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A SOMBRA DO VENTO (The Shadow of the Wind) é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo.
Abaixo, o primeiro capítulo do livro:
DIAS DE CINZA
1945-1949
1
Um segredo vale o quanto valem aqueles dos quais temos de guardá-lo. Ao acordar, meu primeiro impulso foi contar sobre a existência do Cemitério dos Livros Esquecidos ao meu melhor amigo. Tomás Aguilar era um amigo de escola que dedicava seu tempo livre e seu talento a inventar uns aparatos bastante engenhosos mas de pouca aplicação, como o dardo aerostático e o pião dínamo. Ninguém melhor do que Tomás para dividir comigo aquele segredo. Sonhando acordado, eu imaginava meu amigo Tomás e eu munidos de lanternas e bússola, prestes a desvendar os segredos daquela catacumba bibliográfica. Logo, lembrando-me da promessa, decidi que as circunstâncias aconselhavam o que, nos romances de intriga policial, denomina-se outro modus operandi. Ao meio-dia, abordei meu pai para questioná-lo sobre aquele livro e sobre Julián Carax, que no meu entusiasmo tinha imaginado célebres no mundo inteiro. Meu plano era juntar toda a sua obra e lê-la de cabo a rabo em mais ou menos uma semana. Qual não foi minha surpresa ao descobrir que meu pai, livreiro com tradição e bom conhecedor dos catálogos editoriais, nunca tinha ouvido falar de A Sombra do Vento ou de Julián Carax. Intrigado, meu pai examinou a página com os dados da edição.
- Segundo se diz aqui este exemplar faz parte de uma edição de 2.500 exemplares, impressa em Barcelona por Cabestany Editoriales, em dezembro de 1935.
- Você conhece essa editora?
- Fechou há muitos anos. Mas a edição original não é esta, mas outra, de novembro do mesmo ano, só que impressa em Paris… A editora é Galliano & Neuval. Não a conheço.
- Então, o livro é uma tradução? – perguntei, desconcertado.
- Não menciona que o seja. Pelo que se vê aqui, o texto é original.
- Um livro em espanhol, editado primeiro na França?
- Não será a primeira vez, com os tempos que correm – acrescentou o meu pai. – Talvez Barceló possa ajudar-nos.
Gustavo Barceló era um antigo amigo de meu pai, dono de uma lúgubre livraria na rua Fernando, que comandava a nata do grêmio dos livreiros de sebo. Estava perpetuamente colado a um cachimbo apagado que soltava eflúvios de mercado persa, e se descrevia a si mesmo como um último romântico. Barceló sustentava que na sua descendência havia um parentesco distante com lorde Byron, embora ele fosse natural de Caldas de Montbuy. Talvez com vontade de ressaltar esta conexão, Barceló vestia-se invariavelmente ao estilo de um dândi do século XIX, usando fular, sapatos de verniz branco e um monóculo sem grau, que, segundo as más línguas, não tirava nem na intimidade do toalete. Na realidade, o parentesco mais significativo era o de seu progenitor, um industrial que enriquecera por meios mais ou menos escusos, em fins do século XIX. Segundo explicou meu pai, Gustavo Barceló era tecnicamente rico, e aquela livraria era mais paixão que negócio. Ele amava os livros sem reservas e, embora negasse categoricamente, se alguém
entrasse na livraria e se apaixonasse por um exemplar cujo preço não pudesse custear, o rebaixava até onde fosse necessário, ou inclusive o presenteava, se considerasse que o comprador era um leitor com tradição e não uma mariposa amadora. Fora essas peculiaridades, Barceló possuía uma memória prodigiosa e um pedantismo que não desmerecia em porte ou sonoridade, mas se havia alguém que sabia a respeito de livros raros, era ele. Naquela tarde, após fechar a loja, meu pai sugeriu que fôssemos até o café Els Quatre Gats na rua Montsió, onde Barceló e seus comparsas mantinham uma tertúlia bibliófila sobre poetas malditos, línguas mortas e obras-primas abandonadas à mercê das traças.
