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1408 (2007), filme de Mikael Håfström, baseado no conto 1408 (do livro Tudo é Eventual) de Stephen King, estrelado por John Cusack, Samuel L. Jackson e Tony Shalhoub.
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1408 | Trailer
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“Um homem pode ser destruído, mas não derrotado”
Santiago (personagem de Ernest Hemingway)
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O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea) | Ernest Hemingway
O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea) é a obra máxima do escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961), laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1954. Escrito num estilo ágil e nervoso, de frases curtas e diálogos secos, o livro explora os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, onde todos os elementos estão em permanente luta.
O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea)
Leia um trecho do livro:
Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Gulf Stream. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, levara em sua companhia um garoto para auxiliá-lo. Depois disso, os pais do garoto, convencidos de que o velho se tornara salao, isto é, um azarento da pior espécie, puseram o filho para trabalhar noutro barco, que trouxera três bons peixes em apenas uma semana. O garoto ficava triste ao ver o velho regressar todos os dias com a embarcação vazia e ia sempre ajudá-lo a carregar os rolos de linha, ou o gancho e o arpão, ou ainda a vela que estava enrolada à volta do mastro. A vela fora remendada em vários pontos com velhos sacos de farinha e, assim enrolada, parecia a bandeira de uma derrota permanente.
O velho pescador era magro e seco, e tinha a parte posterior do pescoço vincada de profundas rugas. As manchas escuras que os raios do sol produzem sempre, nos mares tropicais, enchiam-lhe o rosto, estendendo-se ao longo dos braços, e suas mãos estavam cobertas de cicatrizes fundas, causadas pela fricção das linhas ásperas enganchadas em pesados e enormes peixes. Mas nenhuma destas cicatrizes era recente.
Tudo o que nele existia era velho, com exceção dos olhos que eram da cor do mar, alegres e indomáveis.
- Santiago – disse-lhe o garoto quando desciam do banco de areia para onde o barco fora puxado -, eu gostaria de tornar a sair com você. Tenho ganho algum dinheiro.
O velho ensinara o garoto a pescar e por isso ele o adorava.
- Não – respondeu-lhe o velho. – Você está num barco de sorte. Fique com eles.
- Mas lembre-se daquela vez em que passamos mais de oitenta dias sem apanhar coisa alguma e depois pescamos dos grandes, todos os dias, durante três semanas.
- Lembro-me muito bem – tornou o velho. – E sei que no período de má sorte você não me abandonou nem duvidou de mim.
- Foi papai quem me fez mudar de barco. Ainda sou um garoto e tenho de obedecer a ele.
- Eu sei – concordou o velho. – É natural.
- Papai não tem muita fé.
- Não – tornou a concordar o velho. – Mas nós temos, não é verdade?
- Sim – afirmou o garoto. – Deixe-me oferecer a você uma cerveja na Esplanada, depois levamos estas coisas para casa. Aceita?
- Por que não? – respondeu o velho. – Entre pescadores…
Sentaram-se na Esplanada e alguns pescadores começaram a fazer troça do velho, mas ele não se zangou. Outros, os de mais idade, olharam para ele e sentiram-se tristes. Mas não o demonstraram e continuaram conversando, sem lhe dar importância, sobre as correntes e as profundidades a que tinham descido as suas linhas, sobre o bom tempo e as coisas que tinham visto ou feito durante o dia. Os pescadores que nesse dia haviam sido bem-sucedidos tinham chegado e limpado os espadartes, levando-os estendidos ao comprido sobre duas tábuas – dois homens sustentavam a ponta de cada tábua – para o armazém de peixes, onde ficavam à espera de que o transporte frigorífico os levasse para o mercado em Havana.
Aqueles que tinham apanhado tubarões carregavam-nos para a fábrica do outro lado da baía, onde eram içados e limpos, os fígados extraídos, as barbatanas cortadas, as peles raspadas e a carne cortada em tiras para salgar.
Quando o vento soprava do nascente, a baía era invadida pelo cheiro que vinha da fábrica; hoje, porém, mal se notava o cheiro, pois o vento soprara para o norte e depois amainara rapidamente. Por esse motivo, a Esplanada estava muito agradável e batida de sol.
