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Documentário: Shine a Light
(The Rolling Stones/Martin Scorsese) | Trailer
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Filme Movie Shine a Light The Rolling Stones Martin Scorsese Trailer
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Shine a Light (2008), documentário de Martin Scorsese sobre a banda The Rolling Stones. Estréia no Brasil prevista para o dia 4 de Abril de 2008.

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Shine a Light | Trailer
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Loteria: Lotofácil | Sorteio do Concurso 0301
(28/02/2008)

02 03 08 09 11 12 13 14 15 17 18 19 20 22 23

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Freqüência das dezenas

01/200 . 23/199 . 15/197 . 13/194 . 02/193 . 11/191
19/188 . 04/188 . 17/184 . 25/184 . 05/183 . 09/182
24/179 . 12/178 . 22/177 . 21/174 . 16/174 . 14/174
20/172 . 10/172 . 08/172 . 06/171 . 03/168 . 07/161
18/160

Atraso das dezenas

17/000 . 15/000 . 14/000 . 12/000 . 18/000 . 19/000
23/000 . 22/000 . 20/000 . 11/000 . 13/000 . 03/000
02/000 . 08/000 . 09/000 . 25/001 . 07/001 . 21/001
04/001 . 24/002 . 06/002 . 05/002 . 10/002 . 01/003
16/003

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Justa Causa: Uso indevido de e-mail da empresa é motivo para dispensa

A 1ª Turma do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins) manteve sentença que considerou que ao usar e-mail da empresa onde trabalha, a funcionária pode ser dispensada por justa causa.

Segundo publicou o tribunal, uma atendente de empresa de telefonia recorreu à Justiça do Trabalho com o objetivo de impugnar sua demissão por justa causa. Ela alegava que a empresa teria usado cópias de e-mails para justificar a dispensa, procedimento que seria proibido pela Constituição Federal.

No entanto, para o relator do processo, juiz Ricardo Alencar Machado, as mensagens juntadas aos autos evidenciam que a atendente de forma reiterada descumpria ordens gerais da empresa – inclusive quanto ao uso do e-mail corporativo para fins pessoais, que era proibido – trabalhava com extrema desídia e desrespeitava os clientes da empresa. “Procedimentos que justificam a aplicação da pena de demissão motivada – a justa causa”, ressaltou.

Para o magistrado, o e-mail corporativo não é um benefício contratual indireto. Portanto não há como reconhecer a existência de direito à privacidade na utilização de equipamentos concebidos para a execução de funções geradas por contrato de trabalho. Os juízes da 1ª Turma concluíram que a utilização das mensagens como prova é legítima e ratificaram a demissão por justa causa.

O entendimento foi que o uso de mensagens de e-mail corporativo como prova de má conduta de empregado não fere o artigo 5º (incisos X, XII e LVI) da Constituição Federal, que garante ao cidadão o direito à privacidade e sigilo de correspondências. O e-mail corporativo não pode ser comparado às correspondências postais e telefônicas, que possuem cunho pessoal. Ao contrário, trata-se de ferramenta disponibilizada pelo empregador – titular do poder diretivo e proprietário dos equipamentos e sistemas operados – ao empregado, para uso profissional.

Fonte: Última Instância

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Foto Pics Book Livro Frederick Forsyth Avenger O Vingador Livro Primeiro Capitulo Livros BooksPrimeiro Capítulo: O Vingador | Frederick Forsyth

Livro: O Vingador
Brasil | World

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O OPERÁRIO

O homem que corria sozinho agachou-se na ladeira e mais uma vez lutou contra sua inimiga, a dor. Aquele esporte era uma tortura e uma terapia, e era justamente por isso que o praticava.

Os especialistas dizem que, dentre todas as disciplinas esportivas, o triatlo é a mais brutal e impiedosa. O decatleta precisa dominar um número maior de habilidades, e possuir mais força bruta para as provas de arremesso, mas no que diz respeito a vigor e capacidade de suportar a dor, existem poucas provações como o triatlo.

