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Primeiro Capítulo: Disney War – A Guerra Pelo Controle da Maior Empresa de Entretenimento do Mundo | James B. Stewart
Conheça a conturbada história da mais poderosa indústria de entretenimento do mundo. Dispondo de acesso a documentos nunca antes divulgados, James B. Stewart – um dos mais aclamados autores e repórteres americanos – investiga a fundo as pessoas que controlam a Disney e as que tentam derrubá-la.
Segue abaixo o primeiro capítulo do livro:
Roy E. Disney encostou sua Ferrari vermelha 1999 no estacionamento do Bar de Vinhos Bodega, em Pasadena. Era o final da tarde de uma quintafeira, 20 de novembro de 2003, uma semana antes do Dia de Ação de Graças.
Roy adorava aquela Ferrari, um dos poucos indícios de que o discreto sobrinho de Walt Disney, de 73 anos, era um dos homens mais ricos dos Estados Unidos. O carro se destacava no estacionamento da Disney, onde Roy tinha um lugar fixo ao lado do de Michael Eisner, o presidente do conselho administrativo e principal executivo da companhia. Por causa do carro, todo mundo sabia quando Roy estava no quartel-general da Disney.
Roy detestava o edifício da Team Disney, projetado pelo famoso arquiteto Michael Graves a pedido de Eisner para servir de quartel-general corporativo da Walt Disney Company. Embora a fachada monumental fosse animada por baixos-relevos dos Sete Anões no frontão, Roy achava que o prédio representava tudo o que era exagerado e pretensioso na companhia criada por Eisner. Como fazia de vez em quando, Roy se perguntou o que seu tio Walt teria pensado. O escritório de Walt continuava lá, no modesto e velho prédio
da animação. Eisner o havia usado como seu escritório antes de se mudar para a nova sede. Agora Roy tinha se mudado para lá, preferindo-o ao edifício da Team Disney, tão árido e enorme que ele brincava que tinha de deixar uma trilha de migalhas de pão para encontrar o caminho de saída.
Nos últimos meses, a distância física entre Roy e Eisner e outros altos executivos tinha se tornado mais que simbólica. Apesar de ele ter levado Eisner para a companhia quase vinte anos antes, agora se sentia decepcionado e traído pelo outro. Eisner tinha chegado à Disney depois de uma carreira meteórica na programação da ABC e em filmes na Paramount Pictures. Mas agora Roy atribuía os grandes sucessos iniciais de Eisner a sua parceria com outros: com Barry Diller na ABC e na Paramount; com Frank Wells e Jeffrey Katzenberg nos primeiros anos incríveis da Disney. Desde a trágica morte de Wells num acidente de helicóptero, em 1994, e da triste partida de Katzenberg logo depois, a responsabilidade pela Disney fora exclusivamente de Eisner.
Na opinião de Roy, os resultados haviam sido desastrosos. Enquanto o desempenho financeiro e a energia criativa da companhia diminuíam, Eisner se agarrara ao poder com uma intensidade de Rei Lear, convencido de que somente ele tinha o instinto criativo e as habilidades administrativas para conduzir a Disney ao mundo de gigantescos conglomerados de mídia e entretenimento do século XXI. Eisner reivindicava o manto do próprio Walt, aparecendo nas telas de TV das salas de estar do país como anfitrião do “Mundo maravilhoso de Walt Disney”, como fazia Walt.
Nesse sentido, Roy achava que Eisner era apenas o último de uma série de pretendentes ao trono que Walt ocupara. Às vezes ele se perguntava por que tantas pessoas desejavam incorporar Walt. Ninguém percorria Hollywood afirmando ser Louis B. Mayer ou Cecil B. DeMille. O que daria às pessoas a ilusão de que poderiam ocupar o lugar de Walt? Primeiro foram E. Cardon Walker e Ron Miller, o genro de Walt, que, como presidente do conselho e principal executivo da Disney, invocara constantemente a memória de Walt. Depois fora Jeffrey Katzenberg, que reivindicara o legado de Walt como chefe dos Estúdios Disney. Eles tinham ido longe demais; Roy tivera de intervir, e ambos foram substituídos. Agora Eisner estava passando dos limites.
Roy não afirmava ser Walt, mas se havia alguém com direito a seu legado era ele. Era Roy quem desfilava diante do mundo como a personificação da Disney Company e do que ela representava, o último diretor da empresa com o sobrenome Disney. Apenas um mês antes Eisner tinha elogiado publicamente os esforços de Roy em nome da companhia na grande estréia de “Missão: ESPAÇO”, a nova atração do Walt Disney World, que estava atraindo grandes elogios. As multidões sempre pareciam reagir bem a Roy, talvez porque,
aos 73, ele tivesse grande semelhança física com Walt. Mas o elogio de Eisner em público escondia uma crescente hostilidade em particular.