- Santiago – começou o garoto.
- Que é? – perguntou o velho. Tinha o copo na mão e pensava nas suas aventuras de muitos anos atrás.
- Posso sair com o barco para apanhar sardinhas para você amanhã?
- Não, vá jogar beisebol. Eu ainda sei remar e o Rogério pode atirar as redes.
- Mas eu gostaria de ir. Já que não posso ir pescar com você, queria ajudar de algum jeito.
- Você me pagou uma cerveja – replicou o velho. – Agora já é um homem.
- Que idade eu tinha quando você me levou no barco pela primeira vez?
- Cinco anos e você por pouco não morreu porque icei o peixe antes da hora e ele ia dando cabo do barco. Lembra-se?
- Lembro-me da cauda do peixe que batia e sacudia o barco todo, da travessa que rangia quase estalando e do ruído das pancadas que você dava nele com o martelo. Lembro também que você me atirou para a proa, onde estavam os rolos molhados de linha, e não posso me esquecer do barco estremecendo e das suas marteladas… até parecia que você estava pondo uma árvore abaixo… e de todo aquele sangue doce me salpicando.
- Lembra mesmo tudo isso ou fui eu que lhe contei depois?
- Lembro tudo desde que saímos juntos pela primeira vez.
O velho examinou-o com os seus olhos queimados pelo sol, muito carinhosos e confiantes.
- Se você fosse meu filho, eu o levaria comigo e desafiaria a má sorte – disse ele. – Mas você tem seu pai e sua mãe e está num barco de sorte.
- Posso ir apanhar as sardinhas? Sei de um lugar onde é fácil encontrar isca.
- Ainda me restam algumas de hoje. Ponho-as numa caixa com sal e servem para amanhã.
- Deixe eu ir arranjar isca fresca.
- Uma só – disse o velho. As suas esperanças e confiança nunca o tinham abandonado, mas agora estavam arrefecendo como a brisa quando se levanta no ar.
- Duas – devolveu o garoto.
- Duas – concordou o velho. – Não vai roubá-las, não é?
- Roubaria se fosse preciso – respondeu o garoto. – Mas não é.
- Obrigado – disse o velho pescador. Era demasiado simples para compreender quando alcançara a humildade. Mas sabia que a alcançara e sabia que não era nenhuma vergonha nem representava nenhuma perda do verdadeiro orgulho.
- Com esta corrente, amanhã vai ser um bom dia – profetizou o velho.
- Para que lado vai? – perguntou o garoto.
- Para o largo, e voltarei para junto da costa quando o vento mudar. Quero sair antes do amanhecer.
- Vou ver se consigo que o patrão do meu barco vá também para o largo – disse o garoto. – Assim, se você apanhar qualquer coisa grande de verdade, podemos ajudá-lo.
- Seu patrão não gosta de ir para muito longe.
- Não – concordou o garoto. – Mas irá, se eu vir qualquer coisa que ele não possa ver, como uma ave pairando sobre as águas, e disser que é um cardume de dourados.
- Então ele tem a vista tão ruim assim?
- Está quase cego.
- É estranho – disse o velho. – Ele nunca foi à cata das tartarugas. É isso que dá cabo dos olhos.
- Mas você foi à procura das tartarugas durante anos, lá para a Costa do Mosquito, e os seus olhos estão bons.
- É que sou um velho muito estranho.
- Mas se sente suficientemente forte para agüentar um peixe dos grandes?
- Acho que sim. E conheço as manhas de todos eles.
- Temos de levar as coisas para casa – lembrou o garoto. – Para eu ter tempo de ir deitar a rede e apanhar as sardinhas.
Foram buscar a tralha do barco. O velho pôs o mastro às costas e o garoto pegou a caixa de madeira que continha os rolos da dura linha entrelaçada, o gancho e o arpão. A caixa de isca estava escondida na popa da embarcação, juntamente com o martelo que servia para abater os peixes maiores quando eram puxados para junto do barco. Ninguém iria roubar o velho, mas era melhor levar a vela e as linhas mais pesadas para casa, porque a umidade lhes era prejudicial e, ainda que nenhum habitante da localidade fosse roubá-lo, o velho pescador pensava que um arpão e um gancho eram tentações desnecessárias para se deixar num barco.