O homem que corria sob o sol nascente de Nova Jersey havia, como sempre, iniciado o treinamento muito antes da alvorada. Dirigira sua picape até o lago e largara a bicicleta de corrida no caminho, acorrentando-a a uma árvore como medida de segurança. Às 05:02, pusera o cronômetro no pulso, abaixando a manga da roupa de mergulho de neoprene para cobri-lo, e entrara na água gelada. Praticava o triatlo olímpico, com distâncias medidas no sistema métrico.

Primeiro, 1.500 metros de natação; saindo da água, despir-se rápido para camiseta e bermudas e montar na bicicleta de corrida. Depois, quarenta quilômetros curvado sobre o guidom, o tempo todo pedalando o mais depressa possível. Há tempos medira os 1.600 metros ao redor do lago de ponta a ponta, e sabia exatamente que árvore na margem oposta marcava o ponto em que deixara a bicicleta. Ele tinha marcado seus quarenta quilômetros pelas estradas do campo, sempre naquela hora vazia, e sabia que árvore era o ponto para abandonar a bicicleta e começar a correr. Dez quilômetros correndo e então alcançava a porteira de fazenda que indicava mais dois quilômetros até o fim do percurso. Naquela manhã tinha acabado de passar pela porteira. Os dois últimos quilômetros eram ladeira acima, e representavam o desafio final, o trecho excruciante.

Doía tanto porque os músculos necessários eram todos diferentes. Os ombros, peito e braços poderosos de um nadador não costumam ser requeridos por um ciclista ou um maratonista. São apenas quilos extras a ser carregados.

Os movimentos acelerados das pernas e do quadril de um ciclista são diferentes dos tendões e músculos que conferem ao corredor o ritmo e a cadência para engolir os quilômetros com os pés. A repetição dos ritmos de um exercício não combina com a do outro. O triatleta precisa de todos eles, e depois tenta combinar os desempenhos de três atletas especializados, um após o outro.

Aos 25 anos isso é um evento cruel. Aos 51 é uma tortura que merecia indiciação sob a Convenção de Genebra. O corredor tinha passado dos 51 em janeiro último. Arriscou olhar o pulso e fez uma careta. Nada bom: estava vários minutos abaixo de seu recorde. Ele se esforçou mais para combater sua inimiga.

Os atletas olímpicos buscavam realizar aquele percurso em menos de duas horas; o corredor de Nova Jersey tinha conseguido chegar a duas horas e meia. Ele estava quase alcançando esse tempo agora, e ainda faltavam dois bons quilômetros.

As primeiras casas de sua cidade natal despontaram numa curva da Rodovia 30. Pennington era uma aldeia muito antiga, anterior à Revolução. Era cortada pela Rodovia 30, que se projetava da Interestadual 95, que começava em Nova York e cruzava o estado até Delaware, Pensilvânia e Washington. Dentro da cidade, a Rodovia 30 era chamada de Main Street.

Não tem muita coisa em Pennington, uma das milhares de cidadezinhas limpas e aconchegantes que compõem o coração ignorado e subestimado dos Estados Unidos da América. Um único cruzamento principal no centro onde a West Delaware Avenue cruza a Main Street, várias igrejas das três congregações cristãs, um First National Bank, algumas lojas, e residências afastadas da rua espalhadas ao longo das vias duplas arborizadas.

O corredor seguiu até a encruzilhada. Ainda faltava meio quilômetro. Era cedo demais para tomar uma xícara de café no Cup of Joe, ou um desjejum completo no Vito´s Pizza – mas mesmo se estivessem abertos, o corredor não teria parado. A sul da junção o corredor passou por uma casa de tábuas brancas e teto de telhas vermelhas, uma relíquia da época da Guerra Civil com uma tabuleta que indicava que ali era o escritório do Sr. Calvin Dexter, advogado. Ele atendia nessa casa, exceto nas ocasiões em que viajava para cuidar de sua outra carreira. Os clientes e vizinhos aceitavam que ele viajasse para pescar de vez em quando, sem nada saber sobre o pequeno apartamento que ele tinha sob outro nome em Nova York.

