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Billie Jean
David Cook | American Idol
Brasil | World

She was more like a beauty queen from a movie scene
I said don’t mind, but what do you mean I am the one
Who will dance on the floor in a round
She said I am the one
Who will dance on the floor in a round

She told me her name was Billie Jean, she caused a scene
And heads turned with eyes that dreamed of being the one
Who will dance on the floor in the round

People always told me be careful what you do
Don’t go around breaking young girls’ hearts
Mother always told me be careful who you love
Be careful what you do before the lie becomes a truth

Billie Jean is not my lover
She is just a girl who swears that I am the one
But the kid is not my son
She said I…

So take my strong advice
Just remember to always think twice
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+ Letras de Músicas | Song Lyrics | Videoclipes

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Assista o videoclipe | Watch the video clip

Billie Jean | David Cook

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Foto Pics Book Livro Comer Rezar Amar Elizabeth Gilbert Eat Pray Love Primeiro Capitulo BooksPrimeiro Capítulo: Comer, Rezar, Amar | Elizabeth Gilbert

Livro: Comer, Rezar, Amar
Brasil | World

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Eu queria que Giovanni me beijasse.

Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia… Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.

Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: “Então por que você veio para a Itália?”

E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: “Boa pergunta.”

Giovanni é meu parceiro de intercâmbio de línguas. Isto pode parecer uma insinuação, mas infelizmente não é. Tudo o que realmente significa é que nós nos encontramos algumas noites por semana aqui em Roma para praticar o idioma um do outro. Primeiro conversamos em italiano, e ele é paciente comigo; em seguida, conversamos em inglês, e eu sou paciente com ele. Descobri Giovanni algumas semanas depois de ter chegado a Roma, graças ao grande cybercafé da Piazza Barbarini, do outro lado da rua, em frente àquele chafariz com a escultura de um homem com rabo de peixe soprando sua concha. Ele (Giovanni, não o homem com rabo de peixe) fixara um anúncio no quadro de avisos explicando que um italiano nativo estava procurando alguém que falasse inglês para treinar conversação nas duas línguas. Logo ao lado do seu anúncio havia outro com o mesmo pedido, absolutamente idêntico em cada palavra, e até na fonte usada. A única diferença era a informação para contato. Um dos anúncios trazia o endereço eletrônico de um tal Giovanni; o outro tinha o nome de um tal Dario. Mas até o número do telefone residencial era o mesmo.

Usando meus aguçados poderes de intuição, mandei um e-mail para os dois homens ao mesmo tempo, perguntando, em italiano: “Será que vocês são irmãos?”

Foi Giovanni quem respondeu com este texto muito provocativo: “Melhor ainda. Gêmeos!”

Sim – muito melhor. Gêmeos idênticos de 25 anos, altos, morenos e lindos, conforme vim a descobrir, com aqueles gigantescos olhos castanhos de pupilas líquidas que os italianos têm e que simplesmente me tiram o chão. Depois de conhecer os rapazes pessoalmente, comecei a me perguntar se por acaso eu deveria ajustar um pouquinho minha regra quanto a permanecer solteira durante este ano. Por exemplo, talvez eu pudesse permanecer totalmente solteira exceto pelo fato de ter dois lindos irmãos italianos de 25 anos como amantes. Isso me lembrava um pouco um amigo meu que é vegetariano, mas come bacon, e no entanto… Eu já estava escrevendo a minha carta para o fórum de alguma revista masculina:

Em meio à penumbra bruxuleante iluminada pelas velas do café romano, era impossível dizer de quem eram as mãos que acariciavam…

Mas não.

Não, não, não.

Interrompi a fantasia no meio. Aquele não era o momento para eu arrumar uma história de amor e (conseqüência óbvia e inevitável) complicar ainda mais minha já tão enrolada vida. Aquele era o momento para eu procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.

De todo modo, àquela altura, em meados de novembro, o tímido e estudioso Giovanni e eu já havíamos nos tornado grandes amigos. Quanto a Dario – o mais extrovertido e festeiro dos dois irmãos –, eu o apresentei à minha encantadora amiguinha sueca, Sofie, e o modo como eles têm compartilhado as suas noites em Roma é outro tipo completamente diferente de intercâmbio. Mas Giovanni e eu só fazemos conversar. Bom, comer e conversar. Já faz várias agradáveis semanas que temos comido e conversado, dividindo pizzas e gentis correções gramaticais, e a noite de hoje não foi nenhuma exceção. Uma noite maravilhosa regada a novos idiomas e mozzarella fresca.

Agora é meia-noite e o tempo está enevoado, e Giovanni me acompanha até meu apartamento por aquelas ruelas de Roma que serpenteiam de forma natural em volta dos antigos prédios como pequenos riachos coleando ao redor das sombras formadas pelos densos bosques de ciprestes. Agora estamos diante da minha porta. Estamos de frente um para o outro. Ele me dá um abraço caloroso. A coisa já evoluiu; durante as primeiras semanas, ele só fazia apertar minha mão. Acho que, se eu ficasse na Itália por mais três anos, poderia até ser que ele tomasse coragem para me beijar. Por outro lado, ele poderia simplesmente me beijar agora mesmo, esta noite, aqui mesmo junto à minha porta… ainda há uma chance… quero dizer, nossos corpos estão colados sob o luar… e é claro que isso seria um erro terrível… mas mesmo assim o fato de ele poder realmente fazer isso agora é uma possibilidade tão maravilhosa… ele poder simplesmente se curvar… e… e…

Que nada.

Ele solta o abraço.

– Boa-noite, cara Liz – diz ele.

– Buona notte, caro mio – respondo. Subo as escadas até meu apartamento no quarto andar, sozinha. Entro no meu pequenino quitinete, sozinha. Fecho a porta atrás de mim. Mais uma noite solitária em Roma. Mais uma longa noite de sono pela frente, sem ninguém nem nada na minha cama a não ser uma pilha de guias de conversação e dicionários de italiano.