Quando a mulher de Eisner, Jane, passou por Roy e sua mulher, Patty, pouco antes do discurso de Eisner, eles se ignoraram veementemente.
Havia muito tempo que Roy tinha parado de freqüentar as reuniões semanais de Eisner com os altos executivos, ou os almoços em que ele costumava informar Roy sobre os planos e estratégias da empresa. Roy deixara de confiar em Eisner depois que soubera que este tinha colocado um espião no departamento de animação para lhe contar tudo o que Roy fizesse ou dissesse.
Eles tinham evitado o contato na recente estréia em Nova York da animação de longa-metragem Irmão Urso — na opinião de Roy, medíocre. Pior de tudo, quando a mãe de Roy, Edna, e a viúva de Walt, Lillian, receberam uma homenagem póstuma na cerimônia do prêmio Disney Legends daquele ano, e Roy a recebeu em nome da família, Eisner não apareceu. Era a primeira vez que faltava a um evento e, pouco depois, houve rumores na Disney de que o presidente do conselho e o vice-presidente do conselho da companhia não estavam se falando.
Roy não estava feliz porque dali a pouco ia tomar um drinque com John Bryson, presidente e principal executivo da Edison International, a matriz da Southern California Edison. Bryson, que havia entrado para o conselho da Disney em 2000, era presidente do poderoso comitê de nomeações e governança. Roy raramente falava nas reuniões do conselho. Mas seu aliado, sócio, advogado e companheiro de conselho Stanley Gold mais que compensava seu silêncio. Há anos Gold criticava asperamente a administração de Eisner e o desempenho financeiro da companhia. Mas seus comentários caíam em ouvidos moucos. Os diretores pareciam apoiar cegamente Eisner. Os que não apoiavam, como Andrea Van de Kamp e Reveta Bowers, tinham sido expurgados, uma advertência aos demais sobre os riscos da dissidência. Roy suspeitava especialmente de Bryson, um fiel seguidor de Eisner que havia destituído Gold da presidência do comitê de governança, e depois votou sua saída total do comitê.
Desde o mês de setembro Gold tinha enviado uma série de cartas a seus colegas do conselho, criticando asperamente o desempenho e a remuneração de Eisner. Ele e Roy pensaram que seria mais difícil ignorar comentários por escrito, e queriam deixar suas opiniões perfeitamente claras. Mais recentemente, Gold e Roy haviam-se oposto ao pacote de remunerações de Eisner, que lhe dera um bônus de US$ 5 milhões em um ano em que a renda operacional da companhia caíra 25 por cento e suas ações sofreram uma nova queda recorde em 52 semanas.
Bryson havia ligado para Roy alguns dias antes. “Preciso falar com você”, ele disse, e insistiu para que se encontrassem em algum lugar onde não seriam vistos. Roy concordou, mas achou que o tom da voz de Bryson tinha“algo de fúnebre”. Ele temia que os seguidores de Eisner fossem tentar expurgar Gold. A atmosfera nas últimas reuniões do comitê tinha sido cada vez mais tensa.
“Como posso proteger Gold?”, Roy pensava quando entrou no bar. Ele não podia entender por que o resto do comitê desejaria eliminar a última voz dissidente.
Assim que pediram as bebidas, Bryson dispensou as amenidades e foi direto ao assunto.
— Sabe, Roy, você já passou da idade da aposentadoria compulsória — ele disse.
Roy ficou chocado com a franqueza de Bryson e murmurou algo desconexo. Sim, tecnicamente ele havia passado, já que a idade da aposentadoria era 72 anos, e ele tinha completado 73. Mas isso não se aplicava aos membros do conselho que também faziam parte da administração, e ele era o chefe da animação. A Disney era famosa pela longevidade de muitos de seus funcionários.
— O comitê se reuniu — Bryson continuou — e Tom Murphy e Ray Watson vão sair.
Murphy, o ex-presidente da Capital Cities/ABC, tinha entrado para o conselho depois que a Disney adquirira a ABC em 1995; Watson, presidente da Disney antes da chegada de Eisner, em 1984, era, depois de Roy, o mais antigo membro do conselho. Ambos tinham mais de 72 anos. Roy não ficou surpreso, pois ambos haviam lhe falado sobre seus planos de aposentar-se.
— Concluímos que você não deve se candidatar à reeleição — disse Bryson.