Ele forçou suas pernas doloridas pelos últimos 450 metros para alcançar a entrada da Chesapeake Drive, no lado sul da cidade. Ele morava ali, e a esquina marcava o fim de seu Calvário auto-infligido. Diminuiu a velocidade, parou e abaixou a cabeça, debruçando-se contra uma árvore para sugar oxigênio para seus pulmões murchos. Duas horas e 36 minutos. Muito longe do seu melhor.

O fato de que provavelmente não havia ninguém num raio de centenas de quilômetros, com 51 anos ou não, capaz de chegar sequer perto disso, estava fora de questão. A questão, que ele não ousava explicar aos vizinhos que o aplaudiam e o animavam, era usar a dor para combater a outra dor, a dor perene, a dor que nunca ia embora, a dor da criança perdida, do amor perdido, da vida perdida.

O corredor entrou em sua rua e caminhou os últimos 180 metros. À sua frente viu o entregador de jornais arremessar um embrulho pesadíssimo em sua varanda. O garoto acenou enquanto passava de bicicleta e Cal Dexter acenou de volta. Mais tarde ele montaria em sua scooter e iria resgatar a caminhonete. Com a scooter na carroceria, dirigiria de volta para casa, pegando a bicicleta de corrida ao longo da estrada. Mas primeiro precisava de um banho, algumas barras energéticas e o conteúdo de várias laranjas.

Pegou o embrulho e o abriu. Conforme esperava, ali estavam o jornal local, outro de Washington, o grosso Sunday Times de Nova York e, embrulhada em plástico, uma revista técnica.

Calvin Dexter, o advogado magro, de cabelos claros e sorriso amistoso de Pennington, Nova Jersey, não havia nascido para ser nenhuma dessas coisas,embora tivesse realmente nascido no estado.

Foi criado numa favela de Newark, infestada de baratas e ratos, e veio ao mundo em janeiro de 1950, fruto da união de um operário de construção com uma garçonete da lanchonete local. Seus pais, segundo a moralidade daquela época, não haviam tido qualquer escolha senão casar-se depois que um encontro num baile e alguns copos a mais de bebida barata fizeram a situação sair do controle e resultara na concepção de Calvin. No começo, ele não sabia nada disso. Bebês jamais sabem como ou por meio de quem chegaram aqui. Eles precisam descobrir e, às vezes, da maneira mais difícil.

O pai era um homem bom, ao seu jeito. Depois de Pearl Harbor fora voluntário para as forças armadas, mas revelara-se mais útil como operário de construção, trabalhando em território americano, onde o esforço de guerra envolvera a criação de milhares de novas fábricas, docas e escritórios federais na área de Nova Jersey.

Era um homem rude, rápido com os punhos, a única lei em muitos trabalhos operários. Mas tentava viver na linha, trazendo para casa o envelope com seu salário fechado, tentando educar seu filho pequeno a amar a bandeira, a Constituição e Joe DiMaggio.

Mais tarde, depois da Guerra da Coréia, as oportunidades de trabalho desapareceram. Apenas a desgraça industrial permanecia, e os sindicatos estavam à mercê da Máfia.

Calvin tinha cinco anos quando sua mãe foi embora. Era jovem demais para entender o motivo. Não sabia nada sobre o casamento sem amor de seus pais, e aceitava com a resistência filosófica dos muito jovens que os adultos sempre gritavam e discutiam daquela forma. Não sabia nada sobre o caixeiro-viajante que tinha prometido a ela luzes mais brilhantes e vestidos mais bonitos. Ele simplesmente recebeu a notícia de que sua mãe tinha “ido embora”.

