeça.

Neste final de ano quero apenas um presente. Que a minha menininha consiga aproveitar o último Natal mágico de sua infância — que consiga ter mais um ano de encantamento, que consiga acreditar em duendes e renas sem outro propósito na vida além de espalhar generosidade e alegria.

Quando chegar a manhã de Natal, estarei acordado antes do amanhecer, com a filmadora na mão, para filmar o rosto de minha filha enquanto ela corre para verificar o prato de biscoitos. Aposto que o Papai Noel terá comido todos eles.

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Trecho do Livro: Meu Nome é Número 4 – Uma história real da Revolução Cultural Chinesa | Ting-Xing Ye

Livros Meu Nome e Numero 4 Uma historia real da Revolucao Cultural Chinesa Ting Xing Ye My Name is Number 4 BooksLivro: Meu Nome é Número 4
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Chegou o dia de meu exílio na prisão agrícola, um dia típico de novembro em Xangai, úmido e um pouco frio, com céu nublado. Meus dois irmãos mais velhos silenciosamente amarraram com cordas de palha grossas minhas caixas de madeira e meu colchonete para a viagem longa e difícil. Para o almoço, Tia-Avó fez meu prato preferido: costeletas de porco à moda de Xangai, com cebolinha. Depois que os pratos tinham sido lavados, Tia-Avó nos disse que estava indo para sua reunião regular de leitura de jornais e, sem dizer adeus ou me desejar uma boa viagem, sem olhar para mim, saiu e fechou a porta atrás de si.

Uma hora depois, deixei minha casa, pensando se um dia voltaria a andar por aqueles três cômodos, dormir na cama de Tia-Avó ou ficar de pé no pátio interno e olhar para cima, para o quarto onde meus pais tinham vivido e morrido. Minhas irmãs, meus irmãos e eu descemos a travessa Raio de Sol Violeta, onde eu tinha brincado e perseguido pardais, e por onde eu tinha caminhado vestida de branco em dois cortejos fúnebres. Passamos por minha antiga escola e pelo mercado onde eu tantas vezes fora comprar arroz e ossos de porco. A caminho do ponto de ônibus, tínhamos de passar pelo prédio onde acontecia a reunião de Tia-Avó. Eu a vi sentada à porta, chorando. Parei e tentei falar com ela. Queria dizer o quanto a amava, mas ela desviou os olhos.

Quando chegamos ao centro esportivo do distrito, para onde todos os exilados tinham recebido ordem de ir, meus irmãos deixaram no chão a minha bagagem. Eles e minhas duas irmãs ficaram de pé, desconfortáveis, sem palavras. Minha irmã mais nova, Número 5, estava chorando; Número 3 ficou olhando para a calçada molhada. Os guardas me disseram que apenas aqueles que iriam para a fazenda poderiam entrar no prédio. Tinha chegado a hora dos meus últimos momentos com minha família. Comecei a chorar alto.

— Por que eles não podem ficar comigo até a hora de eu ir? — implorei.

Não adiantou.
Naquele instante alguém gritou o meu nome e, entre lágrimas, vi a professora Chen correndo em minha direção. Tinha ido me ver partir. Garantiu a meus irmãos e irmãs que ficaria comigo. Dei um adeus solene a cada um deles, peguei minha bagagem e caminhei na direção do portão do estádio.

A professora Chen convenceu o guarda a deixá-la entrar para me acompanhar, dizendo que representava a escola. Havia mais de trezentos adolescentes infelizes reunidos ali, com trouxas bem apertadas e amarradas. Quatro outros alunos de minha escola também estavam sendo mandados embora, me disse a professora Chen, mas eu não os conhecia.

Sentamos para esperar. Minha professora me deu o pão que tinha levado para mim, mas não o toquei.

— Orgulhe-se de si mesma, Xiao Ye — disse, tentando me alegrar. — Você pode ter apenas 16 anos, mas não é covarde.

Eu não me sentia nada corajosa.
Estava escurecendo quando os alto-falantes nos chamaram para os ônibus que nos aguardavam. Quando eu estava prestes a embarcar, a professora Chen tomou minhas mãos nas dela e as segurou em frente ao seu peito.

— Xiao Ye — disse ela, sussurrando —, lembre-se do velho ditado: “Em casa, dependa dos seus pais; fora de casa, confie nos amigos.” Faça amigos na fazenda. Eles irão ajudá-la.

Eu sabia que ao repetir aquele velho e conhecido ditado ela estava correndo um risco, porque a maioria dos velhos adágios tinha sido censurada, e alguém poderia ouvi-la. Tudo está contra mim, pensei, até mesmo esse provérbio. Eu não tenho pais em casa, e a Revolução Cultural, que estimulava os jovens a delatar uns aos outros, tinha destruído as amizades. Parecia que eu não podia confiar em mais nada, nem mesmo na minha sombra.

