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Semana de Arte Moderna: Manifesto da Poesia Pau-Brasil

Reunidos em São Paulo em 1922, intelectuais e artistas brasileiros rebelam-se contra o academicismo predominante na época e pronunciam-se por uma cultura baseada nas raízes nacionais.

“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.
Toda a História bandeirante e a História comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos.
Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senagâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases. Negras de jóquei. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil. (…)
A estatuária andou atrás. As procissões saíram novinhas das fábricas.
Só não se inventou uma máquina de fazer verso – já havia o poeta parnasiano.
Ora, a revolução indicou apenas que a arte voltava para as elites. E as elites começaram desmanchando. Duas fases: – a deformação através do impressionismo, a fragmentação, o caos voluntário. De Cézanne a Mallarmé, Rodin e Debussy até agora; 2ª o lirismo, a apresentação no templo, os materiais, a inocência construtiva.
O Brasil profiteur. O Brasil doutor. E a coincidência da primeira construção brasileira no movimento de reconstrução geral. Poesia Pau-Brasil.
Como a época é miraculosa, as leis nasceram do próprio rotamento dinâmico dos fatos destrutivos.
A síntese.
O equilíbrio.
O acabamento de carrosserie.
A invenção.
Uma nova perspectiva.
Uma nova escala.
Qualquer esforço natural nesse sentido será bom. Poesia Pau-Brasil.
O trabalho contra o detalhe naturalista – pela “síntese” contra a morbidez romântica pelo “equilíbrio” geômetra e pelo acabamento” técnicos; contra a cópia, pela “invenção” e pela “surpresa”.
Uma nova perspectiva:
O estado de inocência substituindo o estado de graça que pode ser uma atitude do espírito.
O contrapeso da originalidade nativa para inutilizar a adesão acadêmica.
A reação contra todas as indigestões de sabedoria.
O melhor de nossa tradição lírica. O melhor de nossa demonstração moderna.
Apenas brasileiros de nossa época. O necessário de química, de mecânica, de economia e de balística.
Tudo digerido. Sem meeting cultural. Práticos. Experimentais. Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem comparações de apoio. Sem pesquisa etimológica. Sem antologia.
Bárbaros crédulos, pitorescos e meigos. Leitores de jornais. Pau-Brasil. A floresta e a escola. O Museu Nacional. A cozinha, o minério e a dança. A vegetação. Pau-Brasil.”

Dica de leitura: Poesia, Mito e História no Modernismo Brasileiro

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+ Veja também:

Trecho do Livro: A Casa dos Espíritos | Isabel Allende

Livro: A Casa dos Espíritos
Brasil | World

“Todos os que viveram aquele momento, dizem que era por volta das oito da noite, quando apareceu Férula, sem que nada fizesse prever a sua chegada. Todos puderam vê-la com a blusa engomada, o molho de chaves à cintura e o coque de solteirona, tal como a tinham visto sempre em casa. Entrou pela porta da sala de jantar no momento em que Esteban estava trinchando o assado e reconheceram-na imediatamente, apesar de não a verem fazia seis anos e estar muito pálida e muito mais velha. Era um sábado e os gêmeos, Jaime e Nicolás, tinham saído do internato para passar o fim de semana com a família, de modo que também estavam ali. O seu testemunho é muito importante, porque eram os únicos membros da família que viviam afastados por completo da mesa de pé-de-galo, preservados da magia e do espiritismo pelo rígido colégio inglês. Primeiramente, sentiram um frio súbito na sala de jantar e Clara mandou fechar as janelas, porque pensou que era uma corrente de ar. Logo a seguir ouviram o tilintar das chaves e quase em seguida abriu-se a porta e apareceu Férula, silenciosa e com uma expressão distante, ao mesmo tempo que a Ama entrava pela porta da cozinha, com a travessa da salada. Esteban Trueba ficou com a faca e o garfo de trinchar no ar, paralisado pela surpresa e os três meninos gritaram, tia Férula! quase em uníssono. Blanca levantou-se para ir ao seu encontro, mas Clara, que se sentava ao seu lado, estendeu a mão e segurou-a por um braço. Na realidade, Clara foi a única que percebeu, ao primeiro olhar, do que estava passando devido à sua grande familiaridade com os assuntos sobrenaturais, apesar de que nada no aspecto da cunhada denunciasse o seu verdadeiro estado.”

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+ Veja também:

Loteria: Lotofácil | Sorteio do Concurso 0312
(07/04/2008)

01 02 06 08 09 10 11 12 13 16 17 18 19 22 25

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Freqüência das dezenas

01/206 . 15/205 . 23/204 . 02/202 . 13/199 . 04/197
11/196 . 19/195 . 25/191 . 17/191 . 05/190 . 12/187
09/187 . 24/186 . 22/184 . 16/183 . 14/181 . 21/181
20/180 . 10/179 . 08/177 . 06/175 . 03/174 . 18/168
07/162

Atraso das dezenas

16/000 . 01/000 . 12/000 . 17/000 . 18/000 . 25/000
22/000 . 19/000 . 11/000 . 13/000 . 10/000 . 06/000
02/000 . 09/000 . 08/000 . 23/001 . 24/001 . 20/001
05/001 . 07/001 . 04/001 . 14/001 . 15/001 . 03/002
21/002

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+ Veja também:

 

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