Ele havia aceitado que agora seu pai ficasse em casa todas as noites, cuidando dele ao invés de tomando algumas cervejas depois do trabalho, olhando melancólico para a televisão. Só quando chegou à adolescência ele soube que sua mãe, depois de ter sido abandonada pelo caixeiro-viajante, tinha tentado voltar, mas fora rejeitada pelo pai zangado e amargurado.

Estava com sete anos quando seu pai teve uma idéia para resolver ao mesmo tempo o problema de moradia e a necessidade de buscar trabalho em lugares distantes. Saíram do bairro pobre em Newark e compraram um trailer de segunda mão. O trailer foi sua casa por dez anos.

Pai e filho mudaram de trabalho em trabalho, morando no trailer, o garoto freqüentando qualquer escola local que o aceitasse. Era a época de Elvis Presley, Del Shannon, Roy Orbison, os Beatles, vindos de um país de que Cal jamais tinha ouvido falar. Era a época de Kennedy, da Guerra Fria, do Vietnã. Os trabalhos apareciam e eram completados. Eles se moveram através das cidades ao norte de East Orange, Union e Elizabeth. Depois foram trabalhar nos arrabaldes de New Brunswick e Trenton. Durante algum tempo moraram em Pine Barrens enquanto Dexter Senior era capataz num projeto modesto. Depois seguiram para o sul, em direção a Atlantic City. Entre seus oito e dezesseis anos, Cal freqüentou nove escolas em muitos anos. Sua educação formal daria para preencher um selo de correio.

Mas ele aprendera muitas outras coisas, além da educação formal das escolas. Sabia o linguajar e o jeito dos malandros de rua, e brigar também. Como sua mãe, não era alto, tendo parado de crescer com 1,64m. Também não era pesado e musculoso como o pai, mas seu corpo esguio era cheio de vigor e os punhos eram velozes e poderosos. Certa vez desafiou um lutador numa feira circense, nocauteou o sujeito e levou para casa o prêmio de vinte dólares.

Um homem que cheirava a pomada barata procurou seu pai e sugeriu que o garoto passasse a freqüentar seu ginásio com vistas a se tornar um boxeador, mas eles se mudaram para uma nova cidade e um novo trabalho.

Não havia dinheiro para viagens, e assim, quando o ano letivo acabava, o garoto simplesmente ia para o canteiro de obras com o pai. Ali ele fazia café, entregas, e trabalhos estranhos. Um desses trabalhos envolveu um homem que usava uma pala verde acima dos olhos. Ele ofereceu-lhe um serviço que consistia em levar envelopes a vários endereços através de Atlantic City e ficar de bico calado. Assim, durante as férias de verão de 1965, Cal foi entregador de apostas.

Mesmo estando na base da pirâmide social, um garoto esperto pode olhar para cima. Cal Dexter sabia entrar de graça nos cinemas e se maravilhar com o glamour de Hollywood, os cenários panorâmicos do Velho Oeste, o deslumbre dos musicais, as palhaçadas de Dean Martin e Jerry Lewis.

Ele também via nos comerciais de televisão apartamentos elegantes com cozinhas em aço inoxidável, famílias sorridentes nas quais os pais pareciam amar um ao outro. Via as limusines e carros esportivos nos outdoors na rodovia.

Cal não tinha nada contra os operários nas obras. Eles eram rudes e brutos, mas todos gentis com ele, ou pelo menos quase todos. Nas obras ele também usava um capacete de proteção, e o consenso geral era que depois que saísse da escola iria seguir os passos do pai. Mas ele tinha outras idéias. Qualquer que fosse a vida que ele tivesse, Cal jurou, seria longe do ruído e da poeira de cimento que infestavam as obras.

Então compreendeu que não tinha nada a oferecer em troca dessa vida melhor, mais endinheirada e confortável. Ele pensou no cinema, mas presumiu que todos os astros eram homens muito altos, sem saber que a maioria tinha exatamente sua altura. Este pensamento só lhe ocorreu porque alguma garçonete disse que ele parecia um pouco com James Dean, mas os operários morreram de rir quando ouviram isso, e então abandonou a idéia.