Quando embarquei no ônibus, o quinto da fila, não havia mais lugares vazios. Após guardar meus pertences no bagageiro do alto, fiquei de pé no corredor, enxugando os olhos com as mangas, do mesmo modo como outros faziam, e olhando através da janela. O ônibus cruzou o portão e chegou a uma rua onde famílias esperavam havia horas. Veículos passavam buzinando. Bicicletas faziam soar as campainhas. As pessoas corriam ao lado dos ônibus, chorando e chamando pelos que estavam dentro deles. Quando os ônibus pararam por um instante, dezenas de mãos foram enfiadas pelas janelas, agarrando as de entes queridos. Eu procurei minhas irmãs e meus irmãos na multidão.

O ônibus sacudiu e começou a avançar novamente. As mãos saíam aos poucos das janelas. Eu então ouvi um grito desesperado:

— Ah Si! Ah Si! Onde você está?

Eu me esgueirei e abri caminho até uma janela, ignorando os protestos dos que estavam sentados.

— Aqui! Aqui! — berrei.

Então vi Número 1 procurando nos ônibus à minha frente, acenando e gritando meu nome a cada um que passava.

— Número 1, estou aqui! — gritei.

O ônibus acelerou. Meu irmão correu ao lado dele, esticando a mão na direção da janela. Eu queria aquele último toque mais do que tudo. Estiquei-me para fora da janela o máximo que pude, abrindo e fechando a mão, mas Número 1 caiu, e senti apenas o ar frio.

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Trecho do Livro: O Monge e o Executivo | James C. Hunter

Livros O Monge e o Executivo James C Hunter The Servant BooksLivro: O Monge e o Executivo
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“Estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.” – Margaret Thatcher

- Bom dia – meu companheiro de quarto alegremente me disse, ainda na cama, antes mesmo que eu desligasse o despertador. – Sou o pastor Lee, de Wisconsin. E você, quem é?

- John Daily. Prazer em conhecê-lo, Lee. – Eu não quis chamá-lo de “pastor”.

- É melhor nos vestirmos, se é que vamos à cerimônia das cinco e meia.

- Vá em frente. Vou dormir mais um pouquinho – resmunguei, tentando parecer sonolento.

- Fique à vontade, parceiro. – Vestiu-se e saiu em minutos. Virei de lado, cobri a cabeça com o travesseiro, mas logo descobri que estava bem desperto e sentindo um pouco de culpa. Então, rapidamente me lavei, me vesti e saí para procurar a capela. Ainda estava escuro, e o chão, molhado da tempestade que devia ter caído à noite.

Eu mal conseguia ver a silhueta do campanário desenhada contra o céu da madrugada no meu caminho para a capela. Uma vez dentro, descobri que a estrutura de madeira velha e hexagonal estava impecavelmente conservada. As paredes eram lindamente adornadas com janelas de vidro colorido, cada uma retratando uma cena diferente. O teto alto, como o de uma catedral, se erguia acima das seis paredes e convergia no centro para formar o campanário. Havia centenas de velas queimando por todo o santuário, espalhando sombras nas paredes e nos vidros coloridos, criando um interessante caleidoscópio de formas e matizes. Do lado oposto à porta de entrada havia um altar simples constituído de uma pequena mesa de madeira com os vários implementos usados durante a missa. Bem em frente ao altar e formando um semicírculo em torno dele dispunham-se três fileiras de 11 cadeiras simples de madeira destinadas aos 33 frades. Apenas uma das cadeiras com um grande crucifixo entalhado no espaldar tinha braços. “Reservada para o reitor”, pensei. Ao longo de uma das paredes adjacentes ao altar havia seis cadeiras dobráveis que eu deduzi serem para uso dos participantes do retiro. Silenciosamente, me encaminhei para uma das três cadeiras vazias e me sentei.

Meu relógio marcava cinco e vinte e cinco, mas apenas a metade das 39 cadeiras estava ocupada. No total silêncio, o único som era o tiquetaque melódico de um enorme relógio antigo na parte de trás da capela. Os frades vestiam longos hábitos pretos com cordões amarrados na cintura, enquanto os participantes do retiro usavam roupas informais. Às cinco e meia todos os assentos estavam ocupados.

Quando o enorme relógio começou a bater a meia hora, os frades se levantaram e começaram a cantar uma liturgia, felizmente em inglês. Os participantes do retiro receberam folhetos para acompanhar, mas eu me vi perdido virando as páginas para a frente e para trás, numa tentativa inútil de procurar o texto entre as várias seções de antífonas, salmos, hinos e respostas cantadas. Finalmente desisti de procurar e apenas fiquei sentado ouvindo o canto gregoriano, de que gostava especialmente.