Estou sozinha, inteiramente sozinha, completamente sozinha.

Ao absorver essa realidade, largo minha bolsa, caio de joelhos e encosto a testa no chão. Ali, ofereço ao universo uma fervorosa oração de agradecimento.

Primeiro, em inglês.

Em seguida, em italiano.

E então – só para ter certeza – em sânscrito.

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Internet: Crimes na rede já geraram 17 mil processos no Brasil

Sem cooperação internacional e instrumentos técnicos e jurídicos que ultrapassem fronteiras, o Brasil não tem como avançar no combate ao crime cibernético. Mesmo sem legislação específica sobre o tema a Justiça brasileira já julgou aproximadamente 17 mil processos que envolviam crimes na internet. E a tendência é esse número crescer com a expansão da internet no país. Só no ano passado, 16 mil sites foram invadidos no Brasil, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Na abertura do Seminário Internacional “Crimes Cibernéticos e Investigações Digitais” na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (28/5) o presidente da casa defendeu a cooperação internacional e o estabelecimento de instrumentos jurídicos transnacionais na prevenção e combate dos crimes cibernéticos. “Adequar instituições e legislações locais é o nosso desafio”, afirma. Tramita no Senado um substitutivo ao Projeto de Lei 76 de 2000, que define e tipifica os delitos na área de informática.

Segundo o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator do projeto, o volume diário de fraudes é preocupante e crimes como a propagação de vírus, por exemplo, sequer estão previstos na legislação do país. “Vamos aprimorar não apenas esse ponto, mas fazer frente à realidade atual da área”, garante o senador.

O presidente da Câmara lembrou que os crimes cibernéticos, na forma de lucro, superam em montante, o crime do narcotráfico, por isso a importância do tema e do seminário. “O combate ao crime e a manutenção da segurança nos ambientes virtuais é essencial para a manutenção da economia mundial.”

Jaime Edgardo Jara Retamal, presidente do Grupo de Trabalho Latino-Americano sobre Delitos Tecnológicos da Interpol também defendeu a cooperação internacional como ferramenta fundamental no combate aos cibercrimes. “Sem cooperação não podemos ter investigação de resultado”, disse.

A cooperação de instituições privadas também é essencial segundo Retamal. “Este é um dos nossos maiores problemas: não investigamos sozinhos. Precisamos dos bancos, das universidades, dos provedores de internet. Retamal também chamou atenção para a importância de os países desenvolverem investigações uniformes e terem policiais com a mesma formação, que falem a mesma língua. Ele conta da dificuldade de países como a Bolívia e a Nicarágua que ainda não têm investigadores especializados para tratar destes crimes.

Fonte: Consultor Jurídico (Maria Fernanda Erdelyi)

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Trecho do Livro: A Arte da Guerra | Sun Tzu

Livro A Arte da Guerra Sun Tzu The Art of War BookLivro: A Arte da Guerra
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Estratégia do Confronto Direto e Indireto

Sun Tzu disse:

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização. Controlar muitos ou poucos é uma mesma e única coisa. É apenas uma questão de formação e sinalizações”.

Lembre-se dos nomes de todos os oficiais e subalternos. Inscreva-os num catálogo, anotando-lhes o talento e suas capacidades individuais, a fim de aproveitar o potencial de cada um. Quando surgir oportunidade aja de tal forma que todos os que deves comandar estejam persuadidos que seu principal cuidado é preservá-los de toda desgraça.

As tropas que farás avançar contra o inimigo devem ser como pedras atiradas em ovos. De ti até o inimigo, não deve haver outra diferença senão a do forte ao fraco, do cheio ao vazio. São as operações chamadas “diretas” e “indiretas” que tornam um exército capaz de deter o ataque das forças inimigas e não ser derrotado.

Em batalha, use geralmente operações “diretas” para fazer o inimigo engajar-se na luta e as operações “indiretas” para conquistar a vitória.

Em poucas palavras, o que consiste a habilidade e a perfeição do comando das tropas é o conhecimento das luzes e das trevas, do aparente e o secreto. É nesse conhecimento hábil que habita toda a arte. Assim, o perito ao executar o ataque “indireto” assemelha-se ao céu e as terras, cujos movimentos nunca são aleatórios, são como os rios e mares inexauríveis. Assemelham-se ao sol e à lua, eles tem tempo para aparecer e tempo para desaparecer. Como as quatro estações, ele passa, mas apenas para voltar outra vez.

Não há mais que cinco notas fundamentais, mas, combinadas, produzem mais sons do que é possível ouvir; não há mais que cinco cores primárias, mas, combinadas, produzem mais sombras e matizes do que é possível ver; não há mais que cinco sabores, mas, combinados, produzem mais gostos do que é possível saborear.

Da mesma forma, para ganhar vantagem estratégica na batalha, não há mais que as operações “diretas” e “indiretas”, mas suas combinações são ilimitadas dando origem a uma infindável série de manobras. Essas forças interagem, um método sempre conduz ao outro. Assemelham-se, na prática, a uma cadeia de operações interligadas, como anéis múltiplos, ou como a roda em movimento, que não se sabe onde começa e onde termina.

Na arte militar, cada operação tem partes que exigem a luz do dia, e outras que pedem as trevas do segredo. Não posso determiná-las de antemão. Só as circunstâncias podem ditá-las. Opomos grandes blocos de pedra às corredeiras que queremos represar, empregamos redes frágeis e miúdas para capturar pequenos pássaros, entretanto, o caudal rompe algumas vezes seus diques após tê-los minado aos poucos.

Quando uma ave de rapina se abate sobre sua vítima, partindo-a em pedaços, isso se deve à escolha do momento preciso. A qualidade da decisão é como a calculada arremetida de um falcão, que lhe possibilita atacar e destruir sua vítima. Portanto, o bom combatente deve ser brutal no ataque e rápido na decisão.