Esportes e atletismo podiam tirar um jovem das ruas e colocá-lo na estrada para a fama e a fortuna, mas ele sempre havia trocado de colégios tão rápido que nunca tivera a chance de participar de nenhum time escolar.

Qualquer coisa que envolvesse uma educação formal, quanto mais qualificações, estava fora de questão. Assim, restavam outros tipos de empregos de classe trabalhadora: garçom, carregador, garagista, motorista de furgão de entregas. A lista era interminável, mas, considerando as perspectivas oferecidas pela maioria, era melhor que ele continuasse com construção. A brutalidade pura e os riscos apresentados pelo trabalho tornavam a atividade mais bem remunerada que a maioria das outras.

Outra opção era o crime. Qualquer pessoa criada nas docas ou nos canteiros de obras de Nova Jersey estava ciente de que o crime organizado, e a participação em gangues, poderia conduzir a uma vida de apartamentos grandes, carros velozes e mulheres fáceis. E todo mundo sabia que isso quase nunca dava em cadeia. Ele não era ítalo-americano, e portanto jamais poderia aspirar à aristocracia da Máfia, mas havia anglo-saxões brancos e protestantes que se davam bem.

Aos dezessete anos largou os estudos e no dia seguinte começou a trabalhar com o pai num canteiro de obras nas cercanias de Camden. Um mês depois, o operador da motoniveladora ficou doente. Não havia quem o substituísse. Era um trabalho especializado. Cal olhou para o interior do veículo. Parecia fazer sentido.

- Posso operar esse negócio – disse Cal.

O capataz ficou indeciso. Era contra as regras. Se algum inspetor visse, seu emprego viraria fumaça. Em contrapartida, todos os operários estavam de braços cruzados, esperando que montanhas de terra fossem movidas.

- Tem um montão de alavancas nesse aparelho.

- Confie em mim – disse o garoto.

Ele levou cerca de vinte minutos para descobrir para que servia cada alavanca. Começou a mover areia. Isso significava um adicional em seu salário, mas ainda assim não era uma carreira.

Em janeiro de 1968 fez vinte anos e os vietcongues lançaram a ofensiva do Tet. Cal estava vendo televisão num bar em Camden. Depois dos noticiários entraram vários comerciais e então um pequeno filme de recrutamento feito pelo exército. Ele mencionava que, se você se apresentasse como voluntário, o exército lhe daria uma educação. No dia seguinte, foi até o posto das forças armadas em Camden e disse:

- Quero ingressar no exército.

Naquela época, todo jovem americano era, salvo em algumas circunstâncias muito incomuns ou exílio voluntário, suscetível ao recrutamento compulsório logo depois de seu 18.º aniversário. O desejo de quase todo adolescente, e do dobro desse número de pais, era se livrar disso. O primeiro-sargento atrás da mesa estendeu a mão para que o jovem lhe desse seu cartão de recrutamento.

- Eu não tenho – disse Cal Dexter. – Sou voluntário.

E isso atraiu a atenção de todos os presentes.

O primeiro-sargento deslizou um formulário até ele, olhando fixamente em seus olhos, como um furão que não quer deixar escapar um coelho.

- Bem, isso é muito bom, rapaz. É uma atitude muito inteligente. Quer um conselho de um veterano?

- Claro.

- Inscreva-se para três anos, ao invés de para os dois requeridos. Assim, terá chances de posicionamentos melhores e escolhas de carreira mais interessantes. – Ele se inclinou à frente, como se fosse compartilhar de um segredo de estado. – Inscrito para três anos, você pode até escapar de ir pro Vietnã.

- Mas eu quero ir pro Vietnã – disse o rapaz de calças jeans desbotadas.

O primeiro-sargento pensou sobre isso e disse, lentamente:

- Certo. – Ele sentiu vontade de acrescentar “gosto não se discute”, mas disse simplesmente: – Levante a mão direita…

Trinta e três anos depois, o ex-operário colocou quatro laranjas no liquidificador, enxugou de novo a testa suada, e levou a pilha de jornais e o suco até a sala de estar.

