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Acima de tudo, não perca seu desejo de prosseguir.”

Søren Aabye Kierkegaard   (1813-1855)

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Se houvesse uma votação sobre qual foi o melhor jingle da história da propaganda acho que votaria nos dois que compõe os vídeos abaixo, na respectiva ordem. As duas peças publicitárias foram mais uma das geniais idéias de Nizan Guanaes (DM9) – um dos gênios da publicidade brasileira – e sua equipe. Ainda, na minha humilde opinião, não vi comercial da Guaraná Antarctica que os superasse.

Alguém se lembra?

 

Pipoca com guaraná

Pizza com guaraná

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Prazo para poupador reaver diferença não termina em maio

por Luís Eduardo Colella

O Plano Bresser foi instituído por meio da Resolução 1.338, de 15 de junho de 1987, do Conselho Monetário Nacional, que modificou o critério de atualização monetária do saldo depositado em caderneta de poupança.

Ocorre que essa alteração só poderia ter eficácia a partir de 16 de junho de 1987, pois, no artigo 150, parágrafo 3º, da Constituição Federal anterior, bem como no artigo 6º da Lei de Introdução ao Código Civil de 1916, ambos vigentes em junho de 1987, já havia garantia ao direito adquirido.

Dessa maneira, somente para as poupanças que aniversariavam entre 16 e 31 de julho de 1987 é que se aplicava essa Resolução 1.338, do CMN.

As instituições financeiras, como reiteradamente reconhecido pelo Poder Judiciário, no período de 1 a 15 de julho de 1987, depositaram valores correspondentes a percentual menor, pois utilizaram o índice da Letra do Banco Central (LBC), e não o IPC.

Assim, a caderneta de poupança com data-base num dos primeiros 15 do mês de junho de 1987 teria de ter depositada a correção monetária no mesmo dia do aniversário (1 a 15) no mês de julho de 1987, pela forma da então vigente Resolução 1.265, de 26 de fevereiro de 1987, do Conselho Monetário Nacional, na qual o critério de atualização monetária era o Índice de Preço ao Consumidor (IPC) (de maior resultado), que se apurou em 26,06% para aquele período.

O poupador que possuía depósito em poupança, com data-base entre os dias 1 e 15 de junho de 1987, mantinha um contrato com a instituição financeira depositária.

As leis vigentes então à época (primeira quinzena de junho de 1987) e mais esse contrato garantiam que, num desses dias do mês posterior (1 a 15 de julho de 1987), conforme a data de aniversário, fosse depositado o valor correspondente ao percentual integral de 26,06% do IPC.

O surgimento do direito à cobrança nessa questão econômica nasceu no dia em que a obrigação deveria ser cumprida integralmente e não o foi, porque o direito nasceu desse fato do não pagamento (lesão) no dia do aniversário em julho de 1987 (para os operadores de direito ex facto jus oritur = do fato nasce o direito).

No caso do Plano Bresser, isso se deu entre os dias 1 e 15 de julho de 1987, porque, como dito, num desses dias a obrigação tinha que ter ser realizada.

A prescrição também tem início, ou curso, no momento em que nasce o direito de ação, e isso só ocorreu na data que a correção monetária (diferença) deixou de ser paga, ou seja, entre 1 e 15 de julho de 1987.

Dessa forma, a cobrança da diferença da correção monetária não depositada num dos dias da primeira quinzena (1 a 15) de julho de 1987 prescreve somente no mesmo dia do mês de julho de 2007, porque, ai se completa o prazo de 20 anos (conforme o artigo 177, do Código Civil de 1916, vigente em 1987, combinado com o artigo 2.028, do Código Civil de 2002).

Exemplificando, para quem tinha que receber o depósito no dia 1 de julho de 1987, esse direito só prescreve em 1 de julho de 2007, conforme artigo 1º, da Lei 810, de 6 de setembro de 1949, combinado com artigo 132, parágrafo 3º, do atual Código Civil. E da mesma forma, prescrevem dia a dia as poupanças que tinham seus aniversários até o dia 15 de julho de 1987.

O direito do poupador à cobrança da diferença de correção monetária do Plano Bresser não prescreve em 31 de maio de 2007, mas sim na data correspondente ao aniversário da conta no mês de julho de 2007, desde que essa data seja na primeira quinzena desse mês.

Na verdade, o Plano Bresser’nem se aplicou às poupanças com data-base na primeira quinzena de junho de 1987, com aniversário na primeira quinzena de julho de 1987, as instituições financeiras é que não observaram a norma vigente, porque a nova norma (Resolução 1.338/87) lhe era mais favorável, em total ilicitude contra o poupador.

Por isso, ainda que a data fosse da edição da Resolução 1.338, o que não é, a data seria em 15 de junho de 2007.

Importante anotar que esta prescrição da data de aniversário na primeira quinzena de julho de 2007 é para o poupador que não praticou nenhum dos atos atualmente previstos no artigo 202 do Código Civil, ou anteriormente no artigo 172, do Código Civil/1916, pois ai o prazo pode ser maior.

