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Na prosperidade nossos amigos nos conhecem; na adversidade nós conhecemos nossos amigos.”

In prosperity our friends know us; in adversity we know our friends.”

John Churton Collins   (1848-1908)

M. C. Escher

M. C. Escher

(Maurits Cornelis Escher)
1898-1972

M. C. Escher foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons, que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses.

Escher criou um universo fascinante de efeitos de ilusão de óptica com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva. Observe o desenho ao lado e acompanhe o percurso da água.

 

Jason Bourne (Matt Damon) está de volta em Bourne Ultimatum (O Ultimato Bourne), o terceiro filme da série. Os dois anteriores foram:

<> A Identidade Bourne (The Bourne Identity)

<> A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy)

 

Assista o trailer | Watch the trailer

The Bourne Ultimatum | O Ultimato Bourne

O Caçador de Pipas | Kite Runner

O Caçador de Pipas (The Kite Runner) foi um dos livros mais tocantes que li em 2006. Khaled Hosseini consegue capturar o coração mais duro e fazê-lo imergir nessa belíssima narrativa. Não é à toa que ainda é um dos livros mais vendidos no mundo.

Livro: O Caçador de Pipas
Brasil | World

Abaixo, o Primeiro Capítulo do livro:

Dezembro de 2001

EU ME TORNEI O QUE SOU HOJE aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto.

Um dia, no verão passado, meu amigo Rahim Khan me ligou do Paquistão. Pediu que eu fosse vê-lo. Parado ali na cozinha, com o fone no ouvido, sabia muito bem que não era só Rahim Khan que estava do outro lado daquela linha. Era o meu passado de pecados não expiados. Depois que desliguei, fui passear pelo lago Spreckels, na orla norte do parque da Golden Gate. O sol do início da tarde cintilava na água onde navegavam dezenas de barquinhos em miniatura, impulsionados por um ventinho ligeiro. Olhei então para cima e vi um par de pipas vermelhas planando no ar, com rabiolas compridas e azuis. Dançavam lá no alto, bem acima das árvores da ponta oeste do parque, por sobre os moinhos, voando lado a lado como um par de olhos fitando San Francisco, a cidade que eu agora chamava de lar. E, de repente, a voz de Hassan sussurrou nos meus ouvidos: “Por você, faria isso mil vezes!” Hassan, o menino de lábio leporino que corria atrás das pipas como ninguém.

Sentei em um banco do parque, perto de um salgueiro. Pensei em uma coisa que Rahim Khan disse um pouco antes de desligar, quase como algo que lhe houvesse ocorrido no último minuto. “Há um jeito de ser bom de novo.” Ergui os olhos para as pipas gêmeas. Pensei em Hassan. Pensei em baba. Em Ali. Em Cabul. Pensei na vida que eu levava até que aquele inverno de 1975 chegou para mudar tudo. E fez de mim o que sou hoje.

 

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