Seguiram juntos pela rua em direção à cabana do velho e entraram pela porta que estava sempre aberta. O velho encostou à parede o mastro com as velas enroladas em volta e o garoto pôs a caixa e as outras coisas no chão. O mastro era quase da altura do único quarto da cabana, que era construída de guano, a resistente madeira das palmeiras-reais.
Dentro só havia uma cama, uma mesa, uma cadeira e um canto no chão sujo, onde se podia cozinhar a carvão. Nas paredes castanhas do duro guano viam-se uma imagem colorida do Sagrado Coração de Jesus e uma outra da Virgem de Cobre. Ambas eram relíquias de sua mulher. Em tempos, houvera na parede uma fotografia da esposa, mas ele a tinha tirado porque se sentia muito só ao olhá-la todos os dias; agora estava escondida numa prateleira, debaixo de sua camisa lavada.
- O que você tem para comer? – perguntou o garoto.
- Uma panela de arroz com peixe. Quer provar?
- Não. Vou comer em casa. Quer que acenda o fogo?
- Não, não é preciso.
- Posso levar a rede?
- Naturalmente.
Não existia nenhuma rede e o garoto se lembrava muito bem de quando a tinham vendido. Mas esta era uma cena que repetiam todos os dias. Também não havia nenhuma panela de arroz com peixe e o garoto também sabia disso.
- Oitenta e cinco é um número de sorte – disse o velho. – Gostaria de me ver trazer um peixe que pesasse mais de quatrocentos quilos?
- Se gostaria! Vou agora preparar a rede para ir apanhar sardinhas. Por que não se senta à porta para apanhar sol?
- Sim, tenho aqui o jornal de ontem e vou ler as notícias do beisebol.
O garoto não sabia bem se o jornal de ontem também era uma fantasia, mas o velho o tirou de debaixo do colchão.
- Foi o Pedrito quem deu para mim no botequim – explicou ele.
- Agora tenho de ir procurar sardinhas. Guardarei todas juntas, no gelo, as suas e as minhas, e amanhã cedo poderemos separá-las. Depois, quando eu voltar, você me contará o que eles dizem no jornal a respeito do beisebol, certo?
- Os Yankees não podem perder.
- Mas eu tenho um pouco de medo dos Indians de Cleveland.
- Tenha confiança nos Yankees, meu filho. Pense no grande DiMaggio.
- Tenho medo dos Tigers de Detroit e dos Indians de Cleveland.
- Tome cuidado ou você ainda acabará tendo medo dos Reds de Cincinnati ou dos White Sox de Chicago.
- Estude os resultados e os palpites, meu velho, e depois me diga o que acha, quando eu voltar.
- Será que devíamos comprar um bilhete de loteria com a terminação oitenta e cinco? Amanhã é o octogésimo quinto dia.
- Claro, podemos comprá-lo – assentiu o garoto. – Mas não seria melhor oitenta e sete, o número do seu grande recorde?
- Uma coisa nunca acontece duas vezes. Acha que poderá encontrar um bilhete com a terminação oitenta e cinco?
- Posso procurar.
- Um bilhete inteiro. Custa dois dólares e meio. Quem é que poderia emprestar o dinheiro?
- Isso é fácil. Qualquer pessoa me empresta dois dólares e meio.
- A mim também me emprestavam. Mas não quero pedir emprestado a ninguém. Primeiro pede-se emprestado. Depois pede-se esmola.
- Não desanime, meu velho – acalmou-o o garoto. – Lembre-se de que estamos em setembro.
- O mês dos peixes grandes – replicou o velho. – Em maio, todos podem ser pescadores.
- Agora vou apanhar as sardinhas – disse o garoto.