Roy olhou para ele surpreso e descrente. Estava sem fala. Parecia que tinham enfiado uma faca em seu coração. Nunca havia passado por sua cabeça que o conselho chegasse tão longe. Não se tratava apenas do fato de ele ainda ser um dos maiores acionistas da companhia. Havia dado cinqüenta anos de sua vida à Disney. Era a única ligação direta com Walt no conselho.
Walt tinha contado histórias de fada e lido Pinóquio para ele quando criança.
Junto com Walt, o pai de Roy tinha criado aquela empresa. Houve um silêncio sem graça. Finalmente Bryson disse:
— Tive de dizer a mesma coisa a Warren Christopher — referindo-se ao ex-secretário de Estado de Bill Clinton, que atingira a idade de aposentadoria compulsória quando era membro do conselho da Edison.
— Bom para você — disse Roy.
— É claro, você pode ser um diretor honorário vitalício — disse Bryson.
— Gostaríamos que continuasse aparecendo nos parques, nos eventos especiais…
Roy o interrompeu com uma risada. Então ainda queriam que ele desfilasse fantasiado como um dos personagens de Disney. Era insultante.
Houve outro silêncio incômodo. Sem dúvida eles achavam que ele sairia calmamente, refugiando-se em seu castelo na Irlanda ou em seu veleiro para passar o resto da vida. Mas, apesar da idade, ele sentia um ímpeto de energia e determinação. Roy fora subestimado durante toda a vida. Isso já havia acontecido, e não iria acontecer de novo. Ele tinha só uma coisa a dizer:
— Você está cometendo um terrível engano — disse, olhando diretamente para Bryson. — E vai lamentar ter feito isso.
Então levantou-se e saiu.
É final de maio no centro da Flórida, um dia luminoso e límpido. Apesar de serem apenas 10 da manhã, os termômetros já marcam 32 graus e a umidade também está alta. Não é preciso muita imaginação para acreditar que o Reino Animal, um dos quatro parques temáticos que compõem o Walt Disney World, fica realmente na África tropical.
Pateta está parado junto à cerca do parque, pronto para fazer uma apresentação. Assim como os turistas num safári na África esperam avistar um dos “cinco grandes” animais de caça, os visitantes do Reino Animal procuram os “cinco grandes” da Disney: Mickey, Minnie, Donald, Pluto e Pateta, as maiores celebridades do panteão Disney e os autógrafos mais cobiçados. Pateta é um cachorro com focinho comprido, orelhas caídas, uma pequena barriga e grandes patas. Também é o personagem mais alto, com mais de 1,80 metro, e nesse dia está vestido para o Reino Animal. Usa um grande chapéu de safári, sapatos e meias para caminhada, short verde com estampa de dinossauro, camisa xadrez e suspensórios vermelhos e um lenço cáqui no pescoço.
O que muita gente não percebe é que a visão do Pateta não está muito boa. As orelhas compridas obstruem sua visão periférica e o nariz avantajado a prejudica ainda mais. O que ele mais enxerga é o chão perto de seus pés. Felizmente, Pateta tem dois ajudantes humanos que o orientam pelo parque. Eles abrem uma porta e delicadamente o empurram adiante. Pateta não sabe realmente onde se encontra, mas escuta o murmúrio de vozes a distância.
Está nervoso e sente o coração batendo. Apenas alguns segundos se passam e ele ouve: “Olhem o Pateta!”
Ele escuta mais vozes de crianças e vê várias delas correndo em sua direção.
Pateta acena e demonstra o tolo “passo do Pateta”, uma de suas marcas registradas.
As crianças o amam! Outras se aproximam correndo, e seus pais tentam alcançá-las. De repente Pateta vê uma garota bem perto dele. Parece ter 5 ou 6 anos, e está um pouco apreensiva. Ao se aproximar, ela timidamente estende um livro de autógrafos e uma caneta. Pateta pega a caneta desajeitadamente com a pata e consegue assinar na primeira página, tomando cuidado para fazer o “e” invertido, como sempre aparece na assinatura do Pateta. Realmente é um alívio que os cachorros não saibam falar.
— Abrace o Pateta! — diz uma voz de adulto. A garota parece um pouco temerosa, mas Pateta estende o braço e ela se encosta nele. Ele a abraça delicadamente.
Então, por um momento, Pateta enxerga com clareza o rosto da menina. A timidez passou, seus olhos aumentam de prazer, seu rosto resplandece. Ela se estica e dá um beijo no focinho do Pateta.
Os flashes espoucam. Pateta gostaria de erguer a pata para enxugar as lágrimas que subiram repentinamente a seus olhos. Ou talvez seja transpiração.