É o que tínhamos a expor, diante da data limite de propor a ação que, a nosso entender, vem sendo divulgada erroneamente, sem qualquer amparo jurídico ou legal.

30 de maio de 2007

Fonte: Consultor Jurídico

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Jean Paul Belmondo caricature caricatura

Jean-Paul Belmondo por Biratan

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Vitus (2006), filme suíço de Fredi M. Murer.

Vitus | Trailer

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Os que vivem são os que lutam.”

Victor Hugo (Victor-Marie Hugo)   (1802-1885)

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BlogBlogs.Com.Br

Concurso: Petrobrás

Cargo: Diversos

Salário inicial: R$ 835,12 a R$ 3.426,47

Requisitos: 2º e/ou 3º Grau

Vagas: 163

Inscrições: 04 a 26/06/2007

Taxa de inscrição: R$ 27,00 (nível médio) | R$ 40,00 (nível superior)

Informações: Petrobrás

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Elliott Yamin
“Wait For You”
Elliott Yamin | Elliott Yamin
Brasil | World

I never felt nothing in the world like this before
Now I’m missing you and I’m wishing you would come back through my door
Why did you have to go?
You could have let me know; so now I’m all alone

Girl you could have stayed but you wouldn’t give me a chance
With you not around it’s a little bit more than I can stand
And all my tears they keep runnin’ down my face
Why did you turn away?

So why does your pride make you run and hide
Are you that afraid of me?
But I know it’s a lie what you keep inside
This is not how you want it to be

So baby I will wait for you
Cause I don’t know what else I can do
Don’t tell me I ran out of time
If it takes the rest of my life

Baby I will wait for you
If you think I find it just ain’t true
I really need you in my life
No matter what I have to do
I’ll wait for you

Been a long time since you called me
(How could you forget about me)
You gotta be feeling crazy
How can you walk away
(When) Everything stays the same
I just can’t do it baby

What will it take to make you come back
Girl I told you what it is and it just ain’t like that
Why can’t you look at me?
You’re still in love with me
Don’t leave me crying

Baby why can’t we just start all over again
Get it back to the way it was
If you give me a chance I can love you right
But you’re telling me it won’t be enough

So baby I will wait for you
Cause I don’t know what else I can do
Don’t tell me I ran out of time
If it takes the rest of my life

Baby I will wait for you
If you think I find it just ain’t true
I really need you in my life
No matter what I have to do
I’ll wait for you

So why does your pride make you run and hide
Are you that afraid of me?
But I know it’s a lie what you’re keeping inside
That is not how you want it to be

Baby I will wait for you
Baby I will wait for you
If it’s the last thing I do

Baby I will wait for you
Cause I don’t know what else I can do
Don’t tell me I ran out of time
If it takes the rest of my life

Baby I will wait for you
If you think I find it just ain’t true
I really need you in my life
No matter what I have to do
I’ll wait for you
I’ll be waiting…

+ Song Lyrics | Letras

Assista o videoclipe | Watch the video clip
Wait For You | Elliott Yamin

Bônus:
Somebody to Love | Elliott Yamin (American Idol)


 

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+ Veja também:

Stephen King livro book Dark Tower Torre Negra 7 VII

Passaram-se 33 anos e mais de 4.000 páginas, traduzidas em mais de 40 países. Ambientada em um mundo extraordinário, repleto de imagens magníficas e personagens inesquecíveis, a série A Torre Negra é diferente de qualquer outra leitura. A Torre Negra (The Dark Tower) volume 7 é o último volume da série e uma porta que se abre para as extensões mais longínquas da imaginação de Stephen King.

Abaixo, o Primeiro Capítulo do livro:

Callahan e os Vampiros

UM

Père Callahan tinha sido o padre católico de uma cidade, ’Salem’s Lot era seu nome, que não existe mais em qualquer mapa. Ele não se importava muito com isso. Conceitos como o de realidade tinham deixado de ter importância.
Este antigo padre tinha agora em seu poder um objeto pagão, uma pequena tartaruga talhada em marfim. Havia uma lasca no bico e um arranhado que lembrava um ponto de interrogação no casco, mas apesar disso era uma bonita peça.
Bonita e poderosa. Ele podia sentir o poder em sua mão como uma carga elétrica.
— Como é bela — sussurrou para o garoto que estava com ele. — É a Tartaruga Maturin? É, não é?
O garoto era Jake Chambers, que completara um longo circuito para voltar quase exatamente a seu ponto de partida ali em Manhattan.
— Não sei — disse ele. — Ela a chama de sköldpadda. Pode nos ajudar, mas não pode matar os capangas que estão à nossa espera lá dentro.
— Apontou a cabeça para o Dixie Pig, sem saber se pretendera se referir a Susannah ou a Mia ao usar o nada inocente pronome feminino ela. Há algum tempo teria dito que isso não importava porque as duas mulheres estavam inseparavelmente atadas. Agora, contudo, achava que tinha importância, ou logo iria ter.
— Está pronto? — Jake perguntou ao Père, querendo dizer: Pronto para enfrentar. Pronto para lutar. Pronto para matar.
— Oh, estou — Callahan disse calmamente, pondo a tartaruga de olhos sábios e casco arranhado no bolso da camisa, ao lado das balas extras de revólver que carregava. Depois deu batidinhas na peça habilidosamente trabalhada, para se certificar de que viajaria em segurança. — Vou atirar até as balas acabarem e, se eu ficar sem balas antes que me matem, vou acertá-los com a… a coronha da arma.
A pausa foi tão breve que Jake nem reparou. Mas nessa pausa, o Branco falou com o padre Callahan. Era uma força que ele conhecia há muito tempo, desde a época de criança, embora tivesse havido alguns anos de má-fé ao longo do caminho, anos em que sua compreensão daquela força elementar primeiro se embaçara, depois se perdera. Mas aqueles dias tinham passado, o Branco era de novo seu e ele disse obrigado, Deus!
Jake sacudia a cabeça, falando algo que Callahan mal conseguia ouvir. E o que Jake dizia não importava. O que aquela outra voz dizia — a voz de alguma coisa grande, talvez grande demais para ser chamada de Deus — sim.
O garoto tem de continuar, a voz disse a Callahan. Aconteça o que acontecer aqui, dê no que dê, o garoto tem de continuar. Sua parte na história está quase acabada. A dele não.
Passaram por uma placa num cavalete de cromo (FECHADO PARA REUNIÃO PARTICULAR), Oi, o amigo especial de Jake trotando entre os dois, as orelhas em pé e o focinho exibindo o habitual sorriso de dentes arreganhados. No alto dos degraus, Jake enfiou a mão no saco de pano que Susannah-Mia trouxera de Calla Bryn Sturgis e agarrou dois pratos — os pratos Orizas. Bateu um contra o outro, abanou a cabeça ante o tilintar abafado e disse:
— Vamos ver as suas armas.
Callahan levantou a Ruger que Jake trouxera de Calla Nova York e que agora estava de volta; a vida é uma roda e todos devemos dizer obrigado. Por um momento o Père colocou o cano da Ruger ao lado da face direita como um duelista. Depois tocou no bolso da camisa, volumoso das balas e da tartaruga. A sköldpadda. Jake abanou a cabeça.
— Depois que entrarmos, ficamos juntos. Sempre juntos, com Oi
no meio. Sempre um trio. E depois que começarmos, não paramos mais.
— Não paramos mais.
— Certo. Está pronto?
— Sim. Que o amor de Deus caia sobre você, garoto.
— E sobre você, Père. Um… dois… três. — Jake abriu a porta e juntos penetraram na luminosidade pálida e no aroma penetrante, adocicado, de carne assada.

DOIS

Jake caminhou para o que tinha certeza que seria sua morte recordando duas coisas que Roland Deschain, seu verdadeiro pai, havia dito. Batalhas que duram cinco minutos engendram lendas que vivem mil anos. E: Você não precisa morrer feliz quando seu dia chegar, mas deve morrer em paz consigo mesmo, achando que viveu sua vida do início ao fim e que o ka sempre foi servido.
Jake Chambers inspecionou o Dixie Pig com a mente em paz.

TRÊS

E com uma clareza cristalina. Seus sentidos estavam tão aguçados que ele podia sentir não apenas o cheiro da carne sendo assada, mas o do alecrim com que fora temperada; podia ouvir não só o ritmo calmo de sua respiração, mas o murmúrio das ondas do sangue subindo em direção ao cérebro por um lado do pescoço e descendo para o coração pelo outro.
Também se lembrava de Roland dizendo que mesmo a batalha mais curta, do primeiro tiro ao último corpo que cai, pareceu longa para os que dela participaram. O tempo ficava elástico; esticava-se a ponto de parecer ter sumido. Jake assentira a cabeça como se tivesse compreendido, embora na época não tivesse.
Agora compreendia.
Seu primeiro pensamento foi que eram muitos… realmente, realmente muitos. Estimava que chegassem quase a uma centena, a maioria sem dúvida do tipo que Père Callahan rotulava de “homens baixos” (alguns eram, na realidade, mulheres baixas, mas Jake tinha certeza que o princípio era o mesmo). Espalhados entre eles, menos corpulentos que o baixo folken e às vezes esguios como armas de esgrima, sempre de aspecto muito pálido e com os corpos cercados de sombrias auras azuis, estavam vultos que tinham de ser vampiros.
Oi permanecia no calcanhar de Jake, o pequeno focinho de raposa com uma expressão severa, a garganta deixando escapar um rosnado baixo.
Aquele cheiro de carne cozinhando que flutuava no ar não era de porco.