Primeiro ele abriu a revista técnica. Vintage Airplane é um periódico de circulação restrita, e em Pennington só podia ser obtida através de um pedido especial. A revista é dedicada aos apaixonados por aviões clássicos e da Segunda Guerra Mundial. O corredor correu as páginas até a pequena seção de classificados e estudou os anúncios de requisição. Ele parou o copo de suco a meio caminho da boca, pousou-o na mesinha e leu o anúncio de novo. Ele dizia:

“VINGADOR. Precisa-se. Oferta séria. Sem limite de preço. Favor ligar.”

Não havia nenhum modelo de Grumman Avenger, um avião torpedeiro-bombardeiro da guerra do Pacífico, à venda em lugar nenhum. Todos estavam em museus. Alguém tinha descoberto o código de contato. Havia um número. Devia ser um celular. A data era 13 de maio de 2001.

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IR – Imposto de Renda 2008: Receita anuncia as regras da declaração, entrega começa dia 3 de março

Entre as novidades anunciadas pela Receita Federal, estão a obrigatoriedade de informar o número do recibo da declaração do ano passado e algumas restrições ao uso do formulário.

A primeira deve causar alguma confusão, já que a grande maioria dos contribuintes não guarda o número do Recibo. Quem não tiver a informação, deve procurar a Receita Federal.

Com relação à declaração via formulário, como já haviam adiantado alguns consultores, haverá uma maior restrição a essa forma de envio. Segundo as novas regras, o formulário não poderá ser utilizado nas seguintes situações:

  • Por contribuintes que receberam rendimentos tributáveis de pessoa física ou do exterior;
  • Por contribuintes que queriam declarar dependentes que possuam rendimentos ou bens;
  • Por contribuintes que fizeram parte do quadro societário de uma empresa por pelo menos um mês, no ano passado;
  • Por contribuintes que queiram aproveitar a dedução patronal à Previdência Social do empregado doméstico;
  • Por contribuintes que efetuaram doações a partidos políticos ou candidatos;
  • Declaração apresentada em nome de espólio;
  • Por contribuinte que pretenda se beneficiar das deduções de livro Caixa.

Já estava impedido de usar essa forma de envio o contribuinte que:

  • recebeu rendimentos tributáveis na declaração cuja soma foi superior a R$ 100 mil;
  • recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma foi superior a R$ 100 mil;
  • obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto;
  • realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
  • obteve receita bruta da atividade rural em valor superior a R$ 78.821,40;
  • possua informações a serem prestadas na declaração que ultrapassem o número de linhas disponibilizadas nos quadros dos formulários.

Além das mudanças acima, seguem as outras novidades anunciadas pela Receita Federal:

Rendimentos recebidos de Pessoas Físicas: os rendimentos recebidos de pessoas físicas, no caso de Tributação Simplificada, serão informados mês a mês.

Pagamentos e Doações: a informação do número do CPF ou CNPJ do beneficiário, no caso de pagamentos e doações, passa a ser obrigatória.

Captação de dados de endereço: na questão “Houve mudança de Endereço?”, se contribuinte responder “Não”, o programa validador vai comparar o CEP informado com o constante no cadastro CPF. No caso de divergência, será gerada uma mensagem de erro, forçando o declarante a responder “Sim” e corrigir o endereço. Se contribuinte responder “Sim” Haverá a validação do CEP com o Município.

O objetivo da medida é impedir o equívoco daqueles contribuintes que pensam que a informação dada na declaração já altera o cadastro.

CPF do dependente: obrigatoriedade de preenchimento do CPF para os dependentes maiores de 18 anos em 31/12/2007.

Auto-regularização: o contribuinte com pendências na RFB receberá essa informação no rodapé do recibo de entrega da Declaração.

Uma das principais mudanças da declaração do Imposto de Renda 2008, ano-base 2007, diz respeito ao limite de isenção, que passou de R$ 14.992,32 para R$ 15.764,28.