Embaralhada e turbulenta, a luta parece caótica. No tumulto de um combate pode parecer haver confusão, mas não é bem assim, entre a confusão e o caos uma formação de tropas pode parecer perdida e mesmo assim impenetrável, sua disposição é na verdade circular e não podem ser derrotadas. A confusão simulada requer uma disciplina perfeita, afinal, o caos estimulado se origina do controle, o medo fingido exige coragem, a fraqueza aparente se origina da força. Ordem e desordem é uma questão de número, de logística; coragem e medo é uma questão de configuração estratégica do poder, vantagem estratégica; força e fraqueza é uma questão de disposição das forças, posição estratégica.

O sábio comandante possui verdadeiramente a arte de liderar aqueles que souberam e sabem potencializar sua força, que adquiriram uma autoridade ilimitada, que não se deixam abater por nenhum acontecimento, por mais desagradável que seja. Aqueles que nunca agem com precipitação, que se conduzem, mesmo quando surpreendidos com o sangue-frio, que tem habitualmente nas ações meditadas e nos casos previstos antecipadamente. Aqueles que agem sempre com rapidez, fruto da habilidade, aliada a uma longa experiência. Assim, o ímpeto de quem é hábil na arte da guerra é irrefreável e seu ataque é regulado com precisão.

O primeiro imperador Han (256-195 a.C.), desejando esmagar seu oponente Hsiung-nu, enviou espiões para conhecer sua condição. Mas este, sabedor do fato, ocultou com cuidado todos os soldados fortes e todos os cavalos bem alimentados, deixando apenas homens doentes e gado magro à vista. O resultado foi que os espiões, por unanimidade, recomendaram ao imperador que atacasse.

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Bibliografia: a vida e os livros de Paulo Coelho

Paulo Coelho Escritor Autor Writer Fotos Photos picsPaulo Coelho é oitavo ocupante da Cadeira nº 21 da Academia Brasileira de Letras (ABL), eleito em 25 de julho de 2002 na sucessão de Roberto Campos e recebido em 28 de outubro de 2002 pelo Acadêmico Arnaldo Niskier.

Paulo Coelho nasceu no Rio de Janeiro (RJ), em 24 de agosto de 1947. Filho do engenheiro Pedro Paulo Coelho e de Lígia Coelho. Fez seus estudos no Rio de Janeiro. É casado, desde 1981, com a artista plástica Christina Oiticica.

Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e autor de teatro, jornalista e compositor. Escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da música brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como “Eu nasci há dez mil anos atrás”, “Gita”, “Al Capone”, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil.

Foi diretor da companhia discográfica CBS e do jornal Express Underground, professor de teatro e secretário de redação do jornal O Globo. Fundou a Revista 2001.

Paulo Coelho tem uma coluna semanal em O Globo, e em outros 48 jornais brasileiros. Escreve também para jornais do México, Argentina, Chile, Bolívia, Polônia, Itália, Espanha, Venezuela, Grécia, Taiwan, România, Alemanha e mais dez países.

Seu fascínio pela busca espiritual, que data da época em que, como hippie, viajava pelo mundo, resultou numa série de experiências em sociedades secretas, religiões orientais, etc.

Em 1982, editou ele próprio seu primeiro livro, Arquivos do Inferno, que não teve qualquer repercussão. Em 1986, fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago, na Espanha, e, a partir dessa experiência marcante, escreveu O Diário de um Mago – O Peregrino, em 1987. No ano seguinte, publicou O Alquimista, que se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos.

Paulo Coelho conseguiu ter três títulos ao mesmo tempo nas listas de mais vendidos na França, Brasil, Polônia, Suíça, Áustria, Argentina, Grécia, Croácia. De acordo com a revista francesa Lire, foi o segundo escritor mais vendido do mundo em 1998. Autor de um trabalho polêmico, tem críticos apaixonados – a favor e contra. O escritor italiano Umberto Eco elogiou Veronika Decide Morrer na revista alemã Focus. Sua obra foi traduzida em 56 línguas e editada em mais de 150 países. Fato notável em sua vida foi o de ter sido o primeiro escritor não muçulmano que visitou o Irã desde a revolução islâmica de 1979.

Fez também a adaptação de O Dom Supremo (Henry Drummond) e Cartas de Amor do Profeta (Khalil Gibran).

O Alquimista é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos livros mais vendidos em 18 países. Tem sido elogiado por pessoas tão diferentes como o Prêmio Nobel de Literatura Kenzaburo Oe, o prêmio Nobel da Paz Shimon Peres, a cantora Madonna e a atriz Julia Roberts, que o consideram seu livro favorito. A edição ilustrada pelo famoso desenhista Moebius (autor, entre outros, dos cenários dos filmes O Quinto Elemento e Alien) já foi publicada em vários países. The Graduate School of Business of the University of Chicago recomenda o romance no seu currículo de leitura. Também foi adotado em escolas da França, Itália, Brasil, Estados Unidos, dentre outros países.

Paulo Coelho entrou para o Guinness Book of Records como o autor que mais assinou livros em edições diferentes no dia 9 de Outubro 2003, na Feira do Livro de Frankfurt.

Já foi fonte de inspiração de vários projetos – como um musical no Japão, peças de teatro na França, Bélgica, EUA, Espanha, Portugal, Taiwan, Turquia, Itália, Suíça. É tema de duas sinfonias: na Itália, uma peça clássica pelo italiano Irlando Danieli para o Scala de Milão, e nos EUA, onde a BMG Classics lançou o CD “A Sinfonia do Alquimista”, pelo compositor Walter Taieb, inspirada em seu enredo.

Os direitos de filmagem de O Alquimista foram adquiridos pela Warner Brothers, que também está desenvolvendo o roteiro do filme Onze Minutos pela Hollywood Gang Production e Verônika Decide Morrer pela Muse Productions (VS); e Monte Cinco pela Capistrano Productions.