QUATRO

Três metros entre nós sempre que for possível, Père… Fora o que Jake dissera lá fora, na calçada, e mesmo enquanto ainda se aproximavam do balcão da gerência, Callahan seguia à direita de Jake mantendo a requerida distância entre eles.
Jake também tinha lhe dito para gritar o mais alto e por mais tempo que pudesse, e Callahan estava abrindo a boca para começar a fazer exatamente isso quando a voz do Branco tornou a falar dentro dele. Só uma palavra, mas foi o bastante.
Sköldpadda, disse ele.
Callahan continuava segurando a Ruger junto à face direita. Agora mergulhava a mão esquerda no bolso da camisa. Sua consciência da cena diante dele não se mostrou tão alerta quanto a de seu jovem companheiro, mas ele viu bastante coisa: os flambeaux elétricos, vermelho-alaranjados, nas paredes, as velas de cada mesa encapsuladas em redomas de vidro de um alaranjado mais vivo, como o do Halloween, os guardanapos brilhando. À esquerda da sala de jantar uma tapeçaria mostrava cavaleiros e suas damas sentados numa comprida mesa de banquetes. Havia uma certa atmosfera no lugar — Callahan não sabia exatamente o que a provocava, pois os diferentes sinais e estímulos eram demasiado sutis — de gente acabando de se recompor após um momento de nervosismo: por exemplo, um pequeno incêndio na cozinha ou um acidente de automóvel na rua.
Ou uma dama tendo um bebê, Callahan pensou fechando a mão sobre a Tartaruga. Isto sempre acaba provocando uma boa e pequena pausa entre o aperitivo e o primeiro prato.
— Chega agora o ka-mais de Gilead! — gritou uma voz agitada, nervosa. Não uma voz humana, disso Callahan tinha quase certeza. Tinha zumbido demais para ser humana. Callahan viu o que parecia ser algum tipo monstruoso de híbrido, pássaro-gente, parado na extremidade do salão. Usava uma calça jeans de corte reto e camisa social branca, mas a cabeça que saía da camisa estava coberta com penas sedosas de um tom amarelo-escuro. Os olhos pareciam gotas de alcatrão líquido.
— Peguem os dois! — gritou a coisa apavorantemente ridícula, rapidamente removendo um guardanapo sob o qual havia algum tipo de arma. Callahan supôs que fosse um revólver, só que parecia o tipo de revólver que se vê em Jornada nas Estrelas. Como era mesmo que se chamavam? Phasers? Paralisadores?
Não importava. Callahan tinha uma arma muito melhor e quis se certificar de que todos a viam. Derrubou o que havia sobre a mesa mais próxima, inclusive a redoma de vidro com a vela. Depois puxou bruscamente a toalha como um mágico fazendo seu truque. A última coisa que queria era tropeçar numa toalha no momento crucial. Então, com uma agilidade que uma semana antes se teria julgado incapaz, subiu numa das cadeiras e passou da cadeira ao tampo da mesa. Uma vez em cima da mesa, levantou a sköldpadda com a parte de baixo da peça apoiada nos dedos, permitindo que todos dessem uma boa olhada.
Eu podia cantarolar alguma coisa?, ele pensou. Quem sabe “Moonlight Becomes You” ou “I Left My Heart in San Francisco”.
A essa altura estavam dentro do Dixie Pig há exatamente 34 segundos.