O momento em que a apreensão de uma criança desaparece, sendo substituída por admiração e prazer, é no que a maioria dos funcionários da Disney pensa quando usa a palavra “magia” para descrever seu trabalho. É por isso que muitos vêm trabalhar como estudantes colegiais e continuam lá vinte anos depois. Pateta é real, é claro. Ele era real para aquela garota, e naquele momento era real para mim. Eu não era mais um autor e jornalista vestindo camadas de enchimento e pele falsa. Eu era o Pateta.
Embora faça parte da orientação-padrão para os altos executivos da Disney aparecerem como personagens nos parques temáticos, só depois que aceitei o papel de Pateta me disseram que não poderia escrever sobre ele, pelo menos não de uma maneira que afirmasse ou deixasse implícito que o Pateta era um ator dentro de uma fantasia. Os encarregados dos parques temáticos tinham imposto essa condição, alegando que a ilusão de que os personagens da Disney são reais nunca havia sido quebrada publicamente com a cooperação da companhia. A princípio achei irracional. Isso é quase tão verossímil quanto a existência de Papai Noel, e certamente todo mundo com mais de 8 ou 10 anos sabe que há pessoas dentro daquelas roupas. Mas o pessoal que trabalha nos parques insistiu, e depois que os conheci passei a compreender melhor.Praticamente tudo dentro do Disney World é ilusão: mais bonito, mais limpo, mais seguro, melhor e mais divertido que o mundo real. Foi genialidade de Walt reconhecer que não são só as crianças que querem escapar da realidade. Como qualquer bom mágico, você precisa acreditar na ilusão, ou ela se desfaz. É uma crença circular adotada de maneira tão apaixonada por tantos americanos que o nome Disney tornou-se sinônimo de uma cultura americana idealizada, na qual os sorrisos se tornam realidade.
Assim como muitos aspectos da Disney, isso mudou no tumultuado ano e meio desde a minha estréia no Reino Animal. Depois que a Comcast Corporation, a gigantesca companhia de cabo baseada em Filadélfia, fez uma oferta de aquisição agressiva para a Disney em fevereiro de 2004, a Disney suportou uma terrível avalanche de publicidade, e uma reportagem no Wall Street Journal revelou que altos executivos da Disney tinham aparecido nos parques temáticos vestidos como personagens. Com o disfarce revelado para o público nacional, Eisner concordou que não havia mais sentido em fingir que o Pateta era real, e concordou que eu pudesse descrever minha experiência como o personagem.
Eu havia conhecido Michael Eisner há muitos anos, antes de ser jornalista. Em 1978 eu era um jovem advogado na Cravath, Swaine & Moore, uma grande firma de Nova York, e Eisner era o presidente da Paramount Pictures.
Minha firma estava representando a CBS em um caso antitruste movido pelo Departamento de Justiça contra as redes de televisão, segundo o qual elas teriam conspirado para reduzir os custos da programação produzida pelos estúdios de Hollywood, que eram os instigadores do caso e se beneficiariam com qualquer indenização. Eu fui designado para o aspecto Paramount do caso e ajudei a tomar o depoimento de Eisner. Lembro de quando cheguei ao seu escritório nos estúdios Paramount, em Hollywood. Ele tinha uma sala espaçosa de canto no segundo andar, com um balcão externo sombreado por uma trepadeira de hera. Para alguém que estava sendo interrogado por uma equipe de advogados, Eisner foi muito confiante e engraçado, brincando sobre sua relação às vezes contenciosa com o presidente do conselho da Paramount, Barry Diller. Ele tirou os sapatos e descontraiu os pés — algo que eu nunca tinha visto em uma firma de advocacia em Nova York. Embora estivéssemos em lados opostos do caso, Eisner me deu um ingresso para a gravação naquela noite do programa “Mork & Mindy”, uma série de TV de sucesso do estúdio. Foi a primeira vez que vi o ator Robin Williams ao vivo. Nos longos momentos em que as câmeras não estavam gravando, Williams mantinha um frenético monólogo cômico que fez a platéia se contorcer de risos até de madrugada.
Tudo isso causou mais impressão em mim do que Eisner; o governo acabou desistindo do caso. Quando perguntei a Eisner se se lembrava de mim do depoimento, ele não respondeu. Muitos anos haviam passado, e ele deixara de ser um jovem iniciante ousado na Paramount para se tornar um venerável, bem-sucedido e rico presidente da Disney. Quando chegou à Disney em 1984, a empresa balançava, com seu estúdio e a lendária divisão de animação moribundos, seus bens cobiçados por predadores corporativos ávidos para dividir a companhia e vender suas partes. Eisner não apenas tinha salvado a Disney como a transformara na maior companhia de entretenimento do mundo e protegera sua amada marca.