Paulo Coelho pertence ao Board do Instituto Shimon Peres para a Paz, é Conselheiro Especial da UNESCO para “Diálogos Interculturais e convergências espirituais” e membro da diretoria da Schwab Foundation for Social Entrepreneurship, que distribuiu anualmente um prêmio de U$ 1 milhão para empreendedores sociais.

Mantém o Instituto Paulo Coelho, uma instituição sem fins lucrativos, financiada exclusivamente pelos direitos autorais do escritor. A idéia central não é fazer caridade, mas dar oportunidade às camadas menos favorecidas e excluídas da sociedade brasileira. Desta maneira, o Instituto concentra sua verba em projetos voltados à Infância e a Terceira Idade, e é co-patrocinador do projeto Creche Escola Meninos da Luz, Lar Paulo de Tarso (favela Pavão-Pavãozinho, Rio de Janeiro), que cuida de diversas crianças.

Principais prêmios e condecorações:

  • Distinction of Honour from the City of Odense (Hans Christian Andersen Award) (Dinamarca 2007)
  • Las Pergolas Prize 2006 by the Association of Mexican Booksellers (ALMAC) (México 2006)
  • “I Premio Álava en el Corazón” (Espanha, 2006)
  • “Wilbur Award” (Estados Unidos, 2006)
  • Prêmio Kiklop pelo O Zahir na categoria “Hit of the Year” (Croácia, 2006)
  • Prêmio “DirectGroup Inrternational Author” (Alemanha 2005)
  • “Goldene Feder Award” (Alemanha, 2005)
  • “The Budapest Prize” (Hungria, 2005)
  • “Order of Honour of Ukraine” (Ucrânia, 2004)
  • “Order of St. Sophia” (Ucrânia, 2004)
  • “Nielsen Gold Book Award” pelo O Alquimista (Inglaterra, 2004)
  • Prêmio “Ex Libris Award” pelo o livro Onze Minutos (Sérvia, 2004)
  • Prêmio “Golden Bestseller Prize” do jornal “Večernje Novosti” (Sérvia, 2004)
  • Oficial de Artes e Letras (França, 2003)
  • Prêmio Bambi de Personalidade Cultural do Ano (Alemanha, 2001)
  • Prêmio Fregene de Literatura (Itália, 2001)
  • “Crystal Mirror Award” (Polônia, 2000)
  • “Chevalier de L’Ordre National de la Legion d’Honneur” (França, 2000)
  • “Golden Medal of Galicia” (Espanha, 1999)
  • “Crystal Award” World Economic Forum (1999)
  • “Comendador de Ordem do Rio Branco” (Brasil, 1998)
  • Finalista para o “International IMPAC Literary Award” (Irlanda, 1997)
  • “Golden Book” (Iugoslávia 1995, 1996, 1997, 1998)
  • “Super Grinzane Cavour Book Award” (Itália, 1996)
  • “Flaiano International Award” (Itália, 1996)
  • “Knight of Arts and Letters” (França, 1996)
  • “Grand Prix Litteraire Elle” (França, 1995)

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Bibliografia de Paulo Coelho:

O Vencedor Está Só
(2008)

A Bruxa de Portobello
(2007)

Ser como o rio que flui
(2006)

O Zahir
(2005)

O Gênio e as Rosas
(2004)

Onze Minutos
(2003)

Histórias para pais, filhos e netos
(2001)

O Demônio e a Srta. Prym
(2000)

Palavras essenciais
(1999)

Veronika decide morrer
(1998)

Manual do Guerreiro da Luz
(1997)

Cartas de Amor do Profeta
(1997)

O Monte Cinco
(1996)

Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei
(1994)

Maktub
(1994)

As Valkírias
(1992)

O Dom Supremo
(1991)

Brida
(1990)

O Alquimista
(1988)

O Diário de um Mago
(1987)

Arquivos do inferno
(1982)

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+ Veja também:


Livros | Brasil: Lista dos livros mais vendidos no Brasil | 25-05-2008
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O Estado de São Paulo
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Livros Livro Book A Menina que Roubava Livros Markus Zusak

Ficção

01. A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
Markus Zusak

02. O SILÊNCIO DOS AMANTES
Lya Luft

03. UMA VIDA INVENTADA
Maitê Proença

04. A CIDADE DO SOL
Khaled Hosseini

05. O CAÇADOR DE PIPAS
Khaled Hosseini

06. O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS
Kim Edwards

07. AS MEMÓRIAS DO LIVRO
Geraldine Brooks

08. A SOMBRA DO VENTO
Carlos Ruiz Zafón

09. CREPÚSCULO
Stephenie Meyer

10. LA BODEGA
Noah Gordon

O SEGREDO RHONDA BYRNE The Secret Livros Livro Book

Não-Ficção

01. O SEGREDO
Rhonda Byrne

02. 1808
Laurentino Gomes

03. UMA BREVE HISTÓRIA DO MUNDO
Geoffrey Blainey

04. COMER, REZAR, AMAR
Elizabeth Gilbert

05. BEM-VINDO À BOLSA DE VALORES
Marcelo C. Piazza

06. O MONGE E O EXECUTIVO
James C. Hunter

07. ONDE ESTÁ TERESA?
Zibia Gasparetto

08. MINHA MÃE, MEU MUNDO
Anderson Cavalcante & Simone Paulino

09. NUNCA DESISTA DE SEUS SONHOS
Augusto Cury

10. OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA
T. Harv Eker

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+ Veja também:


Loteria: Lotofácil | Sorteio do Concurso 0326
(26/05/2008)

01 02 04 06 07 08 10 11 12 13 15 17 18 24 25

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Freqüência das dezenas

01/216 . 23/214 . 15/213 . 02/212 . 13/206 . 04/206
19/204 . 11/203 . 25/199 . 17/199 . 12/197 . 09/196
05/196 . 24/195 . 14/192 . 16/191 . 21/189 . 22/188
20/188 . 10/187 . 06/186 . 03/184 . 08/184 . 18/176
07/169