CINCO

Professores de escola secundária diante de um grande grupo de estudantes numa sala de estudos ou numa reunião de todo o colégio dirão que os adolescentes, mesmo de banho tomado e bem arrumados, fedem dos hormônios que seus corpos tão avidamente fabricam. Qualquer grupo de pessoas sob estresse emite um fedor similar, e Jake, com os sentidos sintonizados num tom dos mais sofisticados, sentiu-o ali. Quando passaram pelo posto do maître (Central de Extorsão, como seu pai gostava de chamar esses locais), o cheiro dos freqüentadores do Dixie Pig estava fraco, era apenas o cheiro de pessoas voltando ao normal após algum tipo de rebuliço. Mas quando a criatura-pássaro lá no canto gritou, Jake já começara a sentir com mais intensidade o cheiro dos fregueses. Um aroma metálico, capaz, como o sangue, de estimular sua têmpera e suas emoções. Sim, viu o Pássaro Canoro remover o guardanapo; sim, viu a arma embaixo; sim, compreendeu que Callahan, em cima da mesa, era alvo fácil. Mas Jake se preocupava muito menos com isso que com a arma engatilhada que era a boca do Pássaro Canoro. Jake estava fazendo recuar o braço direito, querendo atirar o primeiro de seus 19 pratos e amputar a cabeça onde aquela boca se encontrava, quando Callahan ergueu a tartaruga.
Não vai dar certo, não aqui, Jake pensou, mas antes mesmo de a idéia se articular completamente em sua mente, ele compreendeu que estava dando certo. Soube pelo cheiro deles. A agressividade deixou a atmosfera. E os poucos que tinham começado a se levantar das mesas (os buracos negros nas testas dos homens baixos se abrindo mais, as auras azuis dos vampiros parecendo mais próximas dos corpos e mais intensas) voltaram a se sentar, a desabar nas cadeiras, como se, de repente, tivessem perdido o comando dos músculos.
— Pegue os dois, são esses aí, Sayre… — Então o Canoro parou de falar. Sua mão esquerda (se é que uma garra tão feia podia ser chamada de mão) tocou a coronha do revólver high-tech e caiu ao lado do corpo. O brilho pareceu deixar seus olhos. — São esses aí Sayre… S-S-Sayre… — Outra pausa. Então a coisa-pássaro disse: — Oh, sai, que bela peça é essa que você tem na mão?
— Você sabe o que é — disse Callahan. Jake estava andando e Callahan atento ao que o garoto-pistoleiro lhe contara lá fora (cuide para que cada vez que eu olhe para a direita veja seu rosto), desceu da mesa para acompanhá-lo, sempre segurando a tartaruga no alto. Callahan quase pôde saborear o silêncio do salão, mas…
Mas havia outro salão. Riso rouco e áspero, entremeado de gritos — pelo som, uma festa, e bem próxima. À esquerda. Por trás da tapeçaria que mostrava os cavaleiros e suas damas no jantar. Alguma coisa está acontecendo lá atrás, Callahan pensou, e provavelmente não é um baile de debutantes.
Ouviu Oi respirando depressa e baixo por entre seu eterno sorriso, um perfeito motorzinho. E mais alguma coisa. Um áspero som de chocalho com rápida crepitação por baixo, em surdina. A combinação fez os dentes de Callahan baterem e trouxe um frio para sua pele. Havia algo escondido embaixo das mesas.
Oi foi quem primeiro viu os insetos avançando e ficou estático como um cachorro em posição de caça, uma pata erguida, o focinho empinado para a frente. Por um momento a única parte dele a se mover foi a escura e aveludada pele do focinho, primeiro se contraindo e revelando as cerradas agulhas dos dentes, depois relaxando para escondê-las, em seguida se contraindo de novo.
Os insetos avançaram. Fossem o que fossem, a Tartaruga Maturin erguida na mão do Père nada significava para eles. Um sujeito gordo, usando um smoking com lapelas em xadrez, falou num tom baixo, quase indagador, com a coisa-pássaro:
— Não era para eles irem além daqui, Meiman, nem sair. Nos disseram…
Oi se atirou para a frente, um rosnado passando entre os dentes apertados. Sem a menor dúvida um som nada habitual, fazendo Callahan se lembrar de uma legenda cômica de história em quadrinho: Arrrrrr!
— Não! — Jake gritou, alarmado. — Não, Oi!
Com o berro do garoto, os gritos e risos saindo de trás da tapeçaria cessaram abruptamente, como se o folken lá atrás tivesse de repente tomado consciência de que alguma coisa tinha se alterado no salão da frente.
Oi nem pareceu ouvir o grito de Jake. Triturou três insetos em rápida sucessão, o estalar das carapaças quebradas com horrível nitidez no silêncio renovado. Oi não tentou comê-los. Simplesmente atirou os corpos, cada um do tamanho de um camundongo, para o ar com uma guinada do pescoço e um arreganhado abrir de maxilares.
E os outros retrocederam para baixo das mesas.
Ele foi feito para isto, Callahan pensou. Talvez em tempos muito recuados todos os trapalhões fossem feitos para isto. Feito para aquilo do modo como algumas raças de terrier são feitas para…
Um grito rouco vindo de trás da tapeçaria interrompeu esses pensamentos.
— Humes! — uma voz gritou e logo uma segunda: — Ka-humes!
Callahan teve um absurdo impulso de gritar: Saúde!
Antes que pudesse gritar isso ou qualquer outra coisa, a voz de Roland encheu de repente sua cabeça.