Els Quatre Gats ficava bem perto de casa e era, de toda Barcelona, um dos meus lugares preferidos. Ali se conheceram os meus pais em 32, e eu em parte atribuía meu ingresso na vida aos encantos daquele velho bar. Dragões de pedra vigiavam a fachada encravada num cruzamento de sombras, e seus lampiões a gás congelavam o tempo e as lembranças. Lá dentro, as pessoas se fundiam no eco de outras épocas. Contadores, sonhadores e aprendizes de gênio compartilhavam a mesa com o fantasma de Pablo Picasso, Isaac Albéniz, Federico García Lorca ou Salvador Dalí. Ali, qualquer pobre-coitado podia sentir-se por alguns minutos uma figura histórica, pelo preço de um expresso.
- Ora, Sempere – exclamou Barceló ao ver entrar meu pai -, o filho pródigo. A que se deve esta honra?
- A honra o senhor deve ao meu filho Daniel, que acaba de fazer uma descoberta.
- Pois venham sentar-se conosco, que esta efeméride precisa ser comemorada – exclamou Barceló.
- Efeméride? – perguntei em voz baixa ao meu pai.
- Barceló se exprime sempre com palavras esdrúxulas – respondeu meu pai, cochichando. – Não diga nada, que ele fica zangado.
Os colegas de tertúlia abriram um lugar na roda e Barceló, que gostava de dar uma de interessante, insistiu em convidar-nos.
- Que idade o rapaz tem? – inquiriu Barceló, me olhando de esguelha.
- Quase 11 anos – declarei.
Barceló sorriu, como se, secretamente, caçoasse de mim.
- Ou seja, dez. Não coloque mais anos, energúmeno, que a vida já se encarregará disso.
Vários dos colegas de tertúlia murmuraram sua concordância. Barceló fez sinais para um garçom que, pela aparência, estava à beira de ser declarado monumento histórico, para que viesse anotar os pedidos.
- Um conhaque do bom para o meu amigo Sempere, e para o rebento um leite morno, pois precisa crescer. Ah, e traga mais presunto, mas que não seja como o de antes, hein, pois para borracha já temos a Pirelli, rugiu o livreiro.
O garçom assentiu e partiu, arrastando os pés e a alma.
- É o que eu digo – comentou o livreiro. – Como pode haver trabalho? Se em nosso país as pessoas não se aposentam nem depois da morte. Veja o Cid. Não há solução.
Barceló saboreou seu cachimbo apagado, o olhar aquilino examinando com interesse o livro que eu trazia nas mãos. Apesar da sua fachada cômica e de tanto falatório, Barceló sabia cheirar uma boa presa como um lobo cheira sangue.
- Deixe ver – disse Barceló, fingindo desinteresse. – Que me trazem vocês?
Dirigi o olhar para o meu pai. Ele assentiu. Sem mais preâmbulos, entreguei o livro a Barceló. O livreiro segurou-o com mão experiente. Seus dedos de pianista rapidamente exploraram a textura, a consistência e o estado. Exibindo seu sorriso florentino, Barceló localizou a página de créditos e a inspecionou com intensidade policial pelo espaço de um minuto. Os demais o observavam em silêncio, como se esperassem um milagre ou uma licença para respirar de novo.
- Carax. Interessante – murmurou, com tom impenetrável.
Estendi de novo a mão para recuperar o livro. Barceló franziu o cenho, mas o devolveu com um sorriso glacial.
- Onde o encontrou, rapaz?
- É um segredo – retruquei, sabendo que meu pai devia estar sorrindo por dentro.
Barceló franziu a testa e desviou o olhar para o meu pai.
- Amigo Sempere, porque é o senhor e por todo o apreço que lhe tenho e em honra à ampla e profunda amizade que nos une como a irmãos, vamos deixar em 40 pesetas e não se discute mais.
- Isso terá que negociar com o meu filho – acrescentou meu pai. – O livro é dele.
Barceló me dirigiu um sorriso de lobo.
- Que me diz, rapazinho? Quarenta pesetas não está tão mau para uma primeira venda. Sempere, esse seu filho fará sucesso no ramo.