Quando ele voltou, mais tarde, o velho Santiago estava dormindo e o sol já começava a baixar no horizonte. O garoto foi buscar a velha manta da cama e colocou-a sobre os ombros do velho. Eram ombros estranhos, ainda poderosos embora muito velhos, e o pescoço também era ainda muito forte. Não se viam tanto as rugas quando estava dormindo assim, com a cabeça descaída para a frente. A camisa havia sido remendada tantas vezes que mais se assemelhava a uma vela, e os remendos, sob a ação do sol, tinham-se esbatido em diversos tons. A cabeça do velho era muito velha e, com os olhos fechados, não havia vida no seu rosto. Tinha o jornal estendido nos joelhos e o peso do braço impedia que a brisa da tarde o levasse. Estava descalço.
O garoto deixou-o ficar como estava e afastou-se, mas, quando voltou, o velho continuava dormindo.
- Acorde, meu velho – disse o garoto, pondo a mão sobre um dos seus joelhos.
O velho Santiago abriu os olhos e, durante um momento, deu a impressão de voltar de algum lugar distante, muito distante. Depois, sorriu.
- O que é que você traz aí? – perguntou.
- O jantar – respondeu o garoto. – Vamos comer.
- Não tenho fome.
- Mas você precisa comer. Não pode ir à pesca sem comer.
- Já comi – murmurou o velho, levantando-se e dobrando o jornal. Depois começou a dobrar também a manta.
- Ponha a manta nas costas – disse o garoto. – E fique sabendo que, enquanto eu for vivo, você não irá à pesca sem comer.
- Então viva muito tempo e trate da sua saúde – redargüiu o velho. – E o que é que temos para comer?
- Feijão preto com arroz, bananas fritas e um pouco de guisado.
O garoto trouxera a comida da Esplanada numa marmita dupla de alumínio. Trazia também, no bolso, facas, garfos e colheres, com um guardanapo de papel enrolado em volta de cada talher.
- Quem é que lhe deu isto?
- Martin, o dono.
- Tenho de lhe agradecer.
- Eu já lhe agradeci – replicou o garoto. – Você não tem nada que agradecer.
- Hei de dar-lhe a carne da barriga de um peixe grande – disse o velho. – Já nos fez este favor mais de uma vez, não é verdade?
- Acho que sim.
- Então, tenho de lhe dar mais do que a carne da barriga. Tem sido muito bom para nós.
- Também mandou duas cervejas.
- Eu gosto mais da cerveja de barril.
- Eu sei. Mas as que ele mandou são de garrafa, cerveja Hatuey, mas preciso levar de volta os cascos vazios.
- Você é muito amável – disse o velho. – Não será melhor começarmos a comer?
- Já tinha dito isso mesmo… – respondeu o garoto suavemente. – Não queria abrir a marmita antes de você estar pronto.
- Pois agora já estou pronto. Só queria era ter tempo para me lavar.
“Onde você poderia lavar-se?”, pensou o garoto. O depósito de água da aldeia ficava lá para baixo, duas ruas além, indo pela estrada. “Preciso trazer-lhe água para a cabana, sabão e uma toalha nova”, continuou a pensar o garoto. “Por que será que nunca penso nessas coisas? Tenho de arranjar outra camisa para ele, um casaco para o inverno e uns sapatos, além de outro cobertor.”
- O guisado está ótimo – disse o velho.
- Fale do beisebol – pediu-lhe o garoto.
- Na Liga Americana, os melhores são os Yankees, como eu já disse – respondeu o velho, muito satisfeito.
- Mas eles perderam hoje – informou o garoto.
- Isso não quer dizer nada. O grande DiMaggio está outra vez em forma.
- Mas há outros jogadores na equipe.
- Naturalmente, mas ele é que conta. Na outra Liga, entre o Brooklyn e o Philadelphia, escolho o Brooklyn. Claro, quando digo isto, estou pensando no Dick Sisler e naqueles lançamentos espetaculares no velho campo.
- Nunca houve nada igual. Nunca vi ninguém lançar a bola tão longe quanto ele.
- Lembra-se de quando ele costumava vir à Esplanada? Teria gostado de levá-lo para pescar, mas tinha vergonha de convidá-lo. Depois eu lhe pedi que o convidasse, mas você também era muito tímido.