SEIS

— Jake, vá.
O garoto se virou para Père Callahan, confuso. Caminhava com os braços cruzados, pronto para atirar os ‘Rizas no primeiro homem baixo ou mulher baixa que se mexesse. Oi voltara a se sentar nas patas traseiras, embora balançasse a cabeça sem parar de um lado para o outro e os olhos brilhassem com a perspectiva de uma nova caçada.
— Vamos juntos — disse Jake. — Eles estão intimidados, Père! E estamos perto! Eles a levaram através… deste salão… depois atravessaram a cozinha…
Callahan não prestava atenção. Mantendo ainda a tartaruga erguida (como alguém segurando uma lanterna no fundo de uma caverna), tinha se virado para a tapeçaria. O silêncio que vinha de trás dela era muito mais terrível que os gritos e o riso febril, cacarejante. Era silêncio como arma apontada. E o garoto havia parado.
— Vá enquanto pode — disse Callahan, lutando para manter a calma.
— Vá buscá-la se puder. É esta a ordem de seu dinh. É também a vontade do Branco.
— Mas você não pode…
— Vá, Jake!
Os homens e mulheres baixos reunidos no Dixie Pig, hipnotizados ou não pela sköldpadda, murmuraram nervosos ouvindo aquele grito, e sem dúvida tinham suas razões, pois não era a voz de Callahan o que saía da boca de Callahan.
— Esta é a única chance que você tem e precisa aproveitá-la! Encontre-a! Como dinh eu lhe ordeno!
Os olhos de Jake se arregalaram com o som da voz de Roland saindo da garganta de Callahan. Seu queixo caiu. Ele olhou em volta, atordoado.
Um segundo antes de a tapeçaria à esquerda deles ser puxada violentamente para o lado, Callahan percebeu o humor negro dela, o que o olho desatento a princípio certamente não veria: o assado que era o principal prato do banquete tinha uma forma humana; os cavaleiros e suas damas estavam comendo carne humana e bebendo sangue humano. O que a tapeçaria mostrava era uma comunhão de canibais.
Então o povo antigo que desfrutava seu próprio jantar puxou com força a obscena tapeçaria e atacou, gritando através dos grandes caninos que mantinham as bocas deformadas eternamente abertas. Os olhos pretos como a cegueira, a pele dos rostos e testas (inclusive das costas das mãos) estava cheia de tumores que lembravam dentes. Como os vampiros do outro salão de jantar, estavam cercados de auras, mas auras de um violeta viscoso, muito escuro, quase negro. Uma espécie de gosma escorria pelos cantos dos olhos e bocas. Tagarelavam e vários estavam rindo. Aparentemente, no entanto, os sons não pareciam estar saindo deles. Era como se estivessem sendo agarrados do ar como algo que pudesse ser partido vivo.
E Callahan os conhecia. É claro que sim. Afinal não chegara até ali justamente graças a um deles? Ali estavam os verdadeiros vampiros, os de Tipo Um, conservados como segredo e soltos agora contra os intrusos.
A tartaruga que Callahan segurava não servia de nada para retardá-los.
Callahan viu Jake parado, pálido, olhos vidrados de horror, saltando das órbitas, toda a determinação perdida ante a visão daquelas anomalias.
Sem saber o que ia sair da sua boca antes de ouvir, Callahan gritou:
— Primeiro vão matar Oi! Vão matá-lo na sua frente e beber o sangue!
Oi latiu ao som de seu nome. Os olhos de Jake pareceram clarear ouvindo aquilo, mas Callahan não tinha mais tempo de se preocupar com a sorte do rapaz.
A tartaruga não vai detê-los, mas pelo menos está mantendo os outros recuados. Balas não vão detê-los, mas…
Com uma sensação de déjà vu — e por que não, ele já passara por tudo aquilo antes, na casa de um garoto chamado Mark Petrie —, Callahan pôs a mão na frente da camisa aberta e puxou a cruz que usava lá. Ela estalou contra a coronha da Ruger, e daí ficou pendurada embaixo dela. Um brilhante clarão branco-azulado iluminava a cruz. As duas coisas do povo antigo que vinham na frente até então pareciam prestes a agarrá-lo, a puxá-lo para o meio delas. Agora recuavam, gritando de dor. Callahan
viu a superfície da pele das criaturas chiar e começar a se liquefazer. A visão daquilo o encheu de uma felicidade febril.
— Afastem-se de mim! — ele gritou. — O poder de Deus ordena! O poder de Cristo ordena! O ka do Mundo Médio ordena! O poder do Branco ordena!
Mesmo assim um deles se atirou para a frente, um ancião esquelético e deformado num velho smoking com incrustações de musgo. Usava em volta do pescoço uma espécie de condecoração antiga… seria a Cruz de Malta? Arremessou uma das mãos de unhas compridas para o crucifixo que Callahan estava segurando. Callahan puxou a cruz para baixo no último segundo e a garra do vampiro passou a dois centímetros dela. Callahan se jogou para a frente sem pensar e dirigiu a ponta da cruz para a membrana amarela na testa da coisa. O crucifixo dourado entrou como um espeto incandescente na manteiga. A coisa no smoking cor de ferrugem deixou escapar um grito cristalino de dolorosa aflição e cambaleou para trás. Callahan puxou a cruz. Por um momento, antes que o monstro chapasse as garras na própria testa, Callahan viu o buraco que a cruz tinha feito. Então uma coisa grossa, amarela, quase coagulada, começou a se derramar pelos dedos do velho vampiro. Os joelhos se desconjuntaram e o ancião rolou para o chão entre duas mesas. Seus pares se apartaram dele, gritando furiosos. A face da coisa já estava se encolhendo sob as mãos torcidas. A aura oscilava como vela e de repente não houve mais nada além de uma poça amarela e carne se liquefazendo, se derramando como vômito das mangas do paletó e das pernas da calça.
Callahan avançou vigorosamente para os outros. O medo passara. A sombra de vergonha que caíra sobre ele desde que Barlow pegara e quebrara sua cruz também se fora.
Enfim livre, ele pensou. Enfim livre, grande Todo-Poderoso, enfim estou livre! Então: Creio que isto é a redenção. O que é bom, não é? De fato muito bom.
— Jogue isso fora! — um deles gritou, as mãos erguidas para proteger o rosto. — Brinquedo asqueroso do Deus-cordeiro, jogue isso fora se tiver coragem!
Brinquedo asqueroso do Deus-cordeiro, não é? Se é assim, por que vocês se encolhem?
Ele não se atrevera a reagir quando Barlow o desafiara, o que foi sua desgraça. No Dixie Pig, Callahan virou a cruz para a coisa que se atrevera a falar.
— Não sei se vale a pena apostar minha fé diante de uma coisa como você, sai — disse ele, as palavras soando claramente no salão. Forçara os antigos a recuarem quase até a arcada por onde tinham vindo. Grandes tumores escuros tinham aparecido nas mãos e faces dos que seguiam na frente, devorando como ácido o pergaminho das peles antigas. — Sem dúvida eu jamais jogaria fora uma cruz tão amiga. Mas guardá-la? Sim, se preferir. — E ele tornou a colocar a cruz dentro da camisa.
De imediato, vários vampiros se atiraram para a frente, as bocas contraídas pelos caninos e se contorcendo no que poderia passar por sorriso. Callahan estendeu os braços para eles. Os dedos (e o cano da Ruger) brilhavam, como se tivessem sido enfiados numa chama azulada. Os olhos da tartaruga tinham igualmente se enchido de luz; o casco brilhava.
— Fiquem longe de mim! — Callahan gritou. — O poder de Deus e do Branco ordenam!