Os colegas de tertúlia riram da piada. Barceló me olhou satisfeito, sacando sua carteira de pele de animal. Contou as 200 pesetas, que para aquela época eram uma fortuna, e entregou-me. Eu me limitei a negar, em silêncio. Barceló franziu a testa.
- Olhe que a cobiça é pecado mortal, hein? – acrescentou. – Vamos, 300 pesetas e você abre uma caderneta de poupança, que já na sua idade é preciso pensar no futuro.
Novamente neguei. Barceló lançou um olhar de ira para meu pai, através do monóculo.
- Não olhe para mim – disse meu pai. – Estou aqui como acompanhante, apenas.
Barceló suspirou e observou-me devagar.
- Vamos ver, garoto, o que você quer?
- O que quero é saber quem é Julián Carax e onde posso encontrar outros livros que tenha escrito.
Barceló riu baixinho e guardou de novo a carteira, reconsiderando o adversário.
- Puxa vida, um acadêmico. Sempere, o que você dá de comer a este menino? – brincou.
O livreiro inclinou-se na minha direção em tom confidencial e, por um minuto, pareceu-me perceber em seu olhar certo respeito que não tinha estado ali momentos antes.
- Faremos um trato – disse ele. – Amanhã de tarde, domingo, você passa na Biblioteca do Ateneo e pergunta por mim. E traz o seu livro, para eu poder examiná-lo, e eu lhe conto o que sei a respeito de Julián Carax. Quid pro quo.
- Quid pro quê?
- Latim, jovem. Não existem línguas mortas, mas cérebros letárgicos. Parafraseando, significa que há coisas que é um disparate misturar, mas simpatizei com você e vou fazer-lhe um favor.
Aquele homem destilava uma oratória capaz de aniquilar moscas em pleno vôo, mas suspeitei que, se queria averiguar algo sobre Julián Carax, era melhor que ficasse em bons termos com ele. Sorri-lhe beatificamente, mostrando meu prazer com os latinismos e com seu verbo fácil.
- Lembre-se, amanhã, no Ateneo, sentenciou o livreiro. Mas traga o livro, ou não faremos acordo algum.
- Está bem.
A conversa se desvaneceu lentamente nos murmúrios dos demais colegas de tertúlia, derivando para a discussão de uns documentos encontrados nos sótãos de El Escorial, que sugeriam a possibilidade de dom Miguel de Cervantes não ter sido senão o pseudônimo literário de uma peluda mulherona de Toledo. Barceló, ausente, não participou do debate bizantino e se limitou a observar-me pelo seu monóculo, com um sorriso velado. Ou talvez olhasse apenas o livro que eu segurava nas mãos.
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+ Veja também:
Primeiro Capítulo: O Caçador de Pipas | The Kite Runner
Primeiro Capítulo: Quando Nietzsche Chorou | When Nietzsche Wept
Ficção
01) A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS (The Book Thief) | MARKUS ZUSAK
02) O CAÇADOR DE PIPAS (The Kite Runner) | KHALED HOSSEINI
03) O GUARDIÃO DE MEMÓRIAS (The Memory Keeper’s Daughter) | KIM EDWARDS
04) A ESTRADA DA NOITE (Heart-Shaped Box) | JOE HILL
05) O AFEGÃO (The Afghan) | FREDERICK FORSYTH
06) A DISTÂNCIA ENTRE NÓS (The Space Between Us) | THRITY UMRIGAR
07) O CÓDIGO DA VINCI (The Da Vinci Code) | DAN BROWN
08) A SOMBRA DO VENTO (The Shadow of the Wind) | CARLOS RUIZ ZAFÓN
09) QUANDO NIETZSCHE CHOROU (When Nietzsche Wept) | IRVIN D. YALOM
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+ Veja também:
Primeiro Capítulo: A Sombra do Vento | The Shadow of the Wind
Primeiro Capítulo: A Torre Negra | The Dark Tower | VII
“A hora em que você precisa fazer alguma coisa é quando ninguém mais quer fazê-la, quando os outros dizem que é impossível.”
Eudora Welty (1909-2001)
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Classificação etária de programas na TV começa no dia 12
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Removido por Tigre de Fogo.