Atraso das dezenas

01/000 . 12/000 . 11/000 . 15/000 . 17/000 . 25/000
24/000 . 18/000 . 10/000 . 13/000 . 02/000 . 06/000
04/000 . 07/000 . 08/000 . 22/001 . 23/001 . 20/001
19/001 . 05/001 . 14/001 . 16/002 . 03/002 . 09/002
21/002


Foto Pics Livros Pos Guerra Uma Historia da Europa Desde 1945 Tony Judt Postwar A History of Europe Since 1945 Primeiro Capitulo BooksPrimeiro Capítulo: Pós-Guerra: Uma História da Europa Desde 1945 | Tony Judt

Livro: Pós-Guerra
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O Legado da Guerra

“Não foi uma decadência lenta que se abateu sobre o mundo europeu — outras civilizações tombaram e ruíram, a civilização européia foi, por assim dizer, explodida.” — H. G. Wells, A Guerra no Ar (1908)

“O problema humano que a guerra vai deixar atrás de si ainda não foi sequer imaginado, muito menos enfrentado por quem quer que seja. Jamais houve tamanha destruição, tamanha desintegração da estrutura da vida.” — Anne O’Hare McCormick

“Por toda parte existe uma ânsia por milagres e curas. A guerra empurrou os napolitanos de volta para a Idade Média.” — Norman Lewis, Nápoles ’44

Na seqüência da Segunda Guerra Mundial, a perspectiva da Europa era de miséria e desolação total. Fotografias e documentários da época mostram fluxos patéticos de civis impotentes atravessando paisagens arrasadas, com cidades destruídas e campos áridos. Crianças órfãs perambulam melancólicas, passando por grupos de mulheres exaustas que reviram montes de entulho. Deportados e prisioneiros de campos de concentração, com as cabeças raspadas e vestindo pijamas listrados, fitam a câmera, com indiferença, famintos e doentes. Até os bondes parecem traumatizados — impulsionados por corrente elétrica intermitente, aos trancos, ao longo de trilhos danificados. Tudo e todos — exceto as bem nutridas forças aliadas de ocupação — parecem surrados, desprovidos de recursos, exauridos.

Essa imagem precisa ser matizada, se pretendermos entender como o continente arrasado foi capaz de se recuperar tão rapidamente nos anos seguintes. Mas a imagem expressa uma verdade essencial sobre a condição da Europa após a derrota da Alemanha. Os europeus sentiam-se, de fato, desesperançados, e estavam exaustos — e tinham motivos para tal. A guerra européia que teve início com a invasão da Polônia por Hitler, em setembro de 1939, e terminou com a rendição incondicional da Alemanha, em maio de 1945, foi uma guerra total. Envolveu civis e militares.

Na verdade, nos países ocupados pela Alemanha nazista, da França à Ucrânia, da Noruega à Grécia, a Segunda Guerra Mundial constituiu uma experiência primordialmente civil. O combate militar formal ficou restrito ao início e ao final do conflito. Entre esses dois momentos, a guerra foi caracterizada pela ocupação, repressão, exploração e pelo extermínio, em que soldados, tropas de assalto e policiais dispunham das rotinas e das vidas de milhões de prisioneiros. Em alguns países a ocupação durou quase todo o período da guerra; em todos onde se fez presente espalhou medo e privação.

À diferença da Primeira Guerra, então, a Segunda — a guerra de Hitler — foi uma experiência quase universal. E durou muito tempo — perto de seis anos, para os países que nela se engajaram do começo ao fim (Grã-Bretanha e Alemanha). Na Tchecoslováquia começou ainda antes, com a ocupação nazista da região dos Sudetos, em outubro de 1938. No Leste Europeu e nos Bálcãs, o conflito não terminou com a derrota de Hitler, pois a ocupação (pelo exército soviético) e a guerra civil continuaram até muito tempo depois do desmembramento da Alemanha.

Evidentemente, guerras de ocupação não eram desconhecidas na Europa. Longe disso. Lembranças da Guerra dos Trinta Anos, na Alemanha seiscentista, quando exércitos de mercenários estrangeiros sobreviveram à custa da terra e aterrorizaram a população local, sobreviviam, três séculos mais tarde, em mitos regionais e contos de fadas. Na década de 1930, na Espanha, avós ainda ralhavam com crianças travessas invocando a ameaça de Napoleão. Mas a experiência de ocupação durante a Segunda Guerra Mundial se caracterizou por uma intensidade própria. Em parte, isso ocorreu devido à peculiar atitude nazista diante das populações dominadas.

Anteriormente, exércitos de ocupação — suecos, na Alemanha no século XVII; prussianos, na França, depois de 1815 — viviam da terra e atacavam e matavam civis ocasional e aleatoriamente. Mas os povos submetidos ao comando germânico depois de 1939 ou foram obrigados a servir ao Reich ou então foram marcados para o extermínio. Para os europeus, tratava-se de uma nova experiência. Nas colônias ultramarinas, os Estados europeus tiveram por hábito contratar ou escravizar as populações nativas, para o benefício da metrópole. Não se abstiveram de recorrer à tortura, mutilação ou chacinas, a fim de coagir as vítimas a obedecer. Contudo, desde o século XVIII, tais práticas eram, de modo geral, desconhecidas dos europeus, ao menos a oeste dos rios Bug e Prut.

