Jogos & Games: Counter-Strike e EverQuest estão proibidos no Brasil
Desde a última quinta-feira (17), “EverQuest” e “Counter-Strike” começaram a ser apreendidos em Goiás pelo Procon – a decisão, contudo, se estende por todo território nacional -, por serem “considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores, em ofensa ao disposto nos artigos 6, I, 8, 10 e 39, IV, todos do Código de Proteção e Defesa do Consumidor”. A decisão foi proferida pelo Juízo da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais e publicada no site oficial do Procon/GO.
Em aparente alusão ao mapa cs_rio, ambientado em uma favela brasileira, “Counter-Strike” é descrito como um jogo em que “traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros”. O texto ainda afirma, sem citar nomes ou pesquisas, que “na visão de especialistas o jogo ensina técnicas de guerra”.
Quanto à “EverQuest”, de acordo com o texto o RPG online “leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos ‘pesados’; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más”.
Para o Procon/GO, “os jogos violentos ou que tragam a tônica da violência são capazes de formar indivíduos agressivos, sobressaindo evidente que é forte o seu poder de influência sobre o psiquismo, reforçando atitudes agressivas em certos indivíduos e grupos sociais”.
No site, o Procon/GO diz ainda que qualquer consumidor goiano que se deparar com a comercialização ou distribuição de “Counter-Strike” ou “EverQuest” pode acionar o órgão, visando a apreensão dos produtos.
No Brasil, todos os jogos comercializados oficialmente são classificados por faixa etária pelo Ministério da Justiça. “Counter-Strike” é vendido para maiores de 18 anos, enquanto “EverQuest” não possui distribuição oficial no país. No passado, quando ainda não havia a política de classificação, já foram banidos do país jogos como “Carmageddon”, “Postal” e “Grand Theft Auto”.
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2 comments
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Janeiro 20, 2008 às 3:04 pm
tigredefogo
Postei o comentário a seguir no blog da Samantha Shiraishi, mas também decidi postá-lo aqui no blog. Segue abaixo:
Sou pai de um garotão de um ano e dez meses e não jogo nenhum dos games mencionados. Sem entrar muito no mérito se um jogo é ou não ofensivo, eu gostaria de fazer apenas algumas observações:
1) Os países onde estes games são mais vendidos possuem uma taxa de criminalidade (e assassinatos) muito inferior a nossa, aliás, para um país estrangeiro, o Brasil vive em guerra civil.
2) Histórias como Chapéuzinho Vermelho e João e Maria, por exemplo, além de muitas outras consagradas na literatura infantil, tem mensagens drásticas e até mesmo cruéis, mas jamais seus teores morais foram colocados em questão.
3) O nosso povo foi a favor da venda legalizada de armas, mesmo vivendo sob a sombra dos inúmeros assassinatos que todos os dias assolam o nosso país.
Quando alguma sentença de juiz ou um projeto de lei de um político se voltam para a censura, tenha certeza que o essencial, que é a educação da nação, está sendo deixada de lado. Aqui é a velha história de não se cortar o mato pela raiz. Não bastasse isso, a sua decisão de jogar ou não jogar, ver ou não ver e fazer ou não fazer alguma coisa, está sendo retirada de você e colocada nas mãos de outras pessoas: os censores – aqueles que são os donos da verdade. E isso é sempre muito perigoso.
Um país só resolve os seus problemas com educação, e isso leva tempo e é trabalhoso. Exige competência, paciência e dedicação, qualidades que – nós há muito sabemos – os nossos governantes não têm.
Janeiro 19, 2008 às 8:59 pm
Jogos (in)ofensivos censurados « A vida como a vida quer
[...] de Minas Gerais considerou os games EverQuest e Counter-Strike impróprios para o consumo“. O Tigre de Fogo também comenta e foi lá e no RPG Online que soube um pouco do jogo e entendi a comparação com o [...]