No mesmo sentido, o desconto simplificado (declaração simplificada), antes limitado a R$ 11.167,20, passou a R$ 11.669,72. As deduções por dependente (declaração completa) aumentaram de R$ 1.516,32 para R$ 1.584,60 e as despesas de instrução, de R$ 2.373,84 para R$ 2.480,66. O desconto para aposentados é de R$ 1.313,69.

Atenção ao prazo

A entrega da declaração por meio eletrônico poderá ser feita até as 20h do dia 30 de abril. Após este horário, o contribuinte, caso encaminhe sua declaração, receberá logo após a transmissão notificação de multa por atraso na entrega.

Para este ano, a Receita Federal estima receber 24,5 milhões de declarações, total 6,8% maior em relação a 2006.

O programa estará disponível na página da Receita Federal a partir de 3 de março e o primeiro lote de restituição está previsto para o dia 16 de junho.

Fonte: UOL

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+ Veja também:

Loteria: Lotofácil | Sorteio do Concurso 0299
(21/02/2008)

03 05 06 07 08 10 13 17 18 19 20 21 22 23 24

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Freqüência das dezenas

01/200 . 23/197 . 15/195 . 13/193 . 02/192 . 11/189
04/187 . 19/186 . 25/183 . 05/183 . 17/182 . 09/180
24/179 . 12/176 . 22/175 . 16/174 . 21/173 . 14/173
10/172 . 06/171 . 20/170 . 08/170 . 03/166 . 07/160
18/159

Atraso das dezenas

19/000 . 18/000 . 17/000 . 20/000 . 21/000 . 24/000
23/000 . 22/000 . 10/000 . 13/000 . 06/000 . 05/000
03/000 . 07/000 . 08/000 . 01/001 . 04/001 . 12/001
16/001 . 14/001 . 15/001 . 11/001 . 25/002 . 09/002
02/003

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R.E.M. Accelerate Supernatural Superserious Music Videos Video Clip Song Lyrics Videoclipe Video Clipe Letras de Musica Fotos
Supernatural Superserious
R.E.M. | Accelerate
Brasil | World

(Obs: lançamento nos Estados Unidos
previsto para o dia 01/04/2008)

Everybody here
Comes from somewhere
But they would just as soon forget
and disguise
At the summer camp where you volunteered
No one saw your face, no one saw your fear
If that apparition had just appeared
Took you up and away from this place and sheer humiliation
Of your teenage station
Nobody cares no one remembers and nobody cares

Yeah, you cried and you cried
He’s alive, he’s alive
Ah, you cried and you cried and you cried and you cried

If you call out safe then I’ll stop right away
If the premise buckles and the ropes starts to shake
For the details mark
With the stories the same
You don’t have to explain
You don’t have to explain
Humiliation
Of your teenage station

Yeah, you cried and you cried
He’s alive, he’s alive
Ah, you cried and you cried and you cried
And you realized your fantasies are
Dressed up in travesties
Enjoy yourself with no regrets

Everybody here comes from somewhere
If they would just as soon forget,
And disguise

Yeah, you cried and you cried
He’s alive, he’s alive/a lie
Yeah, you cried and you cried and you cried and you cried

Now there’s nothing dark and there’s nothing weird
Don’t be afraid I’ll hold you near
From the séance where you first betrayed
An open heart on a darkened stage’s celebration
Of your teenage station

Zen experience sweet delirious
Supernatural superserious
Inexperience sweet delirious
Supernatural superserious
Wow!
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+ Letras de Músicas | Song Lyrics | Videoclipes

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Assista o videoclipe | Watch the video clip

Supernatural Superserious | R.E.M.

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+ Veja também:

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Filme: Hancock (Will Smith) | Trailer
Filme Movie Hancock Will Smith Trailer

Hancock (2008), comédia de Peter Berg, estrelado por Will Smith, Jason Bateman e Charlize Theron. Estréia nos Estados Unidos em 02/07/2008.