Foi, portanto, na Segunda Guerra Mundial que, pela primeira vez, foi mobilizado todo o poderio do Estado europeu moderno, e com o objetivo principal de conquistar e explorar outros europeus. Para lutar e vencer a guerra, os britânicos exploraram e pilharam seus próprios recursos: no final do conflito, a Grã-Bretanha gastava mais da metade do seu Produto Interno Bruto no esforço de guerra. A Alemanha nazista, entretanto, guerreou — especialmente nos anos finais — com o auxílio decisivo das economias saqueadas das vítimas (assim como procedera Napoleão, depois de 1805, embora com uma eficiência incomparavelmente maior). Noruega, Holanda, Bélgica, Boêmia-Morávia e, de modo especial, França fizeram grandes contribuições involuntárias ao esforço de guerra alemão. Minas, fábricas, fazendas e estradas de ferro desses países foram destinadas a atender às exigências da Alemanha, e as respectivas populações viram-se obrigadas a trabalhar em prol da produção bélica germânica: inicialmente, em seus próprios países; mais tarde, em solo alemão. Em setembro de 1944, havia na Alemanha 7.487.000 estrangeiros, a maioria dos quais forçada a permanecer no país, e o referido contingente constituía 21% da força total de trabalho.

Os nazistas viveram o máximo que puderam à custa da riqueza das vítimas — e foram tão bem-sucedidos que somente em 1944 a população civil alemã começou a sentir o impacto de restrições e da escassez típicas de épocas de guerra. Àquela altura, todavia, o conflito militar fechava o cerco em torno da mencionada população civil, primeiramente pela ação dos bombardeios e, em seguida, pelo avanço simultâneo dos exércitos Aliados, a partir do leste e do oeste. E foi naquele último ano do conflito, durante o período relativamente breve da campanha realizada a oeste da União Soviética, que o pior da destruição física aconteceu.

Sob o ponto de vista dos contemporâneos, o impacto da guerra não foi aferido em termos de lucros e perdas da indústria ou valor líquido do patrimônio nacional em 1945 em comparação com o de 1938, mas em termos dos prejuízos visíveis ao meio ambiente e às comunidades. É com essas questões que devemos começar, se quisermos compreender o trauma que estava por trás das imagens de desolação e desesperança que atraíram a atenção dos observadores em 1945.

Poucas aldeias e cidades européias, a despeito do seu tamanho, conseguiram escapar ilesas da guerra. Por um acordo informal, ou por sorte, os centros clássicos, medievais e renascentistas de algumas célebres cidades européias — Roma, Veneza, Praga, Paris, Oxford — jamais foram alvejados. Mas, no primeiro ano da guerra, bombardeiros alemães arrasaram Roterdã e destruíram Coventry, cidade industrial inglesa. A Wehrmacht riscou do mapa muitos vilarejos nas rotas de invasão através da Polônia e, mais tarde, também da Iugoslávia e da União Soviética. Bairros inteiros no centro de Londres, sobretudo nas áreas pobres em torno das docas do East End, foram vítimas da blitzkrieg da Luftwaffe no decorrer da guerra. Mas o maior dano material foi causado pelos bombardeios sem precedentes realizados pelos Aliados ocidentais em 1944 e 1945 e pelo avanço implacável do Exército Vermelho, desde Stalingrado até Praga. As cidades litorâneas francesas de Royan, Le Havre e Caen foram estripadas pela Força Aérea Norte-Americana. Hamburgo, Colônia, Dusseldorf, Dresden e dezenas de outras cidades alemãs foram arrasadas pelas bombas múltiplas lançadas de aviões britânicos e norte-americanos. No Leste Europeu, 80% da cidade de Minsk, na Bielo-Rússia, estavam destruídos ao final da guerra; Kiev, na Ucrânia, era uma grande ruína ardendo a fogo lento; e, no outono de 1944, Varsóvia, a capital polonesa, foi incendiada e dinamitada, casa por casa, rua por rua, pelo Exército alemão em retirada. Quando a guerra na Europa acabou — quando Berlim caiu nas mãos do Exército Vermelho, em maio de 1945, depois de agüentar 40 mil toneladas de bombas nos 14 dias finais —, grande parte da capital alemã estava reduzida a montes de escombros e metal retorcido soltando fumaça. Dos prédios da cidade, 75% estavam inabitáveis.

As cidades em ruínas eram a prova mais evidente — e captada em fotografias — da devastação, e passaram a servir de uma espécie de emblema que expressava a tristeza da guerra. Uma vez que a maior parte da destruição fora imposta a casas e prédios residenciais e que, conseqüentemente, era imenso o número de sem-teto (estimativas apontavam 25 milhões na União Soviética; 20 milhões na Alemanha, dos quais 500 mil só em Hamburgo), a paisagem urbana coberta de escombros constituía a lembrança mais imediata da guerra recém-acabada. Mas não era a única. No Oeste Europeu, os sistemas de transportes e comunicação estavam seriamente avariados: das 12 mil locomotivas existentes na França antes da guerra, apenas 2.800 funcionavam quando da rendição alemã. Muitas rodovias, ferrovias e pontes tinham sido explodidas — fosse pelos alemães em retirada, pelo avanço dos Aliados ou, ainda, por ações da Resistência Francesa. Dois terços da frota mercante francesa tinham sido afundados. Somente em 1944 e 1945 a França perdeu 500 mil residências.

Mas os franceses — tanto quanto os britânicos, belgas, holandeses (que perderam 219 mil hectares de terras inundadas pelos alemães e que, se levarmos em conta a situação do país antes da guerra, viram, em 1945, sua rede de transportes ferroviários, rodoviários e aquáticos por meio de canais reduzida a 40% do que era), dinamarqueses, noruegueses (que no decurso da ocupação alemã perderam 14% do capital do país antes da guerra) e até italianos — tiveram sorte, embora não soubessem disso. Os verdadeiros horrores da guerra ocorreram mais a leste. Os nazistas trataram os europeus ocidentais com certo respeito, ainda que para melhor poder explorá-los, e os europeus ocidentais retribuíram a deferência fazendo relativamente pouco para atrapalhar o esforço de guerra alemão. No Leste e Sudeste Europeu, as forças de ocupação alemãs foram impiedosas, e não apenas porque a resistência local — na Grécia, na Iugoslávia e na Ucrânia, especialmente — travava contra elas uma batalha tão incansável quanto inútil.