Depois de aproximadamente 20 minutos, a cerimônia terminou tão repentinamente quanto havia começado, e os frades seguiram o reitor para fora da igreja em fila indiana. Olhei para os rostos, tentando distinguir Len Hoffman. Qual deles seria?

Logo depois da cerimônia religiosa, caminhei em direção à pequena biblioteca, bem pertinho da capela. Eu queria fazer uma pesquisa na internet, e um frade velho e extremamente solícito me mostrou como conectar.

Havia mais de mil itens sobre Leonard Hoffman. Depois de uma hora de busca, encontrei um artigo sobre ele em um número da revista Fortune de 10 anos atrás e o li, fascinado.

Len Hoffman formara-se em Administração de Empresas pela Faculdade Lake Forrest State, em 1941. Pouco depois, os japoneses atacaram Pearl Harbor, tirando a vida de seu melhor amigo de infância – um golpe arrasador que o levou a juntar-se aos milhares de jovens que se alistaram nessa ocasião. Hoffman entrou para a Marinha como oficial comissionado e rapidamente galgou postos até ser promovido a comandante de uma lancha destinada a patrulhar as ilhas Filipinas. Em missão de rotina, mandaram-no prender uma dúzia de japoneses, inclusive três oficiais que se haviam rendido depois de uma luta feroz em sua área de patrulhamento. Hoffman recebera ordem de mandar os oficiais japoneses e seus homens se despirem para serem algemados, colocados na lancha de patrulha e transportados a um destróier afastado alguns quilômetros da costa. Apesar da animosidade que pudesse ter em relação aos japoneses, que tinham matado seu amigo em Pearl Harbor, Hoffman impediu que os oficiais e seus homens fossem humilhados e permitiu que fossem transportados sob vigilância, mas vestidos com seus uniformes.

A desobediência à ordem de seu superior colocou-o em maus lençóis, mas essa situação foi logo superada. O único comentário de Hoffman sobre o evento foi: “É importante tratar outros seres humanos exatamente como você gostaria que eles o tratassem.” Hoffman foi muito condecorado antes da baixa no final da guerra.

O artigo dizia que no mundo dos negócios Hoffman era muito conhecido e respeitado como executivo, e sua habilidade para liderar e motivar pessoas tornou-se lendária nos círculos empresariais. Ficou conhecido como a pessoa capaz de transformar várias companhias à beira do colapso em negócios de sucesso. Foi autor do best-seller The Great Paradox: To Lead You Must Serve (O grande paradoxo: Para liderar você deve servir), um livro simples de 200 páginas que permaneceu entre os 50 mais vendidos do New York Times durante três anos e por mais cinco na lista dos 10 mais vendidos do USA Today.

A última realização de Hoffman no mundo dos negócios foi a ressurreição de uma antiga empresa gigante, a Southeast Air. Apesar da renda anual de mais de cinco bilhões de dólares, a má qualidade dos serviços e o baixo moral dos funcionários da Southeast fizeram dela objeto de zombaria na indústria aeronáutica. A companhia tinha tido um prejuízo de um bilhão e meio de dólares nos cinco anos anteriores à gestão de Hoffman como presidente.

Contra todas as expectativas, Hoffman equilibrou as contas da Southeast em apenas três anos. Investiu na qualidade do serviço e na pontualidade dos vôos, tirando a companhia aérea do fundo do poço e levando-a para um sólido segundo lugar do setor.

Vários empregados de Hoffman, seus companheiros na Marinha e nos negócios, assim como alguns amigos, foram entrevistados para o artigo. Vários deles falaram espontaneamente sobre seu amor e afeição por Hoffman. Alguns o viam como um homem profundamente espiritualizado, embora não necessariamente religioso. Outros o consideravam um homem íntegro com traços de caráter altamente evoluídos e “não deste mundo”. Todos se referiram à sua alegria de viver. O autor do artigo da Fortune concluía que Len Hoffman “parecia ter descoberto o segredo da vida bem-sucedida”, sem acrescentar qual seria.

O último artigo que encontrei na internet foi numa Fortune do final dos anos 1980. Ele dizia que, aos sessenta e poucos anos e no topo de uma carreira bem-sucedida, Hoffman demitira-se e desaparecera. Um ano antes sua esposa, com quem estivera casado durante 40 anos, tinha morrido repentinamente de um aneurisma cerebral, e muitos acreditavam que este fato provocara sua partida. O artigo concluía dizendo que o desaparecimento de Hoffman era um mistério, mas havia rumores de sua adesão a uma seita secreta ou algo assim. Seus cinco filhos, todos casados e com filhos, não forneciam informações sobre o seu paradeiro, apenas dizendo que ele estava feliz, saudável e queria ficar sozinho.

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