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Como extrair o áudio de arquivos VOB (DVD), AVI, MPG e WMV
Neste tutorial você precisará dos softwares abaixo (clique no link para baixá-los ou faça o download de outra fonte, se quiser):
:: VirtualDub MPEG-2
(Para trabalhar com os arquivos VOB e/ou MPEG-2)
:: AC-3 ACM Codec
(Este codec trabalha junto ao VirtualDub para decodificar o áudio dos arquivos VOB e/ou MPEG-2)
1º Passo
Descompacte o arquivo ZIP do VirtualDub em uma pasta e o do AC-3 ACM Codec em outra.
2º Passo
Na pasta onde você descompactou o AC-3 ACM clique com o botão direito em “AC3ACM.inf” e clique em instalar.
3º Passo
Vá a pasta onde você descompactou o VirtualDub e abra-o. Clique em “VirtualDub.exe”
4º Passo
Clique na guia File e depois em Open video file. Escolha o arquivo VOB, AVI, MPG ou WMV que você deseja abrir.
5º Passo
Clique na guia Audio e escolha a opção Full processing mode.
6º Passo
Escolha o formato do arquivo de áudio a ser criado:
a) Para salvar o áudio no formato WAV:
Clique na guia File, depois em “Save WAV…”. O VirtualDub extrairá o áudio do arquivo e o salvará na pasta que você especificar.
b) Para salvar o áudio em outros formatos:
Clique na guia Audio e depois em “Compression…”.
Na lista a esquerda escolha a compressão (ex: ”MPEG Layer-3″ – que é o tipo MP3).
No painel direito escolha o nível (qualidade) de compressão (ex: “192 KBit/s…”). Clique em OK.
Clique na guia File e depois clique em ”Save WAV…”.
Na janela que se abrirá – na caixa “Salvar como tipo” – escolha a opção “MPEG Layer III” (caso, por exemplo, você queira salvar o arquivo como MP3).
Nota: Se após usar a compressão do item b você decidir salvar o mesmo ou outro arquivo em WAV “puro”, como no item a, você deverá voltar a guia Audio, depois em Compression e escolher o primeiro item da lista esquerda: “No compression (PCM)”.
É isso!
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Tutorial: Hospede o seu site com qualidade e segurança
Descoberta de tesouro reacende polêmica sobre tráfico de peças arqueológicas
RICARDO BONALUME NETO
da Folha de S.Paulo
Por que tesouros de ouro e prata fascinam tanto, além do óbvio aspecto financeiro, especialmente se foram achados no fundo do mar, ou se foram enterrados por piratas, soberanos astecas ou faraós?
A resposta é longa, como mostra o anúncio no último dia 18, pela empresa americana Odyssey Marine Exploration, daquele que pode vir a ser o maior tesouro de todos os tempos: 500 mil moedas de ouro e prata retiradas de um misterioso naufrágio cuja localização foi mantida em segredo. Longa e complexa, já que mexe diretamente com o chamado “imaginário”.
O escritor espanhol Arturo Pérez-Reverte, nascido em 1951, tem as virtudes e vícios dos homens da sua geração. Acabou conhecido pelo personagem Capitão Alatriste, protagonista de vários romances ambientados no “siglo de oro” espanhol (parte no século 16, parte no 17) no qual a corte de Madri dava as cartas em boa área do mundo, lastreada no ouro e na prata extraídos das Américas. Alatriste virou filme no ano passado, o mais caro da história do cinema espanhol.
O jornalista e escritor hoje pertence à vetusta Real Academia Espanhola; mas, mesmo assim, um de seus mais famosos romances se inspira em uma história em quadrinhos. Composta, é certo, por um dos mestres da arte, o belga Georges Prosper Remi (1907-1983), mais conhecido como Hergé. O personagem de Hergé era um jovem jornalista -Tintim.
No romance “A Carta Esférica”, de Pérez-Reverte, boa parte do imaginário vem de um clássico dos quadrinhos de Hergé, “O Tesouro de Rackham, o Terrível”. Tintim e seu amigo, o capitão Haddock, entram em escafandros e em um mini-submarino com forma de tubarão para investigar o naufrágio do navio corsário “La Licorne”.