Procurei Eisner em 2001 porque queria escrever um livro sobre a empresa. Desde meu trabalho no caso antitruste das redes, me interessara pelo funcionamento do setor de entretenimento de Hollywood. Depois de escrever livros investigando os mundos das finanças de Wall Street e da política em Washington, Hollywood parecia outro grande centro de poder e influência que valia a pena explorar. A Disney, com sua imagem poderosa e seu sucesso criativo, para não falar em uma grande quantidade de intrigas corporativas, parecia a opção óbvia. Eisner foi previsivelmente a favor da idéia. John Dreyer, o diretor de relações públicas na época, foi educado, mas desanimador.
Mesmo assim, enquanto continuei a juntar informação sobre a companhia, Dreyer me convidou para encontrá-lo na sede da Disney em Burbank. Eu não havia esperado encontrar Eisner em pessoa, mas enquanto Dreyer e eu almoçávamos num refeitório da empresa, Eisner apareceu de repente e se sentou à nossa mesa. Ele fez algumas perguntas sobre meu projeto de livro, mas depois disse que havia gostado muito de uma reportagem que eu escrevera recentemente na revista The New Yorker, intitulada “Matchmaker”, sobre Erica Feidner, uma mulher com uma capacidade aparentemente mágica de encontrar o piano perfeito para clientes da Steinway. Eu fiquei lisonjeado, mas Dreyer pareceu incomodado.
— Michael, não tenho certeza se eu entraria nisso agora — ele disse, mas Eisner insistiu.
— Eu vejo isso como outro Mr.Holland: Adorável professor — continuou, referindo-se ao filme estrelado por Richard Dreyfuss como um amado professor colegial e diretor de banda.
— Eu disse a Nina [Jacobson, presidente dos estúdios Disney] para desenvolver isso.
Eu não esperava essa evolução. Agradeci pelo interesse, mas salientei que não poderia me envolver em um filme da Disney enquanto estivesse escrevendo um livro sobre a empresa. Não me ocorreu então que talvez essa fosse realmente a idéia, que se a Disney comprasse os direitos do filme eu abandonaria a idéia do livro. Ou talvez fosse uma combinação dos dois, já que mais tarde Jacobson me disse que ela realmente achava que a história daria um bom filme. Fosse qual fosse a verdade, não deu em nada. Várias semanas depois os terroristas atacaram o World Trade Center. O negócio dos parques temáticos Disney entrou em parafuso quando o turismo despencou e os parques pareciam um alvo potencial evidente para terroristas. Dreyer me ligou para dizer que a cooperação sobre o livro estava fora de questão agora, e eu também deixei de lado o projeto para escrever sobre fatos ligados ao 11 de Setembro, que resultaram em meu último livro, Heart of a soldier [Coração de soldado].
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+ Veja também:
Tutorial: Como assistir os arquivos VOB | VideoLAN VLC (VOB player)

“Like a Virgin“
Madonna | The Confessions Tour
Brasil | World
I made it through the wilderness
Somehow I made it through
Didn’t know how lost I was
Until I found you
I was beat incomplete
I’d been had, I was sad and blue
But you made me feel
Yeah, you made me feel
Shiny and new
Chorus:
Like a virgin
Touched for the very first time
Like a virgin
When your heart beats
Next to mine
Gonna give you all my love, boy
My fear is fading fast
Been saving it all for you
‘Cause only love can last
You’re so fine and you’re mine
Make me strong, yeah you make me bold
Oh your love thawed out
Yeah, your love thawed out
What was scared and cold
(chorus)
Oooh, oooh, oooh
You’re so fine and you’re mine
I’ll be yours ’till the end of time
‘Cause you made me feel
Yeah, you made me feel
I’ve nothing to hide
(chorus)
Like a virgin, ooh, ooh
Like a virgin
Feels so good inside
When you hold me, and your heart beats, and you love me
Oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh, oh
Ooh, baby
Can’t you hear my heart beat
For the very first time?
Assista o videoclipe | Watch the video clip
Like a Virgin | Madonna
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+ Veja também:
“Se você conhece o inimigo e a si mesmo não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não ao inimigo, para cada vitória sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo perderá todas as batalhas.”
Lao-Tsé (老子) (Século IV a.C. ou Século VI a.C.)
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Condomínio não pode cassar vaga de garagem de condômino