No Leste Europeu, as conseqüências materiais da ocupação alemã, do avanço soviético e da ação da resistência foram, portanto, de ordem bastante diversa em relação à experiência da guerra no Ocidente. Na União Soviética, 70 mil vilarejos e 1.700 cidades de pequeno porte foram destruídos durante a guerra, além de 32 mil fábricas e 64 mil quilômetros de ferrovias. Na Grécia, dois terços da frota da Marinha Mercante, vital para o país, foram perdidos, um terço das florestas foi arrasado e milhares de vilarejos foram riscados do mapa. Entrementes, a política alemã de fixar o custo da ocupação de acordo com as necessidades germânicas e não com a capacidade de desembolso dos gregos provocou hiperinflação.

A Iugoslávia perdeu 25% dos seus vinhedos, 50% do gado, 60% das estradas, 75% das terras cultivadas e das pontes em vias férreas, uma em cada cinco residências, bem como a terça parte do limitado potencial da indústria do país — além de 10% da população que existia antes da guerra. Na Polônia, três quartos das ferrovias de bitola padrão ficaram imprestáveis, e uma fazenda em cada seis faliu. A maioria dos vilarejos e cidades do país mal podia funcionar (ainda que somente Varsóvia estivesse totalmente destruída).

No entanto, esses números, por mais dramáticos que sejam, exprimem apenas parte do cenário: o lúgubre pano de fundo “físico”. As perdas materiais sofridas pelos europeus durante a guerra, por mais terrível que tenha sido o conflito, foram insignificantes, comparadas às perdas humanas. Estima-se que cerca de 36,5 milhões de europeus sucumbiram, entre 1939 e 1945, de causas relacionadas com a guerra (o que equivale à totalidade da população da França quando o conflito eclodiu) — número que não inclui mortes naturais nos anos em questão, tampouco qualquer estimativa da quantidade de crianças não-concebidas ou que deixaram de nascer, à época e mais tarde, em conseqüência do confronto.

O número total de mortos é assombroso (os cálculos aqui apresentados não incluem baixas de japoneses, norte-americanos, nem de povos não-europeus). Essa estatística torna pequeno o índice de mortandade registrado na Grande Guerra de 1914-1918, já absolutamente vergonhoso. Conflito algum registrado pela História matou tanta gente em tão pouco tempo. Porém, o mais impactante é o número de mortos entre os civis não-combatentes: ao menos 19 milhões, ou seja, mais da metade do total. O número de mortos entre a população civil superou as baixas militares na União Soviética, Hungria, Polônia, Iugoslávia, Grécia, França, Holanda, Bélgica e Noruega. Somente no Reino Unido e na Alemanha as baixas militares superaram significativamente as baixas entre civis.

As estimativas de perda de vidas civis no território da União Soviética variam muito, embora o número mais provável exceda 16 milhões (aproximadamente o dobro do total de baixas militares, sendo que estas, somente na batalha por Berlim, somaram 78 mil). O total de mortes de civis no território que antes da guerra pertencia à Polônia chegou perto de 5 milhões; na Iugoslávia o número total foi de 1,4 milhão; na Grécia, 430 mil; na França, 350 mil; na Hungria, 270 mil; na Holanda, 204 mil; na Romênia, 200 mil. Entre esses civis, e sobretudo nas estatísticas relativas à Polônia, Holanda e Hungria, estão incluídos 5,7 milhões de judeus, aos quais devem ser somados 221 mil ciganos.

As causas das mortes de civis incluíam massacres em campos de extermínio e campos de batalha, desde Odessa até o Báltico; doenças, subnutrição e fome (induzidas ou não); fuzilamento ou incineração de reféns — pela Wehrmacht, pelo Exército Vermelho e por integrantes de diversas resistências; represálias; conseqüências de explosões, bombardeios e batalhas travadas pela infantaria, em campos e cidades, na frente oriental durante toda a guerra, e na frente ocidental desde o desembarque na Normandia (em junho de 1944) até a derrota de Hitler, em maio do ano seguinte; fuzilamento de filas de refugiados e o sacrifício de indivíduos submetidos a trabalho forçado em indústrias e campos de prisioneiros de guerra.

As maiores baixas militares foram registradas pela União Soviética, que, segundo consta, perdeu 8,6 milhões de homens e mulheres nas Forças Armadas; pela Alemanha, com 4 milhões de mortes; pela Itália, que perdeu 400 mil soldados, marinheiros e aeronautas; e pela Romênia, que perdeu cerca de 300 mil militares, a maioria lutando ao lado dos exércitos do Eixo, na frente russa. Contudo, em proporção às respectivas populações, austríacos, húngaros, albaneses e iugoslavos tiveram as maiores perdas militares. Somando-se todas as mortes — de civis e militares —, Polônia, Iugoslávia, União Soviética e Grécia foram os países mais afetados. A Polônia perdeu, aproximadamente, um em cada cinco cidadãos (levando-se em conta a população antes da guerra), incluindo um elevado percentual da população culta, que foi alvo premeditado de execução por parte dos nazistas.1 A Iugoslávia, um em cada sete; a União Soviética, um em cada 11; a Grécia, um em cada 14. Para assinalar o contraste, note-se que a Alemanha sofreu perdas na ordem de 1/15; a França, de 1/77; a Grã-Bretanha, de 1/125.

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Microsoft reduz preço do Xbox 360 no Brasil

A empresa reduziu o preço do Xbox 360 para R$ 2.229,00. O produto com novo preço estará disponível nos revendedores oficiais: Submarino, Americanas.com, Lojas Americanas, Blockbuster, Brasoftware, CTIS, Carrefour, Cecomil, Extra, FNAC, Game Planet, Kalunga.com, Livraria Saraiva, Miranda, MM Santos, Ponto Frio, Shoptime, UZ Games, Wal Mart, Gamers e WWW.