SETE

Quando o terrível xamã virou-se para enfrentar os Avós, Meiman do taheen sentiu o terrível, incrível fascínio da Tartaruga enfraquecer um pouco. Viu que o rapaz tinha ido, o que o encheu de desânimo; se bem que o rapaz acabara entrando mais em vez de fugir, de modo que tudo ainda podia estar sob controle. Se o garoto, no entanto, achasse a porta para Fedic e a usasse, Meiman poderia ficar numa situação muito ruim. Pois Sayre respondia a Walter das Sombras e Walter respondia apenas ao próprio Rei Rubro.
Não importa. Uma coisa de cada vez. Primeiro tratar adequadamente do xamã. Soltar os Avós contra ele. Depois ir atrás do garoto, talvez gritando que o amigo o queria sim, isso podia dar certo…
Meiman (Homem-Canário para Mia, Pássaro Canoro para Jake) andou furtivamente para a frente, agarrando Andrew (o gordo naquele smoking com lapelas em xadrez) com uma das mãos e a garota ainda mais gorda de Andrew com a outra. Mostrou com um gesto o que Callahan estava fazendo.
Tirana balançou a cabeça com veemência. Meiman abriu o bico e silvou para ela. Ela se encolheu. Detta Walker já tinha posto os dedos dentro da máscara que Tirana usava e esta já pendia em frangalhos em volta de seu maxilar e pescoço. No meio da testa, uma ferida vermelha se abria e fechava como a guelra de um peixe agonizante.
Meiman se virou para Andrew, soltou-o pelo tempo suficiente para apontar para o xamã, depois passou a garra que lhe servia de mão pelo pescoço cheio de penas, um gesto sombriamente expressivo. Andrew abanou a cabeça e empurrou as mãos rechonchudas da esposa quando elas tentaram detê-lo. A máscara de humanidade era boa o bastante para mostrar o homem baixo, no smoking brilhante, com a expressão de quem toma coragem. E então ele saltou para a frente com um grito estrangulado, agarrando Callahan pelo pescoço não com as mãos, mas com os gordos antebraços. No mesmo instante, sua garota se precipitou para a frente, tirando a tartaruga de marfim da mão do Père, gritando enquanto fazia isso. A sköldpadda rolou para o tapete vermelho, quicou para baixo de uma das mesas e ali (como um certo barco de papel de que alguns de vocês talvez se lembrem) saiu para sempre desta história.
Os Avós continuavam contidos, assim como os vampiros de Tipo Três que haviam jantado no salão da frente, mas os homens e mulheres baixos sentiram fraqueza e andaram para a frente, primeiro de forma hesitante, depois com crescente confiança. Cercaram Callahan, fizeram uma pausa e caíram em massa em cima ele.
— Me deixem em nome de Deus! — Callahan gritou, mas obviamente foi inútil. Ao contrário dos vampiros, as coisas com as feridas vermelhas nas testas não reagiram ao nome do Deus de Callahan. Tudo que ele pôde fazer foi torcer para Jake não parar, muito menos dar meiavolta; torcer para que ele e Oi corressem como o vento em direção a Susannah. Para salvá-la, se pudessem. Para morrer com ela se não pudessem. E para matar o bebê, se tivessem chance. Deus, mas ele se enganara sobre o bebê. Deviam ter liquidado a vida do bebê na Calla, quando tiveram oportunidade.
Alguma coisa mordera profundamente seu pescoço. Agora os vampiros viriam, com cruz ou sem cruz. Assim que sentissem o primeiro cheiro de seu sangue, cairiam em cima dele como tubarões. Me ajude, Deus, me dê coragem, Callahan pensou e sentiu a coragem fluindo para ele. Rolou para a esquerda quando garras arranharam sua camisa, deixando-a em frangalhos. Por um momento a mão direita ficou livre e ainda segurava a Ruger. Ele se virou para o rosto determinado, suado, congestionado pela raiva do homem gordo que se chamava Andrew e encostou o cano do revólver (comprado, no passado distante, para a proteção da casa pelo mais que semiparanóico executivo de TV, pai de Jake) na macia ferida vermelha no centro da testa do homem baixo.
— Nã-ooo, não vai se atrever! — Tirana gritou e, quando ela estendeu a mão para o revólver, a frente de sua túnica finalmente rasgou, fazendo os seios maciços transbordarem. Eles estavam cobertos com umáspero pêlo.
Callahan puxou o gatilho. O tiro da Ruger foi ensurdecedor no salão de jantar. A cabeça de Andrew explodiu como uma cuia cheia de sangue, borrifando as criaturas que tinham se amontoado atrás dele. Houve gritos de horror e perplexidade. Callahan teve tempo de pensar: Não devia ser assim, não é? E: Isso já dá para me colocar no clube? Já sou um pistoleiro?
Talvez não. Mas havia o Homem-Pássaro, parando entre duas mesas, bem na frente dele, o bico se abrindo e fechando, o nervosismo fazendo a garganta pulsar de forma evidente.
Sorrindo, apoiando-se num cotovelo enquanto o sangue saía de sua garganta rasgada e jorrava para o tapete, Callahan fez mira com a Ruger de Jake.
— Não! — Meiman gritou, levando as mãos deformadas ao rosto num gesto de proteção absolutamente inútil. — Não, você NÃO PODE…
Posso sim, Callahan pensou com alegria infantil e atirou de novo. Meiman deu dois passos trôpegos para trás, depois um terceiro. Bateu numa mesa e caiu sobre ela. Três penas amarelas ficaram flutuando, ondulando preguiçosamente.
Callahan ouviu uivos selvagens, não de raiva nem de medo, mas de fome. O aroma do sangue tinha finalmente penetrado nas narinas cor de jade dos antigos e agora nada iria detê-los. Então, se Callahan não queria se juntar a eles…
Père Callahan, antigo padre Callahan de ’Salem’s Lot, virou o cano da arma contra si próprio. Não perdeu tempo procurando a eternidade na escuridão do cano, mas empurrou-o com força contra a parte de baixo do queixo.
— Salve, Roland! — ele disse, e soube
(a onda eles foram erguidos pela onda)
que foi ouvido. — Salve, pistoleiro!
O dedo fez pressão no gatilho quando os monstros antigos caíram sobre ele. Callahan se sentiu sufocado pelo fedor do hálito seco e frio deles, mas não estava assustado. Nunca se sentira tão corajoso. Em toda a sua vida, nunca fora tão feliz como quando era um simples andarilho, não um padre mas apenas Callahan das Estradas, e sentiu que logo estaria livre para retomar aquela vida e perambular como quisesse, os deveres cumpridos. Isso era muito bom.
— Que você encontre sua Torre, Roland, consiga penetrar nela e escalá-la até o topo!
Os dentes de seus velhos inimigos, aqueles antigos irmãos e irmãs de uma coisa que dissera se chamar Kurt Barlow, afundaram nele como ferrões. Callahan absolutamente não os sentiu. Estava sorrindo quando puxou o gatilho e escapou deles para sempre.