- Lembro perfeitamente. Foi um grande erro. Dick Sisler era bem capaz de ter querido vir conosco e então íamos ter essa lembrança boa pelo resto da vida.
- Eu gostaria era de levar o grande DiMaggio para pescar – falou o velho Santiago. – Dizem que o pai dele era pescador. Talvez tivesse sido tão pobre como nós e pudesse compreender nossa vida.
- O pai do grande Sisler nunca foi pobre e já jogava na Liga quando tinha a minha idade.
- Quando eu tinha a sua idade, meu garoto, andava na proa de um navio que fazia carreira para a África e foi lá que vi leões nas praias, à noitinha.
- Eu sei. Você já me contou.
- Quer que fale da África ou de beisebol?
- Prefiro beisebol – optou o garoto. – Fale do grande John J. McGraw.
- Ele também costumava vir à Esplanada nos velhos tempos, mas era muito malcriado e difícil de agüentar. E falava coisas horríveis quando bebia. Só pensava em cavalos e em beisebol. Ou, pelo menos, estava sempre com listas de cavalos nos bolsos e muitas vezes dizia os seus nomes pelo telefone.
- Era um grande treinador – disse o garoto. – Papai acha que ele era o melhor de todos.
- Isso porque era o que vinha aqui mais vezes – observou o velho. – Se o Durocher tivesse continuado a vir aqui todos os anos, seu pai pensaria que ele é que era o melhor de todos.
- Mas, afinal, qual é o melhor treinador, o Luque ou o Mike Gonzales?
- Na minha opinião os dois são da mesma categoria.
- E o melhor pescador é você.
- Não. Conheço outros melhores.
- Qué va! – exclamou o garoto.
- Existem muitos pescadores bons e alguns mesmo ótimos. Mas como você não há nenhum.
- Obrigado. Gosto de ouvir você dizer isso e espero que não me apareça pela frente nenhum peixe grande demais para desmenti-lo.
- Não existe nenhum peixe grande o bastante para isso, se você ainda é tão forte como diz. – Pode ser que eu não esteja tão forte como penso – admitiu o velho -, mas conheço todos os truques e não me falta decisão.
- Agora devia ir deitar para estar descansado amanhã de manhã. Vou levar estas coisas para a Esplanada.
- Então, boa-noite. Irei acordá-lo de manhã.
- Você é o meu despertador – disse o garoto.
- E o meu é a idade – replicou o velho. – Por que será que os velhos acordam sempre tão cedo? Será para terem um dia mais comprido?
- Não sei – redargüiu o garoto. – O que sei é que os moços acordam sempre tarde e mal dispostos.
- Lembro-me muito bem disso – concordou o velho. – Descanse à vontade, que acordo você a tempo.
- Não gosto que seja ele quem me acorde. É como se eu fosse um seu inferior.
- Eu sei.
- Durma bem, meu velho.
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A Scholastic, editora responsável pela série Harry Potter nos Estados Unidos, anunciou a tiragem da primeira edição de Harry Potter e as Relíquias da Morte (Harry Potter and the Deathly Hallows). O último livro da série criada por Joanne Rowling terá 12 milhões de cópias disponíveis no lançamento.
Além da tiragem recorde (o volume seis teve uma tiragem inicial de 10 milhões de exemplares), a editora fará uma enorme campanha de marketing para acompanhar o lançamento, às 00h01 de 21 de julho.
Promoções: Livrarias e bibliotecas receberão milhões de marcadores de livros com as sete perguntas da campanha, além de tótens com a contagem regressiva para o lançamento. A editora vai, ainda, enviar milhões de tatuagens para serem distribuídas nas festas de lançamento que devem ocorrer à meia-noite em todo o país.
Fonte: Omelete
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Miguel de Cervantes
“Se você não arriscar nada estará arriscando mais ainda.”
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Sorte: Lotofácil – concurso 221
Lottery results: Mega Millions
05 | 16 | 31 | 49 | 54 | + 19 $55 Million
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Parabéns, Romário! 1000 Gols!