A Microsoft também anunciou o início da pré-venda do jogo Ninja Gaiden II, um dos games mais aguardados do ano. O Xbox 360 é o único console da nova geração presente oficialmente no Brasil, com garantia e suporte local.

Atendimento oficial ao cliente Xbox 360: 0800 891 9835

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Foto Pics Book Livro As Memorias do Livro Andrew Holtz Livro Primeiro Capitulo Livros BooksPrimeiro Capítulo: A Ciência Médica de House | Andrew Holtz

Livro: A Ciência Médica de House
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Doutor, não me sinto muito bem.”

Uma jovem de 29 anos que sofreu uma convulsão e perdeu a capacidade de falar. Um homem com uma freqüência cardíaca tão acelerada que não bombeava o sangue direito. Uma modelo de 15 anos que de repente torna-se agressiva e, em seguida, desmaia.

Esses são alguns dos mistérios de House.

A princípio, todo paciente é um mistério. Muitos são resolvidos em questão de minutos. Outros demoram mais. Alguns nunca são resolvidos. O dr. Gregory House e sua equipe no seriado House enfrentam casos difíceis, até mesmo bizarros, em cada episódio; mas praticamente todos os pacientes que procuram o dr. House têm um histórico médico, mesmo que perguntas essenciais fi quem sem resposta. Todos os pacientes já consultaram vários médicos antes e já foram submetidos a uma série de testes. House sabe que o paciente tem um problema sério, com uma explicação incomum.

Quando uma mulher que está dormindo 18 horas por dia chega ao dr. House no episódio “Fidelity” (“Fidelidade”, 1-07), ela já passou por três médicos de emergência, dois neurologistas e um radiologista; por isso, o diagnóstico óbvio, depressão, já havia sido considerado e descartado.

Quando um jovem recém-formado aparece sofrendo de espasmos com sensações semelhantes a choques, outros médicos já investigaram as hipóteses de deficiência vitamínica, câncer, esclerose múltipla, neuropatias e algumas possibilidades de intoxicação antes de encaminhar o paciente à equipe do dr. House.

Os sintomas são, evidentemente, parte essencial das informações necessárias para fazer um diagnóstico adequado. Contudo, em geral, um conjunto de sintomas pode apontar para várias doenças. Essa lista de opções é conhecida como “diagnóstico diferencial”. Febre repentina, dor de garganta e fraqueza muscular são sintomas de gripe. Mas o mesmo conjunto de sintomas também aparece nos casos de dengue e em uma variedade de outras infecções virais e bacterianas. Freqüentemente, sintomas semelhantes aos da gripe são o primeiro sinal de uma infecção por HIV. Os sintomas isolados podem ser muito difíceis de interpretar.

Por isso, como os médicos começam a trilhar o caminho para o diagnóstico certo?

O contexto é tudo. Por exemplo, nos casos em que o paciente tiver viajado recentemente para os trópicos, haverá maior probabilidade de ser dengue. No entanto, antes que o médico tenha acesso ao histórico clínico e pessoal do paciente, antes que paciente e médico tenham tido a oportunidade de trocar uma palavra sequer, uma informação-chave é conhecida: o cenário em que o paciente se apresenta.

No jargão médico, “apresentar-se” é comparecer perante o médico com um problema ou queixa. A apresentação é a circunstância inicial de interação entre paciente e profissional de saúde, antes de qualquer exame ou qualquer tipo de teste. O paciente sente que algo está errado, ou algo acontece, um colapso ou uma convulsão, que mobiliza alguém a levá-lo para receber atendimento médico.

As circunstâncias iniciais em grande parte determinam o processo de diagnóstico primário. O paciente chegou de ambulância? Foi andando até uma emergência? Marcou consulta com antecedência com seu clínico geral regular? O dr. House avalia seus pacientes da clínica de modo bem diferente dos casos desafiadores que lhe são indicados. Ele considera que os pacientes da clínica têm enfermidades comuns. Na verdade, no episódio “Sports Medicine” (“Medicina Desportiva”, 1-12) ele diagnostica quatro pacientes em menos de três minutos, todos na sala de espera da clínica. Por outro lado, regularmente descarta diagnósticos comuns em seu quadro branco da sala de conferências, quando investiga mais a fundo os casos para encontrar explicações raras. O contexto do primeiro encontro com o médico é uma pista importante.

Assistência primária

“Se você é o dr. House e está naquele centro de atendimento terciário e o paciente está na unidade de tratamento intensivo, isso significa que ele está muito doente ou tem algo extremamente bizarro, porque foi parar naquele ambiente”, afirma Rick Kellerman, médico de família em Wichita, no estado norte-americano do Kansas, e presidente na gestão de 2006-2007 da Academia Americana de Médicos de Família.

“Um dos aspectos realmente difíceis da assistência primária é que atendemos pacientes que vêm diretamente da rua. Assim, algumas pessoas com dor de garganta estarão com amigdalite. Outras, com câncer no esôfago.”

De muitas maneiras diferentes, o primeiro médico a ver o paciente tem a tarefa mais difícil. Para o primeiro médico, um paciente novo pode ser uma página em branco. O problema ameaça sua vida ou é simplesmente incômodo? Ele vai melhorar por conta própria ou a condição precisa ser tratada?

“Acho que é incrivelmente difícil diagnosticar alguém. Para o público, freqüentemente parece que é muito fácil, mas, na verdade, é bastante difícil. Os pacientes não chegam com os diagnósticos estampados na testa”, afirma o dr. Kellerman.

Os pacientes chegam da rua, de maneira não-selecionada, com o que chamamos de problema não-diferenciado. Talvez a queixa seja cansaço. O desafio é ir do “cansaço” para o que realmente está acontecendo com aquele paciente.

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