Não era ainda algo plausível ou comum na época, mas isso nunca impediu Hergé de ser um visionário com toques de Júlio Verne. Como sabem os desta geração, Tintim e colegas chegaram à Lua antes de Neil Armstrong e companhia.
Hoje tudo isso é comum. Até demais, já que a Odyssey Marine Exploration também usa mini-subimarinos para seu trabalho, que alguns chamam de rapina ou pirataria.
Dias atrás, o canal “History Channel” exibiu um documentário com título preciso: “The Real Tomb-Hunters” (“Os Verdadeiros Caçadores de Tumbas”). Filmes como os da série Indiana Jones e videogames que viraram filme, como “Tomb Raider”, passam a idéia de que fazer arqueologia é pouco diferente de fazer um saque.
Indiana Jones procurava relíquias para um museu (e era pago por isso). Já o didático documentário trata de mostrar como existem arqueólogos de verdade que arriscam a vida, mas fazem pesquisa no processo. Procuram informações sobre a humanidade, não ouro e prata -apesar de tropeçarem com relíquias do tipo.
Dado do documentário: o tráfico de artefatos históricos e arqueológicos vem logo depois do de drogas e armas na lista de delitos internacionais, e antes da lavagem de dinheiro.
A Odyssey Marine Exploration ainda não revelou onde achou 17 toneladas de moedas de ouro e prata, nem de qual navio retirou o butim. A empresa quer, naturalmente, se resguardar da miríade de loucos alegando propriedade que costuma surgir nesses casos. Ou dos possíveis processos, já que os dois possíveis navios mencionados como origem do tesouro, o “Merchant Royal” e o “Sussex”, poderiam estar ou em águas territoriais do Reino Unido ou da Espanha, ou poderiam ter carga que ainda pertenceria a estes países.
Não há uma convenção internacional que diga quem é dono inconteste de objetos achados desse modo. Cada país tem uma legislação própria, mais ou menos restritiva para companhias privadas de resgate.
Deu no “New York Times”: “Trata-se de roubo da história pública e da história mundial”, afirmou o arqueólogo náutico Kevin Crisman, da Universidade A&M do Texas.
Para Crisman, é o charme, o imaginário da busca de tesouros perdidos, que faz o público esquecer as implicações éticas desse tipo de resgate. “Se esses caras plantassem umas bananas de dinamite na Esfinge, ou arrebentassem o chão da Acrópole, estariam na cadeia em um minuto”, afirmou o arqueólogo.
Em um dos filmes de Indiana Jones, o herói arrebenta tudo que está em volta só para conseguir uma estatueta de ouro, lembra a arqueóloga Lisa Lucero, no documentário do “History Channel”. Ela trabalha com arqueologia dos maias na América Central, região onde autênticos “ladrões de tumba” ameaçam de morte rotineiramente tanto arqueólogos quanto a população local.
A Odyssey se defende alegando que fez um trabalho de arqueologia de alto nível no local do navio ainda misterioso que rendeu o tesouro.
OK, quem viver, verá. Ciência só existe se for publicada. Vai saber quando.
Fonte: Folha
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Sorte: Lotofácil – concurso 217

“Blá Blá Blá… Eu Te Amo (Rádio Blá)“
Lobão | MTV Acústico (Unplugged)
Brasil | World
Ela adora me fazer de otário
Para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica
Praticando sexo como jogo de azar…
Uma noite ela me disse: quero me apaixonar
Como quem pede desculpas pra si mesmo
A paixão não tem nada haver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo…
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
Blá blá blá blá eu te amo…
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
..eu te amo…
A sua vida burguesa é um romance
Um roteiro de intrigas, para Fellini filmar
Cercada de drogas, de amigos inúteis
Ninguém pensaria que ela quer namorar
Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela, e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar…
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
Blá blá blá blá eu te amo…
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
Blá blá blá blá blá blá
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
Blá blá blá blá eu te amo…
Não dá pra controlar, não dá
Não dá para planejar
Eu ligo o rádio e: blá blá
Assista o videoclipe | Watch the video clip
Blá Blá Blá… Eu Te Amo (Rádio Blá) | Lobão
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