Hancock | Trailer

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+ Veja também:

Big Brother, 1984 e George Orwell

Big Brother 1984 George OrwellLivro: 1984 | George Orwell
Brasil | World

O livro 1984, de George Orwell, é uma metáfora sobre o poder e as sociedades modernas. O mais famoso, polêmico e estrondoso dos livros de George Orwell foi escrito dois anos antes da morte do autor. Tuberculoso, sabendo que o fim se aproximava, lutou contra o tempo para colocar no papel sua visão de um mundo que o desapontava e caminhava perigosamente para o oposto de todos os sonhos de fraternidade e solidariedade. George Orwell escreveu-o animado de um sentido de urgência, para avisar os seus contemporâneos e as gerações futuras do perigo que corriam, e lutou desesperadamente contra a morte para poder acabá-lo.

O livro é considerado uma das mais citadas antiutopias literárias, junto com Fahrenheit 451, Admirável Mundo Novo e Laranja Mecânica. Nele é retratada uma sociedade onde o Estado é onipresente, com a capacidade de alterar a história e o idioma, de oprimir e torturar o povo e de travar uma guerra sem fim, com o objetivo de manter a sua estrutura inabalada. O chefe supremo do Partido, o Grande Irmão (Big Brother no original em inglês), vigia os indivíduos e mantém um sistema político cuja coesão interna é obtida não só pela opressão, mas também pela construção de um idioma totalitário que, quando completo, impediria a expressão de qualquer opinião contrária ao Partido.

Big Brother

Na sociedade descrita por Orwell, todos as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades, principalmente através das “teletelas” (dispositivo assemelhado a uma televisão, através do qual o Estado vigia cada cidadão). A descrição física do “Grande Irmão” (Big Brother) assemelha-se a Josef Stalin (ex-líder da União Soviética), e a propaganda do estado constantemente lembra aos indivíduos: “o Grande Irmão zela por ti” ou “o Grande Irmão está te observando”. O conceito do livro transposto para a sociedade moderna retrata o domínio das massas pelas mídias, principalmente pela televisão, que controla a cultura da maior parte da população como um pastor controla um rebanho, e conduz os costumes do povo da forma que melhor lhe convier.

Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota prensando um rosto humano para sempre.” (George Orwell)

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+ Veja também:

O Estado de São Paulo
Lista dos livros mais vendidos no Brasil
17/02/2008
Livros Livro Book A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS MARKUS ZUSAK

Ficção

01. A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS
MARKUS ZUSAK

02. O CAÇADOR DE PIPAS
KHALED HOSSEINI

03. A CIDADE DO SOL
KHALED HOSSEINI

04. O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS
KIM EDWARDS

05. A SOMBRA DO VENTO
CARLOS RUIZ ZAFÓN

06. A CONSPIRAÇÃO FRANCISCANA
JOHN SACK

07. HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE (Vol. 7)
J. K. ROWLING

08. A BÚSSOLA DE OURO
PHILIP PULLMAN

09. REPARAÇÃO
IAN MCEWAN

10. A FACA SUTIL
PHILIP PULLMAN

1808 LAURENTINO GOMES Livros Livro Book

Não-Ficção

01. 1808
LAURENTINO GOMES

02. O SEGREDO
RHONDA BYRNE

03. O MONGE E O EXECUTIVO
JAMES C. HUNTER

04. ONDE ESTÁ TERESA?
ZIBIA GASPARETTO

05. VALE TUDO: TIM MAIA
NELSON MOTTA

06. A LEI DA ATRAÇÃO
MICHAEL J. LOSIER

07. MARLEY E EU
JOHN GROGAN

08. CASAIS INTELIGENTES FICAM RICOS
DAVID BACH

09. O QUE TODA MULHER INTELIGENTE DEVE SABER
STEVEN CARTER & JULIA SOKOL

10. OS SEGREDOS DA MENTE MILIONÁRIA
T. HARV EKER

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+ Veja também:

 

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