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After a journey through seven books and over 20 years, King’s Constant Readers finally have the conclusion they’ve been both eagerly awaiting and silently dreading. The tension in the Dark Tower series has built steadily from the beginning and, like in the best of King’s novels, explodes into a violent, heart-tugging climax as Roland and his ka-tet finally near their goal. The body count in The Dark Tower is high. The gunslingers come out shooting and face a host of enemies, including low men, mutants, vampires, Roland’s hideous quasi-offspring Mordred, and the fearsome Crimson King himself. King pushes the gross-out factor at times–Roland’s lesson on tanning (no, not sun tanning) is brutal–but the magic of the series remains strong and readers will feel the pull of the Tower as strongly as ever as the story draws to a close. During this sentimental journey, King ties up loose ends left hanging from the 15 non-series novels and stories that are deeply entwined in the fabric of Mid-World through characters like Randall Flagg (The Stand and others) or Father Callahan (Salem’s Lot). When it finally arrives, the long awaited conclusion will leave King’s myriad fans satisfied but wishing there were still more to come.

In King’s memoir On Writing, he tells of an old woman who wrote him after reading the early books in the Dark Tower series. She was dying, she said, and didn’t expect to see the end of Roland’s quest. Could King tell her? Does he reach the Tower? Does he save it? Sadly, King said he did not know himself, that the story was creating itself as it went along. Wherever that woman is now (the clearing at the end of the path, perhaps?), let’s hope she has a copy of The Dark Tower. Surely she would agree it’s been worth the wait. –Benjamin Reese

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Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada

Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar

Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja: eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou céu e fim
E o meu amor é imensidão

Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja: eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou céu e fim
E o meu amor é imensidão

Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja: eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou céu fim
E o meu amor é imensidão

+ Cancioneiro | Letras

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